Rose Modesto

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Rose Modesto
Deputada federal por Mato Grosso do Sul
Período 1º de fevereiro de 2019
até a atualidade
9.ª Vice-governadora do Mato Grosso do Sul
Período 1º de janeiro de 2015
até 1º de janeiro de 2019
Governador Reinaldo Azambuja
Antecessor Simone Tebet
Sucessor Murilo Zauith
1ª Secretária de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho do Mato Grosso do Sul
Período 1º de janeiro de 2015
até 1º de abril de 2016
Governador Reinaldo Azambuja
Antecessor Nenhum (cargo criado)
Sucessor Eliza Pinheiro Rodrigues Nobre[1]
Vereadora de Campo Grande
Período 1º de fevereiro de 2009
até 31 de dezembro de 2014
Dados pessoais
Nome completo Rosiane Modesto de Oliveira
Nascimento 20 de fevereiro de 1978 (41 anos)
Fátima do Sul, Mato Grosso do Sul
Nacionalidade brasileira
Partido PSDB
Profissão Professora e política

Rosiane Modesto de Oliveira,[2] conhecida como Rose Modesto (Fátima do Sul, 20 de fevereiro de 1978),[3][4] é uma política e professora brasileira, filiada ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Exerce atualmente o primeiro mandato como deputada federal.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Natural de Fátima do Sul, é a caçula de cinco filhos de um casal de agricultores.[5] Seu irmão, Rinaldo Modesto, é deputado estadual.[6] Rose foi criada em Culturama desde seu nascimento até 1984, quando sua família mudou-se para Campo Grande.[6] Em 1999, iniciou o curso de graduação de história na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).[7] Após concluir a graduação, passou a dar aulas em escolas da rede pública de Campo Grande.[6]

Começou a fazer trabalhos sociais na Escola Municipal Padre Tomaz Girardelli, onde reuniu seus alunos e criou o projeto "Aprendendo com Música", e, posteriormente, o projeto "Tocando em Frente", que atualmente disponibilizam aulas de artes, esportes e reforço escolar.[5]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 2008, foi eleita vereadora de Campo Grande com 7.536 votos (1,87%).[8] Em 2012, reelegeu-se com 10.813 votos (2,50%), sendo a segunda mais votada.[9]

Em 26 de junho de 2014, foi anunciado que Rose seria candidata a vice-governadora nas eleições estaduais daquele ano da coligação "Novo Tempo", encabeçada por Reinaldo Azambuja, também do PSDB.[10] A coligação teve o apoio de seis partidos o tinha o segundo maior tempo de televisão.[11][12] Em 6 de outubro, Reinaldo e Rose foram classificados para o segundo turno com 39,09% dos votos válidos.[13] Em 26 de outubro, eles foram eleitos com 741.516 votos, equivalente a 55,34% dos votos válidos.[14]

Em 1º de janeiro de 2015, tomou posse como vice-governadora de Mato Grosso do Sul, sucedendo Simone Tebet.[15][16] Além das funções de vice-governadora, também foi nomeada secretária de estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho,[17][18] deixando o cargo em abril de 2016 para disputar a indicação do partido para a candidatura à prefeitura de Campo Grande.[19]

Foi oficializada como pré-candidata em abril[20] e formalizada como candidata em julho, tendo o empresário e diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS) como vice na chapa.[21] Ambos foram classificados a disputar o segundo turno com 26,62% dos votos válidos,[22] mas foram derrotados por uma diferença de 72.216 votos.[23]

No início de 2018, declarou que não disputaria a reeleição como vice-governadora.[24] Em agosto, foi lançada pelo partido para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados,[25] sendo eleita com 120.901 votos, a maior votação proporcional.[26]

Polêmicas, denúncias e processos judiciais[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2016, o procurador-geral de Justiça do Estado, Paulo Passos, solicitou no Tribunal de Justiça a abertura de uma investigação contra a vice-governadora no âmbito da Operação Coffee Break, que investiga um suposto esquema de corrupção no processo de cassação de Alcides Bernal como prefeito de Campo Grande em 2014. Na época, Rose era vereadora da capital e votou pela cassação do mandato do prefeito, justificando que seu voto havia sido técnico e baseado nos dados da Comissão Processante. Em relação ao procedimento apresentado por Passos, ela declarou: "Em momento algum meu voto foi condicionado a qualquer tipo de benefício, seja de cargo ou de recurso financeiro."[27]

Em julho de 2016, o procurador-geral de Justiça do estado solicitou a quebra dos sigilos bancários e fiscal da vice-governadora.[28] Ela negou a publicidade dos dados[29] e suas certidões negativas foram disponibilizadas no site de campanha;[30] Em agosto, ao registrar a candidatura à prefeitura de Campo Grande, Rose disse não saber quanto declarou em bens e afirmou que ganhava pouco.[31] Segundo o Portal da Transparência, a vice-governadora tem um vencimento de R$ 24.376,89, recebendo um valor líquido de R$ 18.170,67.[32]

Referências

  1. Bueno, Mayara (19 de abril de 2016). «Governo nomeia substituta de Rose na Sedhast e oficializa novo chefe do MPE». Campo Grande News. Consultado em 8 de julho de 2016. O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), oficializou o novo procurador-geral de Justiça e a secretária da Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Assistência Social), em substituição da titular licenciada, também vice-governadora, Rose Modesto (PSDB) 
  2. «Professora Rose 45». Eleições 2014. Consultado em 26 de abril de 2014 
  3. «Vice-governadora Rose Modesto está em Sidrolândia e fala sobre sua agenda no município». Jornal da Rádio. 27 de março de 2013. Consultado em 26 de abril de 2015. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  4. «Geógrafos são homenageados com comenda da vereadora Professora Rose». Câmara Municipal de Campo Grande. Consultado em 26 de abril de 2015 
  5. a b «PSDB e aliados fecham com Rose Modesto». O Progresso. 26 de junho de 2014. Consultado em 26 de abril de 2015 
  6. a b c Lazarini, Heloísa (12 de dezembro de 2014). «Conheça detalhes sobre a trajetória política de Rose Modesto». MS Notícias. Consultado em 26 de abril de 2015 
  7. «Conheça o perfil dos secretários do governo de Reinaldo em MS». G1 - Mato Grosso do Sul. 31 de dezembro de 2012. Consultado em 26 de abril de 2015 
  8. «Primeiro turno: Campo Grande / MS». UOL. Consultado em 26 de abril de 2015 
  9. «Resultado 1º turno: Campo Grande». Terra. Consultado em 26 de abril de 2015 
  10. Martins, Dirceu (26 de junho de 2014). «PSDB acata pesquisas e indica Rose Modesto como vice-governadora». Top Mídia News. Consultado em 26 de abril de 2015 
  11. Pavão, Gabriela (27 de junho de 2014). «PSDB confirma candidatura de Reinaldo Azambuja ao governo de MS». G1 - Mato Grosso do Sul. Consultado em 26 de abril de 2015 
  12. Shuto, Henrique (15 de julho de 2014). «Coligação liderada pelo PT terá maior tempo em televisão e rádio em MS». G1 - Mato Grosso do Sul. Consultado em 26 de abril de 2015 
  13. «Delcídio e Reinaldo disputam 2º turno em Mato Grosso do Sul». G1 - Mato Grosso do Sul. 5 de outubro de 2014. Consultado em 26 de abril de 2015 
  14. «Reinaldo Azambuja (PSDB) é eleito governador de Mato Grosso do Sul». G1 - Mato Grosso do Sul. 26 de outubro de 2014. Consultado em 26 de abril de 2015 
  15. «Governador eleito de MS toma posse na tarde desta quinta-feira (1º)». G1. 1º de janeiro de 2015. Consultado em 26 de abril de 2015 
  16. «André Puccinelli toma posse hoje para segundo mandato». Amambai Notícias. Consultado em 26 de abril de 2015 
  17. «Rose Modesto assume secretaria e afirma que missão é servir as pessoas e o MS». 103,7 Uniderp FM. 2 de janeiro de 2015. Consultado em 26 de abril de 2015 
  18. «Vice-governadora Rose Modesto garante continuidade de programas sociais». Conjuntura Online. 8 de abril de 2014. Consultado em 26 de abril de 2015 
  19. Mattos, Adriel (1º de abril de 2016). «Rose Modesto deixa secretaria de Direitos Humanos de olho na prefeitura de Campo Grande». Capital News. Consultado em 8 de julho de 2016. Arquivado do original em 8 de agosto de 2016 
  20. Paulo Yafusso e Michel Faustino (28 de abril de 2016). «PSDB oficializa pré-candidatura de Rose Modesto à Prefeitura». Campo Grande News. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  21. «PSDB oficializa Rose Modesto como candidata à prefeitura da capital de MS». G1 - Mato Grosso do Sul. 30 de julho de 2016. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  22. «Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB) vão ao 2º turno em Campo Grande». UOL. 2 de outubro de 2016. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  23. «Marquinhos Trad (PSD) é eleito prefeito de Campo Grande». G1 - Mato Grosso do Sul. 30 de outubro de 2016. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  24. Pereira, Richelieu (16 de janeiro de 2018). «Rose anuncia que 2018 é seu último ano como vice de Reinaldo». Midiamax. Consultado em 12 de outubro de 2018 
  25. Anahi Zurutuza e Leonardo Rocha (4 de agosto de 2018). «PSDB vai para campanha com 24 candidatos do partido e ao menos 12 aliados». Campo Grande News. Consultado em 12 de outubro de 2018 
  26. «Veja quem são os 8 deputados federais eleitos pelo MS». G1 – Mato Grosso do Sul. 7 de outubro de 2018. Consultado em 12 de outubro de 2018 
  27. «Outras seis pessoas estão na lista de investigados da Coffee Break em MS». G1 - Mato Grosso do Sul. 2 de junho de 2016. Consultado em 7 de julho de 2016 
  28. Bejarano, Celso (28 de julho de 2016). «Pivô de questionamentos ao MPE, Rose tem sigilos bancário e fiscal quebrados». Midiamax. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  29. Celso Bejarano e Guilherme Cavalcante (30 de julho de 2016). «Agora candidata, Rose Modesto minimiza investigação: 'não vejo problema algum'». Midiamax. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  30. «Ficha Limpa». Juntos com Rose. Consultado em 22 de outubro de 2016. Arquivado do original em 22 de outubro de 2016 
  31. Jéssica Benitez e Alexandro Barboza (10 de agosto de 2016). «Rose registra candidatura e diz que não sabe quanto declarou em bens». Midiamax. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  32. «Portal da Transparência: Vice-governadora recebe mais que Reinaldo Azambuja». MS Diário. 30 de outubro de 2015. Consultado em 22 de outubro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]