Mauá

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Município de Mauá
"Capital da Porcelana"
Visão parcial do Centro da Cidade a partir do Bairro Matriz

Visão parcial do Centro da Cidade a partir do Bairro Matriz
Bandeira de Mauá
Brasão de Mauá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 08 de dezembro de 1954 (60 anos)
Fundação 01 de janeiro de 1954
Emancipação 22 de novembro de 1953 (plebiscito)
Gentílico mauaense
CEP 09300-000 até 09399-999
Prefeito(a) Donisete Pereira Braga (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mauá
Localização de Mauá em São Paulo
Mauá está localizado em: Brasil
Mauá
Localização de Mauá no Brasil
23° 40' 04" S 46° 27' 39" O23° 40' 04" S 46° 27' 39" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[1]
Microrregião São Paulo IBGE/2008[1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Norte: São Paulo; Nordeste: Ferraz de Vasconcelos; Sudeste: Ribeirão Pires e Oeste: Santo André.
Distância até a capital 26 km
Características geográficas
Área 62,293 km² [2]
População 448 776 hab. (SP: 10º) –  [3]
Densidade 7 204,28 hab./km²
Altitude 850 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,766 alto PNUD/2010 (131º) [4]
PIB R$ 5 676 525,558 mil (BR: 73º) – IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 752,84 IBGE/2008[5]
Página oficial

Mauá (AFI: [ma'wa]) é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Pertence à região do ABC Paulista. A densidade demográfica é de 6 463,7 habitantes por quilômetro quadrado. Porém a densidade urbana é bem maior, já que um terço do município é área industrial e 10% pertence à área rural e ao Parque Estadual da Serra do Mar. Em 2014, era o 20° município do estado em produto interno bruto e o 10º em população, com 448 776 habitantes.[3] Mauá está entre as 50 cidades mais populosas de todo o Brasil.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro sugere que o topônimo "Mauá" pode provir de "Magûeá", que era o nome de uma aldeia tamoia que se localizava na baía de Guanabara no século 16.[6] Originalmente, o nome "Mauá" designava uma área onde hoje situa-se o bairro de Mauá, em Magé, onde Irineu Evangelista de Souza construiu um grande porto. O imperador dom Pedro II, reconhecendo a importância da obra, nomeou-o barão de Mauá.

Na criação do distrito de Mauá, durante o processo de emancipação, o nome "Mauá" passou a designar a estação local e o povoado que surgiu ao seu redor em substituição ao antigo "Pilar", que fazia referência ao Caminho do Pilar (antigo nome da Avenida Barão de Mauá), que ligava a vila de São Bernardo à Igreja do Pilar.

História[editar | editar código-fonte]

Quando houve, por parte dos portugueses, a primeira expedição a avançar para o interior do continente brasileiro (até então, a exploração se restringia ao litoral), ainda em meados do Século XVI, a qual saiu de São Vicente e chegou até as tribos indígenas de Piratininga, na confluência dos rios Tamanduateí, Anhangabaú e Tietê, o percurso utilizado foi o Caminho do Peabiru: mais exatamente, a Trilha dos Tupiniquins, a qual atravessava o território da atual Mauá, em um traçado ancestral e muito próximo da atual Avenida Barão de Mauá.[7] João Ramalho, o qual fundou a Vila de Santo André original em 1553, tomou posse de muitas terras que hoje fazem parte do território mauaense.

No Século XVIII, a região era conhecida como Cassaquera, um nome indígena que significa "Cercados Velhos" ou "Cercado dos Velhos". Mais tarde, a antiga Trilha dos Tupiniquins tornou-se o Caminho do Pilar, uma vez que levava até a Capela Nossa Senhora do Pilar, fundada em 1714, localizada onde hoje fica Ribeirão Pires. Do nome da estrada, surgiu a nova denominação local: Pilar.[8]

Apesar de haver alguns moradores na região, só houve progresso local relevante a partir da construção, por parte da São Paulo Railway, da Ferrovia Santos-Jundiaí, a qual foi inaugurada em 1867. Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, mais tarde elevado a Visconde de Mauá, grande empreendedor no comando desse projeto ferroviário, que chegou a ter grandes propriedades na região, adquirindo a Fazenda Bocaina do capitão João José Barboza Ortiz. O crescimento da agora Vila do Pilar levou a São Paulo Railway a inaugurar a estação de trem Pilar em 1º de abril de 1883.[9] Um núcleo populacional surgiu e cresceu em volta da estação pelas décadas seguintes.

Em 1926, a estação ferroviária teve o nome alterado para Mauá em homenagem ao ilustre empreendedor e construtor da ferrovia. Assim, o então bairro de Pilar, pertencente ao município de São Bernardo do Campo, foi mudado pra Mauá. Com o Decreto-lei Estadual nº 6 780, de 18 de outubro de 1934, Mauá foi elevada a distrito, ainda pertencente a São Bernardo.[10] Com o Decreto-lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, foi recriado o município de Santo André, passando o distrito de Mauá a pertencer ao novo município.[11]

O distrito cresceu, mas boa parte da população considerava o local quase abandonado pela Prefeitura de Santo André. Surgiu, assim, a partir de 1943, o Movimento Emancipacionista, liderado por Egmont Fink[12] . Em 22 de novembro de 1953, foi realizado um plebiscito com os moradores locais para que eles escolhessem pela emancipação local ou não. A maioria votou a favor, e a Lei Estadual nº 2 456, de 30 de dezembro de 1953, decretou a emancipação e surgimento do Município de Mauá.[13] A instalação de fato do novo município e administração autônoma se deu a partir de 1º de janeiro de 1954.[14] Os vereadores, no entanto, decidiram, por votação na Câmara Municipal, que a Data Magna da cidade seria 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, padroeira da cidade, e Dia da Justiça.

Economia[editar | editar código-fonte]

Embora existam vários ramos de atividade econômica na cidade, como logística, metalurgia, indústria química, de materiais elétricos e petroquímica, ainda hoje Mauá é lembrada como a "Capital da louça e da cerâmica" ou "Capital da porcelana",[15] devido ao fato de esta atividade ter sido bastante importante para o desenvolvimento do município. Existem dois polos industriais (Capuava e Sertãozinho) e um grande polo petroquímico, onde está localizada a refinaria da Petrobras, a Refinaria de Capuava. Estes polos transformaram Mauá em um dos maiores parques industriais do país. Estão, em implementação, grandes intervenções viárias (Rodoanel e o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego/Nova Trabalhadores), que, devido à facilitação do acesso à cidade, devem influenciar no crescimento da atividade industrial, que, hoje, sofre com o estrangulamento da malha viária e com sua crônica falta de manutenção.

Algumas empresas com sede ou filial no município de Mauá são: Foz do Brasil (comercialização de água e tratamento de esgoto), Dixie Toga (filmes em alumínio), Grecco Transportes (logística), CGE (metalúrgica), Petrobrás (refino de petróleo, nitrogenados e gás de cozinha), Ultragaz (gás de cozinha), Bandeirante Química (derivados de petróleo), Saint-Gobain (vidros para construção civil e linha automotiva), Liquigás (gás de cozinha), Copagaz (gás de cozinha), Polibrasil (polietileno), Vitopel (resinas petrolíferas para fabricação de papel e celulose), Chevron-Oronite (derivados de petróleo), Oxiteno-Ultra (gases derivados de petróleo exceto GNV), Firestone (pneus), Akzo Nobel-Tintas Coral (pigmentos), Lipos (parafusos), Magneti Marelli (antiga Cofap) (metalurgia e peças automotivas), Polimetri (estampados e metalurgia) Tupy (metalurgia), ALMAN (metalúrgica em alumínio), Multibrás-Brastemp (componentes para eletrodomésticos), Líder Brinquedos, Lara Ambiental (coleta e logística de resíduos sólidos), Goodyear Gatorback (borrachas para maquinário pesado e caminhões), entre outras.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Servida pelos trens da linha 10 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, com as estações:

Viário[editar | editar código-fonte]

O sistema viário mauaense conta com ônibus municipais em um único lote (1- Suzantur) e intermunicipais geridos pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo.

Vias[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Vias Arteriais [16] [editar | editar código-fonte]

Entendem-se, como vias arteriais, os principais corredores viários do município de Mauá, sendo eles vias de intenso fluxo de veículos e transporte coletivo. São vias pavimentadas e eixos de ligação entre principais pontos da cidade:

  • Avenida Papa João XXIII - Liga o Polo Industrial de Sertãozinho e SPA 086/021 ao centro da cidade;
  • Avenida Oscar Niemeyer - [17] (Jacu-Pêssego) - Ligação entre a SPA 086/021 ao município de São Paulo (até a Rodovia Ayrton Senna e aeroporto de Cumbica, em Guarulhos);
  • Avenida João Ramalho - Principal ligação entre as cidades de Santo André e Mauá;
  • Avenida Alberto Soares Sampaio - Ligação entre o Polo Industrial Capuava ao centro da cidade;
  • Avenida Ayrton Senna da Silva - Ligação entre os bairros Sônia Maria e Oratório ao centro de Mauá, corredor alternativo aos distritos paulistanos de São Mateus e Sapopemba;
  • Avenida Antônia Rosa Fioravanti - Ligação entre a região central aos bairros das regiões norte e leste da cidade, continuação do corredor oriundo da Avenida do Estado, marginal do Rio Tamanduateí;
  • Avenida Capitão João - Principal ligação entre as cidades de Mauá e Ribeirão Pires;
  • Estrada Adutora do Rio Claro - Ligação alternativa entre os bairros da região norte da cidade (Vila Magini, Nova Mauá, Jardim Paranavaí) ao município de São Paulo (região Parque São Rafael)
  • Avenida Barão de Mauá - Principal corredor interbairros da cidade, possuindo cerca de 8 quilômetros de extensão;
  • Avenida Brasil - Ligação alternativa marginal a linha 10 da CPTM;
  • Avenida Itapark - Ligação interbairros da região sudeste de Mauá, região do Itapark, antigo ramal ferroviário da pedreira;
  • Avenida Presidente Castelo Branco - Principal ligação do Jardim Zaíra ao centro da cidade;
  • Avenida Benedita Franco da Veiga - Principal ligação entre a cidade de Mauá ao Ramal Sapopemba
Visão parcial do bairro Vila Bocaina

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se a 818 metros acima do nível do mar, no limite entre a serra do mar e o planalto. Em decorrência disso, o clima da cidade é considerado subtropical, com temperatura média durante o ano em torno dos 18 graus Celsius, raramente ultrapassando os 30 graus Celsius no verão. No inverno, a média é de 9 a 14 graus Celsius.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Vista Parcial da Vila Vitória

A paisagem mauaense é dominada pela formação de morros e picos íngremes, típicos da Serra do Mar e por profundos vales alagadiços, hoje na grande maioria aterrados e ocupados de forma desordenada, o quê justifica a alta incidência de enchentes. Somente a região do vale do Rio Tamanduateí no bairro Capuava é tipicamente plana. Relatos históricos descrevem o local como sendo onde os primeiros bandeirantes, vindos de São Vicente avistaram o planalto paulista e deram à região o nome de Borda do Campo, por fazer transição entre a Serra do Mar e o Planalto Paulista. O ponto mais alto da cidade é o Morro Pelado, com 867 metros de altitude (o terceiro mais alto da Grande São Paulo), porém, a cidade é, em média a mais alta da região metropolitana, devido á carência de áreas planas.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A cidade tem como característica hidrográfica especial não ser cortada por nenhum curso d'água proveniente de outro município, visto que, devido a altitude elevada, todos os cursos d´água que cortam o território de Mauá, nascem na cidade. No município, nasce o Rio Tamanduateí, o terceiro maior afluente do Rio Tietê na Grande São Paulo e ainda o Rio do Oratório e os rios Pinheirinho e Guaió. Os cursos d´água mais importantes em trecho urbano são o Córrego Taboão, o Córrego Corumbé e o Córrego Capitão João (sob o qual está a Praça XXII de Novembro). Devido à ocupação desordenada das várzeas, muitos trechos antes alagadiços que funcionavam como absorvedores do excesso de água das chuvas foram aterrados e a cidade, hoje, tem vários pontos sob forte risco de enchentes. A situação foi amenizada com a construção de quatro piscinões pelo governo do Estado em parceria com a Prefeitura entre os anos de 1998 e 2002. Um no Parque do Paço para o Córrego Taboão, um no Jardim Zaíra para o Córrego Corumbé, um no Jardim Sônia Maria para o Rio Oratório e um no Bairro Capuava para o próprio Rio Tamanduateí (este último é o maior da América Latina). Porém, devido à falta de manutenção, ao excesso de lixo e ao assoreamento, os piscinões não conseguem conter, com eficiência total, o risco de enchentes.

Além da ocupação desordenada, a falta de redes de esgoto e de tratamento de resíduos faz com que os cursos d'água urbanos da cidade estejam completamente poluídos.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O município, devido à grande variação de altitude, possui um vasto espectro de paisagens naturais, embora grande parte tenha sido transformada pela ocupação humana. As encostas dos morros eram, originalmente, ocupadas por uma exuberante vegetação de Mata Atlântica, embora já misturada com espécies do Planalto Paulista e com araucárias típicas do clima de altitude. Na cidade, as áreas de mata Atlântica mais preservadas são as áreas de mananciais, o Tanque da Paulista, o Parque Ecológico Santa Luzia e as encostas do Guaraciaba. As várzeas eram de modo geral cobertas por juncos e taboas, plantas típicas de áreas alagadiças e pantanosas. Atualmente, apenas o Córrego Taboão possui vegetação original em ambiente urbano, mas, deverá perder boa parte dela, devido as obras de retificação para a ligação com o Rodoanel. Os vales dos rios Guaió e Pinheirinho na região de Capiburgo estão ainda com essa vegetação, apesar da crescente favelização local. Os picos dos morros, principalmente os mais elevados eram cobertos por gramíneas e vegetações ralas, atualmente, o maior representante é o Morro Pelado, que leva esse nome pela vegetação muito baixa que o cobre.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Regiões de Planejamento (RP´s)[editar | editar código-fonte]

O Planejamento e a Gestão desenvolvidos pela Administração Municipal baseiam-se na divisão do Município de Mauá em catorze regiões de planejamento - RP, parte integrante do Plano Diretor desde 1998, sofrendo algumas alterações em 2007. As RP’s são:

RP Nome Bairros
1 Centro Centro, Bairro da Matriz, Bairro Bocaina, Vila Guarani, Vila Ana Maria, Vila Fausto Neves Morelli, Vila Alice e Vila Dirce;
2 Sertãozinho Vila Carlina, Loteamento Industrial Coral e Sítio Sertão;
3 Parque São Vicente Parque São Vicente, Jardim Araguaia, Parque das Orquídeas, Jardim Itrapoã, Jardim Isabella e Vila João Ramalho;
4 Vila Assis / Vila Vitória / Guapituba Vila Assis Brasil, Jardim Anchieta, Jardim Guapituba, Jardim Idel, Jardim Primavera, Vila Mercedes, Jardim São Jorge do Guapituba, Jardim Camila, Vila Isabel, Vila Morelli, Jardim Pedroso, Jardim Haydée, Jardim Pilar, Vila Nossa Senhora das Vitórias e Jardim São Judas;
5 Capuava Bairro Capuava (incluindo Pólo Petroquímico);
6 Sônia Maria Jardim Sônia Maria e Jardim Silvia Maria;
7 Magini ; Oratório / Nova Mauá Jardim Oratório, Vila Santa Cecília, Jardim Rosina, Parque Rosalinda, Jardim Paranavaí, Vila Nova Mauá, Jardim Cerqueira Leite, Jardim Ipê, Vila Nova Canaã e Vila Magini;
8 Zaíra Jardim Zaíra, Jardim Alto da Boa Vista, Vila Pereira, Vila Maria José, Vila Coronel Pires, Vila Abdouni e Parque Boa Esperança;
9 Parque das Américas Parque das Américas, Vila Flórida, Vila Santa Rosa, Jardim Salgueiro, Jardim Brasília, Vila Cláudia, Vila Correia, Jardim Rosinelli, Vila Otávio Miniguinni, Vila Bocaina, Vila Augusto e Jardim Santa Lídia;
10 Itapark Jardim Mauá, Jardim Miranda d’Aviz, Vila Independência, Vila Falchi, Vila Batoni, Sítio Bocaina, Jardim Nóbrega, Vila Emílio, Jardim Campo Verde, Jardim Eliana, Jardim Bocaina, Vila São Francisco, Vila N. Sra. de Fátima, Vila N. Sra. de Aparecida, Jardim Bela Vista, Jardim Bógus, Jardim Aracy, Jardim Cecília Tereza, Jardim Itapark e Parque Jaguary
11 Feital Vila Lisboa, Sítio Feital, Jardim Agatti, Jardim Cruzeiro, Jardim São Gabriel, Jardim Columbia, Chácara Maria Aparecida, Chácara Maria Francisca, Sítio Bela Vista, Jardim Itaussu, Núcleo Sampaio Vidal (parte) e Vila Feital;
12 São João / Maringá Parque dos Bandeirantes, Jardim Maringá, Jardim Maria Eneida, Jardim Olinda, Jardim Nilza Miranda, Jardim Ingá, Núcleo Pajussara, Jardim Canadá, Vila Ana, Jardim Cleide, Jardim Santana, Cidade Kennedy, Jardim São Luiz, Jardim Bom Recanto, Jardim Estrela, Jardim São João, Jardim São Miguel, Vila São Roberto, Jardim Paulista, Jardim Sílvia, Vila São José, Vila Sônia, Jardim Cinerama, Parque Centenário, Jardim Centenário, Parque Centenário II, Núcleo Cincinato Braga, Parque Alvorada e Vila São João;
13 Itapeva Jardim IV Centenário, Jardim Esperança, Jardim Adelina, Jardim Santista, Jardim Planalto, Vila Tavares, Jardim Luzitano, Jardim Nossa Terra, Jardim Hélida, Jardim Éden, Jardim Elizabeth, Jardim São Sebastião, Vila Real, Jardim Camargo, Parque Pilarópolis, Recanto Vital Brasil (parte), Núcleo Sampaio Vidal (parte) e Jardim Itapeva;
14 Mananciais Núcleo Sampaio Vidal (parte), Núcleo Dr. Carlos de Campos, Chácara Santa Tereza, Chácara São Brás, Chácara São Lúcido e Recanto Vital Brasil (parte);
Vista Parcial das Vilas Bocaina e Augusto

Política municipal[editar | editar código-fonte]

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Historicamente, a política mauaense tem tendências esquerdista. Ainda na Década de 1940, a população local elegeu, como seu representante na Câmara de Vereadores de Santo André, Ennio Brancalion, um notório comunista, além de votar em Armando Mazzo, o qual foi o primeiro comunista eleito prefeito na história do Brasil.[18] Mauá tinha, na primeira metade do Século XX, uma população, em sua maioria, operária e pobre, a qual demonstrou novamente sua tendência esquerdista quando da sua primeira eleição para Prefeito em 1954, quando o povo preteriu o favorito Egmont Fink, líder do movimento emancipacionista, mas coligado à direitista União Democrática Nacional, elegendo, para prefeito e vice, os esquerdistas afiliados ao Partido Trabalhista Brasileiro de Getúlio Vargas Ennio Brancalion, que sequer participara do movimento emancipacionista, e Élio Bernardi, que fora contrário à emancipação naquele momento.[19]

Durante a Ditadura Militar Brasileira, houve uma supremacia da Aliança Renovadora Nacional, o partido de apoio ao regime, tanto no Executivo quanto no Legislativo.[20] Tal hegemonia foi quebrada com a eleição de Amaury Fioravanti para prefeito em 1972. A partir dessa eleição, a política mauaense passou a viver uma disputada polarizada em duas correntes principais, com outros grupos menos influentes paralelamente, situação que se mantém até os dias atuais. Nas décadas de 1970 e 1980, os principais grupos políticos mauaenses eram os Damistas, de Leonel Damo e seus apoiadores, como José Carlos Grecco; e o grupo de Amaury Fioravanti, grupos os quais se alternaram na Prefeitura até 1996.[21]

Após a redemocratização, a política mauaense passou a ser dominada por dois grupos políticos: os petistas (de esquerda) e o grupo conhecido popularmente como Damo/Grecco (de centro-direita). Os principais expoentes do petismo no município são o ex-prefeito Oswaldo Dias e o deputado estadual e prefeito eleito em 2012, Donisete Braga. Já os conservadores têm o ex-prefeito Leonel Damo como figura central de seu grupo, embora este já tenha se aposentado politicamente e alçado a filha, a deputada Vanessa Damo, como sua herdeira política. Outros nomes do grupo são os ex-prefeitos José Carlos Grecco e Amaury Fioravanti, o qual, após a ascensão do Partido dos Trabalhadores local, acabou por apoiar o Bloco Damista.

A forte polarização política na cidade entre esses dois grupos torna difícil o sucesso de qualquer tentativa de consolidação de uma terceira via. Em 1996, o então vereador Paulo Bio lançou- se candidato pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro e ficou em terceiro lugar com cerca de 15% dos votos. Em 2000, outro vereador, o Doutor Cincinato Freire (ainda pelo Partido Liberal), obteve 14% dos votos. Na eleição de 2004, Chiquinho do Zaíra foi às urnas pelo Partido Socialista Brasileiro exaltando o apoio de Fioravanti e conquistou 10% dos votos. Neste ano, Átila Jacomussi, pelo Partido Popular Socialista, conquistou 14% dos votos. Mas o maior sucesso foi o do ex-prefeito interino Diniz Lopes: nas eleições de 2008, como candidato do Partido da Social Democracia Brasileira, ele obteve 23% dos votos e quase tirou, de Chiquinho, a vaga no segundo turno contra Dias. Entretanto, o hoje republicano sofreu com o desgaste de ter sua candidatura impugnada nas eleições de 2010 e deste ano e seu peso político passou a ser incerto.

Oswaldo Dias é o político mauaense que mais tempo ficou a frente do comando da Prefeitura. No total, quando seu mandato se encerrou em dezembro de 2012, foram 12 anos no comando do executivo municipal (o petista foi prefeito da cidade entre 1997 e 2004 e conquistou o terceiro mandato em 2008)[22] .

Mauá, apesar de jovem enquanto emancipada, tem um histórico de situações conturbadas em sua política local. O ex-prefeito Edgard Grecco sofreu um processo de Impeachment, movido pela Câmara de Vereadores em 1965, sendo deposto do cargo[23] . Já na sucessão de 2004, a candidatura do candidato favorito à Prefeitura, Márcio Chaves Pires, foi cassada na véspera do segundo turno pela juíza eleitoral municipal Ida Inês del Cid. A eleição não foi realizada, o presidente da Câmara Municipal, Diniz Lopes dos Santos se tornou um "prefeito-tampão" por quase um ano, enquanto a candidatura de Márcio Chaves era julgada em várias instâncias. Por fim, o Ministro do Supremo Tribunal Federal Eros Graus cassou em definitivo sua candidatura, e a juíza Ida Inês decidiu pela nulidade dos votos recebidos por ele, e pela eleição de Leonel Damo, sem a realização do segundo turno[24] .

O município tem uma dificuldade crônica, apesar de populoso, em eleger deputados estaduais e federais: no histórico de sucesso entre os candidatos a ocupar uma cadeira em Brasília estão o ex-prefeito José Carlos Grecco, eleito pelo PMDB como deputado constituinte em 1988 e Wagner Rubinelli que assumiu o posto em 2002, com a ascensão do titular Ricardo Berzoini como ministro do então presidente Luís Inácio Lula da Silva. Hélcio Silva, então vice-prefeito de Donisete Braga, assumiu em agosto de 2013 o cargo de deputado federal, no lugar de Valdemar Costa Neto, condenado no julgamento do mensalão e que renunciou ao cargo, quando teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Já na Assembleia Legislativa, o histórico é ligeiramente mais amplo: o ex-prefeito Leonel Damo foi eleito em 1990 (mas deixou o cargo em 1992 para concorrer como vice de Grecco); o vereador Clóvis Volpi conquistou uma cadeira em 1994 pelo PSDB (hoje Volpi é ex-prefeito da vizinhaRibeirão Pires pelo Partido Verde); Donisete Braga assumiu como suplente em 2000 e foi reeleito em 2002, 2006 e 2010 (mas deixou o cargo no final do ano de 2012 para assumir a Prefeitura) e Vanessa Damo que foi eleita em 2006 pelo PV como a mais jovem parlamentar do país e reeleita em 2010 já no PMDB.

Poder executivo[editar | editar código-fonte]

Desde 1954, ano em que Mauá recebeu o status de município ao desmembrar-se de Santo André, foram, eleitos ou nomeados, os seguintes prefeitos:

Poder legislativo[editar | editar código-fonte]

A Câmara Municipal de Mauá conta atualmente com 23 vereadores:

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Mauá tem, atualmente, a seguinte cidade como cidade-irmã:

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Mauá

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Estimativa populacional 2014 IBGE Estimativa populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. http://www.pnud.org.br/atlas/ranking/ranking-idhm-municipios-2010.aspx
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 587.
  7. http://www.abcdoabc.com.br/maua/institucional/historia
  8. http://www.abcdoabc.com.br/maua/institucional/historia
  9. http://www.estacoesferroviarias.com.br/m/maua.htm
  10. http://www.achetudoeregiao.com.br/sp/maua/historia.htm
  11. http://www.achetudoeregiao.com.br/sp/maua/historia.htm
  12. http://www.abcdoabc.com.br/maua/institucional/historia
  13. http://www.achetudoeregiao.com.br/sp/maua/historia.htm
  14. http://www.achetudoeregiao.com.br/sp/maua/historia.htm
  15. A capital nacional da porcelana Mauá Memória
  16. http://www.ceaam.net/maua/legislacao/
  17. https://www.leismunicipais.com.br/a/sp/m/maua/lei-ordinaria/2013/484/4842/lei-ordinaria-n-4842-2013-denomina-como-avenida-oscar-niemeyer-a-atual-via-publica-localizada-em-trecho-com-inicio-na-avenida-papa-joao-xxiii-em-maua-e-termino-na-divisa-com-o-municipio-de-sao-paulo-encontrando-o-prolongamento-da-avenida-jacu-pessego-e-da-outras-providencias-2013-04-15.html
  18. http://www.geocities.ws/mauahistorica/prefeitos.html
  19. http://www.maua.sp.gov.br/PerfilMunicipal/Prefeitos.aspx
  20. http://www.geocities.ws/mauahistorica/prefeitos.html
  21. http://www.maua.sp.gov.br/PerfilMunicipal/Prefeitos.aspx
  22. http://www.maua.sp.gov.br/PerfilMunicipal/Prefeitos.aspx
  23. http://www.geocities.ws/mauahistorica/prefeitos.html
  24. http://www.maua.sp.gov.br/PerfilMunicipal/Prefeitos.aspx

Ligações externas[editar | editar código-fonte]