Eduardo Navarro

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Eduardo de Almeida Navarro
Ocupação professor, pesquisador e tradutor
Principais trabalhos "José de Anchieta: teatro", "Poemas: lírica portuguesa e tupi" e "Anchieta: Vida e Pensamentos"
Gênero literário crítica literária e método de línguas
Magnum opus "Método Moderno de Tupi Antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos" e "Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil"

Eduardo de Almeida Navarro é um filólogo e lexicógrafo brasileiro, especialista em tupi antigo. É catedrático da Universidade de São Paulo e autor do "Método Moderno de Tupi Antigo" (2004) e do "Dicionário de tupi antigo" (2013), importantes obras sobre a língua tupi antiga.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Graduou-se em geografia pela Universidade Estadual Paulista e em letras clássicas pela Universidade de São Paulo. Escreveu três livros sobre o padre jesuíta José de Anchieta: "José de Anchieta: teatro" e "Poemas: lírica portuguesa e tupi", livros nos quais adaptou a ortografia original dos textos de Anchieta e redigiu notas explicativas;[2] e "Anchieta: Vida e Pensamentos" (1977).[3] Doutorou-se em 1995 com uma tese sobre a questão das línguas no Renascimento. Desde 2000, tem formado professores indígenas de língua tupi antiga para escolas indígenas nos estados brasileiros da Paraíba e Espírito Santo. Em 2004, lançou o "Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos".

Em 2005, fez pós-doutoramento na Índia, onde foi estudar as origens do mito de São Tomé no Brasil. Redigiu o prefácio, notas de rodapé e traduziu um trecho da reedição do livro "Uma Festa Brasileira", de Ferdinand Denis. A primeira edição desse livro havia sido lançada em 1850, em Paris. A reedição foi lançada em outubro de 2007, com versão bilíngue em francês e português. O trecho do livro traduzido pelo professor Navarro diretamente da língua tupi antiga foram os "Poemas Brasílicos", do padre Cristóvão Valente. Em 2013, lançou o "Dicionário de Tupi Antigo - A língua indígena clássica do Brasil". Atualmente, está preparando um dicionário da língua geral.[4][5]

Prémios e honrarias[editar | editar código-fonte]

  • 2000 — Medalha Brasil 500 Anos, atribuída pelo Instituto Genealógico Brasileiro e Academia Paulista de Letras[6]
  • 2013 — "Los Destacados de ALIJA" pela Asociación de Literatura Infantil y Juvenil Argentina, com Cabeza hueca, cabeza seca (tradução)[7]

Referências

  1. Tunes, Suzel (2002). «Abá nhe'enga oiebyr. Tradução: a língua dos índios está de volta». Revista Galileu. Consultado em 25 de Maio de 2016 
  2. Tupi. Disponível em <a href="http://tupi.wikispaces.com/Como+aprender+tupi" style="font-size: 1em; line-height: 1.5em;">http://tupi.wikispaces.com/Como+aprender+tupi</a>. Acesso em 16 de dezembro de 2013.
  3. Submarino. Disponível em <a href="http://www.submarino.com.br/produto/207162/anchieta-vida-e-pensamentos" style="font-size: 1em; line-height: 1.5em;">http://www.submarino.com.br/produto/207162/anchieta-vida-e-pensamentos</a>. Acesso em 16 de dezembro de 2013.
  4. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. 620p.
  5. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos". São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  6. «Prêmios e títulos». Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas. Consultado em 8 de abril de 2015 
  7. Mónica Klibanski (29 de Abril de 2014). «Los mejores libros para niños y jóvenes del año 2013» (em espanhol). educ.ar. Consultado em 8 de abril de 2015. Cópia arquivada em 8 de abril de 2015 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DENIS, F. Uma Festa Brasileira celebrada em 1550. São Bernardo do Campo, Usina de Ideias Editora e Bazar das Palavras, 2007. 236 p. (Em linha)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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