Gustavo Canuto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Gustavo Canuto
Gustavo Canuto
Presidente do Dataprev
Presidente Jair Bolsonaro
Antecessor Christiane Almeida Edington
Dados pessoais
Nascimento 4 de julho de 1978
Paranavaí, PR
Alma mater Universidade de Campinas
Centro Universitário de Brasília

Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto (Paranavaí, 4 de julho de 1978) é um engenheiro, político brasileiro e ex-Ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil. Em 2020, Canuto ganhou a posse de presidente do Dataprev, deixando sua gestão no ministério para Rogério Marinho.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no estado do Paraná, na cidade de Paranavaí,[2] O político, filho de Sebastião Canuto e Anizia Canuto,[3] formou-se em Engenharia de Computação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). O ministro é também servidor federal da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Entre 2015 e 2017 foi chefe de gabinete do Ministro da Integração Nacional.[4] Além disso, já trabalhou nas Secretarias de Aviação Civil e Geral da Presidência da República, além da Agência Nacional de Aviação Civil.[5] Indicado em 28 de novembro de 2018 pelo presidente Jair Bolsonaro,[6] Gustavo Canuto assumiu o cargo de ministro do desenvolvimento regional após a tomada de posse do presidente.[3]

Atuação no ministério[editar | editar código-fonte]

À frente do Ministério do Desenvolvimento Regional, administrando um orçamento que varia entre 6 e 8 bilhões de reais,[7] Canuto se pronunciou defendendo a união da estrutura das antigas pastas do Ministério da Integração Nacional e do Ministério das Cidades. O ministro, que não possui filiação partidária,[2] tem assumido uma postura técnica e dialógica na condução das questões referentes ao ministério.[8] Apesar de pouco conhecido, o político tem trabalhado, principalmente, com governadores e prefeitos da região nordeste, tendo em vista o desenvolvimento estrutural e urbano das localidades, assim como a diminuição das desigualdades regionais.[8][9]

Após os primeiros meses de governo Bolsonaro, anunciou-se no início de maio a retomada das duas pastas que originaram o Ministério do Desenvolvimento Regional, em decorrência da sobrecarga de demandas sobre o ministério e pela pressão partidária sobre o governo.[10][11] Diante disso, Gustavo Canuto tem seu nome firmado para a liderança do Ministério da Integração, enfrentando resistências internas relativas à expectativa do Congresso sobre a indicação de um novo líder para o ministério pelo Senado Federal.[12][13][14][15] A medida do desmembramento é colocada como ato de constituição da base parlamentar do presidente, tendo em vista a geração de apoio para as reformas administrativas e previdenciárias.[16][10][11]

No dia 6 de fevereiro de 2020, pediu exoneração do cargo de ministro do Desenvolvimento Regional. De acordo com interlocutores da equipe econômica, os motivos seriam desavenças com o atual Ministro da Economia, Paulo Guedes, o que levou à nomeação do Secretário Especial da Previdência, Rogério Marinho. Canuto foi escalado para a presidência da Dataprev, a fim de ajudar a diminuir a fila de 1,3 milhões de pedidos de aposentadoria e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).[17][18]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]