Democratas (Brasil)

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Democratas
DEM logotipo.jpg
Número eleitoral 25
Presidente José Agripino Maia
Fundação 11 de setembro de 1986 (31 anos)
Registro 28 de março de 2007 (10 anos)[1]
Sede Brasília, DF
Ideologia
Espectro político Centro-direita [2]
Ala jovem Juventude Democratas
Antecessor Partido da Frente Liberal (1985–2007)
Membros  (2016) 1 095 712[3]
Afiliação internacional
Governadores (2014)[4]
0 / 27
Prefeitos (2016)[5]
267 / 5 568
Senadores (2016)[6]
3 / 81
Deputados federais (2014)[7]
28 / 513
Deputados estaduais (2014)[8]
43 / 1 024
Vereadores (2016)[9]
2 900 / 56 810
Cores
Página oficial
www.dem.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Democratas (DEM) é um partido político brasileiro de centro-direita[10][11][12][13][14][15] cuja ideologia política é o Liberalismo.[16][nota 1] É membro da Internacional Democrata Centrista (junto com diversos outros partidos de centro-direita como a CDU na Alemanha e Os Republicanos na França) e também da União Internacional Democrata (que reúne partidos de direita como os Republicanos dos Estados Unidos).

A nomenclatura Democratas data de 28 de março de 2007, e seu código eleitoral é o 25,[17] seus membros são chamados de demistas[18] e suas cores oficiais são o azul, o verde e o branco. O Democratas são a primeira agremiação brasileira desde o fim do bipartidarismo em 1979 sem "Partido" no nome,[19] e também cuja sigla não é um acrônimo.

O partido compôs a oposição ao governo Lula e ao governo Dilma (2011–2016) e faz parte da base aliada do governo Temer.[carece de fontes?] Possui a oitava maior bancada na Câmara Federal, e a sexta no Senado Federal, além de governar 267 prefeituras.[20] Possui raízes na política nordestina de onde provém a maior parte de sua bancada.[21] Houve uma redução dessa presença na região, porém, com a migração do clã Sarney para o PMDB e a morte de Antônio Carlos Magalhães em 2007. Ainda assim, metade dos senadores do partido é oriunda do Nordeste, dentre os quais o ex-vice-presidente da República Marco Maciel; na Câmara dos Deputados um terço da bancada representa os estados nordestinos (só a Bahia contribui com nove representantes).[quando?] Na Região Sudeste o partido elegeu dezenove representantes, sendo sete deputados e um senador por Minas Gerais e cinco deputados federais pelo estado do Rio de Janeiro.[quando?] No estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o partido detém quatro deputados federais,[quando?] 11 deputados estaduais e 45 prefeituras.[quando?] Já no Rio de Janeiro, sob César Maia, que não pode aspirar a uma nova reeleição por estar em segundo mandato consecutivo, lançou a deputada federal Solange Amaral como candidata do partido, mas não logrou êxito.[quando?] Eduardo Paes, do PMDB foi o eleito. Rodrigo Maia, filho de César Maia, primo de José Agripino Maia, foi o primeiro presidente do DEM, eleito em 28 de março de 2007.[carece de fontes?] Assim como Rodrigo Maia, Antônio Carlos Magalhães Neto dá continuidade à linhagem política paterna.[carece de fontes?]

Nas eleições de 2006 e 2008, houve redução da bancada do partido na Câmara dos Deputados e do número de prefeituras administradas pelo partido.[carece de fontes?] O DEM governou de março de 2006 a 2011 a maior cidade do país, São Paulo, com Gilberto Kassab até a criação do PSD.[carece de fontes?] Em 2012, o partido elegeu João Alves Filho prefeito em Aracaju e Antônio Carlos Magalhães Neto em Salvador, suas duas únicas capitais.[carece de fontes?] Isso não impediu que o partido elegesse 278 prefeitos, número inferior ao registrado em 2008, em que pese o declínio da oposição, incluindo PSDB e PPS e a formação do terceiro PSD. Curiosamente, o PSD de Kassab, prefeito paulistano, que elegeu 497 prefeitos em 2012, venceu em 33 cidades em São Paulo. Atrás do DEM, que elegeu 45 prefeitos neste Estado.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Partido da Frente Liberal

Existe uma controvérsia sobre o fato de ser o antigo Partido da Frente Liberal (PFL) com outro nome, ou apenas seu sucessor. Segundo a própria ata do Congresso do PFL, houve uma renomeação do partido em 2007[22] e o Tribunal Superior Eleitoral considera ambos os partidos como um só.[1] Diversos julgados da justiça eleitoral, em ações de perda de mandato de parlamentares por infidelidade partidária levaram a julgados onde a Justiça Eleitoral expressou que para todos os fins, tratava-se do mesmo partido.[23][24][25][26] Também há pesquisadores e veículos de mídia que consideram o PFL e o DEM como sendo o mesmo partido.[19][27][28]

Por outro lado, também há pesquisadores que tratam o DEM como sendo apenas um partido sucessor do PFL,[29][30][nota 2] e inclusive o site da Fundação Getúlio Vargas apresenta esta posição.[31] O partido foi uma dissidência do antigo Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Aliança Renovadora Nacional. O DEM é considerado, portanto, como o herdeiro ideológico da antiga União Democrática Nacional (UDN).

Diagrama da origem histórica do partido
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA) 1966–1979
Partido Democrático Social
(PDS) 1980–1993
Partido Democrata Cristão
(PDC) 1985–1993
Partido Social Trabalhista
(PST) 1988–1993
Partido Trabalhista Renovador
(PTR) 1985–1993
Partido Progressista Reformador
(PPR) 1993–1995
Partido Progressista
(PP) 1993–1995
Frente Liberal
(FL)

Partido da Frente Liberal
(PFL) 1985–2007

Democratas
(DEM) 2007–presente
Partido Progressista Brasileiro
(PPB) 1995–2003

Partido Progressista
(PP) 2003–presente
Fonte: [32][33]
Partido da Frente Liberal
Convenção de refundação, em 2007.

A chamada "fundação", "refundação" ou mudança de nome do DEM ocorreu em Em 28 de março de 2007, tendo ocorrido para que a legenda pudesse recuperar sua imagem após péssimos resultados nas eleições de 2006, em que perdeu dezenove cadeiras na Câmara dos Deputados e uma cadeira no Senado, além de conquistar apenas o governo do Distrito Federal. O primeiro nome escolhido foi "Partido Democrata" (PD). Entretanto, decidiram modificar sua sigla para DEM e seu nome para "Democratas". A eleição do deputado fluminense Rodrigo Maia como presidente do partido indica uma mudança de núcleo do Nordeste para o Rio de Janeiro e São Paulo.[34]

A tentativa de uma nova imagem para o antigo PFL não chegou a ser uma aspiração isolada, na verdade quando da organização da ainda Frente Liberal um dos nomes cogitados para a nova agremiação foi o de "Partido Liberal Progressista" (PLP), contudo tal ação não vingou. Segundo a Fundação Getúlio Vargas durante o governo Collor uma informação atribuída ao Ministro da Justiça Jarbas Passarinho (e por ele negada com veemência) dava conta de que o PDS e PFL teriam a intenção de se reagrupar no "Partido Social Liberal" (PSL), aliás o termo "social" surgiu como alternativa para uma mudança de nome do partido algum tempo depois, entretanto havia quem apregoasse somente a alteração na expressão "frente" de modo a preservar a sigla PFL. Durante a transição para a nova sigla foi revelado por Jorge Bornhausen que "PFL" era uma denominação provisória apesar de decorridos vinte e dois anos desde a fundação do partido e a expressão "democratas" serve como um contraponto ao que ele qualificou de "onda de populismo" na América do Sul.[carece de fontes?]

O partido trocou seus líderes por uma geração mais jovens como Gilberto Kassab ou Kátia Abreu.[35][36]

Como uma das maiores conquistas até o momento, o partido conseguiu a derrubada da CPMF, tendo sua bancada fechado questão no Senado Federal contra a contribuição, defendendo a filosofia liberal de redução da carga tributária.[36]

Para as eleições de 2010, DEM, PSDB e PPS formalizaram um pré-acordo para a constituição da coligação oposicionista, intitulada "Bloco Democrático-Reformista". Assim, o DEM lançou o deputado do Rio de Janeiro, Índio da Costa, como candidato a vice-presidente na chapa do candidato a presidente do PSDB, José Serra.

Em novembro de 2009, o partido defrontou-se com o escândalo Mensalão do GDF ou mensalão do DEM de Brasília,[37] envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. No entanto, como o partido deliberou pela expulsão de Arruda, o mesmo pediu desfiliação do partido no dia 10 de dezembro de 2009, para evitar um desgaste político ainda maior.

Cisão de 2011 e negociações de fusão[editar | editar código-fonte]

Sede do partido em Belo Horizonte.

Gilberto Kassab e outros correligionários insatisfeitos decidem criar em 2011 o Partido Social Democrático (PSD),[38] dedicado a uma orientação política menos conservadora e mais centrista. O Democratas recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral contra a criação da nova sigla, porém sem êxito.[39] O partido perdeu para o PSD dezessete deputados federais, uma senadora (Kátia Abreu), um governador (Raimundo Colombo) e diversos deputados estaduais e vereadores.[40]

Em 2015, foram expostas intensas negociações de fusão com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), lideradas pelos presidentes das executivas nacionais José Agripino Maia (DEM) e Cristiane Brasil (PTB). A fusão interessava especialmente para o reverter o declínio do partido refundado em 2007 e para Roberto Jefferson, "inimigo declarado" do Partido dos Trabalhadores (PT) condenado no Escândalo do Mensalão. Entretanto, o processo esbarrava nos prazos de filiação partidária das regras eleitorais à medida em que se aproximavam as eleições municipais no Brasil em 2016, como também nas oposições internas com ameaças de desfiliação, destacadamente por parte do demista Ronaldo Caiado e dos petebistas Jovair Arantes e Armando Monteiro (ministro do Governo Dilma), e na dificuldade de compatibilização entre a posição governista do PTB e oposicionista do DEM. Assim, embora a cúpula do Democratas tenha apoiado a fusão imediata em 7 de abril (21 votos a quatro), no dia seguinte a cúpula do PTB rejeitou a fusão imediata por 25 votos contrários, optando manter consulta às bases até setembro. No fim de maio, os dirigentes de ambos os partidos anunciaram a desistência da unificação, porém houve tentativas de reabertura de diálogos, mas foram paralisadas em vista das eleições municipais.[41][42][43][44][45][46][47][48]

Em 2016, a vitória de Rodrigo Maia ao mandato-tampão de Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil mostrou-se uma vitória importante diante da trajetória de declínio desde o início dos governos petistas.[21]

Diante da desconfiança da população brasileira com a classe política intensa à época, a fim da renovação e atração de eleitores e parlamentares foram estudadas mudanças para o partido. Uma delas foi nova renomeação da legenda para "Centro" (nome proposto pelo publicitário Fabiano Ribeiro, da agência de publicidade Propeg, conjuntamente com logomarca nas cores azul e amarelo)[49][50] e para "Movimento da Unidade Democrática" (MUDE).[51][52] A outra foi a fusão ou formação de uma frente partidária (quando ainda se discutia a aprovação de formações de federações partidárias), que incluiu a articulação para incorporar dissidentes do Partido Socialista Brasileiro — estes também disputados pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro.[53][54] Nessa articulação foi incluído também o Partido Social Democrático; os três reunidos numa "união liberal-socialista" possivelmente sob denominações "Partido Liberal Social" (PLS) ou "Centro Democrático".[55][56][57] Uma terceira mudança passa pela possibilidade de alterações no programa partidário para se transformar em uma organização mais centrista na versão tradicional do espectro político, tomando por inspiração a vitória eleitoral de Emmanuel Macron à presidência da França em 2017 e ao passo que a figura de Jair Bolsonaro posiciona-se na extrema-direita brasileira.[58]

Posição ideológica[editar | editar código-fonte]

O DEM afirma ser defensor da ética, da democracia, do exercício dos direitos humanos, da economia de mercado e do Liberalismo econômico. É apresentado como um partido de centro-direita, sendo afiliado a União Internacional Democrata, são adeptos do capitalismo laissez-faire. Em avaliação geral, os democratas são socialmente centristas e economicamente de direita.[carece de fontes?]

De acordo com o cientista político Jairo Nicolau, a refundação do PFL como DEM teve como objetivo coroar um processo geral de modernização do partido.[59] "O DEM gostaria de ser um partido de direita moderno, com um novo programa e dirigido às camadas médias urbanas; uma espécie de Partido Conservador do Reino Unido", diz.[59] De acordo com ele, isso explicou a saída de membros históricos da direção do partido e a ascensão de jovens dirigentes como Rodrigo Maia, Kátia Abreu e Gilberto Kassab.[59]

Aliado histórico do PSDB, o Democratas foi peça vital para a aprovação do Plano Real, das reformas constitucionais durante o governo FHC bem como da emenda constitucional que garantiu a possibilidade do então presidente Fernando Henrique Cardoso se recandidatar. Marco Maciel, ex-senador pelo PFL de Pernambuco, foi o vice-presidente nos dois mandados de FHC. Em 2002, o partido rompe com o governo na sequência de uma operação da polícia federal envolvendo Roseana Sarney, a então candidata à presidência pelo PFL. Porém nas eleições de 2006 alia-se novamente ao PSDB, sendo o senador pefelista pernambucano José Jorge o candidato a vice-presidente na chapa com Geraldo Alckmin. Tal aliança se repete em 2010 com o deputado federal democrata fluminense Índio da Costa para vice na chapa de José Serra.[carece de fontes?]

Após a cisão de diversas lideranças, como Gilberto Kassab, Kátia Abreu e Raimundo Colombo, que buscavam uma aproximação com o governo federal e um discurso mais centrista (com a fundação do Partido Social Democrático), o DEM passou a adotar uma postura mais enfática quanto ao ideário do partido, na tentativa de se aproximar do eleitorado mais conservador. O então senador Demóstenes Torres defendia uma guinada à direita por parte do partido. "Existe um eleitorado liberal, de perfil conservador, que precisa de um partido que o represente. Temos de falar a essas pessoas, representá-las no Congresso, com clareza", afirmou numa entrevista à Folha de S. Paulo.[60]

Junto com o PSDB e o PPS, o Democratas formou o maior bloco oposicionista durante o governo Lula e o governo Dilma, único momento em sua história onde foi oposição. Em todos os outros momentos, integrou a base governista.[carece de fontes?]

Organização[editar | editar código-fonte]

Juventude Democratas[editar | editar código-fonte]

Atual logotipo da Juventude Democratas.

A Juventude Democratas (JDEM) é um órgão doutrinário de ação partidária de âmbito nacional, de caráter político, cultural e social, integrante da estrutura organizacional do Democratas, com prazo de duração indeterminado. Como finalidade, a JDEM procura difundir a doutrina política adotada pelo partido Democratas, além de incentivar a participação política de jovens visando à ampliação dos quadros do partido e a formação de novas lideranças, apoiando ou promovendo eventos, estudos e pesquisas nas áreas política, econômica e social, destinados à divulgação, debate e discussão de temas ligados à juventude, à sua formação profissional e ao seu desenvolvimento.[61]

Presidentes nacionais da JDEM:

  • ACM Neto (1999-2001)
  • João Roma Neto (2001-2007)
  • Efraim Filho (2007-2011)
  • Henrique Sartori (2011-2013)
  • Hugo Neto (2013-2014)
  • Bruno Kazuhiro (2014-)

Participação e desempenho eleitorais[editar | editar código-fonte]

Participação em eleições parlamentares federais[editar | editar código-fonte]

Câmara dos Deputados[62]
Legislatura Bancada  % ±
48.ª (1987–1991)
118 / 513
23,00 Estável-0
49.ª (1991–1995)
83 / 513
16,18 Baixa 35
50.ª (1995–1999)
89 / 513
17,35 Aumento 6
51.ª (1999–2003)
105 / 513
20,47 Aumento 16
52.ª (2003–2007)
84 / 513
16,37 Baixa 21
53.ª (2007–2011)
65 / 513
12,67 Baixa 19
54.ª (2011–2015)
43 / 513
8,38 Baixa 18
55.ª (2015–2019)
21 / 513
4,09 Baixa 22
Senado Federal[63]
Legislatura Bancada  % ±
48.ª (1987–1991) sem dados Estável 0
49.ª (1991–1995) sem dados Estável 0
50.ª (1995–1999)
19 / 81
23,46 Estável 0
51.ª (1999–2003)
16 / 81
19,75 Baixa 3
52.ª (2003–2007)
15 / 81
18,52 Baixa 1
53.ª (2007–2011)
12 / 81
14,81 Baixa 3
54.ª (2011–2015)
6 / 81
7,41 Baixa 6
55.ª (2015–2019)
4 / 81
4,94 Baixa 2

Bancadas eleitas para legislaturas da Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Legislatura Eleitos AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
55.ª
(2015-2019)
28 0 0 1 1 3 0 0 0 1 0 4 1 1 1 2 2 0 2 1 2 1 1 1 0 1 4 1

Participação em eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51 036 040 48,36 2.º
2010 José Serra (PSDB) Indio da Costa (DEM) PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PTdoB 43 711 388 43,95 2.º
2006 Geraldo Alckmin (PSDB) José Jorge (PFL) PSDB e PFL 37 543 178 39,17 2.º
1998 Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD 35 936 540 53,06 1.º
1994 Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL, PTB 34 364 961 54,27 1.º
1989 Aureliano Chaves Cláudio Lembo sem coligação 600 838 0,83 9.º

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Corrupção[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mensalão do DEM

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que conta com o apoio de entidades de representação da sociedade civil, movimentos e organizações sociais e religiosas, divulgou em outubro de 2007 um balanço que aponta um ranking de cassações de políticos por corrupção eleitoral. Entre 2000 e 2007, 623 políticos de diversos partidos tiveram seus mandatos cassados, não incluídos casos de cassações por condenações criminais.

No período assinalado, foram 623 cassações de mandatos políticos, abrangendo quatro eleições, todas por corrupção. O DEM lidera este ranking, com um total de 69 cassações (20,4% do total), seguido pelo PMDB, com 66 (19,5%) e pelo PSDB, com 58 (17,1%).[64]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Visto o partido pertencer à Internacional Democrata Centrista (antiga Internacional Democrata Cristã e grupo do qual fazem parte partidos conservadores do mundo todo) e não a Internacional Liberal como os partido puramente liberais.
  2. Cujo nome sempre foi provisório desde a fundação durante a redemocratização.

Referências

  1. a b Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  2. [1]
  3. Tribunal Superior Eleitoral (abril de 2016). «Filiados». Consultado em 8 de maio de 2016 
  4. Isabel Braga e Sérgio Roxo (28 de outubro de 2014). «Partidos discutem fusões para fazer oposição a Dilma». O Globo. Consultado em 9 de fevereiro de 2015 
  5. «Resultados da eleição municipal de 2016». Google Política e Eleições 
  6. «Senadores em 2016». Senado Federal 
  7. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de fevereiro de 2015 
  8. «Deputados estaduais 2014». UOL 
  9. «Vereadores Eleitos no País em 2016». G1 
  10. «Cesar Maia fala sobre eleições de 2012 no Rio». Diariodorio.com 
  11. «Kassab quer comando do DEM». iG. Ultimosegundo.ig.com.br 
  12. «Partidos iniciam articulação para 2011». Redebrasilatual.com.br [ligação inativa] 
  13. Luiz Carlos Azenha (19 de Agosto de 2010). «Guinada a direita». Vi o mundo. Viomundo.com.br. Consultado em 10 de Novembro de 2010 
  14. «DEM recusa ideia de fusão com o PSDB». Estadão.com.br 
  15. «DEM: CANDIDATURA PRÓPRIA EM 2014». Blogdemocrata.com.br 
  16. Adriana Vasconcelos. «Líder do DEM, senador Demóstenes Torres diz que companheiros de oposição têm batido cabeça». Consultado em 2 de dezembro de 2012. Cópia arquivada em 21 de maio de 2015 
  17. Tribunal Superior Eleitoral:. «Partidos políticos registrados no TSE». Tse.jus.br. Consultado em 25 de julho de 2007 
  18. Nobre, Juliana (14 de outubro de 2015). «Demistas rebatem opositores sobre propaganda de Salvador: não têm o que fazer». Bocão News. Consultado em 5 de setembro de 2017 
  19. a b Dimalice Nunes (5 de julho de 2017). «Por que os partidos políticos querem mudar de nome?». Desde a alteração da Lei dos Partidos Políticos, em 1995, não é mais exigido que as agremiações tragam a palavra “partido” em seus nomes. E, muito antes da crise de representação política que dá força ao rebranding dos partidos, em 2007, o PFL (Partido da Frente Liberal) virou Democratas, ou DEM como é mais conhecido. 
  20. «Prefeitos - Democratas». dem.org.br. Consultado em 5 de janeiro de 2017 
  21. a b Venturini, Lilian (16 de julho de 2016). «O que é o DEM, partido de agenda liberal que está 'renascendo'». O que é o DEM, partido de agenda liberal que está ‘renascendo’. Nexo Jornal. Consultado em 17 de julho de 2016 
  22. DEM. «Ata da Convenção Nacional Extraordinária do PFL de 28/03/07» (PDF). Em 28 de março de 2007, às 9 horas e 30 minutos, o presidente da Executiva Nacional do PFL, Senador Jorge Bornhausen, declara aberta a Convenção Nacional Extraordinária do Partido da Frente Liberal. [...] para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia: 1) proposta e reforma do estatuto do partido, que prevê a nova denominação da legenda;[...] 
  23. Jusbrasil. «Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins TRE-TO - ACAO DE PERDA DE MANDATO PARLAMENTAR : APMP 6743 TO». Consultado em 23 de novembro de 2017. 3. A mudança de nomenclatura de PFL para DEM não importou na criação de um novo partido, mas apenas em uma alteração externa, como forma de chamar a atenção para a agremiação, insuficiente para caracterizar justa causa para desfilição nos moldes previstos pela Resolução TSE 22.610/07. 
  24. jusbrasil. «Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul TRE-MS - FEITO NÃO - ESPECIFICADO : FNE 291 MS - Inteiro Teor». Consultado em 23 de novembro de 2017. A modificação PFL/DEM foi juridicamente tratada como alteração nominal, não tendo havido prévia extinção do Partido da Frente Liberal PFL para o surgimento do Partido Democratas - DEM ou o registro de nova pessoa jurídica com o cumprimento das exigências legais. 
  25. https://tre-ms.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/120522731/feito-nao-especificado-fne-291-ms. Consultado em 23 de novembro de 2017  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  26. Jusbrasil. «PFL/DEM. NÃO-CRIAÇÃO DE NOVO PARTIDO». Consultado em 23 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 23 de novembro de 2017 
  27. Pollyana Batista. «História do Partido dos Democratas (DEM) O DEM é considerado um partido centrista e de direita, em relação à economia». Consultado em 23 de novembro de 2017. O atual Partido dos Democratas ganhou essa nomenclatura recentemente. No ano da sua fundação, em 1985, ele se chamava Partido da Frente Liberal, o PFL.[...]Em 28 de março de 2007, houve novamente uma nova fase para a sigla. Quando ele passou a se chamar Democratas (DEM) e assumiu o código eleitoral 25, com a cores azul, branco e verde. 
  28. Bernardo Mello Franco / Daniel Carvalho (15 de julho de 2017). «Maia atrai congressistas para inflar o DEM». Consultado em 23 de novembro de 2017. Há uma década, o PFL virou DEM numa tentativa de modernizar a imagem. O presidente da sigla, José Agripino Maia (RN), diz que o truque não se repetirá. "Mudar nome é maquiagem, já fizemos isso uma vez e não surtiu efeito algum", afirma o senador 
  29. Pesquisadora: Deysi Cioccari, Orientadora: Vera Chaia. «Do PFL ao Democratas: dos grandes personagens políticos ao esvaziamento partidário nos anos 2000» (PDF). Consultado em 23 de novembro de 2017. O trabalho tem por objetivo tomar o Partido da Frente Liberal (PFL) e seu sucessor Democratas (DEM) como expoentes das características mais marcantes do sistema partidário nacional e do regime político que emergiu na nova ordem constitucional, iniciada em 1988. 
  30. «Do PFL ao Democratas: dos grandes personagens políticos ao esvaziamento partidário e a possível fusão em 2015» (PDF). UFRGS. Consultado em 22 de Novembro de 2017 
  31. Fundação Getúlio Vargas. «Democratas (DEM)». Consultado em 23 de novembro de 2017. Partido político nacional criado em 28 de março de 2007. 
  32. TSE. «Histórico de partidos». Consultado em 26 de outubro de 2016 
  33. Cambraia, Marcio Rodrigo Nunes (outubro–dezembro de 2010). «A Formação da Frente Liberal e a Transição Democrática no Brasil (1984-85)». Revista On-Line LIBERDADE E CIDADANIA. Fundação Liberdade e Cidadania. Consultado em 26 de outubro de 2016 
  34. «PFL muda de nome e coloca Rodrigo Maia no comando». UOL. VALOR Economico. 27 de março de 2007. Consultado em 28 de março de 2016 
  35. Revista IstoÉ, nr. 2049, de 18 de fevereiro de 2009, pg. 51-2
  36. a b Revista IstoÉ, nr. 2049, de 18 de fevereiro de 2009, pg. 52
  37. «Imagens do mensalão do DEM de Brasília chocam o Brasil». Globo.com. Video.globo.com 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CANTANHEDE, Eliane (2007). O PFL. São Paulo: Publifolha 
  • Revista ISTO É: Brasil 500 Anos - Atlas Histórico. São Paulo: Editora Três. 1998 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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