Programa do Jô

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Programa do Jô
Informação geral
Formato Talk show
Gênero Late-night
Duração 45–90 minutos
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Willem van Weerelt
Produtor(es)
  • Alexandre Ishikawa
  • Anne Porlan (jornalismo)
  • Simone Catelli (arte)
Co-produtor(es)
  • Fabio Lopes do Nascimento
  • Luciana Novelino
  • Nathália Pinha
Editor(es)
Editor(es) da história
  • Iara Petta
  • André Rodrigues Nery
Apresentador(es) Jô Soares
Elenco
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição
Formato de áudio Estéreo
Transmissão original 3 de abril de 2000 (2000-04-03) – 16 de dezembro de 2016 (2016-12-16)
N.º de temporadas 16
Cronologia
Jô Soares Onze e Meia (1988-1999)
Programas relacionados

Programa do Jô é um programa de televisão brasileiro apresentado pelo comediante Jô Soares.[1][2] Foi produzido e exibido originalmente pela Rede Globo entre os dias 3 de abril de 2000 e 16 de dezembro de 2016.[3][4] O programa é a continuação do talk show Jô Soares Onze e Meia, exibido no SBT de 1988 a 1999.[1]

Seu formato é um late-night talk show, um subgênero dos programas de entrevistas, que possui como características a presença do humor e as exibições nos finais da noite, muito popular na televisão norte-americana.[5][6]

Assim como em outros late-night talk shows, o programa também mistura entretenimento e música com uma banda em seu elenco. No caso do Programa do Jô, contou-se inicialmente com um sexteto, porém voltou a ser um quarteto a partir de 2015, semelhante ao formato utilizado no início de Jô Soares Onze e Meia. Restaram Bira, Miltinho, Derico e Osmar depois que Chiquinho Oliveira e Tomati deixaram o programa.[7][8]

Formato[editar | editar código-fonte]

O programa tradicionalmente apresentava entrevistas com convidados diversos. Tais entrevistas eram conhecidas por demonstrar a celebrada irreverência de Jô Soares, assim como sua experiência na comédia. Contava ainda com um sexteto musical próprio, responsável pela abertura do programa e pelo acompanhamento de alguns musicais. Jô Soares sempre terminava o programa com a frase "beijo do gordo", sendo este, seu principal bordão.

Seu cenário inicial foi projetado por Lia Renha (cenógrafa da Rede Globo que construiu diversos cenários, como os do infanto-juvenil TV Colosso).

Desde 2007, quem assina o novo cenário é João Irênio (cenógrafo da TV Globo que também projetou os cenários de Hoje É Dia de Maria I e II, além da minissérie A Pedra do Reino, do diretor Luiz Fernando Carvalho).

Ele já entrevistou vários artistas, como por exemplo, Carlos Villagrán (ator que interpretou o Quico, da série mexicana Chaves), a dupla britânica Pet Shop Boys, a banda t.A.T.u., a cantora colombiana Shakira, a cantora mexicana Anahí, a banda holandesa Epica e o renomado diretor Francis Ford Coppola, sendo o cartunista Ziraldo o convidado que mais deu entrevistas ao programa.

Exibição[editar | editar código-fonte]

O programa estreou em 3 de abril de 2000, uma segunda-feira, sendo uma novas das atrações da grade que a Globo planejava para o referido ano, como o Altas Horas e o Caldeirão do Huck.[1][9] O programa desde então é exibido diariamente, após o fim da linha de shows e do Jornal da Globo, sem horário pré-determinado. O programa também é exibido em todo o mundo pela TV Globo Internacional.[10] Também foi transmitido simultaneamente no rádio pela rede CBN, que desistiu de veicular o programa em sua grade por ele executar músicas, o que fazia com que o ECAD gerasse cobranças para a rádio, o que não ocorre em outros programas por ser uma emissora de perfil jornalístico.[11][12][13] O programa passou a ser exibido em alta definição a partir de sua 13ª temporada, que estreou em 4 de março de 2013.[14]

História[editar | editar código-fonte]

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Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Jô Soares, quando ainda apresentava o Viva o Gordo, ficou insatisfeito com a restrição da Globo colocava na participação de seu elenco em peças de publicidade.[15] A emissora exigia aos anunciantes que as peças fossem veiculadas apenas pela Globo, vedando a sua exibição em seus concorrentes.[15] Assim, em outubro de 1987, Jô saiu da Globo e assinou um contrato com o SBT, passando a apresentar o Veja o Gordo, programa similar ao que apresentava na Globo.[16] Posteriormente, Jô estreia o seu segundo programa na emissora, o talk show Jô Soares Onze e Meia, que estreou em 1988.[16] Veja o Gordo seguiu até o final de 1990, enquanto o Jô Soares Onze e Meia ficou no ar por quase 12 anos, até a saída de Jô Soares do SBT, que assinou um novo contrato com a Globo.[1][16] Com a mudança, o talk show se tornou o Programa do Jô, que estreou em 3 de abril de 2000.[1]

A saída de Jô do SBT foi motivada pela diminuição da importância do jornalismo na grade da rede, que começou a ocorrer após o fim da parceira da emissora com o canal CBS Telenotícias para coproduzir o Jornal do SBT e a saída de Boris Casoy para a Rede Record, causando o fim do que era o principal telejornal do SBT, o TJ Brasil.[17][18][19] Dessa forma, Jô preferiu fechar um acordo com a Globo para manter o jornalismo em seu programa.[1][9]

2012-2016[editar | editar código-fonte]

No dia 1 de outubro de 2012, o Programa do Jô prestou uma homenagem a eterna rainha da TV brasileira, Hebe Camargo. Foi reprisado o programa exibido 12 anos antes da mesma falecer. A entrevista foi ao ar pela primeira vez na sexta-feira do dia 7 de abril de 2000. Junto de Hebe Camargo, também foram entrevistadas Lolita Rodrigues e Nair Bello,[20] que falaram sobre o tão temido hino à "televisão brasileira".

Em 2014, devido ao apresentador ter sido internado em razão de um princípio de pneumonia, o Programa do Jô vinha reapresentando antigas entrevistas, mas isso durou só até o apresentador voltar ao comando de seu programa.

2016: Encerramento do programa[editar | editar código-fonte]

O site Notícias da TV, hospedado pelo UOL, adiantou que o programa teria a sua última temporada exibida em 2016.[21][22] A decisão foi tomada durante a renovação de contrato de Jô, em 2015, e foi anunciada pelo diretor Ricardo Waddington.[21][23] Jô pretende continuar na Globo, mas não sabe que função irá desempenhar na emissora.[21][24] Marcelo Adnet, que havia gravado pilotos de um novo talk show para emissora, foi especulado como substituto de Jô, já que este projeto irá ao ar semanalmente este ano, podendo eventual ir ao ar no lugar do Programa do Jô no próximo ano.[21] Posteriormente, Adnet acabou negando que o seu talk show iria substituir o programa de Jô Soares, alegando que o seu talk show é um projeto distinto e que pode ser iniciado antes de término do programa, no final deste ano.[21][25] A Globo também negou isso em comunicado à imprensa.[23]

O último episódio foi programado para ser exibido no dia 16 de dezembro, no qual entrevistou o cartunista Ziraldo.[26] Ao todo foram realizadas 14.426 entrevistas desde o primeiro programa Jô Soares Onze e Meia, do SBT, em 1988.[27]

Integrantes do programa[editar | editar código-fonte]

  • O Quarteto, grupo de instrumentistas que tocam seus instrumentos logo no início do programa, e na entrada dos convidados. Seus componentes são: Osmar Barutti (Piano/Teclado), Derico (Saxofone), Bira (Baixo), Milton Ramos de Brito (Bateria).
  • O garçom chileno Luis Alexander Rubio Bernardes (Alex), sempre alvo de piadas de Jô.

Quadros[editar | editar código-fonte]

Humor na Caneca[editar | editar código-fonte]

Quadro onde comediantes de todo o Brasil apresentam cinco minutos de seus números de stand-up comedy. Já se apresentaram Marco Zenni, Piteco, Fábio Porchat, Nizo Neto, Marcos Veras, Geraldo Magela, Carol Zocoli, Bruno Mazzeo, Jorge Paulo, Ben Ludmer, Rachel Ripani, Grace Gianoukas, Anselmo Vasconcellos, Marcela Leal, Dani Calabresa, entre outros.

Meninas do Jô[editar | editar código-fonte]

Exibido semanalmente às quartas-feiras, o quadro Meninas do Jô estreou em 2005, consistindo em um debate focado em assuntos relacionados à política, economia e gestão governamental.[28] Originalmente a bancada foi formada, além de Jô Soares, pelas jornalistas Lillian Witte Fibe, Cristiana Lôbo, Ana Maria Tahan e Lucia Hippolito – esta última deixou o programa em 2013 por problemas de saúde, sendo substituída por Cristina Serra.[29] Durante as temporadas de eleição presidencial o quadro não é exibido, uma vez que legalmente não se pode debater política na televisão para não influenciar o público, retornando sempre logo após o resultado.[30] Ocasionalmente, quando alguma integrante fixa não pode comparecer, outras jornalistas como Maria Lydia Flândoli, Zileide Silva, Flávia Oliveira e Margarida Lacombe fizeram participações especiais.[31][32]

Comentarista Temporadas
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Lillian Witte Fibe
Cristiana Lôbo
Ana Maria Tahan
Lucia Hippolito
Cristina Serra

Denúncias[editar | editar código-fonte]

Em 2008 o programa entrou no 14º ranking "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", que é formado por denúncias de telespectadores e pelo Comitê de Acompanhamento da Programação (CAP), onde estão como representantes mais de 60 entidades que assessoram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para criar a lista com o "Ranking da Baixaria na TV". As reclamações que formaram o ranking na época foram fudamentadas devido a "exibição de diversas cenas de discriminação, apelo sexual, violência, vocabulário inadequado para o horário, exposição de pessoas ao ridículo e vulgarização das relações humanas."[33]

Referências

  1. a b c d e f Fernanda França (22 de março de 2000). «Jô Soares volta à Globo após 12 anos». Diário do Grande ABC. Cópia arquivada desde o original em 12 de março de 2016. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  2. «Programa do Jô». Memória Globo. Cópia arquivada desde o original em 2 de março de 2016. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  3. «Programa do Jô chega ao fim nesta sexta, com participação de Ziraldo». O POVO Online. 16 de dezembro de 2016. Cópia arquivada desde o original em 18 de dezembro de 2016. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  4. Maurício Stycer (18 de dezembro de 2016). «Fim do 'Programa do Jô' levanta a questão: por que mesmo vai acabar?». Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2016 
  5. Elizabeth Diffin; Megan Lane (22 de janeiro de 2010). «Why do Americans care about late night TV?» (em inglês). BBC. Cópia arquivada desde o original em 8 de agosto de 2016. Consultado em 21 de agosto de 2016 
  6. Isabel de Luca; Márcia Abos (1 de junho de 2014). «Talk-shows se renovam e atraem jovens aqui e nos EUA». O Globo. Cópia arquivada desde o original em 7 de abril de 2015. Consultado em 21 de agosto de 2016 
  7. «Com saída de Chiquinho e Tomati, 'Programa do Jô' terá quarteto». EGO. 16 de março de 2016. Cópia arquivada desde o original em 12 de abril de 2016. Consultado em 17 de dezembro de 2016 
  8. «Em reestreia, Jô alerta que sexteto virou quarteto: atingido pela crise». UOL TV e Famosos. 31 de março de 2015. Cópia arquivada desde o original em 5 de abril de 2016. Consultado em 17 de dezembro de 2016 
  9. a b Erika Salum (3 de abril de 2000). «'Vou estrear nem que seja na rua', diz Jô». Folha de S.Paulo. 6 (22.933): 3. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  10. «Programa do Jô». TV Globo Internacional. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  11. Magaly Prado (6 de maio de 2000). «Jô na CBN? Um fiasco». Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  12. Helder Maldonado (15 de maio de 2015). «Entenda por que o Programa do Jô Soares está fora do ar na rádio CBN». R7. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  13. «Jô Soares culpa ECAD por "corte" de transmissão de seu programa na CBN». Portal Imprensa. 14 de maio de 2015. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  14. Cristina Padiglione (13 de fevereiro de 2013). «Reportagem HD chega à Globo ainda este ano». O Estado de S. Paulo. Consultado em 13 de fevereiro de 2013 
  15. a b Duh Secco (25 de janeiro de 2016). «'TV Pirata' e 'Viva o Gordo': o que une dois dos humorísticos mais badalados da televisão brasileira». Vivo no Viva. Canal Viva. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  16. a b c Thell de Castro (8 de agosto de 2014). «Em 1987, Silvio Santos interrompeu telejornal para anunciar Jô Soares». Notícias da TV. UOL. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  17. Alexandre Maron (11 de outubro de 1998). «CBS lança sua nova programação». TV Folha. Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  18. Rui Dantas (25 de agosto de 1998). «CBS-Telenotícias busca novo parceiro no Brasil». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  19. Mauricio Stycer (10 de julho de 1997). «SBT muda programação e estrutura administrativa». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  20. «Jô Soares reapresenta o programa com Hebe Camargo, Nair Belo e Lolita Rodrigues». 01 de outubro de 2012  Verifique data em: |date= (ajuda)
  21. a b c d e Daniel Castro (22 de fevereiro de 2016). «Programa do Jô acaba no final deste ano: 'Foi um belo caminho', diz». Notícias da TV. UOL. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  22. Lígia Mesquita (23 de fevereiro de 2016). «GNT vai exibir pela 1ª vez tapete vermelho do Oscar». Outro Canal. Folha de S.Paulo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  23. a b «'Programa do Jô' acaba em dezembro de 2016, anuncia TV Globo». G1. 22 de fevereiro de 2016. Consultado em 22 de fevereiro de 2016 
  24. «'Foram 28 anos no ar, não é um mau desfecho', diz Jô Soares sobre fim do programa». Ilustrada. Folha de S.Paulo. 22 de fevereiro de 2016. Consultado em 23 de fevereiro de 2016 
  25. Thiago Forato (22 de fevereiro de 2016). «Adnet garante que não irá substituir Jô Soares na Globo: "projetos distintos"». NaTelinha. UOL. Consultado em 22 de favereiro de 2016  Verifique data em: |access-date= (ajuda)
  26. «Jô Soares se despede do 'Programa do Jô' com entrevista de Ziraldo». Programa do Jô. 16 de dezembro de 2016. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  27. Stycer, Mauricio (16 de dezembro de 2016). «Último "Programa do Jô" tem agradecimento a Silvio Santos e ironia com Boni». UOL TV e Famosos. Consultado em 16 de dezembro de 2016 
  28. «10 anos depois, quadro Meninas do Jô ainda faz diferença na TV». Cena Aberta. 07 de março de 2013. Consultado em 18 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  29. «LILLIAN WITTE FIBE». Globo. 07 de março de 2013. Consultado em 18 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  30. Gshow (07 de março de 2013). «Meninas do Jô falam sobre Mensalão, Lei Seca e operação Porto Seguro». O Programa - Programa do Jô. Consultado em 18 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  31. Globo (07 de março de 2013). «Programa de entrevistas e variedades comandado por Jô Soares». O Programa - Programa do Jô. Consultado em 18 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  32. UOL (07 de março de 2013). «As barulhentas "meninas" de Jô Soares». O Programa - Programa do Jô. Consultado em 18 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  33. Ana Lúcia Bonfim (15 de abril de 2008). «Big Brother Lidera 14 Ranking da Baixaria na TV». www2.camara.leg.br. Consultado em 3 de novembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]