Ney Suassuna

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Ney Suassuna
Ney Suassuna
Senador da  Paraíba
Período 1 de fevereiro de 1994
até 31 de janeiro de 1999
Senador da  Paraíba
Período 1 de fevereiro de 1999
até 31 de janeiro de 2007
Ministro da Integração Nacional do  Brasil
Período 13 de novembro de 2001
até 5 de abril de 2002
Antecessor(a) Ramez Tebet
Sucessor(a) Luciano Barbosa
Vida
Nascimento 11 de outubro de 1941 (75 anos)
Campina Grande (PB)
Nacionalidade brasileira
Dados pessoais
Progenitores Mãe: Alice Leite Suassuna
Pai: Raimundo Suassuna
Esposa Raquel Otila Leite Mendes Suassuna
Filhos Rodrigo Suassuna, Diego Suassuna, Fabricio Suassuna, Ney Suassuna Filho
Partido PMDB
Profissão Empresário

Ney Robinson Suassuna (Campina Grande, 11 de outubro de 1941) é um empresário e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Raimundo Suassuna e Alice Leite Suassuna, é empresário, escritor, pintor, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), presidente da Associação Comercial e Industrial da Barra da Tijuca, presidente do Anglo-Americano Escolas Integradas, ex-senador e ex-ministro da Integração.

Bacharel em Administração e Economia pela UFRJ e em Pedagogia pela Faculdade Castelo Branco, também no Rio de Janeiro.

Em 1970 ganhou uma bolsa de estudos para participar do curso de Business Administration and Data Processing na Universidade de Georgetown, em Washington D.C.

Em 1971 elaborou o primeiro curso de Processamento de Dados no Brasil, curso ministrado em salas alugadas no Colégio Anglo-Americano.

Em 1973 tornou-se proprietário e presidente da Rede Anglo-Americano e a expandiu para diversos países.

Em 1982 cursou a Escola Superior de Guerra [1] e neste mesmo ano tornou-se primeiro suplente do ex-senador Antônio Mariz, assim por 4 anos e 6 meses e também, de 31 de janeiro de 1999 a 31 de janeiro de 2001

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Em 1990 Ney Suassuna foi eleito primeiro suplente do ex-senador Antônio Mariz, ficando como suplente até 1994, quando se torna o titular após a eleição de Antônio Mariz ao governo da estado da Paraíba.

Em 1998 se candidatou à reeleição pelo PMDB enfrentando o ex-governador do estado Tarcísio Burity e, com o apoio do então governador José Maranhão e do então senador Ronaldo Cunha Lima, derrotou Burity e se elegeu senador, com 455.359 votos,[2] tendo como suplentes Robson Khoury e Maria de Fátima Pinto de Sá Pires, ambos também filiados ao PMDB.

Em janeiro de 2002 foi nomeado pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Integração Nacional.

Em 2005 foi eleito o líder do PMDB no Senado Federal.

Ney Suassuna.jpg

Em 2006, durante o período de campanha para reeleição ao senado, o seu ex-assessor Marcelo Coelho de Carvalho foi preso por suposto envolvimento no Escândalo dos Sanguessugas, um esquema de compra superfaturada de ambulâncias por meio de emendas parlamentares. O caso teve imensa repercussão na imprensa nacional. Apesar das acusações, foi mais uma vez candidato ao Senado, só que dessa vez foi derrotado por Cícero Lucena do PSDB, por uma diferença de apenas 2% dos votos válidos.[3]

Em 4 de outubro de 2006, três dias após a derrota nas urnas, o relator de seu processo no Conselho de Ética do Senado Federal, o senador Jefferson Peres (PDT/AM), recomendou em seu parecer, o julgamento em plenário da cassação do senador Ney Suassuna. Segundo o relatório de Jefferson Peres,[4] o senador Ney Suassuna autorizava que sua ex-chefe-de-gabinete Mônica Texeira deliberasse e assinasse, em seu nome, sobre assuntos internos do gabinete. Aproveitando-se deste fato, durante uma viagem do senador, Marcelo Carvalho teria pedido à Mônica Texeira para assinar uma emenda em caráter de urgência. Deste fato surgiu o suposto envolvimento do senador Ney Suassuna com a máfia das ambulâncias. O senador Jefferson Peres, atendendo a intensa pressão da mídia e ao clamor público, declarou em seu relatório que recomendava a cassação, em razão da negligência do senador com o funcionamento de seu gabinete. Afirmou também que o que estava sendo apreciado no Conselho de Ética era o modelo político brasileiro e não o senador Ney Suassuna como parlamentar individual. Conforme consta na página 14 da Ata da 15° Reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar de 2006.[5]

Em 28 de novembro de 2006, com a aprovação da proposta do senador Wellington Salgado, do PMDB de Minas Gerais, a cassação foi substituída por uma advertência verbal.[6]

Atuação Parlamentar[editar | editar código-fonte]

Ficheiro:Ney Suassuna Biossegurança.jpg
O senador Ney Suassuna (PMDB-PB), fala durante sessão plenária para votação do projeto de Lei de Biossegurança, que trata do plantio e comercialização de transgênicos e da pesquisa com células-tronco, no plenário do Senado.
  • Lei de Biossegurança

Suassuna foi relator da polêmica Lei de Biossegurança[7]. A Lei regulamenta a utilização de células-tronco [8] para fins medicinais, tais como: tratamento de doenças oncológicas, medulares, distúrbios do sangue, imunodeficiências, alterações do metabolismo e outras doenças degenerativas.[9] Assim como a produção e a comercialização de sementes transgênicas em todo o país.

Acusação de tráfico de influência[editar | editar código-fonte]

Suassuna é acusado de intermediar, em 2000, contrato firmado entre a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE-RJ) e a Empresa Brasileira de Assessoria e Consultoria Ltda. Atualmente tramita no STF pedido de concessão da ordem de habeas corpus para trancar o inquérito em curso na 5ª Vara Federal Criminal do estado do Rio de Janeiro.[10] A defesa sustenta que a reabertura do inquérito, sem que tenha surgido novas provas, é ilegal e abusiva, configurando ofensa aos direitos fundamentais de seu cliente. Por isso, requer a concessão da ordem para o trancamento do inquérito em curso perante o juízo da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou extinta a punibilidade do ex-senador.[11]

Sanguessugas[editar | editar código-fonte]

Durante sua campanha de reeleição foi acusado de participar da Máfia dos Sanguessugas, supostamente ele teria recebido parte de R$200.000,00 (Duzentos mil reais). Após 8 anos de investigação o Ministério Público e a Justiça Federal concluíram que não havia indícios de sua participação no citado esquema.[12]

Obras Publicadas[editar | editar código-fonte]

  • É proibido ter ideias novas, ou a velhice do novo. Rio de Janeiro: SESAT, 1981.
  • Manual de obtenção de recursos federais para municípios: orientação aos prefeitos: sem intermediação de terceiros. Brasília: Senado Federal, 2001. 463 p.
  • Manual de orientação aos prefeitos: fontes de recursos para financiamento de projetos: procedimentos para captação. Brasília: Câmara dos Deputados, 1997. 85 p.
  • Ousadia. Brasília: Positiva, 2001. 216 p.
  • Reengenharia do legislativo: a experiência do grupo de trabalho de reforma e modernização do Senado Federal. Brasília: Senado Federal, 1995. 155 p.

Homenagens Recebidas[editar | editar código-fonte]

  • Ordem do Mérito das Forças Armadas - Grande Oficial (1997);[13]
  • Ordem do Mérito Jornalístico - Grande Oficial - A.B.I. (1998);[14]
  • Ordem do Mérito Militar - Grande Oficial (1998);[15]
  • Ordem do Mérito Naval - Grande Oficial (1998);[16]
  • Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho - Grande Oficial (1999);[17]
  • Prêmio Imprensa Internacional, Brasília/DF (1998);
  • Prêmio Educação Lions Internacional do Clube do Rio de Janeiro (1999);
  • Medalha Brigadeiro Tobias - Polícia Militar de São Paulo;
  • Medalha Grande Oficial Ordem Nacional das Belas Artes;
  • Medalha de Ouro da ABTA - Associação Brasileira de Administração (1981);
  • Medalha Tiradentes (1992);
  • Medalha do Pacificador - Ministério do Exército (1995);[18]
  • Medalha Coriolano Medeiros - Escola Técnica Federal da Paraíba (1997);
  • Medalha do Mérito Marechal Cordeiro de Farias - Escola Superior de Guerra (1999).
  • Medalha do Mérito Tamandaré (1999);[19]
  • Medalha de Ouro Mérito Executivo Municipal de São João de Meriti - RJ (2000);
  • Medalha do Educador - Associação Brasileira de Educação - RJ (2000);
  • Medalha do Mérito Pedro Ernesto - Câmara Municipal do Rio de Janeiro - RJ (2000);
  • Medalha Mérito Tamandaré - Marinha do Brasil - DF (2000);
  • Medalha Rui Barbosa - Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro - RJ (2000);
  • Medalha do Mérito Policial Militar Coronel Elisio Sobreira - Polícia Militar da Paraíba-PB (2001);
  • Medalha Dr. Ulysses Guimarães - Ordem dos Parlamentares do Brasil - SP (2001);
  • Título de Cidadão Meritiense - RJ (1999);
  • Título de Cidadão Soledadense - Soledade - PB;
  • Título de Cidadão Patoense - Patos - PB;
  • Título de Cidadão Serrabranquense - Serra Branca - PB;
  • Título de Cidadão de Picuí - PB;
  • Título de Cidadão Carioca;
  • Título de Cidadão Enemérito do Rio de Janeiro;
  • Título de Cidadão Benemérito do Rio de Janeiro;
  • Título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro;
  • Título de Cidadão São Josiense-PB; (2001)
  • Título de Cidadão Marizopolense - PB; (2001)
  • Título Honorífico de Cidadão Iguaçuano - RJ (2000);
  • Troféu "Stella Prata" da Associação de Mulheres de Negócios do DF - (2000)
  • Membro da Academia Nacional de Educação;
  • Membro da Academia Nacional de Administração;
  • Membro da Academia de Educação do Estado do Rio de Janeiro;
  • Eleito em pesquisa realizada pelo DIAP uma das "100 Cabeças do Congresso Nacional" nos anos de 1997, 1998,1999 e 2000 nas categorias de articulador e formador de opinião.
  • Homenageado pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro pela preocupação que sempre manifestou em defesa da importância do constante

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Ramez Tebet
Ministro da Integração Nacional do Brasil
2001 – 2002
Sucedido por
Mary Dayse Kinzo
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