Partido Trabalhista Brasileiro (1981)

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Disambig grey.svg Nota: Para o antigo partido, veja Partido Trabalhista Brasileiro (1945).
Partido Trabalhista Brasileiro
Número eleitoral 14
Presidente Roberto Jefferson [1]
Fundação 3 de novembro de 1981 (38 anos)
Registro 3 de novembro de 1981 (38 anos)[2]
Ideologia Partido pega-tudo[3]
Espectro político Centro-direita [4][5]
Ala jovem Juventude do PTB (JPTB)[6]
Membros  (2020) 1 091 999 filiados[7]
Senadores (2020)
0 / 81
Deputados federais (2020)[8]
12 / 513
Governadores (2020)
0 / 27
Deputados estaduais (2018)[9]
31 / 1 024
Prefeitos (2016)
262 / 5 568
Vereadores (2016)[10]
3 058 / 56 810
Cores      Amarelo

     Verde

     Azul

Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) é um partido político brasileiro fundado em 1981 por um grupo político que reivindicou a legenda e sigla do antigo PTB, extinto pela ditadura militar em 1965[11]. Seu código eleitoral é o 14[12]. Com 1.091.999 filiados em setembro de 2020, é o 6º maior do país.[13]

História[editar | editar código-fonte]

Após a anistia, diversos trabalhistas históricos voltaram do exílio, de onde vinham organizando a reestruturação do partido, principalmente sob a liderança de Leonel Brizola.[14] Houve então uma acirrada disputa pelo nome, pela sigla e pela legenda do PTB, entre o grupo de Brizola e o grupo liderado pela ex-deputada Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio Vargas (seu avô materno, Viriato Dornelles Vargas, era irmão de Getúlio), e antiga presidente do PTB paulista. Tendo o Tribunal Superior Eleitoral dado ganho de causa ao grupo de Ivete em 1980, o grupo de Brizola funda então o Partido Democrático Trabalhista, PDT.[14] O registro provisório do PTB junto ao TSE ocorreu em 1980. Na época, acusou-se Golbery de Couto e Silva de tramar a cessão da sigla para Ivete, a fim de enfraquecer o grupo de Brizola. Em 1980, o PTB tinha apenas um deputado federal, Jorge Cury, do RJ, e nas eleições de 1982, o partido elegeu 13 deputados federais: 5 no RJ e 8 em SP, levados por mais de 260 mil votos de Ivete, além de ter lançado o nome do ex-presidente Jânio Quadros para a disputa do governo paulista. Ivete Vargas morreu em 3 de janeiro de 1984.

Em 1985, o PTB conquista a prefeitura da maior cidade do país, São Paulo, graças à força personalística de Jânio Quadros que, no entanto, tinha pouco compromisso com o programa do partido. Jânio demonstrou esse desinteresse ao, tão logo tomar posse em 1 de janeiro de 1986, se desfiliar do PTB, meses após. Em 1986, o partido lança o empresário Antônio Ermírio de Moraes para o Governo de São Paulo, ficando na segunda colocação perdendo para Orestes Quércia mas ficando frente de Paulo Maluf.

Ivete Vargas, fundadora do atual PTB, em 1979

Ao falecer, em 1983, Ivette Vargas foi sucedida pelo então deputado federal Ricardo Ribeiro, de Ribeirão Preto. Na Constituinte, o partido foi liderado pelo deputado federal Gastone Righi, janista de SP. De 1986 a 1991, o partido foi presidido pelo ex-deputado Luiz Gonzaga de Paiva Muniz, do RJ, e após, pelo Senador paranaense José Carlos Martinez, finalmente sucedido pelo deputado federal Roberto Jefferson, após seu falecimento.

Atualmente, seu número eleitoral é 14 e seu registro definitivo data de 3 de novembro de 1981.

Apesar do atual PTB declarar-se em seu programa como nacionalista, defensor da autonomia sindical e dos direitos trabalhistas consagrados na CLT, sua praxe política tem sido de colaboração com o governo em exercício e de defesa de políticas neoliberais [carece de fontes?]. Apoiou o governo Figueiredo no Congresso a partir de 1983, obtendo, em troca, cargos de direção em órgãos públicos. Viria a apoiar também todos os governos seguintes: os de José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O PTB atual abrigou em suas fileiras políticos que se opunham eleitoralmente ao PTB clássico, como Jânio Quadros (embora tenha sido eleito deputado federal pelo PTB do Paraná em 1958), que se elegeu prefeito de São Paulo pelo partido em 1985, e foi também o candidato a Governador da legenda em 1982. Mais recentemente, aceitou a filiação de o também ex-presidente Fernando Collor, que em 2006 se elegeu senador por Alagoas pelo PRTB. A legenda possui força eleitoral significativa no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Mas é no Nordeste, principalmente em Pernambuco, onde o partido se destaca, pois, dos atuais[quando?] 7 senadores, 3 são desta região. Dos 23 deputados federais, 12 são nordestinos (Pernambuco possui 4), ao passo que o Rio Grande do Sul e São Paulo têm 3 deputados cada. Apesar de se declarar como independente, apoia o Governo Lula, apoiou candidatos do PT aos governos estaduais, incluindo alguns vitoriosos, como no Piauí e na Bahia.

Em 1989, o atual PTB postulou o nome do paranaense Affonso Camargo à Presidência da República, que obteve votação inexpressiva (0,5%). Sua votação para a Câmara federal em 2002 e 2006 tem oscilado entre 4 a 5% dos votos. Em 2002 incorporou o PSD (Partido Social Democrático), e em 2007 incorporou o PAN (Partido dos Aposentados da Nação).

Sua presidente nacional foi, a partir do fim de 2014, a ex-vereadora carioca e nova deputada federal Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson, sucedendo ao ex-deputado federal Benito Gama, derrotado no pleito de 2014, que tinha sucedido a Jefferson, após sua prisão em 2012. Sua bancada federal, de 21 deputados, em 2010, saltou para 25 deputados e 3 senadores, no pleito de 2014, mantendo 4% dos votos para a Câmara dos Deputados. Em 2015, o PTB anuncia que iria ser independente do governo durante ao plenário da câmara federal.

O atual presidente nacional do Partido, desde abril de 2016, é o ex-deputado federal Roberto Jefferson, que reconquistou seus direitos políticos.

Organização[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Participação e desempenho eleitorais[editar | editar código-fonte]

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Imagem Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos % Colocação
1989
Institucional (15223979920).jpg
Affonso Camargo Luís Gonzaga de Paiva Muniz sem coligação 379.286 0,52 11º
1994
Fernando Henrique Cardoso (1999).jpg
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL e PTB 34.364.961 54,27
1998
Fernando Henrique Cardoso (1999).jpg
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD 35.936.540 53,06
2002
Cirogomes2006.jpg
Ciro Gomes (PPS) Paulo Pereira da Silva (PTB) PPS, PTB, PDT 10.170.882 11,97
2010
Serra02032007.jpg
José Serra (PSDB) Indio da Costa (DEM) PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PTdoB 43.711.388 43,95
2014
Aécio Neves em 16 de julho de 2014-3.jpg
Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51.036.040 48,36
2018
Geraldo Alckmin em agosto de 2017.jpg
Geraldo Alckmin (PSDB) Ana Amélia (PP) PSDB, PP, PR, PRB, PSD, Solidariedade, DEM, PTB e PPS 5.096.349 4,76

Eleições parlamentares federais[editar | editar código-fonte]

Câmara dos Deputados[nota 1][15][16]
Legislatura Eleitos % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
56.ª (2019-2023) 10 Não disponível 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 1 2 1 0 0 1 0 0 0 0 2 0 0 0 0 -9
55.ª (2015-2019) 19 Não disponível 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0 1 1 3 1 1 2 0 1 0 3 0 0 2 0 -3
54.ª (2011-2015) 22 4,29 0 2 1 0 1 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 4 1 1 1 0 1 0 3 0 0 2 0 -1
53.ª (2007-2011) 23 4,48 0 0 1 0 0 1 1 0 2 2 0 0 0 0 0 3 1 1 2 0 1 0 3 0 1 4 0 -7
52.ª (2003-2007) 30 5,85 0 2 1 1 1 0 1 1 0 0 2 1 0 1 3 0 0 3 2 1 1 0 3 0 0 5 1 -4
51.ª (1999-2003) 34 6,63 0 2 0 1 1 0 0 3 1 1 2 1 1 1 1 1 0 6 2 0 1 1 3 0 0 5 0

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Diferença de Ideologia[editar | editar código-fonte]

Após sua recriação, o partido foi criticado por deixar a influência de Getúlio Vargas de lado, pois acabou deixando o legado de Vargas para trás. O partido também foi criticado durante o processo de impeachment de Collor, quando muitos políticos do partido no Congresso votaram pela absolvição de Collor.

Corrupção[editar | editar código-fonte]

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PTB ocupa a quinta posição no ranking, com 24 cassações.[17]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Considera-se os deputados eleitos pelo PSD e pelo PAN, partidos incorporados ao PTB.

Referências

  1. «Roberto Jefferson reassume presidência nacional do PTB» 
  2. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  3. Mariana Alvim (31 de janeiro de 2018). «De Getúlio Vargas a Cristiane Brasil, como o PTB passou do trabalhismo histórico aos ataques à Justiça do Trabalho». BBC Brasil. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  4. André Shalders (11 de setembro de 2017). «Direita ou esquerda? Análise de votações indica posição de partidos brasileiros no espectro ideológico». BBC Brasil. Consultado em 10 de fevereiro de 2019 
  5. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762006000100006&lng=en
  6. https://ptb.org.br/jptb/
  7. http://www.tse.jus.br/eleitor/estatisticas-de-eleitorado/filiados}}
  8. «Deputados». Câmara dos Deputados. Consultado em 07 de fevereiro de 2020  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  9. «Deputados Estaduais Eleitos no País em 2018». G1 
  10. «O novo mapa partidário das câmaras de vereadores». Congresso em Foco. 4 de outubro de 2016. Consultado em 26 de março de 2017 
  11. http://memorialdademocracia.com.br/card/golbery-tira-de-brizola-a-sigla-ptb
  12. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE Arquivado em 17 de julho de 2007, no Wayback Machine., acessado em 25 de julho de 2007
  13. «Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados». www.tse.jus.br. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  14. a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome :1
  15. Portal da Câmara dos Deputados - Conheça os Deputados - Selecione "Partido..." e "UF...", e clique no segundo botão "Pesquisar".
  16. Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.
  17. «Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking». O Globo. Consultado em 11 de julho de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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