Rafael Greca

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Rafael Greca
82.º Prefeito de Curitiba
Período 1º de janeiro de 2017
até a atualidade
Vice-prefeito Eduardo Pimentel
Antecessor Gustavo Fruet
Ministro do Esporte e Turismo do Brasil
Período 1º de janeiro de 1999
a 9 de maio de 2000
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor José Botafogo Gonçalves
Sucessor Carlos Melles
77.º Prefeito de Curitiba
Período 1º de janeiro de 1993
a 1º de janeiro de 1997
Antecessor Jaime Lerner
Sucessor Cassio Taniguchi
Deputado Federal pelo Paraná
Período 1º de fevereiro de 1999
a 1º de fevereiro de 2003
Deputado Estadual do Paraná
Período 1º de fevereiro de 2003
a 1º de fevereiro de 2007

fevereiro de 1987
a 1992

Vereador de Curitiba
Período janeiro de 1983
a 1987
Dados pessoais
Nascimento 17 de março de 1956 (63 anos)
Curitiba, Paraná
Cônjuge Margarita Sansone
Partido PDS (1982-1983)
PDT (1983-1997)
PFL (1997-2003)
PMDB (2003-2015)
PMN (2015-2019)
DEM (desde 2019)
Profissão urbanista

Rafael Valdomiro Greca de Macedo (Curitiba, 17 de março de 1956) é um economista, engenheiro, urbanista,[1] escritor, poeta, editor, historiador[2] e político brasileiro. Filiado ao Democratas (DEM), é o atual prefeito de Curitiba.

Já ocupou cargos de vereador, deputado estadual constituinte, prefeito de Curitiba, deputado federal[3] e ministro de Estado do Esporte e Turismo.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Rafael Greca é filho de Terezinha Greca de Macedo e do engenheiro Eurico Dacheux de Macedo e casado com a jornalista Margarita Sansone.[2]

Vida pública[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua vida política em 1982, filiando-se ao PDS. Em 1983, ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), partido que deixou em 1997, juntamente com Jaime Lerner e Cássio Taniguchi. No mesmo ano após a saída do PDT, Greca, Lerner e Taniguchi ingressaram no Partido da Frente Liberal (PFL). Em 2003 deixou o PFL e filiou-se ao PMDB onde permaneceu até 2015. Em setembro de 2015, Greca deixou o PMDB e ingresso no Partido da Mobilização Nacional (PMN).[4][5] Nas eleições de outubro de 1992 concorreu a prefeitura de Curitiba, sendo eleito no primeiro turno. Foi prefeito de Curitiba de 1993 a 1997.[2][3]

Em 1997, acompanhando o grupo político liderado pelo então governador Jaime Lerner, é convidado para ocupar cargos no primeiro escalão do governo, sendo indicado e assumindo como secretário de Planejamento e Coordenação Geral do estado do Paraná em 1997 e secretário-chefe da Casa Civil de 1997 a 1998.[2][3]

Em 1998 foi eleito deputado federal, tendo sido o mais votado do Paraná com 226.554 votos.[6]

Foi ministro de Esporte e Turismo no segundo governo FHC, entre 1999 e 2000. Em 1999 o ministério público federal entrou na Justiça com ação de improbidade administrativa contra o então Ministro dos Esportes, seu ex-assessor e mais oito pessoas ligadas a casas de bingo do Distrito Federal. Greca e seu ex-assessor foram acusados de envolvimento com a máfia dos bingos e autorizar irregularmente a instalação de máquinas caça-níquel. Por esse motivo, em maio de 2000 o Ministro Rafael Grecca de Macedo renuncia o ministério e foi sucedido por Carlos Carmo Melles (2000 a 2002). Presidiu a comissão de Ministros de Estado do Brasil e de Portugal que conduziu a celebração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Também foi conferencista do Convênio Internacional sobre Urbanismo Social, realizado em Nápoles, na Itália, promovido pelo UniCredit e presidido pelo Ministro do Interior da Itália, Guiliano Amato.

De 1º de dezembro de 2000 a 2 de janeiro de 2002 foi secretário da Comunicação Social do estado do Paraná, nomeado pelo governador Jaime Lerner.[2][3]

Chegou a ser pré-candidato ao governo do estado durante a convenção do PFL, em junho de 2002, sendo derrotado dentro do partido, que preferiu apoiar o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Beto Richa, nas eleições de outubro.[2] Optou por ser candidato ao legislativo estadual, elegendo-se com 51.921 votos como deputado estadual do Paraná. Buscou a reeleição nas eleições de 2006, obtendo apenas 34.736 votos, entrando no quadro de suplentes do legislativo estadual paranaense pelo PMDB. Em 2006 foi também um dos coordenadores da campanha de Roberto Requião no segundo turno das eleições para governador, que se reelegeu derrotando Osmar Dias (PDT).[2]

Em 1º de fevereiro de 2007 tomou posse como presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Nas eleições de 2010, concorreu mais uma vez a deputado estadual do Paraná pelo PMDB e obteve 29.867 votos, não sendo eleito. Em 2011, Roberto Requião assume um novo mandato no Senado Federal e Greca foi nomeado assessor comissionado do senador, ficando no cargo cinco anos.[2]

Nas eleições de outubro de 2012, concorreu novamente à prefeitura de Curitiba, ficando em quarto lugar, recebendo 101.866 votos(10,45%).[2] Em 2012, Greca foi inocentado das acusações de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.[7][8]

Nas eleições de outubro de 2014, Greca foi candidato a deputado federal e obteve pouco mais que 37 mil votos, não sendo eleito.[2]

Rafael Greca foi eleito[9] novamente prefeito de Curitiba na eleição municipal de 2016. Ele disputou o segundo turno[10] contra o deputado Ney Leprevost. Na votação do dia 30 de outubro, Greca teve mais de 461 mil votos, enquanto que Leprevost recebeu cerca de 405 mil votos.[11]

Vida acadêmica e profissional[editar | editar código-fonte]

É formado em Economia pela Fundação de Estudos Sociais do Paraná (FESP) em 1977, e em Engenharia Civil, com especialização em Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná em 1978.

É membro concursado do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

É escritor, poeta, editor e pesquisador de história. É membro da Academia Paranaense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná. Ajudou na publicação das seguintes obras:[carece de fontes?]

  • Jovens Escritores
  • Cada um cai do bonde como pode
  • Boletins da Casa Romário Martins
  • Os Caminhos da Pavimentação em Curitiba
  • Romário Martins - Um Punhado de Terra Natal
  • Freguês de caderno
  • Memórias da sorte & do azar - histórias e estórias do Cassino Ahú em Curitiba
  • Memória de vida, Lineu Ferreira do Amaral
  • Memórias de vida, Francisco Accioly Filho
  • Ruínas de São Francisco
  • Vila São Pedro: o bairro na história da cidade
  • Carnaval de Curitiba em 1884
  • 7 quedas de Canendiyu
  • Santa Casa de Misericórdia de Curitiba
  • O Parque Inglez
  • Igreja da Ordem - restauro e história
  • Pilarzinho: o bairro na história da cidade
  • Portão: o bairro na história da cidade
  • Leiteria Schaffer
  • A estrada do Mato Grosso
  • Dom Jerônimo Mazzarotto
  • Rua da Liberdade
  • Bosque João Paulo II - Memorial da Imigração Polonesa
  • Memória de vida, Mário Braga de Abreu
  • Despoluição visual de Curitiba
  • Memória de Vida, Tadeusz Morozowicz
  • Cabral e Juvevê: o bairro na história da cidade
  • Memória de Vida de Lysandro Santos Lima (1906-1982)
  • Campo Comprido - subsídios para história do Rio Barigüi
  • Memória de Vida de Helene Garfunkel

Reconhecimento público[editar | editar código-fonte]

Rafael Greca recebeu inúmeras condecorações e prêmios internacionais. Entre os mais significativos está o Prêmio Mundial do Habitat 1996 ou World Habitat Award 1996, da Organização das Nações Unidas, pelo conjunto de sua obra humanitária[carece de fontes?].

  • Medalha Ulysses Guimarães
  • Pomba do COI - Comitê Olímpico Internacional
  • Prêmio Presidente da República da Itália pelos 500 anos do Brasil
  • Medalha de Cooperador da viagem do Papa João Paulo II ao Brasil em 1980
  • Vulto Emérito de Curitiba, 1998, concedido pela Câmara Municipal
  • Ordem do Rio Branco, na categoria de Grande Oficial
  • Ordem do Rio Branco, categoria Grã-Cruz
  • Grande Oficcialle
  • Grã Cruz
  • Grande Oficial
  • Mérito da Cidade de Jerusalém
  • Ordem do Castelo de Himeji
  • Cidadania Honorária de Himeji
  • Ordem José Cecílio Del Valle
  • Ordem de Maio ao Mérito
  • Ordem do Pinheiro
  • Ordem do Mérito Naval do Brasil
  • Ordem do Mérito da Bahia

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Desvio de peças históricas do acervo da Casa Klemtz[editar | editar código-fonte]

Em 1995, durante seu primeiro mandato, a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) comprou a Casa da Família Klemtz, no bairro Fazendinha, com o intuito de transformá-la em patrimônio histórico. Em 2001, três anos após sair da prefeitura, o órgão redigiu relatório sobre o sumiço de 12 peças do acervo do imóvel[12]. Dessas, uma cristaleira e dois lavatórios, um deles do século XIX, aparecem em imagens publicadas pelo próprio Rafael Greca em seu perfil do Facebook em 2014. A FCC, em 2016, enviou relatório para sindicância que apura desaparecimento das obras da Casa Klemtz [13][14][15]

Em junho de 2019, a procuradoria de Curitiba, após a comprovação da Promotoria de Justiça e Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba, do Ministério Público do Paraná, emitiu relatório que as peças na chácara do político não tem relação com as peças desaparecidas, e assim o processo foi arquivado.[16]

Referências

  1. Juiz acata recurso e Greca retoma direito de dizer que é urbanista Portal Paraná (em Portal Universo Online) - acessado em 3 de setembro de 2016
  2. a b c d e f g h i j k Dados biográficos CPDOC Fundação Getúlio Vargas - acessado em 3 de setembro de 2016
  3. a b c d «Biografia de Rafael Greca no portal da Câmara dos Deputados». Câmara dos Deputados. Consultado em 29 de dezembro de 2018 
  4. Elizabeth Castro (13 de junho de 2003). «Rafeel Greca se filia ao PMDB». Tribuna do Paraná. Consultado em 25 de agosto de 2016 
  5. Tupan (21 de setembro de 2015). «Rafael Greca troca o PMDB pelo PMN pensando em 2016». Bem Paraná. Consultado em 25 de agosto de 2016 
  6. H. Lucas (7 de outubro de 2015). «Greca descarta servir de "laranja" para Requião». HLucas. Consultado em 25 de agosto de 2016 
  7. Raquel Soares Chiarelli (10 de maio de 2012). «Ação Civil Publica editado pela 21° Vara» (PDF). Fábio Campana. Consultado em 25 de agosto de 2016 
  8. «Alvo de Cachoeira, Greca é inocentado». Portal Brasil 247. 21 de junho de 2012. Consultado em 25 de agosto de 2016 
  9. «Rafael Greca é eleito prefeito de Curitiba». Gazeta do Povo. 30 de outubro de 2016. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  10. «Apuração 1° Turno». Gazeta do Povo. 2 de outubro de 2016. Consultado em 2 de outubro de 2016 
  11. «Curitiba | UOL Eleições» 
  12. «Sumiço de peça histórica causa embate entre candidatos em Curitiba - 21/09/2016 - Poder - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 8 de outubro de 2018 
  13. Curitiba, Prefeitura de. «Fundação Cultural envia relatório para sindicância que apura desaparecimento de obras da Casa Klemtz». www.curitiba.pr.gov.br. Consultado em 8 de outubro de 2018 
  14. «Perita aponta evidências de que peças da chácara de Greca são as da Casa Klemtz». Gazeta do Povo 
  15. «Sumiço de peças do acervo da Casa Klemtz segue sem solução». Gazeta do Povo 
  16. Processo que investigava desvio de obras da Casa Klemtz é arquivado Jornal tribuna do Paraná - acessado em 5 de junho de 2019

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
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1999 — 2000
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Carlos Melles
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