Epica

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Epica
Informação geral
País  Países Baixos
Gênero(s) Metal sinfônico
Período em atividade 2002 – atualmente
Gravadora(s) Nuclear Blast Records
Integrantes Simone Simons
Mark Jansen
Coen Janssen
Ariën van Weesenbeek
Isaac Delahaye
Rob van der Loo
Ex-integrantes Jeroen Simons
Ad Sluijter
Yves Huts
Helena Michaelsen
Página oficial www.Epica.nl

Epica é uma banda holandesa de metal sinfônico, fundada por Mark Jansen (ex-guitarrista do After Forever) em Abril de 2002. Utiliza vocais operísticos e gutural, e suas letras possuem um teor geralmente crítico, retratando o amor, o ódio, a agonia, a revolta, a cultura, a ciência, a política, as religiões, a espiritualidade, temas filosóficos e o sentido da vida. A banda é conhecida pela combinação do heavy metal com elementos clássicos, sinfônicos e amplo uso de orquestras e coros de ópera.

Nascida como uma banda de metal sinfônico com tendências góticas, mais tarde Epica incorpora em seu som fortes influências do death metal[1]. A partir do terceiro álbum, as influências do metal progressivo tornaram-se evidentes[2]. Além disso, a banda usa frequentemente riffs de thrash metal e groove metal, passagens do black metal (principalmente na técnica da bateria), momentos de power metal e referências à música árabe[3]. Algumas canções também apresentam transições de djent e melodias de folk metal derivadas de tradições do oriente médio, chinês e celta[4]. No som da banda, é fundamental o uso do vocal feminino e gutural masculino, interpretados por Simone Simons e Mark Jansen, respectivamente, enquanto escrevem principalmente suas letras, que muitas vezes lidam com temas filosóficos, psicológicos, espirituais, sócio-políticos e pessoais.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Simone Simons, vocalista principal e frontwoman.

No final de 2002, Mark Jansen saiu da banda After Forever, alegando divergências musicais com os demais integrantes, que desejavam um direcionamento mais pesado e menos sinfônico. Começou a procurar músicos para se integrarem ao seu novo projeto, inicialmente nomeado Sahara Dust.[carece de fontes?] No começo, a banda contou com Helena Michaelsen (ex-integrante do Trail of Tears) como vocalista, mas logo depois ela abandonou o grupo e deu lugar a uma, até então, desconhecida mezzo-soprano, Simone Simons, na época namorada de Jansen. A banda estava completa com o guitarrista Ad Sluijter, o baterista Jeroen Simons, o baixista Yves Huts e o tecladista Coen Janssen.[carece de fontes?]

Em 2003, ainda intitulada Sahara Dust, lançou a demo Cry for the Moon. No mesmo ano o nome da banda mudou para Epica, inspirado no álbum homônimo da banda Kamelot. Sobre o novo nome:

The Phantom Agony (2003 - 2004)[editar | editar código-fonte]

Mark Jansen, fundador, guturais e principal compositor da banda.

Em junho a banda lança seu primeiro álbum, The Phantom Agony, com nove faixas, destacando-se "Cry For the Moon", "Feint" e "The Phantom Agony". O álbum conta uma forte influência da música árabe, nítida na faixa "Seif al Din". Os vocais são divididos entre a soprano Simone Simons e a voz gutural de Mark Jansen. A participação de oito vozes compondo o coral atribui um aspecto grandioso, especialmente na faixa de abertura "Adyta", cantada em latim. Sétima faixa, "Run for a Fall" foi escrita por Mark Jansen e disserta sobre sua saída do After Forever. "Façade of Reality" aborda os atentados de 11 de Setembro, incluindo um trecho com declarações de Tony Blair.

Em 2004, a banda lançou o DVD We Will Take You With Us, que incluía gravações em estúdio de canções do álbum The Phantom Agony, making of, os vídeos musicais deles até o momento ("Feint" e "The Phantom Agony") e biografia.

Consign To Oblivion (2005 - 2006)[editar | editar código-fonte]

Chegado Abril de 2005, o grupo lança Consign to Oblivion, um álbum baseado na cultura e história Maia; Mark Jansen é apaixonado pelo tema - esteve no México pela primeira vez com o After Forever - e diz que acredita em certos princípios que os Maias tinham. O álbum aumentou consideravelmente a base de fãs. Já Consign to Oblivion contém onze faixas, destacando-se "Solitary Ground", "Quietus", "Mother of Light", a faixa título "Consign to Oblivion" (com participação de André Matos no coral) e um dueto com Roy Khan, vocalista do Kamelot - "Trois Vierges". Em setembro de 2005, foi lançado The Score - An Epic Journey. No entanto, o álbum não é um trabalho regular do sexteto, mas sim a trilha sonora que a banda fez para o filme Joy Ride. Em dezembro de 2005 o Epica fez sua primeira turnê pela América do Sul, passando por diversas cidades do Brasil.

Na metade de setembro de 2006 a banda acaba sua primeira turnê nos Estados Unidos e Canadá, com a banda Kamelot; neste mesmo tempo, o baterista Jeroen Simons deixa o grupo. Em dezembro de 2006, o grupo anunciou em seu sítio oficial que Ariën van Weesenbeek do God Dethroned seria o baterista do próximo álbum da banda. E em meados do ano Simone Simons e Mark Jansen terminam seu namoro.

O contraste entre Simone Simons (vocais líricos) e Mark Jansen (vocais guturais)

Após a falência da Trasmission Records a banda ficou quase um ano sem gravadora, até que em abril de 2007 assinou com a Nuclear Blast Records, mesma gravadora de bandas como In Flames, Therion, Stratovarius, Children of Bodom, Dimmu Borgir e Nightwish. A banda ainda luta com a Trasmission Records para conseguir os direitos autorais de alguns de seus álbuns e lançar o DVD inédito filmado em Paradiso. [carece de fontes?]

The Divine Conspiracy (2007 - 2008)[editar | editar código-fonte]

O álbum The Divine Conspiracy foi lançado em 7 de setembro de 2007 na Alemanha e em 10 de setembro no resto da Europa, tendo sido produzido por Sascha Paeth[5]. Além da participação do baterista Ariën van Weesenbeek, também teve como convidado o guitarrista Sander Gommans do After Forever, com seus vocais guturais em uma das faixas[5]. O grupo garantiu que seria o álbum com o som mais pesado de toda a história da banda [carece de fontes?]. É também o primeiro álbum totalmente conceitual deles: carrega a teoria que Deus criou as diferentes religiões e as lançou sobre a humanidade para ver se são capazes de encontrar sua verdadeira natureza, compreendendo que todas as religiões são de fato uma só.[5] O álbum também deu conclusão para o conceito The Embrace That Smothers, que se iniciou no álbum Prison of Desire da banda After Forever e teve continuidade em The Phantom Agony com o Epica.[5] O primeiro compacto do álbum é "Never Enough", que inclusive recebeu duas versões em vídeo, com o renomado diretor Ivan Colic.[5] O álbum foi muito bem recebido tanto pelos críticos quanto pelos fãs tendo como destaque as canções "Death of a Dream", "The Obsessive Devotion", "Menace of Vanity", "Chasing The Dragon", "Safeguard To Paradise", "Sancta Terra" e a faixa título "The Divine Conspiracy".[carece de fontes?] Em 3 de dezembro Ariën van Weesenbeek se torna o baterista oficial da banda.[carece de fontes?]

Foi divulgado no sítio oficial da banda, através de uma nota escrita pela própria Simone, que ela estava infectada por uma variação da bactéria Staphylococcus aureus conhecida como MRSA, que é resistente à meticilina e à maioria dos antibióticos. A cantora precisou passar por um tratamento longo e diário, o que obrigou a banda a rever a data de diversas apresentações [6]. Em março de 2008 a banda divulga que para substituir temporariamente Simone, que ainda estava doente, convidaram Amanda Somerville, que havia participado em todos os álbuns do Epica como segunda voz. Em 15 de maio Simone volta a se apresentar ao vivo, já recuperada, apresentação feita para comemorar o quinto aniversário do álbum The Phantom Agony[carece de fontes?].

Ad Sluijter foi guitarrista da banda até o álbum The Divine Conspiracy

Em 14 de junho de 2008 foi realizado The Classical Conspiracy, um concerto no Miskolc Ice Hall (Hungria) em que tocaram peças clássicas de Mozart, Dvořák, Verdi, Orff, Prokofiev, Grieg e Vivaldi junto a uma orquestra e a um coral, mas seguindo o estilo da própria banda. Também algumas de suas próprias canções foram reescritas especialmente para o evento.

No fim de 2008 Ad deixa a banda por não estar mais se sentindo bem pelas turnês e pelo pouco tempo que o restava para fazer outras coisas, segundo nota oficial no MySpace do guitarrista. As buscas por um novo integrante continuaram até meados de janeiro de 2009. Reuniu-se ao grupo o guitarrista Isaac Delahaye, do God Dethroned.

Em maio de 2009 é lançado o álbum ao vivo do show The Classical Conspiracy, sendo duplo e contendo 28 músicas, alcançando a vigésima terceiro posição na parada oficial holandesa.

Design Your Universe (2009 - 2011)[editar | editar código-fonte]

Após o lançamento do álbum Design Your Universe, a banda passou a se apresentar em vários festivais Europeus, cada vez para maiores públicos.

No dia 16 de outubro de 2009 foi lançado o álbum Design Your Universe,[7] com a temática de que todos estamos ligados a nível subatômico e que podemos influenciar o mundo através dos nossos pensamentos, e continua nele o conceito A New Age Dawns. O trabalho foi bem recebido pelo público e pela crítica sendo considerado por muitos o melhor álbum da banda, com destaque para "Unleashed", "Martyr Of The Free Word", "Kingdom Of Heaven", "Desconstruct" e "Design Your Universe"[carece de fontes?]. Neste álbum é dada continuidade ao conceito A New Age Dawns.

O álbum estreou na oitava posição nas paradas holandesas, sendo esta a posição mais alta que um álbum do Epica já atingiu, e continuou nas paradas por cinco semanas, saindo e reentrando meses depois, devido à apresentação da banda no festival Pinkpop.[8] Após o lançamento do álbum, a banda embarcou em uma turnê mundial. Após tocarem em grandes festivais europeus como o Pinkpop, o Masters of Rock e o Wacken Open Air, a banda embarcou em uma longa turnê europeia, com vários shows esgotados, principalmente na Holanda, seguindo em uma turnê norte-americana, uma turnê sul-americana e novamente na Europa e em grandes festivais.[9][10]

No dia 1 de janeiro de 2010 a banda anuncia o lançamento de um novo single intitulado This Is The Time, toda a renda adquirida com a venda dele será revertido à ONG WWF[carece de fontes?]. No dia 12 de fevereiro a banda sofre um acidente de trânsito em uma auto-estrada canadense, não há feridos mas por pouco o motorista do ônibus conseguiu evitar uma colisão frontal[carece de fontes?].

Atividade recente (2012 - presente)[editar | editar código-fonte]

Requiem For The Indifferent é o quinto álbum da banda holandesa de metal sinfônico Epica. O álbum foi lançado em 9 de março de 2012, na Europa,[11] e em 13 de março de 2012 nos Estados Unidos. Esse foi o último álbum com a participação de Yves Huts nos baixos.

The Quantum Enigma é o sexto álbum de estúdio da banda holandesa de metal sinfônico Epica. O álbum foi lançado em 2 de maio na Europa, 5 de maio no Reino Unido e 6 de maio nos Estados Unidos.

O sétimo álbum de estúdio da banda holandesa Epica, The Holographic Principle "O Princípio Holográfico" em uma livre tradução. Foi lançado no dia 30 de setembro de 2016. Produzido por Joost van den Broek, mixado por Jacob Hansen, trabalhos de arte por Stefan Heilemann.[12]

A banda, através das suas redes sociais descreveu o novo álbum como "um verdadeiro tesouro, nós trabalhamos muito duro durante o ano passado. Este álbum contém mais Epica do que nunca. Estamos todos muito orgulhosos com o resultado e não podemos esperar para que você possa ouvi-lo!".

Estilo musical[editar | editar código-fonte]

Epica executa uma mistura de metal sinfônico[13], metal progressivo[14], metal gótico[15], death metal melódico, thrash metal, black metal sinfônico e, mais raramente, folk metal e power metal[16]. O ex-guitarrista Ad Sluijter havia descrito a banda como "uma ponte entre o power metal e o gothic metal"[17]. A vocalista Simone Simons manifestou sua preferência para o grupo ser descrito como metal sinfônico[18], embora o fundador do grupo Mark Jansen observa que eles não se importam de ser chamado gothic metal[19]. Mark também havia descrito a banda como "death metal sinfônico" e uma ponte entre o death metal e o metal sinfônico[20].

A música do Epica é agressiva, bombástica e excessiva, com algumas canções sendo "épicas, grandiosas e majestosas" e outras "mais suaves e introspectivas"[21]. A banda também é conhecida por ter tendências progressivas[22] enquanto uma atmosfera gótica e sentimentalismo também está presente em sua música.

Epica usa uma marca registrada de muitas bandas de metal sinfônico e gótico ao contrastar dois extremos "guturais e brutalidade de um lado, graciosa melodia feminina do outro". Eduardo Rivadavia da AllMusic observa que a "atração da banda, em última análise depende de explorar os contrastes sonoros de luz e escuridão; a forte intensidade dos riffs pesados de guitarra e hiperativo elenco de bateria contra a crescente doçura em camadas das cordas orquestradas e teclados"[23]. Simone Simons oferece vocais operísticos em uma gama mezzo-soprano, embora ela também ser conhecida por cantar "com uma clara voz alta que tem um tom impecável e muita emoção". Mas, posteriormente, Simone admitiu que estava errada e que ela não é uma mezzo-soprano, mas uma soprano. Mark Jansen oferece o vocal gutural "que é secundário ao canto da Simone, mas muito importante em termos de equilíbrio e variedade". O grupo também é conhecido por empregar coros humanos e orquestras em suas músicas, com enfeites adicionais, tais como recitais de palavras faladas e letras em latim e árabe[24].

Membros[editar | editar código-fonte]

Simone Simons em concerto com a banda

Membros atuais[editar | editar código-fonte]

Membros antigos[editar | editar código-fonte]

Membros convidados[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Videografia[editar | editar código-fonte]

DVD[editar | editar código-fonte]

Vídeos musicais[editar | editar código-fonte]

  • "The Phantom Agony" (2003)
  • "Feint" (2004)
  • "Solitary Ground" (2005)
  • "Quietus" (2005)
  • "Never Enough" (2007)
  • "Unleashed" (2009)
  • "This is the Time" (2010)
  • "Storm The Sorrow" (2012)
  • Victims of Contingency (2014)
  • "Edge of Blade" (2016)

Referências

  1. rafabasa. «Crítica del CD de EPICA - The Quantum Enigma | WWW.RAFABASA.COM - Noticias en español sobre el heavy metal y los grupos de heavy metal.». Consultado em 24 de janeiro de 2017 
  2. «The Quantum Enigma - Epica». Metalfans.be (em holandês). Consultado em 24 de janeiro de 2017 
  3. «Epica - The Quantum Enigma | ThisIsNotAScene». ThisIsNotAScene - Music Reviews, Interviews & News (em inglês). 12 de março de 2014 
  4. «Epica (Mark Jansen & Simone Simons)». TrueMetal (em italiano) 
  5. a b c d e «EPICA: 'The Divine Conspiracy' Artwork Revealed». Blabbermouth.net (em inglês). Roadrunner Records. 13 de julho de 2007. Consultado em 6 de outubro de 2013 
  6. «EPICA Singer Infected With MRSA; Band Cancels Shows». Blabbermouth.net. 10 de janeiro de 2008. Consultado em 9 de outubro de 2013 
  7. «Epica divulga capa e repertório do novo álbum». Território da Música. Consultado em 9 de outubro de 2013 
  8. «Epica - Design Your Universe (Album)» (em holandês). Dutchcharts.nl. Consultado em 9 de outubro de 2013 
  9. «Epica Announces North American Tour with Scar Symmetry, Mutiny Within and Blackguard» (em inglês). Metal Undergorund. Consultado em 9 de outubro de 2013 
  10. «Past shows» (em inglês). Epica.nl. Consultado em 9 de outubro de 2013 
  11. CROMCarl. (em inglês). Metal Underground Epica Reveals New Album Title As "Requiem For The Indifferent http://www.metalunderground.com/news/details.cfm?newsid=74542 Epica Reveals New Album Title As "Requiem For The Indifferent Verifique valor |url= (ajuda). Consultado em 2 de abril de 2012  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  12. «EPICA Announces Artwork + Release Date for Their Upcoming Album, "The Holographic Principle" - Epica Official Website». www.epica.nl (em inglês). Consultado em 3 de junho de 2016 
  13. Steinmetal. «Epica - The Quantum Enigma (Review by Dave "That Metal Guy" Campbell)» (em inglês) 
  14. Elliot, Russ. «Epica The Phantom Agony Review and Interview at Musical Discoveries». www.musicaldiscoveries.com. Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  15. Smith, Evil Dr. «Review Epica - Consign To Oblivion». Lords of Metal (em holandês) 
  16. «Epica - The Quantum Enigma». www.metalkaoz.com (em inglês). Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  17. «epica - interview with Mark Jansen, Simone Simons and Ad Sluijter». 16 de janeiro de 2008. Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  18. «Interview: Simone Simons (Epica)». www.rockeyez.com. Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  19. «Alternative-Zine.com - Interviews - Mark Jensen of Epica...». alternative-zine.com (em inglês). Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  20. «Interviste - Epica (Mark Jansen)». SpazioRock 
  21. Kim. «Review Epica - The Divine Conspiracy». Lords of Metal (em holandês) 
  22. «Latest Heavy Metal Album Reviews». About.com Entertainment 
  23. «The Divine Conspiracy - Epica | Songs, Reviews, Credits | AllMusic». AllMusic. Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  24. «The Phantom Agony - Epica | Songs, Reviews, Credits | AllMusic». AllMusic. Consultado em 25 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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