Portel (Pará)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Portel.
Município de Portel
"Paraíso das Ilhas"
Bandeira de Portel
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Fundação 24 de Janeiro de 1758
Gentílico portelense
Prefeito(a) Manoel Maranhense (PSC)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Portel
Localização de Portel no Pará
Portel está localizado em: Brasil
Portel
Localização de Portel no Brasil
01° 56' 09" S 50° 49' 15" O01° 56' 09" S 50° 49' 15" O
Unidade federativa Pará
Mesorregião Marajó IBGE/2008 [1]
Microrregião Portel IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Melgaço, Oeiras do Pará, Itupiranga, Porto de Moz, Senador José Porfírio e Pacajá
Distância até a capital 270 km
Características geográficas
Área 25 384,779 km² [2]
População 59 322 hab. IBGE/2016[3]
Densidade 2,34 hab./km²
Altitude 19 m
Clima Equatorial
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,483 muito baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 440 766,76 mil IBGE/2014[5]
PIB per capita R$ 7 705,04 IBGE/2014[5]

Portel é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º56'08" sul e a uma longitude 50º49'16" oeste, estando a uma altitude de 19 metros. Sua população em 2016 era de 59.322 habitantes. Possui uma área de 25.384,865 km² e Densidade demográfica 2,06 hab/km².

História[editar | editar código-fonte]

De acordo com historiadores, as origens de Portel remontam à metade do século XVII, quando o Padre Antônio Vieira fundou no local a aldeia de Arucará, com alguns índios nhengaíbas extraídos da Ilha Grande de Joannes, passando a ser assim administrada pelos padres da Companhia de Jesus. O historiador Carlos Roque informa que no ano de 1758, Portel foi elevada à categoria de vila pelo então presidente da Província, Mendonça Furtado que, pessoalmente, instalou o seu Senado da Câmara, precisamente em 24 de janeiro daquele ano. No ano de 1786, a vila sofreu um ataque dos índios mundurucus, em que morreram alguns de seus moradores.

A localização da Aldeia de Arucará, que posteriormente tornou-se vila de Portel, e sua consolidação como povoação próspera, obedece à estratégia geopolítica da Coroa Portuguesa de ocupar as terras amazônicas que deveriam pertencer à Espanha, e assim, garantir sua posse de fato e, posteriormente, de direito. Ao norte do município, o relevo é característico da Planície Amazônica, ao passo que as regiões central e sul caracterizam-se pelo Planalto da Amazônia Oriental. A vegetação constitui-se por Floresta Equatorial Amazônica, verificando-se grande diversidade de espécimes comerciais desejáveis. Em relação ao solo, verifica-se predominância do latossolo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Portel ocaliza-se na Mesorregião do Marajó, Microrregião de Portel. Sua extensão territorial compreende área de 25.384Km², definindo limites com os municípios de Melgaço a norte; Oeiras do Pará a leste; Itupiranga e Porto de Moz a sul e Senador José Porfírio a oeste. Dista da capital do estado (Belém) 326 km, via marítima e 27 km, via aérea. População de 52.172 habitantes e a densidade demográfica conta com 2,06 hab/km²

De acordo com a lei geral de 1828, Portel teve sua primeira eleição municipal no ano seguinte, sendo eleitos oito vereadores, até 1832. Entretanto, em 1833, por decisão do Conselho do Governo da Província, Portel tem cassado o seu título de Vila, passando assim a fazer parte do território de Melgaço. Somente em 1843, Portel voltaria à condição de município autônomo, conforme o Decreto Lei n° 110, datado de 25 de outubro de 1843.

Nesta época, segundo Antonio Baena (Ensaio Corográfico sobre a Província do Pará - 2004, p. 24), o aspecto da frente da vila compunha-se de:

"[...] uma igreja de duas naves de pau, grande, pintada no teto e paredes, dedicada a Nossa Senhora da Luz, e colocada no meio de uma comprida ala de casas, umas de girau, outras disformes, negras, e arruinadas [...]", e sua população compunha-se de "[...] 2.170 brancos, indianos, e mamelucos, com 80 escravos [...]" com a maioria vivendo no interior.

Sobre o modo de vida destes habitantes Baena descreve que:

"[...] exercitam a mesma lavoura dos do Termo de Melgaço; e são como esses remissos em empregar os seus esforços para desempeçar os igarapés, que habitam, dos madeiros, que o tempo neles lança; e assim os deixam abandonados à natureza sem advertirem que deste abandono devem resultar os danos, que estão sofrendo, e que vão continuando e diminuindo a sua capacidade para a navegação interna do país". (BAENA - 2004, p. 248).

Em 1864, o naturalista Domingos Ferreira Pena visitou a localidade e descreveu que Portel possuía 84 casas distribuídas em quatro ruas e oito travessas, e que na frente havia uma longa ponte de madeira que avançava para a baía, para embarque e desembarque de cargas.

Segundo este viajante, à esquerda desta ponte encontrava-se a única casa de sobrado existente, onde se reunia a Câmara Municipal. Ferreira Pena observou que a Igreja matriz existente era toda feita em madeira, e que seria a mesma construída pelos Jesuítas, no início do Século XVIII, onde se destacava no teto presença ainda de "[...]primitivas pinturas representando várias cenas referidas nos Santos Livros, cada uma com sua inscrição apropriada." (PENA - 1973, p. 108).

(Antônio Sadinael - Matas: Outros 600 na Mesorregião Portel, 2008)

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Possui uma agência dos Correios (ECT), telefonia fixa (Oi) e celular (com as operadoras: TIM, Vivo, Oi e CLARO) e internet: (BS-Informática e vicnet), televisão: TV Liberal, TV Cultura do Pará, SBT(TV Portel) e RECORD(PORTEL TVA) Rádio: Radio Arucará FM e Rádio Nª sª da Luz.

Personalidades Conhecidas em Portel[editar | editar código-fonte]

Raimundo Paulo, mais conhecido como “Pomboca” ou “Pomba Lesa” oriundo de Portel, não tinha paradeiro certo, dormia onde lhe dava na telha, não era muito chegado a trabalho, fumava porronca e mascava tabaco era um sujeito cômico dançava e cantava musica de sua autoria “Carolina”  “Carolina tem, tem, tem, Carolina tem, tem, tem, Carolina tem, tem, tem. Era só isso a música ele repetia varias vezes  se prevalecia disso pra conquistar o que prendia ganhar pra gasta com tabaco.

“Jabuti amarrado” ou “jabuti encarcado”, portador de debilidade mental, razão pela qual nunca foi possível constituir família ou ter um emprego fixo , mesmo assim ele era muito trabalhador  e não pedia nada a ninguém e nem perdoava o “Pomboca” pelo fato de não gostar de trabalhar , por isso brigavam todas as vezes que se encontravam, não gostava que o apelidassem. E por esse motivo era capaz de agredir e o mesmo foi uma das primeiras pessoas a fazer frete de carro de mão neste município.

Pedro darão ou Funema, também foi carregador, era muito trabalhador por outro lado era um inveterado no fumo, fumava dia e noite, só não fumava quando estava dormindo ou comendo, quando estava trabalhando  as pessoas o chamavam de funema vem cá só pra provocar e ouvir o que ele iria responder: “não posso parar to muito funemado” que significa to muito apressando a foi essa linguagem que originou seu apelido.

Caranguejo ou Ling-Ling, também foi carregador e torcedor fanático do Paysandu, ele fazia seus carretos todos os dias assim que apurava o primeiro trocado comprava  uma garrafa de pinga, sentava no seu carro e bebia toda até dormi, jabuti amarrado pegava o carro e ia deixar em sua casa. Caranguejo não suportava que alguém falasse “crial, crial, crial” no seu entender as pessoas estavam dizendo que o iam lhe quebrar todinho “o caranguejo”.

João da lata, foi um dos moradores mais antigos de Portel tinha aproximadamente 50 anos mais que devido aos maus tratos aparentava 80 anos, era portador de uma grave deficiência  física  no pé direito causado por uma ferido, andava de muleta e seu pé era enrolado com pano o tempo intero. Juntava latinha ninguém sabe pra que.

Geronça, bem conhecida por ter tido a brilhante idéia de vender tacaca e ser a primeira tacacazeira deste município, uma invenção muito criativa naquela época, por ser idosa lhe faltava energia para organiozar melhor sua venda, pela pequena população e pela falta de higiene dela o tacaca sempre sobra muito, tem até um ditado popular sobre isso que é, “Ta sobrando mais que o tacaca da velha Geronça”.

As famílias Vieira e Cascalheiro eram as mais temidas pelos índios, quando ocorriam os confrontos era suficiente alguém gritar os nomes em voz alta, “chega Vieira, chega Cascalheiro” para eles batessem em retirada.

Ditados populares[editar | editar código-fonte]

A formiga sabe a folha que corta.

A corda só arrebenta no lado mais fraco.

Alegria de pobre dura pouco.

A vida é dura pra quem é mole.

Ajoelhou, tem que rezar.

Anda mais que noticia ruim.

Antes só do que mal acompanhado.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Estimativa populacional 2016» (PDF). Estimativa populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 1 de janeiro de 2017. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 22 de setembro de 2013. 
  5. a b «PIB Municipal 2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1 jan. 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Pará é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.