Enéas Carneiro

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Enéas Carneiro
Deputado Enéas Carneiro falando à Comissão da Amazônia, em 2004
Deputado federal por São Paulo
Período 1 de fevereiro de 2003
até 6 de maio de 2007
Dados pessoais
Nome completo Enéas Ferreira Carneiro
Nascimento 5 de novembro de 1938
Rio Branco, AC
Morte 6 de maio de 2007 (68 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Mina Ferreira Carneiro
Pai: Eustáquio José Carneiro
Alma mater Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (atual Unirio)
Cônjuge Jamile Augusta Ferreira(divorciado)
Selena Maria (divorciado)
Adriana Lorandi (divorciado)
Partido Prona (1989–2006)
PR (2006–2007)
Religião Cristianismo
Profissão Médico cardiologista
Militar
Professor
Autor
Político
Serviço militar
Anos de serviço 1959 - 1965
Graduação Sargento
Condecorações Medalha Marechal Hermes

Enéas Ferreira Carneiro (Rio Branco, 5 de novembro de 1938Rio de Janeiro, 6 de maio de 2007)[1] foi um médico cardiologista,[2] físico, matemático, professor, escritor e político brasileiro.[3][4] Como político, fundou o extinto Partido de Reedificação da Ordem Nacional, o Prona.[1][3] Foi filiado ao Prona de 1989, sua fundação, até 2006, quando ocorreu sua fusão com o Partido Liberal, surgindo o Partido da República,[5] do qual foi filiado de 2006 a 2007, ano de sua morte.

Em sua juventude, Enéas se interessou pela leitura dos textos de Engels, que o tornou num entusiasta do socialismo científico. Segundo suas próprias palavras, ele sonhava com a União Soviética que emergia na Guerra Fria, mas deixou de ser socialista pois, segundo ele, "quando o estado toma conta dos meios de produção, a competição some, e satisfeitas as necessidades básicas, como habitação,a sociedade entra em letargia e não se desenvolve".[6]

Após se candidatar três vezes à Presidência da República (1989, 1994 e 1998) e uma vez à prefeitura de São Paulo (2000),[1] em 2002, foi eleito Deputado Federal pelo estado de São Paulo, recebendo votação recorde: mais de 1,57 milhão de votos, a maior votação já registrada no país.[7] Tornou-se muito famoso em todo o Brasil a partir de 1989 (em sua candidatura à Presidência da República daquele ano), por seu bordão "Meu nome é Enéas!",[6] usado sempre ao término de seus pronunciamentos no horário eleitoral gratuito brasileiro.

Era conhecido por seu nacionalismo e oposição ao neoliberalismo,[8] por ser contrário ao comunismo[9] e por seu conservadorismo.[10] Seus posicionamentos políticos são colocados por vezes na extrema-direita,[11][12] porém o próprio Enéas afirmou ser contrário a classificação esquerda-direita, definindo-se como nacionalista, somente.[13][14][15] Alguns críticos, ainda, tentaram associá-lo a uma espécie de novo símbolo do Movimento Integralista, devido à semelhanças entre opiniões do eleitorado do Prona e dos extintos partidos integralistas[16]

Biografia

Enéas quando tinha 6 meses de idade

Enéas Ferreira Carneiro nasceu na cidade de Rio Branco, no estado Acre, em 1938. Filho de Eustáquio José Carneiro, barbeiro, e Mina Ferreiro Carneiro, dona de casa.[17] Perdeu o pai aos nove anos de idade, sendo obrigado a trabalhar desde essa idade para sustentar a si e à sua mãe.[4] Quando nasceu, sua família estava em condições de miséria. Se mudou para Belém do Pará, com condições financeiras um pouco melhores, onde morou em um barraco e tinha como alimentação farinha e café.[18]

Foi casado com Jamile Augusta Ferreira, que conheceu na Escola de medicina e cirurgia do rio de janeiro. Enéas a conheceu quando estava lendo um livro de ciências exatas, sendo abordado por ela, interessada pela leitura, posteriormente tornando-se sua namorada.[19] O casal teve uma filha, quando terminaram os estudos na escola de medicina, chamada Janete. Cinco anos mais tarde teve outra filha chamada Gabriela com Selene Maria, relacionamento que, como o anterior, não foi duradouro. Enéas, por volta de 1982, casou-se com a promotora da auditoria militar, Adriana Lorandi. Com ela teve sua terceira filha, Lígia. O casal se separou pois para criar o Prona Enéas precisou se desfazer de muitos bens.[20] "Ela não aguentou. Torrei todo meu patrimônio, uns imóveis e jóias porque queria construir o Prona".[19]

Carreira

Estudos e serviço militar

Enéas quando era estudante da Universidade do Estado da Guanabara

Em 1958 iniciou seus estudos no Rio de Janeiro, na Escola de Saúde do Exército. Em 1959 formou-se terceiro-sargento auxiliar de anestesiologia, sendo primeiro lugar de sua turma.[4]

Em 1960 iniciou seus estudos na Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.[4]

Em fevereiro de 1962, prestou exame vestibular para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara (atual UERJ), curso de licenciatura em matemática e física. Aprovado em primeiro lugar. No mesmo ano iniciou atividade como professor destas disciplinas, preparando alunos para vestibulares.[21]

Em 1965 formou-se médico pela já citada Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, pedindo então baixa do Exército, após 8 anos de serviço ativo no Hospital Central do Exército, onde auxiliou os médicos em mais de 5.000 anestesias, já tendo recebido a medalha Marechal Hermes.[4]

Em 1968 diplomou-se licenciado em Matemática e Física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Estado da Guanabara e fundou o Curso Gradiente, pré-universitário, do qual foi diretor-presidente e onde lecionou matemática, física, química, biologia e português.[4]

Em 1969 fez o curso de especialização em cardiologia na 6ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e, a partir daí, foi integrado como assistente naquele Serviço de Cardiologia.[4]

De 1973 a 1975 fez um mestrado em cardiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nesse período ministrou também aulas de fisiologia e semiologia cardiovascular na mesma universidade. Em 1975 apresentou a primeira versão de seu famoso curso O Eletrocardiograma, no Rio de Janeiro, mais tarde ministrado em São Paulo (1983), Quito - Equador (1985) e novamente no Rio de Janeiro (1986), dessa vez como curso nacional, ocorrido no Copacabana Palace.[4]

Em 1976 defendeu sua dissertação de mestrado, "Alentecimento da Condução AV", e recebeu o título de mestre em cardiologia pela UFRJ. Ainda em 1976 escreveu o livro O Eletrocardiograma, referência no gênero.[4] Publicado em 1977 e reeditado em 1987 como O Eletrocardiograma: 10 anos depois, essa obra é conhecida no meio médico como a "bíblia do Enéas".[22]

De acordo com Enéas, ele já trabalhou em construção civil como apontador de obras, foi tradutor de inglês, trabalhou em açougue e foi auxiliar de escritório.[23]

Carreira política

Candidaturas à presidência

Eleições de 1989

Enéas fundou, em 1989, o Prona, lançando-se imediatamente candidato à presidência nas primeiras eleições diretas do Brasil, após o período da ditadura militar. O seu tempo na propaganda eleitoral gratuita era de quinze segundos.[24] Todavia, aliada a uma fala rápida e a um discurso inflamado e nacionalista (terminado sempre por seu bordão: "Meu nome é Enéas"), fez com que o então desconhecido político angariasse mais de 360 mil votos,[1] colocando-o em 12º lugar entre 21 candidatos. A propaganda vinha sempre acompanhada pela Sinfonia n.º 5 de Ludwig van Beethoven.

Eleições de 1994

Lançou-se candidato nas eleições de 1994 com o tempo 1 minuto e 17 segundos no horário gratuito. Mesmo sendo o Prona um partido ainda sem expressão, o resultado surpreendeu os especialistas em política. Enéas foi o terceiro mais votado, com mais de 4,6 milhões de votos (7%),[1][3] posicionando-se à frente de políticos consagrados, como o então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, ficando atrás apenas de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.[3]

Eleições de 1998

Em 1998, com 35 segundos disponíveis no horário eleitoral[25] — na soma total, um tempo menor do que em 1989 —, Enéas expôs seu discurso em que defendeu questões polêmicas como a construção da bomba atômica, a ampliação do efetivo militar[3] e a nacionalização dos recursos minerais do subsolo brasileiro. Nas eleições presidenciais daquele ano, foi o quarto colocado,[3] com um total de 1.447.090 votos.[1][3]

Segundo o candidato, sua entrada na vida política deve-se às reclamações de sua esposa, que estava saturada de suas queixas à situação do país e aos políticos.[26]

Candidatura à prefeitura de São Paulo

Em 2000 candidatou-se à prefeitura de São Paulo, obtendo 3% dos votos,[1] e conseguiu reunir votos para a eleição de sua candidata a vereadora Havanir Nimtz.

Candidatura à deputado federal e reeleição

Em 2002 candidatou-se a deputado federal por São Paulo, obtendo a maior votação da história brasileira para aquele cargo: cerca de 1,57 milhão de votos, recorde que permanece não superado.[7][1] Seu partido obteve votos suficientes para, através do sistema proporcional, eleger mais cinco deputados federais, todos homens fundadores do partido,[27] para atuação em Brasília (mesmo com votações inexpressivas, abaixo dos mil votos). Este episódio ficou marcado pela polêmica de que alguns destes candidatos teriam mudado de colégio eleitoral de forma ilegal apenas para serem eleitos pelo princípio da proporcionalidade, confiando nos votos conferidos ao partido através de Enéas. Enéas também participou ativamente das eleições para prefeitos e vereadores em 2004, ajudando a eleger vereadores em várias capitais, como Rio e São Paulo, e prefeitos em pequenas cidades.

No início de 2006, Enéas passou por sérios problemas de saúde, uma pneumonia e uma leucemia mieloide aguda, fazendo com que ele optasse por retirar sua emblemática barba, antes que a quimioterapia o fizesse. Ainda em função de seus problemas de saúde, em junho de 2006 Enéas anunciou que desistiria de sua candidatura à Presidência da República e que concorreria novamente à Câmara de Deputados. Na nova campanha, mudou seu bordão para "Com barba ou sem barba, meu nome é Enéas". Foi reeleito com a quarta maior votação no estado de São Paulo, atingindo 386 905 votos, cerca de 1,90% dos votos válidos no estado.[3][28]

Após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2006, seu partido, o Prona, se funde com o PL e então é fundado um novo partido, o Partido da República.

Posições principais

Neoliberalismo, aborto e homossexualidade

No programa especial do Prona, o candidato criticou o estado mínimo, alegando que o pensamento de que o estado deve ser o menor possível é "modernismo". Em seguida o candidato ataca a política de privatizações, alegando que elas são "negociatas feitas para transferir o formidável patrimônio público para uma minoria privilegiada de representantes legítimos do sistema financeiro internacional".[23]

Em seu livro Um Grande Projeto Nacional, Enéas critica várias privatizações, como a privatização da Vale e das telecomunicações. "sua alienação é inconstitucional. Não há valor para elas (as ações da empresa) e, se houvesse, esse valor estaria acima de dois trilhões de dólares, e muito mais quando se levam em conta cenários do comércio mundial diferentes do absurdo de hoje, em que não se dá valor às riquezas naturais".[29]

Também em seu livro, Enéas critica o neoliberalismo, definindo-o como a liberdade absoluta."A liberdade absoluta leva a um verdadeiro massacre dos mais fracos pelos mais fortes", disse. Mais a frente, no mesmo livro, Enéas alega que o estado defendido por ele e seus aliados é um estado forte, técnico e intervencionista.[8]

O político também era contrário ao aborto e à legalização de drogas.[3] Ao referir-se, em entrevista, ao aborto, Enéas disse que ele está dentro do projeto mundial neo-malthusiano, que visa diminuir a população brasileira para que o território não possa ser defendido, em virtude da baixa natalidade. Completou afirmando que o "aplauso ao homossexualismo" faz parte dessas políticas. Apesar de condenar a "ovação em torno do homossexualismo", o político negou atacar a existência de homossexuais.[30] Devido às suas críticas ao que ele considera como uma ovação ao homossexualismo, Enéas foi acusado várias vezes de ser homofóbico, acusação que ele desmentiu em duas das entrevistas em que participou.[31][30]

Em um debate para a prefeitura de São Paulo, transmitido pela Rede Bandeirantes, Paulo Maluf criticou Enéas sobre sua afirmação de que Lula teria assinado uma campanha de combate a guerra às drogas. Em resposta, Enéas afirmou que um documento publicado pelo The New York Times mostra a assinatura de Lula na campanha, cujo organizador principal é George Soros, citado por Enéas como o verdadeiro dono da privatização da Vale. Enéas, em crítica ao documento, definiu-se como sendo radicalmente contra a legalização das drogas, e afirmou que é absolutamente imperdoável que um homem público ponha sua assinatura nisto.[32]

Espectro político, efetivo das Forças Armadas e ditadura militar

O político se opôs a classificação esquerda-direita, dizendo que não via, "no mundo moderno, condição para que se fale em esquerda e direita",[13][14] confirmando este pensamento em uma entrevista ao IstoÉ, ao ser interrogado se acha a esquerda "burra". Em resposta político disse que "a discussão, ao meu ver, não é mais entre esquerda e direita. É de um lado, a globalização; de outro, o Estado nacional soberano".[33]

Na entrevista concedida ao jornal Tribuna da Imprensa disse que defende triplicar o efetivo, no mínimo, das forças armadas para ter um braço armado do povo.[34] Na mesma entrevista, ao ser perguntado se aumentar o efetivo das forças armadas não subjugaria o povo, disse que "o respeito às forças armadas foi uma tônica não só de nossa população como de todas as outras", e depois afirmou que "no curto período em que os generais governaram o país, com um governo muito ruim, agigantou o fosso que existia entre o Brasil e as potências do atual G-7", se referindo a ditadura militar de 1964.

Enéas defendia a construção da bomba atômica. "Não para jogar em ninguém, mas para sermos respeitados". Enéas afirmou à IstoÉ que isso permitiria, ao país, "conversar em condições de igualdade" com as potências militares globais.[33]

Greve, parlamentarismo e pena de morte

Ao ser entrevistado no Roda Viva da TV Cultura, afirmou que "a greve é um direito inalienável do trabalhador [...] isto é uma coisa, outra coisa é viver da greve", ao receber uma afirmação que insinuava que o político era contra o ato.[35] Em outra entrevista, Enéas propôs uma greve geral por um dia, apelando a quem tem capacidade de organizá-la, como forma de alertar os dirigentes da nação.[36]

No programa Tribuna Independente, ao ser perguntado se o comunismo é a solução, afirmou: "Não, não é. A experiência histórica é o maior de todos os mestres" e que "o comunismo nem chegou a existir, o que existiu foi o socialismo, a fase pré-comunista".

Em uma entrevista dada ao Programa Delas, Enéas Carneiro criticou o parlamentarismo. "Eles são uma fileira enorme de medíocres lutando contra a liderança", afirmou o político, completando com a afirmação "eles são uma fila de mentecaptos, cada um esperando sua vez de chegar ao poder".[37]

O político também se opôs a pena de morte, dizendo:

"Como médico eu jamais poderia apoiar a pena de morte. Como estadista, visto que isso é de uma seriedade extraordinária, faria uma consulta a população, medida que já é prevista. Como homem, se eu visse uma criança sendo estuprada, tenho certeza que nesse momento seria capaz de matar uma pessoa".[38]

Morte

No dia 6 de maio de 2007, aos 68 anos, Enéas Carneiro faleceu em sua casa, vitimado pela leucemia mieloide aguda, após ter desistido do tratamento quimioterápico e abandonado o hospital onde era tratado, o Hospital Samaritano, por acreditar que seu tratamento não mais surtiria efeito. Seu corpo foi velado na manhã do dia 7 de maio no Memorial do Carmo (que fica no Cemitério São Francisco Xavier), e cremado, na tarde do mesmo dia, no crematório da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. O último pedido de Enéas foi que sua família jogasse suas cinzas na Baía de Guanabara.[1][39] Sua suplente na Câmara foi Luciana Castro de Almeida (PR, candidata pelo Prona), que conseguira apenas 3.980 votos na eleição de 2006.[40]

Enéas foi homenageado em uma passeata contra o aborto, em Brasília, no dia 8 de maio de 2007. Segundo o Partido da República, o político era um dos organizadores do evento.[41]

Ver também

Referências

  1. a b c d e f g h i «Morre o deputado federal Enéas Carneiro». Portal G1. 6 de maio de 2007. Consultado em 6 de maio de 2007 
  2. Biografia (1 de fevereiro de 2003). «Conheça os Deputados». Câmara dos Deputados 
  3. a b c d e f g h i Agência Câmara (6 de maio de 2007). «Saiba mais sobre a vida de Enéas». Consultado em 11 de março de 2017 
  4. a b c d e f g h i Brasil perde Dr. Enéas Carneiro
  5. «Folha Online - Brasil - Prona e PL se unem e criam o Partido da República - 26/10/2006». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 19 de março de 2017 
  6. a b Entrevista Dr. Enéas - Programa Questão de Ordem - 1994
  7. a b Com 1,35 mi de votos, Tiririca quase bate recorde para deputado federal
  8. a b «Um Grande Projeto Nacional (1998) - Enéas Carneiro - Alta resolução». Scribd (em inglês). Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  9. Dr. Enéas - Tribuna Independente - 1997 - Rede Vida
  10. Dr.Enéas-Palestra na USP-2000
  11. «Entrevista - Revista Isto é». 12 de março de 2007. Consultado em 22 de março de 2017 
  12. «Bolsonaro e a extrema-direita que quer aparecer». Portal Fórum. 28 de julho de 2015. Consultado em 19 de março de 2017 
  13. a b «Enéas Carneiro». Pensador. Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  14. a b Enéas em entrevista no programa Jogo do Poder - 1998 - TV Manchete - Jornalista Carlos Chagas
  15. «Folha de S.Paulo - Enéas quer retomar estatais privatizadas - 20/04/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 19 de março de 2017 
  16. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/8/28/caderno_especial/47.html
  17. «Conheça a biografia de Enéas Carneiro». Terra 
  18. «Folha de S.Paulo - Cardiologista admira Fidel - 16/10/1994». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 19 de março de 2017 
  19. a b Juliana Lopes. «Ganhou um partido e perdeu a mulher». Consultado em 21 de abril de 2017 
  20. «Folha de S.Paulo - Candidato tem 3 filhas de mulheres diferentes - 28/8/1994». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 4 de março de 2017 
  21. Currículo do Dr. Enéas
  22. Diário da Câmara dos Deputados, 2008-04-01
  23. a b Especial PRONA - Dr. Enéas
  24. «Padrão Enéas volta ao horário eleitoral em 2016 | EXAME.com - Negócios, economia, tecnologia e carreira». exame.abril.com.br. Consultado em 19 de março de 2017 
  25. Moraes, Marcelo de (19 de agosto de 1998). «Enéas lança o 'disque-bomba' no 1º programa». O Estado de S. Paulo 
  26. «Conheça a biografia de Enéas Carneiro». Consultado em 15 de abril de 2017 
  27. Folha de S. Paulo (8 de outubro de 2002). «Bancada do Prona será de fundadores». Reportagem Local 
  28. Folha Online: Apuração - São Paulo - Deputado Federal
  29. Um Grande Projeto Nacional-1998,p.72
  30. a b Dr.Enéas-Entrevista a Rede Vida-2006
  31. Arquivo do Pânico - Entrevista de Enéas - Pânico na Jovem Pan - Janeiro. (2006).Entrevista (Rádio)
  32. Dr. Enéas - Debate Prefeitura de São Paulo-2000
  33. a b «Entrevista - Revista Isto é». 12 de março de 2007. Consultado em 22 de março de 2017. Arquivado do original em 12 de março de 2007 
  34. «Entrevista- Tribuna da Imprensa». 9 de fevereiro de 1998. Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
  35. Entrevista de Dr.Enéas no programa Roda Viva da TV Cultura,em 1994
  36. Entrevista Dr.Enéas-Alagoas-29/05/1995
  37. Dr. Enéas Carneiro - Programa Delas - Completo - 1991
  38. Entrevista Dr. Enéas Carneiro - Rio Urgente - 05/1990
  39. Denise Luna (6 de maio de 2007). «Deputado Enéas Carneiro morre aos 68 anos de leucemia». Reuters. Consultado em 6 de maio de 2007 
  40. «Suplente de Enéas assume como deputada». Portal G1. 8 de maio de 2007. Consultado em 26 de outubro de 2009 
  41. «Enéas receberá homenagem em ato contra aborto». Consultado em 19 de fevereiro de 2017 
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