Damares Alves

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Damares Alves
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Damares Alves
Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Brasil
Período 1º de janeiro de 2019
até a atualidade
Presidente Jair Bolsonaro
Antecessor Gustavo do Vale Rocha
Dados pessoais
Nome completo Damares Regina Alves
Nascimento 11 de março de 1964 (54 anos)
Paranaguá, Paraná[1]
Nacionalidade brasileira
Alma mater Faculdades Integradas de São Carlos (FADISC)
Religião protestantismo
Profissão advogada
linkWP:PPO#Brasil

Damares Regina Alves (Paranaguá,[1] 11 de março de 1964) é uma advogada, pastora evangélica e educadora brasileira, coordenadora do projeto educacional do Programa Proteger e atual Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro.[2]

Biografia

Damares Alves é formada em direito pela Faculdades Integradas de São Carlos (FADISC).[3] Em São Carlos, trabalhou na Secretaria Municipal de Turismo,[4] atuando na antiga COMTUR (Comissão Municipal de Turismo), durante o governo do prefeito Vadinho de Guzzi.[5]

Evangélica, foi pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular[6] e atualmente é pastora da Igreja Batista da Lagoinha.[1][7]

Em 1999, mudou-se para Brasília, sendo convidada para trabalhar no gabinete do tio, o deputado Josué Bengtson (PTB-PA), pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular.[1] Trabalhou também para o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD), senador eleito pelo Rio de Janeiro em 2018 cujo sucesso nas urnas em outubro se deveu, em grande parte, ao suporte do “clã Bolsonaro”.[8] Exerceu também a função de auxiliar parlamentar no gabinete do senador Magno Malta,[9] anterior ao vínculo com o senador pelo Espírito Santo. Foi chefe de gabinete de outro expoente da bancada neopentecostal na Câmara, o deputado federal goiano João Campos (PRB).[10]

No total, foi assessora jurídica no Congresso Nacional por mais de 20 anos antes de sua nomeação por Bolsonaro para o ministério dos Direitos Humanos.[11]

Posições

Em março de 2018, ela criticou o feminismo em uma entrevista: “É como se houvesse uma guerra entre homens e mulheres no Brasil. Isso não existe. Em 2016, ela disse a uma congregação evangélica: “Está na hora da igreja dizer à nação que viemos… É hora de a igreja governar”.[12]

É crítica à chamada “ideologia de gênero”, contra o aborto e defende o "Programa Escola sem Partido".[13]

Atua como conselheira do "Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Drogas", que defende uma juventude brasileira livre da dependência química e objetiva alertar a população sobre as consequências físicas e psicológicas decorrentes do uso da maconha (assim como de outras drogas), como também para os problemas que uma eventual legalização desta droga traria para a nação brasileira.[14] No Congresso Nacional, integrou a Frente Parlamentar de Combate as Drogas, bem como a Frente Parlamentar Mista da Família e Apoio à Vida, e a Frente Parlamentar Evangélica.[15]

Vida pessoal

Damares Alves foi casada e atualmente é divorciada. Tem uma filha adotiva, a filha é indígena e a adoção ocorreu quando esta era ainda criança.[1]

Controvérsias

Damares virou alvo de controvérsia quando um vídeo dela pregando em uma igreja tornou-se viral na internet. No vídeo, ela relata os abusos que sofria quando criança e disse que devido a isso pensava em cometer suicídio, pois os abusos aconteciam com frequência, quando em certo momento diz que pegou veneno e subiu em uma goiabeira onde pretendia cometer suicídio. No entanto, disse que viu a figura de Jesus Cristo, e que este a convenceu a não fazer isto. Mais tarde, o presidente eleito Jair Bolsonaro se declarou sobre o ocorrido e classificou o deboche sofrido por Damares como "vergonhoso", embora ela mesma alegou que não ficou ofendida com o ocorrido.[16][17]

Após a posse de Jair Bolsonaro, um vídeo em que Damares comemora a vitória alegando que a "nova era começou, e que agora menino veste azul e menina veste rosa" tornou-se popular nas redes sociais. O vídeo levou ao movimento "cor não tem gênero". Mais tarde, falou que foi apenas uma "metáfora". Entretanto, as criticas continuaram, e empresas e artistas fizeram pronunciamentos sobre o caso, no qual o papel do azul para meninos e o rosa para meninas é invertido.[18][19][20][21][22]

Referências

  1. a b c d e Renata Cafardo e Marianna Holanda (23 de dezembro de 2018). «O que defende Damares Alves, a futura ministra da Mulher». Terra. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  2. «Servidores», Senado, Transparência .
  3. «Damares Alves: a pastora que dividiu a esquerda e irritou a direita antes de tomar posse». Vice. 21 de dezembro de 2018. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  4. «Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos morou em São Carlos». A Cidade ON. 6 de dezembro de 2018. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  5. «Futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos se formou e já morou em São Carlos». Portal SCDN. 7 de dezembro de 2018. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  6. [1] Damares Alves, a militante antiaborto alçada a pastora de Bolsonaro na Esplanada
  7. Márcio Valadão (7 de dezembro de 2018). «Pastora da Lagoinha, Damares Alves assumirá Ministério de Direitos Humanos, Família e Mulheres no próximo Governo Federal». Igreja Batista da Lagoinha. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  8. «Suplemento» (PDF), Câmara dos deputados, Boletim administrativo, 2015 .
  9. «Bolsonaro convida Damares Alves para Direitos Humanos e desagrada bancada evangélica». Zero Hora. Rede Brasil Sul. Consultado em 1 de dezembro de 2018 
  10. «Candidato à presidência da Câmara João Campos elogia escolha de Damares», Telefônica, Terra .
  11. Melo, Debora (7 de dezembro de 2018). "Brasil sem aborto. Prioridade a mulheres ribeirinhas e ciganos. O que pensa a nova ministra da Mulher". HuffPost Brasil. Acessado em 9 de dezembro de 2018.
  12. «Bolsonaro abolishes human rights ministry in favour of family values», The Guardian (em inglês), consultado em 9 de dezembro de 2018  .
  13. «Damares Alves: em cultos para 6 mil pessoas, pregação contra o aborto». Metrópoles. 7 de dezembro de 2018. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  14. «Quem somos – Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Drogas». Consultado em 7 de janeiro de 2019 
  15. João Pedro Caleiro e Ana Paula Machado (7 de dezembro de 2018). «Damares Alves: O que pensa a futura ministra dos Direitos Humanos sobre LGBT e mulheres». EXAME. Consultado em 7 de janeiro de 2019 
  16. Paulo, iG São (13 de dezembro de 2018). «Damares Alves é defendida por Bolsonaro após relato sobre Jesus - Política - iG». Último Segundo. Consultado em 4 de janeiro de 2019 
  17. «Damares diz que não ficou ofendida com o caso do 'pé de goiaba' - Política». Estadão. Consultado em 4 de janeiro de 2019 
  18. Azul e rosa: declaração da ministra Damares gera polêmica e crítica nas redes sociais - GloboNews - Jornal das Dez - Catálogo de Vídeos, consultado em 4 de janeiro de 2019 
  19. Brasil 247 (4 de Janeiro de 2019 às 11:52). «Artistas reagem contra o azul e rosa de Damares». Brasil 247. Consultado em 4 de janeiro de 2019  Verifique data em: |data= (ajuda)
  20. «Trident se manifesta sobre 'menino veste azul e menina veste rosa' de Damares». Inteligência de Mercado. Consultado em 4 de janeiro de 2019 
  21. Jornal Hoje | Damares Alves explica polêmica sobre azul e rosa: 'foi uma metáfora', consultado em 4 de janeiro de 2019 
  22. «De azul em loja, ministra Damares é questionada por vendedor». ISTOÉ Independente. 4 de janeiro de 2019. Consultado em 4 de janeiro de 2019