Barjas Negri

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Foto:Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Barjas Negri (São Paulo, 8 de dezembro de 1950) é um economista e político brasileiro.

Foi ministro da Saúde durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e foi também (2005–2012) prefeito de Piracicaba, sendo novamente eleito em 2016.[1]

Vida[editar | editar código-fonte]

Formado em Economia pela UNIMEP, Barjas Negri exerceu a ocupação de professor na Universidade Metodista de Piracicaba e na Unicamp. Em 1977 recebeu o título de Mestre e Doutor em Economia, ambos pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Negri foi secretário municipal de Educação (1979–1982) em Piracicaba, vereador (1989–1992) e secretário municipal de Planejamento (1993–1994) na gestão Mendes Thame. Exerceu o cargo de Coordenador de Políticas Sociais e de Planejamento do Estado de São Paulo, na gestão Franco Montoro.

Foi secretário-executivo do FNDE no ministério da Educação (1995 e 1996). Em 1997 assumiu a secretaria executiva do ministério da Saúde até fevereiro de 2002, quando tornou-se o ministro da Saúde. Foi secretário estadual da Habitação e presidente da CDHU na gestão Alckmin.[2]

Foi eleito prefeito de Piracicaba pelo PSDB com 120.412 votos (68,2% dos válidos) em 2004, e reeleito em 2008 com 173.108 votos (88% dos válidos).

Atualmente Negri é presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão público, do Estado de São Paulo que presta serviços para a Secretaria do Estado da Educação.

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Em 2006 Barjas Negri teve seu nome envolvido no Escândalo das Sanguessugas, como suposto braço direito de José Serra[3] na liberação da compra de ambulâncias superfaturadas. Em depoimento à CPI das Sanguessugas, Negri negou qualquer envolvimento com o esquema. Porem, durante a gestão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Negri assumiu, entre 2003 e 2004, a presidência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo. Nesse período, o TCE condenou ou responsabilizou Barjas Negri por irregularidades praticadas em 102 contratos firmados pela autarquia. Reportagem, assinada pelo jornalista Alessandro Rodrigues, afirma que a maioria das irregularidades condenadas pelo TCE ocorreu por licitações dirigidas, aditamentos irregulares acima do percentual determinado pela lei - e prejuízo à competitividade e economicidade das unidades habitacionais construídas no período. Mesmo o governo do Estado tendo cortado os recursos para a habitação popular, Barjas Negri movimentou um orçamento bilionário entre os anos de 2003 e 2004, chegando a R$ 1,33 bilhão neste período.[4]

Referências


Precedido por
José Serra
Ministro da Saúde do Brasil
2002 — 2003
Sucedido por
Humberto Sérgio Costa Lima


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