Ilha de Marajó

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Disambig grey.svg Nota: Marajó redireciona para este artigo. Para o automóvel produzido pela Chevrolet na década de 1980, veja Chevrolet Marajó.
Ilha do Marajó
0° 58' S 49° 34' O
Geografia física
País  Brasil
Localização Pará
Arquipélago Arquipélago do Marajó
Área 40.100,00 (35ºkm²
Geografia humana
População 533 397 habitantes (2015/IBGE)
Mouths of amazon geocover 1990.png
A desembocadura do rio Amazonas e a Ilha de Marajó.

A Ilha de Marajó (Marinatambal nome indígena, Ilha Grande de Joannes nome português) é uma ilha costeira brasileira do tipo fluviomarítima, situada na Área de Proteção Ambiental do arquipélago do Marajó no estado do Pará[1][2][3]

Distante três horas e meia de travessia da cidade de Belém, capital do estado do Pará, situa-se a sudeste da ilha de Marajó, separada do continente, pelo complexo estuário do Rio Pará.

História[editar | editar código-fonte]

Detalhe da Ilha de Marajó.

Ancestralmente a ilha era chamada de Marinatambal pelos indígenas (confirmado por Walter Raleigh no século XVI), e na época colonial foi denominada ilha Grande de Joannes.[4]

A ilha do Marajó entre os anos de 400 e 1 300 era ocupada por cerca de 40 mil habitantes, residentes em casas de chão batido sobre palafitas de terra, em uma sociedade de linhagem materna. Desde a infância as marajoaras desenvolviam a arte de modelagem da argila, produção da cerâmica marajoara e, o cultivo e manejo da mandioca. No início da adolescência, as marajoaras tinham os corpos pintados e usavam uma tanga de cerâmica decorada com traços referentes aos genitais.[5][6][7][8][9][10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Com uma área de aproximadamente 40.100 km², é a maior ilha costeira do Brasil e, a maior ilha fluviomarítima do mundo (banhada concomitantemente tanto por águas fluviais quanto por oceânicas),[11] banhada pelo rio Amazonas a oeste e noroeste, pelo oceano Atlântico ao norte e nordeste e pelo rio Pará a leste, sudeste e sul.

Clima[editar | editar código-fonte]

A classificação climática dada a região, conforme Köppen, é do tipo Ami, cujo regime pluviométrico anual define uma estação seca, porém com total pluviométrico suficiente para manter este período, não caracterizando a presença de um déficit hídrico na região. A subdivisão climática da região, segundo a classificação bioclimática da Amazônia de Bagnoul e Gaussen, caracteriza-a como sub-região eutermaxérica que compreende um clima equatorial com temperatura média do mês mais frio superior a 20 ºC e temperatura média anual de 26ºC. A precipitação anual é sempre maior que 2.000 mm. As estações são inexistentes ou pouco acentuadas. A amplitude térmica é muito fraca e os dias têm a mesma duração das noites. A umidade relativa do ar é alta (> 80%), com ausência total de período seco. Nesta região predomina o centro de massa de ar equatorial e surgem, também, bolsões de ar na foz do rio Amazonas[12].

Economia[editar | editar código-fonte]

Outro destaque da ilha, é o lugar de maior rebanho de búfalos do Brasil, cerca de 600 mil cabeças.[13]

Búfalo no município de Salvaterra - PA


Divisão política e estatística[editar | editar código-fonte]

O território do arquipélago do Marajó, com 104 606,90 km², é dividido em dezesseis municípios, que integram à entidade estatística denominada Mesorregião do Marajó. Esta dividida em três microrregiões:[14]

A ilha do Marajó, propriamente dita com 40.100 km², possui 12 sedes de municípios: Santa Cruz do Arari, Afuá, Anajás, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, São Sebastião da Boa Vista e Soure, que formam as Microrregiões do Arari e do Furo de Breves. Já a microrregião de Portel é formada em boa parte por territórios no continente em si[15].[carece de fontes?]

O município de Breves é o mais populoso com cerca de 90 mil habitantes e o de Santa Cruz do Arari o menos populoso, com apenas de oito mil residentes.

Unidades de conservação[editar | editar código-fonte]

Estão incluso e sobrepostas na Área de Proteção Ambiental do Arquipélago do Marajó os seguintes locais:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Emil August Göldi, Maravilhas da natureza na Ilha de Marajó. (Rio Amazonas), 1902. OCLC 81508027
  2. Jurandyr Luciano Sanches Ross, Geografia do Brasil, EdUSP, 1996 ISBN 8-531-40242-5
  3. Coelho, Lorena (30 de julho de 2015). «Multicampi avança para fortalecer a educação no Marajó». Assessoria de Comunicação. UFPA. Consultado em 14 de novembro de 2016. 
  4. Cultura, igarapés e búfalos garantem passeio exótico dentro do Brasil na Ilha de Marajó, UOL Viagem.
  5. DIDONÊ, Débora, O Brasil antes do Brasil , ano XXIII, n. 212, maio, 2008.
  6. Eduardo Neves, Arqueologia da amazônia, Zahar, 2006 ISBN 8-571-10919-2
  7. Edithe Pereira, Arte rupestre na Amazônia: Pará , UNESP, 2004 ISBN 8-571-39505-5
  8. Loredana Ribeiro, Brasil rupestre: arte pré-histórica brasileira , Zencrane Livros, 2006 ISBN 8-560-47500-1
  9. Walter A. Neves, Luís Beethoven Piló, O povo de Luzia: em busca dos primeiros americanos , Editora Globo, 2008 ISBN 8-525-04418-0
  10. Helen C. Palmatary, Pottery of Marajo Island, Brazil: Transactions, APS , American Philosophical Society, 2008 ISBN 1-422-37709-1 (em inglês)
  11. «Qual é a maior ilha do mundo?». Revista Mundo Estranho. Grupo Abril 
  12. Brasil. (2007): “Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável do Arquipélago do Marajó. Presidência da República”. Casa Civil. Grupo Executivo Interministerial. Grupo executivo do Estado do Pará. 2007. 296p.
  13. Paraturismo
  14. Arquipélago Do MaraJó
  15. «Eumednet». www.eumed.net (em inglês). Consultado em 13 de julho de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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