Nheengatu

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a língua derivada do tronco tupi. Para o álbum de Titãs, veja Nheengatu (álbum).
Nheengatu

Nhẽẽgatú, nheẽgatu, yẽgatu

Outros nomes:Tupi Moderno, Língua Geral, Língua Brasílica
Falado em: Brasil, Colômbia, Venezuela
Região: Amazônia
Total de falantes: 20 060[1]
Família: Proto-tupi
 Tupi
  Tupi-guarani
   Subgrupo III
    Nheengatu
Escrita: Alfabeto latino
Estatuto oficial
Língua oficial de: São Gabriel da Cachoeira
Monsenhor Tabosa
Regulado por: Academia da Língua Nheengatu
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: tup
ISO 639-3: yrl

A língua Nheengatu (Tupi: [ɲɛʔɛ̃ŋaˈtu], português: [ɲeẽɡaˈtu], nheengatu rionegrino: yẽgatu, nheengatu tradicional: nhẽẽgatú e nheengatu tapajoawara: nheẽgatu), frequentemente escrito Nhengatu, é uma língua indígena da família Tupi-Guarani, sendo então derivada do tronco tupi, e originado do antigo tupinambá amazônico, uma antiga ramificação dialetal tupi da Amazônia, que se estendeu por toda a região a partir do Maranhão.

O nome do idioma deriva das palavras nhẽẽga (que significa "idioma/língua" ou "palavra") e katu (que significa "bom/boa").[2][3] O nome do idioma relacionado Ñeꞌengatú, no Paraguai, é derivado de maneira similar. Assim, nheengatu é referido por uma grande variedade de nomes na literatura, incluindo Nhengatu, Tupi Costeiro, Geral, Yeral (na Venezuela), Tupi Moderno,[4] Nyengato, Nyengatú, Waengatu, Neegatú, Is'engatu, Língua Brasílica, Tupi Amazônico,[2] Ñe'engatú, Nhangatu, Inhangatu, Nenhengatu,[5] Yẽgatú, Nyenngatú, Tupi e Língua Geral. Também é comumente referida como Língua Geral Amazônica (LGA) no Brasil.

É falado em toda região do Rio Negro entre os povos Baniwa, Baré e Warekena, etc, principalmente no municipio de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, no Brasil, onde, desde 2002 é um dos idiomas oficiais (juntamente de baníwa, yepá-masã e português), além de ser falado também na região do Baixo Amazonas (no estado do Amazonas), entre os povos Sateré-Mawé, Maraguá e Mura, e no Baixo Tapajós, e no estado do Pará, onde está sendo revitalizado entre os diversos povos da região, também entre os próprios ribeirinhos. Atualmente, continua a ser falado por aproximadamente 20 060 pessoas, em três variantes linguísticas no Brasil: a da região do Rio Negro, chamada de Yẽgatu, a do baixo Amazonas, conhecida como nheengatú tradicional e a do baixo rio Tapajós ou nheengatu tapajoawara, além das variantes estrangeiras: nheengatu da Venezuela (ñeengatu) e nheengatu da Colômbia (nyengatu).

A tecnologia como aliada ajuda ainda mais na popularidade do idioma. Recentemente, a estudante Suellen Tobler da UFOPA criou sozinha um aplicativo web chamado Nheengatu App, no estilo da plataforma de ensino Duolingo e agora conta com o apoio do Governo do estado do Pará, de professores universitários e de nativos na construção do aplicativo. O projeto Motorola foi outro projeto que ajudou ainda mais na popularidade do idioma, idealizado em 2020, os smartphones da empresa agora contam com o idioma Nheengatu. Cada vez mais é crescente o número de entusiastas em aprender a língua nheengatu através de ferramentas e grupos de estudos no WhatsApp, Facebook e Instagram, outros meios pela internet e até cursos de universidades.

Histórico da língua[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Pertencente à família linguística tupi-guarani, o nheengatu surgiu no século XVIII, como uma evolução natural do antigo tupinambá amazônico, uma variante tupi regional que teve origem na famosa Odisseia Tupínambá, o exôdo dessa nação que fugindo dos invasores portugueses no litoral baiano, adentrou a Amazônia e se instalou primeiramente no Maranhão, e daí para a baia de Guajará (Belém), foz do rio Tapajós até a ilha Tupinambarana (Parintins), entre as fronteiras do Pará e Amazonas. A língua dos tupinambás então, por pertencer a um povo temido e conquistador, passou a ser língua franca, o que em contato com as línguas conquistadas ganhou diferenciação própria, daí o porquê dos povos Arawak da região de Parintins passaram a ser chamados de Tupinambaranas, entre eles, os maraguazes, os çapupés, os curiatós, os parintins e os proprios saterés.

Já com a Amazônia conquistada pelos portugueses, fato que ocorreu a partir de 1600, e havendo estabelecido uma colônia no início do século XVII, o chamado estado do Grão-Pará e Maranhão, cuja capital Belém, tinha como nome Cidade dos Tupinambás ou Tupinãbá marií, padres franciscanos e jesuítas visando o catecismo a partir dessa língua, elaboraram a gramatica e uma ortografia própria, porém latinizada o que resultou na língua geral setentrional, ou língua geral Amazônica, (nome usado ainda hoje), cujo desenvolvimento se deu paralelamente ao da língua geral paulista (extinta). Desde então, o nheengatu se estendeu por toda a Amazônia como instrumento de colonização, de domínio português e de padronização linguística, onde muitos povos passaram a tê-lo como principal língua em detrimento as suas, assim povos como o Hanera, mais conhecidos como Baré, passou a ser falante do nheengatu, o que ocasionou na extinção de sua propria língua ou o povo Maraguá que mesmo falante historico de nheengatu recentemente buscou a revitalizanção de sua lingua própria e hoje aprendem o maraguá junto com o nheengatu nas escolas locais.  

O número de falantes de outras línguas superava imensamente os colonos portugueses na Amazônia, tanto que os próprios portugueses se adequaram a língua nativa. Para se falar ou conversar na colônia do Grão Pará tinha que usar o nheengatu, caso não o fizesse, ficaria falando sozinho uma vez que ninguém usava o português, a não ser no palácio governamental em Belém e entre os próprios portugueses.[6][7]

A Língua Geral foi estabelecida como língua oficial de 1689-1727 na Amazônia (Grão Pará e Maranhão), mas com o objetivo de desaculturar o povo amazônida, a língua portuguesa foi promovida, mas sem sucesso. Em meados do século XVIII, a Língua Geral Amazônica (distinta da Língua Geral Paulista, variedade semelhante usada mais ao sul) foi usada em toda a colônia. Nesse ponto, Tupinambá permaneceu intacto, mas como uma "linguagem litúrgica".  As línguas usadas na vida cotidiana evoluíram drasticamente ao longo do século devido ao contato com a língua, com Tupinambá como a "língua dos rituais, e Língua Geral Amazônica, a linguagem da comunicação popular e, portanto, da instrução religiosa”. Moore (2014) observa que, em meados do século XVIII, a Língua Geral Amazônica e Tupinambá já eram distintas. Até então, a comunidade original de Tupinambá estava enfrentando um declínio, mas outras comunidades de fala ainda eram exigidas pelos missionários portugueses para aprender a língua tupinambá. Os esforços para se comunicar entre as comunidades resultaram na "corrupção" da língua tupinambá, daí a distinção entre tupinambá e língua geral amazônica.

O Nheengatu continuou a evoluir, quando se expandiu na região do Alto Rio Negro. Houve contato com outros idiomas como Marawá, Baníwa, Warekana, Tucano e Dâw (Cabalzar; Ricardo 2006 em Cruz 2015).

A Língua Geral evoluiu em dois ramos, a língua geral setentrional (amazônica) e a língua geral meridional (paulista), a qual em seu auge chegou a ser a língua dominante do vasto território brasileiro.

Um manuscrito anônimo do século XVIII é emblematicamente intitulado "Diccionario da língua geral do Brasil, que se falla em todas as villas, lugares, e aldeas deste vastíssimo Estado, escrito na cidade do Pará, anno de 1771".

Se o nheengatu era o grande obstáculo para o domínio cultural e linguístico do português na região, os colonizadores viram que era necessário tirá-lo do povo e impor a língua portuguesa, o que em primeiro momento não foi bem sucedido visto que a língua geral estava muito bem enraizada tanto entre indígenas, quanto na fala de negros e também dos próprios brancos. A língua teve sua primeira proibição por parte do governo português, na gestão do Marquês de Pombal, que pretendia impor a língua portuguesa na Amazônia e aportuguesar os nomes de lugares. Daí o porquê de muitos lugares terem seus nomes trocados de nheengatu para nomes de lugares e cidades de Portugal, assim apareceu nomes que hoje compõe municípios amazônicos como Santarém, Aveiro, Barcelos, Belém, Óbidos, Faro, Alenquer e Moz.

Com a independência do Brasil em 1822, mesmo o Grão-Pará (Amazônia) sendo uma colônia portuguesa à parte, seus governantes locais resolveram integrar-se ao novo país, o que descontentou muito os habitantes de origem indígena que era a maioria do povo em geral, o que posteriormente levou a Amazônia a uma revolução independentista que durou dez anos.

Capa do livro.
Capa de Arte de grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil por José de Anchieta em 1595.

A segunda proibição imposta à língua se deu logo após a essa revolução mais conhecida como Cabanagem ou Guerra dos Cabanos, e quando os rebeldes foram derrotados (1860), o governo brasileiro impôs uma dura perseguição aos falantes de nheengatu. Metade da população masculina do Grão-Pará (Amazônia) foi assassinada e quem era flagrado falando em nheengatu era castigado e se fosse indígena não contatado, era batizado por padres e ganhavam seus sobrenomes em certidões, uma vez que os próprios padres eram seus padrinhos, isso resultou em pessoas de origem indígena com sobrenomes portugueses sem ao menos ser herdeiro de colonos. A imposição da língua portuguesa desta vez surtiu efeito e com advento de escolas portuguesas, a população foi arrebanhada para a nova língua.

Também já no século XX, devido a eventos econômicos e políticos, como o ciclo da borracha na Amazônia (vinda de levas enormes de colonos nordestinos, incentivadas pelo governo, para a Amazônia), a presença voltou a ser sentido devido a esses eventos, forçando as populações indígenas a se mudarem ou serem subjugadas a trabalho forçado. Sua língua, naturalmente, foi novamente influenciada com o aumento da presença de falantes de português.

O que não foi o bastante para a extinção da língua nheengatu (pretendida pelo governo), ela se manteve principalmente entre os moradores mais distantes dos centros urbanos, nas famílias herdeiras dos cabanos e entre povos não submetidos. Além do mais, "tapuios" (ribeirinhos) mantiveram seu sotaque e parte de sua fala atrelado à língua. Até 1920 era comum o nheengatu ser usado nos centros comerciais tradicionais de Manaus, Santarém, Parintins e Belém.

O tempo passou. A conquista da língua portuguesa se consolidou, mas o nheengatu não desapareceu. Ficou enraizado no linguajar do amazônida, no sotaque dos ribeirinhos e nos povos indígenas do rio negro, baixo amazonas ainda que em risco de desaparecer. Mas com o projeto Motorola para a tradução da língua na telefonia[8][9], a língua retornou ao engajamento protagonista e em 2020, professores e ativistas da língua nas três variantes se uniram em prol da criação de uma academia, a Academia da Língua Nheengatu (ALN), para regularizá-la, padronizá-la em três vertentes e assim reconquistar parte do espaço perdido e em busca do lugar que lhe foi tirado, o de língua mãe que é a cara a identidade da Amazônia.

Família linguística[editar | editar código-fonte]

Nheengatu desenvolveu-se a partir da extinta língua tupinambá e pertence ao ramo tupi-guarani da família de línguas tupi.[10] A família de idiomas tupi-guarani é responsável por um grupo grande e diversificado de idiomas "incluindo, por exemplo, Xetá, Sirionó, Araweté, Ka'apor, Kamayurá, Guajá e Tapirapé". Muitas dessas línguas se diferenciaram anos antes da chegada dos portugueses no Brasil. Com o tempo, o termo Tupinambá foi empregado para descrever grupos que estavam "relacionados linguística e culturalmente", mesmo que a tribo original tivesse desaparecido.

Tomando como exemplo os pronomes pessoais, veja-se uma comparação entre o tupi antigo e o Nheengatu:

Português Tupi Antigo Yẽgatu (nheengatu rionegrino) Nheengatu tradicional Nheengatu tapajoawara
eu xe, ixé se, ixé çe, ixé se, ixé
tu ne/nde, endé ne, ῖdé ne, ῖdé ne, ῖdé
ele, ela i, a'e (singular) i, ae i, aé i, aé
nós (exclusivo) oré
nós (inclusivo) îandé yãné, yãdé yãné, yãdé yãné, yãdé
vós pe, peẽ pe, pẽye pe, pẽnhé pe, penhẽ
eles, elas i, a'e (plural) i/ta, aῖta aῖtá i/ta, aῖta

O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro defende que o Nheengatu, com suas características atuais, teria surgido somente no século XIX, como uma evolução natural da língua geral setentrional.[11]

Comparações entre o Tupi, o Português e as variantes do Nheengatu:

Português Tupi Yẽgatu (nheengatu rionegrino) Nheengatu tradicional Nheengatu tapajoawara
Pássaro Gûyrá Wira Wirá Wirá
Homem Abá Apiawawa Apigá Apigá
Mulher Kunhã Kuyã Kunhã Kunhã
Alegria Toryba Surisa Çuriçawa Surisawa
Cidade Tabusu Tawasu Mairí Tawasú
Rede Iny Makira Makira, gapõna Makina
Água 'Y Ii Yy I

O projeto Motorola[editar | editar código-fonte]

Em 2020 iniciou o projeto cujo objetivo era de traduzir as línguas nheengatu e kaingang para a telefonia celular dessa empresa. Foram as duas primeiras línguas nativas do Brasil a serem projetadas para a telefonia o que se define como uma grande conquista da sobrevivência das mesmas e lhes dando status de língua internacional e modernas. Assim, professores falantes e ativistas em conjunto com professores linguistas a serviço da empresa passaram a trabalhar no projeto que durou um ano e meio, até ser lançado no mercado internacional e brasileiro. Durante reuniões foi acertado uma ortografia única vindo de união das três reconhecidas, justamente para não haver contenda posterior. O nheengatu tradicional e tapajoawara por manterem a forma da maioria das palavras da língua antiga como o uso do ‘nh’ e a terminativa sawa/tawa/pawa tornou-se base, porém, com várias características do yẽgatu na forma da sua ortografia unificada. Daí pôde ser organizado uma escrita capaz de ser entendida por todas as variantes. Finalizando o projeto, os professores Luzinete Baré e Edson Baré, pelo yẽgatu, o professor e escritor Yaguarê Yamã pelo tradicional e o professor Kawã Wirapaye Borari pelo nheengatu tapajoawara fecharam o projeto que teve grande repercussão na imprensa nacional e também internacional.

Uso atual[editar | editar código-fonte]

Atualmente, o nheengatu ainda é falado por cerca de 73,31% dos 29,9 mil habitantes de São Gabriel da Cachoeira, no Brasil (Censo IBGE 2000), cerca de 3 000 pessoas na Colômbia e 2 000 pessoas na Venezuela, especialmente na bacia do rio Negro (rios Uaupés e Içana).[1] Para além disso, é a língua materna da população cabocla e mantém o caráter de língua de comunicação entre índios e não índios, ou entre índios de diferentes línguas. Constitui, ainda, um instrumento de afirmação étnica de povos indígenas amazônicos que perderam suas línguas nativas, como os barés, os arapaços, os baniuas, os uarequenas e outros.

O nheengatu é uma das quatro línguas oficiais do município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do estado do Amazonas, no Brasil.[12]

É possível a existência de cerca de 19.000 falantes de Nheengatu em todo o mundo, de acordo com The Ethnologue (2005),[13] embora alguns jornalistas tenham relatado até 30.000.[14][15] A linguagem recuperou recentemente algum reconhecimento e destaque depois de ter sido suprimida por muitos anos. É falado na região do Alto Rio Negro, no estado do Amazonas, na Amazônia brasileira e em partes vizinhas da Colômbia e Venezuela. É a língua nativa da população rural da área e também é usada como uma linguagem comum de comunicação entre indígenas e não-indígenas e entre indígenas de diferentes povos.

Em 1998, o professor da Universidade de São Paulo, Eduardo de Almeida Navarro, fundou a organização Tupi Aqui dedicada a promover o ensino do Tupi e Nheengatu históricos em escolas de ensino médio de São Paulo e em outros lugares do Brasil.[16][17] O professor Navarro escreveu um livro didático para o ensino de Nheengatu que o Tupi Aqui disponibiliza, juntamente com outros materiais didáticos, em um site hospedado pela Universidade de São Paulo.[18]

Em dezembro de 2002, Nheengatu ganhou o status de idioma oficial ao lado do português no município de São Gabriel da Cachoeira, Brasil, onde muitos falantes estão concentrados, de acordo com a lei local 145/2002.[16]

O Ethnologue classifica Nheengatu como "mudando", com uma classificação de 7 na Escala de Interrupção Intergeracional Gradual (GIDS) (Simons e Fennig 2017). De acordo com essa escala, essa classificação sugere que “a população de filhos pode usar o idioma entre si, mas não está sendo transmitida às crianças”. Segundo o Atlas das Línguas em Perigo do Mundo da UNESCO, Nheengatu é classificado como "severamente ameaçado".[19]

A Academia da Língua Nheengatu (ALN)[editar | editar código-fonte]

Foi um sonho realizado por professores indígenas e ativistas da língua cujo objetivo era de reconquistar o espaço perdido pelo nheengatu ao longo de anos de proibição, e alavancar seu aprendizado em meio a indígenas e não indígenas. O projeto Motorola veio formalizar o grupo de ativistas o que culminou com a criação da Academia, de forma on-line por conta da pandemia de COVID-19 o que impede até hoje (10/2021) de haver reuniões presenciais numa capital próxima ou seja, Manaus.

Escolhido os patronos das 25 cadeiras, quatro pessoas, fazem parte da diretoria, entre eles, Edson Baré, seu primeiro presidente. As mesmas cadeiras são organizadas por região: 10 pertencem aos falantes do yẽgatu, 7 pertencem aos falantes do nheengatu tradicional, 7 cadeiras são direcionadas aos falantes do nheengatu tapajoawara e 3 ultimas cadeiras são reservadas a falantes do nheengatu que não pertença as três regiões.

A cidade fórum é a cidade de Manaus, e a sede da Academia é Manaus e Santarém.

O Nheengatu no nordeste brasileiro[editar | editar código-fonte]

Sabe-se que o nheengatu teve origem no Tupinambá amazônico, variante tupi localizada mais precisamente no Maranhão que durante a colonização portuguesa, fez parte do estado do Grão Pará e Maranhão. Desde então, se entende o nheengatu também como cultura maranhense. O que poucos citam é a presença do nheengatu no nordeste brasileiro propriamente falando. Principalmente Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Afirmativa que procede na medida que se vai descobrindo novas evidências, tanto antigas como atuais. Assim surgiu o caso do município de Monsenhor Tabosa que oficializou o idioma nheengatu como língua cooficial no município e planejar adotar a língua nas escolas municipais. Como diz o jornal local: “A câmara municipal de Monsenhor Tabosa aprovou por unanimidade um projeto de lei que reconhece a língua nativa Tupi-Nheengatu como língua cooficial do município. O texto legal já foi sancionado pelo prefeito Salomão de Araújo Souza, que é descendente dos povos indígenas”.

Assim como o município de Monsenhor Tabosa, a quantidade de nordestinos indígenas e descendentes procuram aprender o idioma não somente porque se pensa ser bonito, mas porque fazer e “sempre fez” parte da cultura nativa regional.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua evolução desde o início como Tupinambá, uma extensa pesquisa foi realizada no Nheengatu. Houve estudos realizados em cada fase de sua evolução, mas muito se concentrou em como aspectos do Nheengatu, como gramática ou fonologia, mudaram através do contato exterior ao longo dos anos. (Facundes et al. 1994 e Rodrigues 1958, 1986).

Como mencionado anteriormente, os primeiros documentos que foram produzidos foram pelos missionários jesuítas nos séculos XVI e XVII, como a Arte da Gramática da Lingoa mais usada na costa do Brasil pelo Padre José de Anchieta (1595) e a Arte da Língua Brasileira de Luís Figueira (1621). Estas eram gramáticas detalhadas que serviam para seus propósitos religiosos. Vários dicionários também foram escritos ao longo dos anos (Mello 1967, Grenand e Epaminondas 1989, Barbosa 1951). Mais recentemente, Stradelli (2014) também publicou um dicionário de português-nheengatu.

Também houve vários estudos linguísticos de Nheengatu mais recentemente, como a tese de Borges (1991) sobre fonologia do Nheengatu e o artigo detalhado de Cruz (2011) sobre a fonologia e gramática de Nheengatu. Ela também estudou a ascensão da concordância em número no Nheengatu moderno, analisando como a gramaticalização ocorreu ao longo de sua evolução a partir de Tupinambá (Cruz 2015). Cruz (2014) também estuda a reduplicação do Nheengatu em detalhes, bem como a fissão morfológica em construções bitransitivas. Um livro didático para a condução das aulas de Nheengatu também foi escrito. (Navarro 2011). Lima e Sirvana (2017) fornecem um estudo sociolinguístico de Nheengatu na comunidade Pisasu Sarusawa do povo Baré, em Manaus, Amazonas.

No ramo de traduções, foi realizada a tradução de O Pequeno Príncipe[20] e uma coleção de histórias.[21]

Lembrando que a maioria desses estudos foram feitos por não-indígenas que não detém o conhecimento da língua na prática, por isso mesmo agrupando tudo como se fosse apenas uma forma de fala, e sem levar em conta os povos falantes em outros lugares da Amazônia ou de que cada variante tem sua própria ortografia seguida no ensino educacional vigente no municípios ensinados e de seus conselhos regentes. Isso sem falar na produção dos próprios falantes que são professores e ativistas sociais, como por exemplo o Dicionário e estudo da Língua Nheengatu tradicional (2021) dos professores Yaguarê Yamã, Elias Yaguakãg, Mario José e Egídia Reis, obra de 380 páginas e que aborda a língua na forma tradicional com a ortografia própria do Baixo Amazonas ensinada nas escolas locais, o primeiro dicionário nheengatu escrito pelos próprios falantes e reconhecido no próprio ensino escolar municipal do qual fazem parte. Bem como o livro infantil áudio-visual “Akãnitá’í yuwa – o cocarzinho-amarelo, escrito de forma bilíngue, também de Yaguarê Yamã. Também existe a obra Nheengatu tapajoawara – de Kawã Borari e professores indígenas do Tapajós, um livro que aborda a gramática e o ensino do nheengatu tapajowara.

Além disso, está sendo lançado o site da Academia da Língua Nheengatu (ALN) e seu dicionário on-line nas três ortografias reconhecidas por ela: Yẽgatu (rio Negro), Tapajoawara (Rio Tapajós) e Tradicional (Baixo Amazonas).

Projetos de documentação do idioma[editar | editar código-fonte]

Agências de documentação de idiomas (como SOAS, Museu do Índio, Museu Goeldi e Dobes) atualmente não estão envolvidas em nenhum projeto de documentação de idiomas para Nheengatu. No entanto, as pesquisas sobre Nheengatu realizadas por Moore (1994) foram apoiadas pelo Museu Goeldi e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e financiadas pela Society for the Study of the Indigenous Languages of the Americas (SSILA) e pela Inter-American Foundation. Neste estudo, Moore se concentrou nos efeitos do contato com a língua e em como Nheengatu evoluiu ao longo dos anos com a ajuda de um informante que falava Nheengatu. Moore (2014) pede a “localização e documentação dos dialetos modernos de Nheengatu”, devido ao risco de extinção.[10]

Etnografia[editar | editar código-fonte]

Pesquisas antropológicas foram realizadas sobre a mudança de paisagens culturais ao longo da Amazônia, bem como a vida do povo Tupinambá e suas interações com os jesuítas.[22] Floyd (2007) descreve como as populações navegam entre suas esferas "tradicional" e "aculturada".[23] Outros estudos se concentraram no impacto da urbanização nas populações indígenas da Amazônia (de Oliveira 2001).

Características[editar | editar código-fonte]

Além da anteriormente mencionada língua geral paulista, agora extinta, o nheengatu é bastante relacionado com o tupi antigo, idioma extinto, e com o guarani do Paraguai, que, longe de estar extinto, é o idioma mais falado naquele país e uma de suas línguas oficiais. Segundo algumas fontes, o nheengatu antigo e o guarani chegaram a ser mutuamente inteligíveis no passado.

Escrita (as três ortografias reconhecidas)[editar | editar código-fonte]

Ao longo do tempo têm-se usado diversas convenções para escrever o nheengatu com base no alfabeto latino e segundo as regras do português, usando-se grafias como "nh"; "c"; "ç", "ce", "ci"; "que", "qui"; "h" mudo; "n" em fim de sílaba como marca de nasalização; "u" e "i" usados indistintamente como vogais e semivogais; etc. Assim, foi feito na primeira vez, como padres católicos durante a colonização da Amazônia cujo objetivo era de fortalecer o domínio português sobre as comunidades nativas nos chamados “descimentos” e aldeamentos. Stradelli também escreveu seu belo trabalho usando sua própria interpretação, bem assim como Barbosa Rodrigues e mais recentemente Casanovas e os demais pesquisadores modernos como o professor Eduardo Navarro, em sua obra que lhe deu sustentação para o ensino da língua na Universidade de São Paulo - USP. Porém, hoje em dia, os próprios falantes tem buscado usar sua própria ortografia e sustenta-las através de conversões ortográficas e acordos entre povos diferentes, justamente como ocorreu  com as três variantes da língua nheengatu capitaneadas pelos professores e ativistas da língua. Assim, as variantes yẽgatu, nheengatu tradicional e tapajoawara ganharam suas próprias ortografias.

Yẽgatu[editar | editar código-fonte]

Com a Nova Ortografia Unificada, professores do rio Negro fizeram sua convenção ortográfica para padronizar a língua na região, mais adaptada à fonologia da língua, menos vinculadas às convenções portuguesas. Desde então, seus docentes e discentes, seguindo as regras da convenção, tendem a incluir o uso de til sobre as vogais "e", "i" e "u"; o uso de "k" em lugar de "c" e "qu"; o uso de "s" simples em lugar de "ç", "ce", "ci" ou "ss"; o uso de "y" e "w" para representar semivogais; o uso de "y" próximo à vogal nasal em lugar de "nh"; o uso de consoantes simples próximo a vogal nasal em vez de encontros consonantais "mb", "nd", "ng", "nt"; redução da acentuação tônica; e extinguir a vogal ‘o’ para dar lugar somente ao ‘u’. Bem diferente da escrita até então praticada, numa forma tradicional.

Nheengatu tradicional[editar | editar código-fonte]

Da mesma forma ocorreu com o nheengatu tradicional falado no Baixo Amazonas, onde o povo Maraguá, Mura e parte dos Sateré-Mawé resolveram em convenção oficializar sua própria ortografia vinculada ao tradicionalismo pelo qual estavam acostumados a escrever. Assim, foi escrito o Dicionário e estudo da língua Nheengatu tradicional, onde se valoriza a fala e a escrita antiga, não tão diferente dos trabalhos de Stradelli ou de Barbosa Rodrigues. Na regência de sua convenção, descreve-se como regra o uso de todas as vogais, inclusive do Y e do W. O reconhecimento de doze consoantes tradicionais (b,ç,d,g,k,m,n,p,r,s,t,x), de três novas consoantes vinculadas as palavras estrangeiras convertidas ao nheengatu (l,j,h) e sete vogais (a,e,i,o,u,w,y), além de manter o ‘nh’ escrito, e do uso do ‘y’ tupi (som de u/e ao mesmo tempo) que não existe na língua portuguesa e que estão presente em algumas poucas palavras dessa variante.

Nheengatu tapajoawara[editar | editar código-fonte]

A variante do Tapajós, vinculada aos povos Borari, Arapium, Tapajós dentre outros também teve sua convecção, onde a organização de professores indígenas (ao todo mais de duzentos docentes) tem feito de tudo para alavancar a língua nheengatu na região, inclusive com a produção do livro “Nheengatu tapajoawara” onde abordam uma ortografia própria mais aproximada com a de Casanovas, porém, um meio termo entre o nheengatu do rio Negro e o nheengatu tradicional.

Todas as três variantes e suas perspectivas ortografias são reconhecidas pela Academia da Lingua Nhengatu (ALN).

Fonologia[editar | editar código-fonte]

Consoantes[editar | editar código-fonte]

Parênteses marcam fonemas marginais que ocorrem em somente algumas palavras, ou com status impreciso.[10]

Bilabial Alveolar Pós-alveolar Palatal Velar Glotal
plain lab.
Oclusivo plain p t (tʃ) k (kʷ) (ʔ)
voiced (b) (ɡ)
pré-nasalizadas ᵐb ⁿd ᵑɡ
Fricativa s ʃ
Vibrante múltipla r
Nasal m n
Aproximante w j j̃

Vogais[editar | editar código-fonte]

Oral Nasal
Fechada i ĩ
Média e
Semifechada o õ
Aberta a ã
Posterior fechada u ũ

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Existem oito classes gramaticais em Nheengatu: substantivos, verbos, adjetivos, advérbios, posposição, pronomes, mostrativo e partículas.[10] Essas oito classes de palavras também são refletidas Fonologia e Gramática do Nheengatú de Cruz (2011). Em seus livros, Cruz inclui 5 capítulos na seção Morfologia, que descreve classes lexicais, lexicogênese nominal e verbal, a estrutura da frase substantiva e estruturas gramaticais. Na seção sobre classes lexicais, Cruz discute prefixos pessoais pronominais, substantivos e suas subclasses (incluindo pronomes pessoais, anafóricos e demonstrativos, além de substantivos relativos), verbos e suas subclasses (como verbos estativos, transitivos e intransitivos) e expressões adverbiais. O capítulo subsequente sobre lexicogênese nominal discute derivação endocêntrica, nominalização e composição nominal. Sob a lexicogênese verbal no capítulo 7, Cruz cobre a valência, reduplicação e o empréstimo de palavras de empréstimo em português. O capítulo seguinte discute a distinção entre partículas e clíticos, incluindo exemplos e propriedades de cada estrutura gramatical.

Pronomes[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos de pronomes em Nheengatu: pessoal ou interrogativo. Nheengatu segue o mesmo padrão de Tupinambá, em que o mesmo conjunto de pronomes pessoais é adotado para o sujeito e o objeto de um verbo.[10]

Singular Prefixo Sg Plural Prefixo Pl
1 isé se- yãndé yane-
2 ĩndé ne- pẽỹẽ pe-
3 aʔé i-

s-

aẽtá ta-

Amostras de texto[editar | editar código-fonte]

Pedro Luiz Sympson, 1876
A! xé ánga, hu emoté i Iára. / Xé abú iu hu rori ána Tupã recé xá ceiépi. / Maá recé hu senú i miaçúa suhi apipe abasáua: / ahé recé upáem miraitá hu senecáre iché aié pepasáua. / Maá recé Tupã hu munha iché áramau páem maá turuçusáua, / i r'ira puranga eté. / Y ahé icatusáua xé hu muçaim ramé, r'ira péaca upáem r'iapéaca ramé, maá haé aitá hu sequéié.
Pe. Afonso Casanovas, 2006
Aikwé paá yepé tetama puranga waá yepé ipawa wasú rimbiwa upé. Kwa paá, wakaraitá retama. Muíri akayú, paá, kurasí ara ramé, kwá uakaraitá aywã ta usú tawatá apekatú rupí. Muíri viaje, tausú rundé, aintá aría waimí uyupuí aitá piripiriaka suikiri waá irũ, ti arã tausaã yumasí tauwatá pukusawa.
Eduardo de Almeida Navarro, 2011
1910 ramé, mairamé aé uriku 23 akaiú, aé uiupiru ana uuatá-uatá Amazônia rupi, upitá mími musapíri akaiú pukusaua. Aé ukunheséri ana siía mira upurungitá uaá nheengatu, asuí aé umunhã nheengarisaua-itá marandua-itá irũmu Barbosa Rodrigues umupinima ana uaá Poranduba Amazonense resé.
Aline da Cruz, 2011
A partir di kui te, penhe nunka mais pesu pekuntai aitekua yane nheenga. Yande kuri, mira ita, yasu yakuntai. Ixe kuri asu akuntai perupi. Ixe kua mira. Ixe asu akuntai perupi. Penhe kuri tiã pesu pekuntai. Pepuderi kuri penheengari yalegrairã yane felisidaderã.
Trecho do livro Yasú Yapurũgitá Yẽgatú, 2014
Se mãya uyutima nãnã kupixawa upé. Nãnã purãga yaú arama yawẽtu asuí purãga mĩgaú arama yuiri. Aikué siya nãnã nũgaraita. Purãga usemu mamé iwí yumunaniwa praya irũmu.
Roger Manuel López Yusuino (nheengatu venezuelano), 2013
Tukana aé yepé virá purangava asoi orikú bando ipinima sava, ogustari oyengari kuemaite asoi osemo ara ramé osikari arama ombaó vasaí iyá. Tukana yepé virá porangava yambaó arama asoi avasemo aé kaáope asoi garapé rimbiva ropí.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. a b Alves. "Ñe'éngatu" em guaraní significa "falar demais" ou alguém que fala demais. .Jr, Ozias (2010). Parlons Nheengatu: Une langue tupi du Brésil. Paris: L'Harmattan. ISBN 978-2-296-13259-7 
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p.1 192.
  4. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 13.
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p.1 192, 1 727.
  6. RODRIGUES, Aryon Dall'agna (1996). As línguas gerais sul-americanas. [S.l.]: PAPIA. pp. 6–18 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Dicionário de estudos de Nheengatu Tradicional, ISBN 9786599450402, Edição do autor, 2021  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda).
  • YAMÃ, Yaguarẽ, Cartilha Gramatical do Nheengatu Tradicional, Edição do autor .
  • SCHWADE, Michéli Carolíni de Deus Lima (2014), Descrição Fonético-Fonológica do Nheengatu Falado no Médio Rio Amazonas, Manaus: Universidade Federal do Amazonas - UFAM [Disponível em: https://tede.ufam.edu.br/bitstream/tede/4610/2/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20-%20Mich%C3%A9li%20C%20de%20D%20Schwade.pdf]  line feed character character in |título= at position 59 (ajuda)
  • BORARI, Kawã Wirapaye, O Nheengatu Tapajowara .
  • Letra 16, Revista, Nheengatu Tapajoara .
  • NAVARRO, Eduardo de Almeida (2011), Curso de língua geral (nheengatu ou tupi moderno) – A língua das origens da civilização amazônica, ISBN 978-85-912620-0-7, São Paulo: Edição do autor . 112 pp.
  • Sympson, Pedro Luís, Gramática da língua brasileira: brasílica, tupi ou nheengatu .
  • Casasnovas, Padre A (2006), Noções de língua geral ou nheengatu 2ª ed. , Manaus: UFAM; Faculdade Salesiana Dom Bosco ,

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Links de grupos e ferramentas de estudo[editar | editar código-fonte]