Reinaldo Azambuja

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Reinaldo Azambuja
Reinaldo Azambuja em 2016
11° Governador de Mato Grosso do Sul
Período 1 de janeiro de 2015
até atualidade
Vice-governadores Rose Modesto (2015-2018)
Murilo Zauith (desde 2019)
Antecessor André Puccinelli
Deputado Federal por Mato Grosso do Sul
Período 1º de fevereiro de 2011
até 29 de dezembro de 2014
Deputado Estadual pelo Mato Grosso do Sul
Período 1 de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2011
Prefeito de Maracaju
Período 1 de janeiro de 1997
até 1 de janeiro de 2005
Antecessor Rogério Lopes Posser
Sucessor Maurilio Azambuja
Dados pessoais
Nascimento 13 de maio de 1963 (56 anos)
Campo Grande, MS, Brasil
Primeira-dama Fátima Silva
Partido PSDB
Profissão agropecuarista

Reinaldo Azambuja Silva (Campo Grande, 13 de maio de 1963) é um agropecuarista e político brasileiro, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). É o atual governador do estado de Mato Grosso do Sul.[1][2][3][4][5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Agropecuarista assim como os pais,[1] Reinaldo Azambuja assumiu os negócios da família em 1982. Casou-se no ano seguinte com Fátima Silva; tem três filhos: Thiago, Rafael e Rodrigo. Viveu toda a infância e adolescência em Campo Grande. Quando completou a maioridade, mudou-se para Maracaju, no interior do estado.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Prefeito de Maracaju, deputado e candidato em Campo Grande[editar | editar código-fonte]

Filiado ao PSDB, elegeu-se prefeito de Maracaju em 1996 e reelegeu-se em 2000. Neste período, foi presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

Em 2006, elegeu-se deputado estadual. Teve a maior votação da história de Mato Grosso do Sul. Em 2010, elegeu-se deputado federal.[2]

Candidatou-se à Prefeitura de Campo Grande em 2012. Obteve 113.629 votos, equivalente a 25,43% dos votos válidos.[2]

Governador de Mato Grosso do Sul[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de Mato Grosso do Sul em 2014 concorreu ao cargo de governador. Obteve a segunda colocação no primeiro turno e venceu o pleito no segundo turno, contra o candidato Delcídio Amaral.[6]

Propôs em novembro de 2017 uma reforma da previdência estadual[7]. A primeira votação teve 15 votos favoráveis e quatro contrários[8]. Consequentemente, a bancada do PT na Assembleia Legislativa foi à Justiça para suspender a tramitação da proposta, mas o mandado de segurança foi negado[9]. Na semana seguinte, sindicalistas lotaram a Casa, chegando a ocupar o plenário para impedir a votação final[10]. A sessão foi suspensa e o projeto precisou ser pautado novamente[11]. Para garantir a aprovação, a Assembleia reforçou a segurança com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O acesso foi limitado, o que provocou confronto entre militares e manifestantes[12], além da prisão de um servidor suspeito de destruir uma das portas de entrada[13]. Por 13 votos a 7, a reforma foi aprovada em segunda discussão com a presença de policiais em plenário para garantir a ordem[14], sendo sancionada no mês seguinte[15]. Azambuja declarou em seguida não se preocupar com o impacto das medidas na eleição[16][17] e que opositores iriam apoiar futuramente suas medidas[18].

Nas eleições estaduais de 2018 concorreu à reeleição[19][20][21]. Classificou-se para o segundo turno[22], vencendo o pleito com 52.35%, contra 47.65% do adversário Odilon de Oliveira (PDT)[23].

Programa de governo e aprovação[editar | editar código-fonte]

No primeiro ano de administração, Azambuja tinha cumprido seis das 23 promessas de campanha, além de ter começado a cumprir outras duas ao longo de 2015[24]. No ano de 2016, o número mudou para cinco promessas cumpridas e três foram executadas parcialmente[25]. No terceiro ano de mandato, o governador já tinha cumprido nove promessas, continuava executando outras três, enquanto 11 ainda não haviam sido colocadas em prática[26][27]. Em julho de 2018, Reinaldo já tinha cumprido 12 das 23 promessas de campanha, executou uma parte de quatro compromissos e ainda não havia colocado em prática sete projetos[28][29].

Em setembro de 2016, o governo Azambuja recebeu 50% de aprovação, de acordo com pesquisa da IBOPE Inteligência[30]. Uma outra pesquisa do instituto, contratada pela TV Morena, apontou que o chefe do Executivo tinha 37% de avaliação regular, 36% boa, 12% ótima, 7% péssima e 4% ruim[31]. Já em abril de 2017, Azambuja recebeu 70,97% de aprovação popular, somando as avaliações "Ótima", "Boa" e "Regular". Os dados foram apurados pelo Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems) e divulgados pelo jornal Correio do Estado[32].

No mês de agosto de 2018, o governo Azambuja recebeu avaliação regular de 38%, 37% consideraram ótimo ou bom, 23% opinaram que seria ruim ou péssimo e 3% não souberam responder. Contratada pela TV Morena, a pesquisa foi realizada pela IBOPE Inteligência[33]. Outra sondagem, do instituto Real Time Big Data, apontou que administração do tucano tinha 53% de aprovação, contra 32% de rejeição. 15% dos entrevistados não souberam ou não opinaram[34]. Em setembro, a gestão do governador recebeu 46% de avaliação ótima ou boa, 32% dos entrevistados consideraram regular, 17% acharam ruim ou péssimo e 5% não souberam opinar[35].

No mês de outubro, a administração Azambuja recebeu 55% de aprovação positiva, 31% não gostavam da forma do tucano governar o estado e 14% não souberam opinar[36]. Ao fim do primeiro mandato, o governador tinha cumprido 13 promessas de campanha, colocado sete delas parcialmente em prática e descumprido outras sete[37].

Denúncias e processos judiciais[editar | editar código-fonte]

Cinquenta dias após ter sido eleito, foi vinculado pelo Congresso do Paraguai ao mentor do assassinato de dois jornalistas, ocorrido dez dias antes da eleição.[38]

Em maio de 2017, o governador foi citado na delação premiada do empresário Wesley Batista, da JBS.[39][40][41] Conforme o acordo de colaboração premiada, um esquema de propina iniciado na administração Zeca do PT, continuou no governo Puccinelli e esteve ativa também na gestão do tucano. Azambuja teria recebido 45,6 milhões de reais em propina, e membros do governo teriam emitido notas fiscais falsas, como o secretário de estado de Fazenda, Márcio Monteiro, e o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), Nelson Cintra.[42] Em nota, o governador declarou que as acusações eram falsas, além de ter prestado contas da doações à Justiça Eleitoral e que a assinatura termo de incentivos fiscais teve embasamento legal.[43] Por decisão do ministro do STF, Edson Fachin, o STJ iniciou investigação contra o tucano.[44]

A divulgação da delação levou a cinco pedidos de impeachment contra Azambuja.[45][46][47] Porém, a Assembleia Legislativa preferiu abrir uma comissão especial para investigar as denúncias[48], que acabou se convertendo em uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra a JBS.[49] A CPI trabalhou durante três meses e não investigou o governador.[50] O relatório final, aprovado pela Casa[51], foi entregue ao Tribunal de Justiça (TJ-MS) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS).[52]

Ainda em maio, Reinaldo e o secretário de estado da Casa Civil foram acusados por empresários do ramo agropecuário de cobrar propina para indústrias operarem no estado[53][54]. Em nota, o governador declarou que as denúncias são tendenciosas e informou que o grupo foi processado por fraude à Justiça[55].

Em agosto, o STJ determinou abertura de inquérito para investigar Azambuja[56]. O chefe do Executivo alegou que o processo seria contra a JBS[57] e que não teme um eventual afastamento do cargo.[58]. Só em dezembro o chefe do Executivo obteve acesso parcial ao processo[59].

Em janeiro de 2018, a PGR arquivou denúncia contra Reinaldo por suspeita de oferecer vantagens ilícitas a uma empresa. O político reforçou a inocência e garantiu nunca ter sido investigado ou processado[60]. Já em junho, o STJ desmembrou denúncia sobre propina de indústrias, manteve a investigação contra o governador na corte e remeteu os demais documentos à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande[61].

Foi um dos alvos em setembro da operação Vostok, da Polícia Federal, que investiga um esquema de propina por meio de isenções fiscais a frigoríficos do estado.[62] Azambuja prestou depoimento e foi proibido de se comunicar com outros investigados, incluindo o filho, Rodrigo Souza, preso na operação.[63]

Após a ação da PF, a então candidata do PSL ao Senado, Soraya Thronicke, e seu primeiro suplente, Danny Fabrício Cabral Gomes, protocolaram na Assembleia pedido de impeachment contra o governador.[64]

Em outubro, o STJ arquivou por unanimidade investigação, de um suposto esquema de troca de propina por benefícios fiscais para empresas, contra Reinaldo. O Ministério Público não encontrou provas do envolvimento do político, levando a esta decisão da Corte Especial do tribunal[65].

Referências

  1. a b Biografia - Câmara dos Deputados
  2. a b c Vida - Deputado Federal Reinaldo Azambuja
  3. Correio do Estado - Com expressiva votação, Azambuja é o candidato mais cobiçado pelos candidatos
  4. Campo Grande News - André diz que votação de Reinaldo Azambuja surpreendeu
  5. O Globo - MP investiga empresas ligadas a coordenador da campanha de candidato em MS
  6. «Reinaldo Azambuja é eleito governador de Mato Grosso do Sul». G1. 26 de outubro de 2014 
  7. Araújo, Kerolyn (31 de outubro de 2017). «Governo apresenta proposta que aumenta contribuição previdenciária dos servidores». Top Mídia News. Consultado em 10 de março de 2018 
  8. Brito, Flávio (22 de novembro de 2017). «Com 15 votos favoráveis e 4 contra, reforma previdenciária é aprovada em 1ª votação». Capital News. Consultado em 10 de março de 2018 
  9. Clajus, Kleber (23 de novembro de 2017). «PT tenta barrar votação da reforma, mas justiça nega liminar». Campo Grande News. Consultado em 25 de abril de 2018 
  10. Viegas, Anderson (23 de novembro de 2017). «Manifestantes ocupam plenário da Assembleia de MS para impedir votação de reforma previdenciária». G1 – Mato Grosso do Sul. Consultado em 10 de março de 2018 
  11. Zurutuza, Anahi; Rocha, Leonardo (23 de novembro de 2017). «Sem consenso, sessão é encerrada e Assembleia adia votação da reforma». Campo Grande News. Consultado em 10 de março de 2018 
  12. «PM usa bomba e cacetete para conter servidores que tentam acompanhar votação da reforma da previdência em MS». G1 – Mato Grosso do Sul. 28 de novembro de 2017. Consultado em 10 de março de 2018 
  13. «Polícia prende servidor por quebrar a porta da Assembleia durante protesto contra a reforma da previdência de MS». G1 – Mato Grosso do Sul. 28 de novembro de 2017. Consultado em 10 de março de 2018 
  14. «Com Batalhão de Choque no plenário, deputados aprovam reforma da previdência de MS». G1 – Mato Grosso do Sul. 28 de novembro de 2017. Consultado em 10 de março de 2018 
  15. Bueno, Mayara (4 de dezembro de 2017). «Reforma da Previdência é sancionada na íntegra e começa a valer em maio». Campo Grande News. Consultado em 10 de março de 2018 
  16. Zurutuza, Anahi; Rocha, Leonardo (4 de dezembro de 2017). «'Não me preocupo com eleição', diz Reinaldo sobre medidas impopulares». Campo Grande News. Consultado em 10 de março de 2018 
  17. Trindade, Adilson; Yahn, Natália (5 de dezembro de 2017). «Azambuja não está preocupado com o impacto das medidas nas eleições». Correio do Estado. Consultado em 10 de março de 2018 
  18. Dos Santos, Aline (13 de dezembro de 2017). «"Fizemos dever de casa", diz Reinaldo sobre ano de crise política e econômica». Campo Grande News. Consultado em 10 de março de 2018 
  19. Amaral, Amanda; Willyams, Rodson (4 de agosto de 2018). «Reinaldo oficializa candidatura de 2018 comemorando apoio de 14 partidos». Top Mídia News. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  20. Dos Santos, Aline; Rocha, Leonardo (4 de agosto de 2018). «Candidato à reeleição, Reinaldo aposta na vida limpa e legado do governo». Campo Grande News. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  21. Gaigher, Cláudia (4 de agosto de 2018). «PSDB confirma Reinaldo Azambuja como candidato a governador em MS». G1 – Mato Grosso do Sul. Consultado em 4 de agosto de 2018 
  22. Bonifácio, Valdelice (7 de outubro de 2018). «Reinaldo e Odilon disputarão segundo turno». Diário Digital. Consultado em 29 de outubro de 2018 
  23. «Reinaldo Azambuja (PSDB) é reeleito governador de Mato Grosso do Sul». G1 – Mato Grosso do Sul. 28 de outubro de 2018. Consultado em 29 de outubro de 2018 
  24. «As promessas de Azambuja». G1 – Mato Grosso do Sul. 29 de dezembro de 2015. Consultado em 9 de março de 2018 
  25. «As promessas de Azambuja». G1 – Mato Grosso do Sul. 30 de dezembro de 2016. Consultado em 9 de março de 2018 
  26. «As promessas de Azambuja». G1 – Mato Grosso do Sul. 2 de janeiro de 2018. Consultado em 9 de março de 2018 
  27. «Em terceiro ano de mandato, Reinaldo Azambuja cumpre 39,13% dos compromissos de campanha». G1 – Mato Grosso do Sul. 2 de janeiro de 2018. Consultado em 10 de março de 2018 
  28. «As promessas de Azambuja». G1 – Mato Grosso do Sul. 9 de julho de 2018. Consultado em 9 de julho de 2018 
  29. Ribeiro, Liniker (10 de julho de 2018). «Reinaldo cumpriu mais da metade das promessas, mostra pesquisa». Campo Grande News. Consultado em 10 de julho de 2018 
  30. Bueno, Mayara; Rocha, Leonardo (5 de setembro de 2016). «Reinaldo é o 2º governador mais popular do País, mostra pesquisa». Campo Grande News. Consultado em 9 de março de 2018 
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  32. Trindade, Adilson (17 de abril de 2017). «Administração de Reinaldo Azambuja é aprovada por 70,97%, aponta pesquisa». Correio do Estado. Consultado em 9 de março de 2018 
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  34. Bonifácio, Valdelice (27 de agosto de 2018). «Governo de Reinaldo é aprovado por 53%». Diário Digital. Consultado em 27 de agosto de 2018 
  35. «Pesquisa Ibope: governo Azambuja é aprovado por 46% e reprovado por 17%». G1 – Mato Grosso do Sul. 24 de setembro de 2018. Consultado em 24 de setembro de 2018 
  36. Bonifácio, Valdelice (17 de outubro de 2018). «Governo Reinaldo é aprovado por 55%». Diário Digital. Consultado em 17 de outubro de 2018 
  37. «As promessas de Azambuja: 4 anos». G1 – Mato Grosso do Sul. 30 de dezembro de 2018. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  38. «Governador eleito do MS pode ter vínculo com morte de jornalista no Paraguai». UOL. 16 de dezembro de 2014 
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  42. Zurutuza, Anahi; Rodrigues, Nyelder (19 de maio de 2017). «JBS pagou R$ 150 milhões em propina para políticos de MS, diz delação». Campo Grande News. Consultado em 9 de março de 2018 
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  60. Raes, Airton (31 de janeiro de 2018). «Raquel Dodge arquiva denúncia contra Azambuja por supostas vantagens a cerealistas». Top Mídia News. Consultado em 10 de março de 2018 
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