Conservadorismo liberal

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O Conservadorismo liberal é uma ideologia política que combina políticas conservadoras com elementos liberais, especialmente sobre questões econômicas e sociais,[1] ou um ramo do conservadorismo político fortemente influenciado pelo liberalismo. Conservadores liberais modernos da Europa combinam as políticas conservadoras atuais com posições mais liberais em questões morais ou sociais.[2] O conservadorismo liberal é uma posição política que incorpora o suporte as liberdades civis e ao capitalismo, junto com algumas posições sócio-conservadoras.

Conservadorismo clássico e liberalismo econômico[editar | editar código-fonte]

Historicamente, nos séculos XVIII e XIX, o conservadorismo incluía vários princípios baseados na questão da tradição estabelecida, respeito à autoridade e valores religiosos. Esta forma de tradicionalismo ou conservadorismo clássico é às vezes considerada como tendo suas mais representativas exposições nos manuscritos de Edmund Burke, além de Joseph de Maistre e os papas pós-iluministas. O liberalismo contemporâneo – agora chamado liberalismo clássico – defendia tanto liberdade política para indivíduos como o livre mercado na esfera econômica. Ideias assim foram desenvolvidas por John Locke, Montesquieu, Adam Smith, Jeremy Bentham e John Stuart Mill que são, respectivamente, lembrados como os pais do liberalismo clássico, a separação de igreja e estado, o liberalismo econômico, o utilitarismo e liberalismo social.

A máxima do conservadorismo liberal, de acordo com o estudioso Andrew Vincent, é "a economia vem antes da política".[3] Outros enfatizaram a abertura da mudança histórica e a suspeição de maiorias tirânicas por trás do cumprimento das liberdades individuais e virtudes tradicionais, por autores como Edmund Burke e Alexis de Tocqueville,[4] como base de conservadorismo liberal atual, pode ser visto tanto em obras de Raymond Aron e Michael Oakeshott, e a perspectiva ideológica dos partidos de centro-direita. Há um consenso geral, no entanto, que os conservadores liberais originais são aqueles que combinam atitudes sociais conservadoras com uma perspectiva economicamente liberal, adaptando um prévio entendimento aristocrático das desigualdades naturais entre homens à regra da meritocracia – sem, contudo, criticar diretamente privilégios de nascimento na medida em que as liberdades individuais foram garantidas. Ao longo do tempo, a maioria dos conservadores no mundo ocidental veio a adotar idéias econômicas de livre mercado, como a revolução industrial progrediu e a aristocracia perdeu seu poder, na medida em que tais ideias são agora geralmente consideradas como parte do conservadorismo. No entanto, na maioria dos países o termo "liberal" é usado para descrever aqueles com visões econômicas de livre mercado. Este é o caso, por exemplo, na Europa Continental,[5] Austrália[6] e América Latina.[7]

Partidos políticos conservadores liberais[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nordsieck, Wolfram. «Parties and Elections in Europe». 
  2. Parties-and-elections.de (em alemão)
  3. Vincent, Andrew (2009). «Conservatism». Modern Political Ideologies (Chichester, U.K. Malden, MA: Wiley-Blackwell). pp. 65–66. ISBN 978-1-4051-5495-6. 
  4. Lakoff, Sandoff: Tocqueville, Burke, and the Origins of Liberal Conservatism. The review of politics; 60, pp 435–464. Notre Dame, 1998. doi:10.1017/S003467050002742X
  5. Europe, a Political Profile: An American Companion to European Politics - Hans Slomp - Google Books Books.google.co.uk [S.l.] pp. 106–108. 
  6. Goldfarb, Michael (20 July 2010). «'Liberal? Are we talking about the same thing?'». BBC News. Consultado em 6 July 2016. 
  7. MacLean, James. «"The Two Meanings of "Liberalism"» [S.l.: s.n.] Consultado em 6 July 2016. 
  8. http://www.eliamep.gr/wp-content/uploads/2013/04/bn1.pdf
  9. Nicole A. Thomas; Tobias Loetscher; Danielle Clode; Michael E. R. Nicholls (May 2, 2012). «Right-Wing Politicians Prefer the Emotional Left» 7 (5) PLOS ONE [S.l.]: 4. «The Liberal Party of Australia has an ideology in line with liberal conservatism and is therefore right of centre.» 
  10. Inmaculada Egido (2005). Transforming Education: The Spanish Experience Nova Publishers [S.l.] p. 14. ISBN 978-1-59454-208-4. 
  11. Alfio Cerami (2006). Social Policy in Central and Eastern Europe: The Emergence of a New European Welfare Regime LIT Verlag Münster [S.l.] pp. 29–. ISBN 978-3-8258-9699-7. 
  12. a b c Elizabeth Bakke (2010). «Central and Eastern European party systems since 1989». In: Sabrina P. Ramet. Central and Southeast European Politics since 1989 Cambridge University Press [S.l.] p. 78. ISBN 978-1-139-48750-4. 
  13. José María Magone (1 January 2003). The Politics of Southern Europe: Integration Into the European Union Greenwood Publishing Group [S.l.] p. 148. ISBN 978-0-275-97787-0. 
  14. Kerstin Hamann; John Kelly (2010). Parties, Elections, and Policy Reforms in Western Europe: Voting for Social Pacts Routledge [S.l.] p. 1980. ISBN 978-1-136-94986-9. 
  15. Amnon Rapoport (1990). Experimental Studies of Interactive Decisions Kluwer Academic [S.l.] p. 413. ISBN 0792306856. «Likud is a liberal-conservative party that gains much of its support from the lower and middle classes, and promotes free enterprise, nationalism, and expansionism.» 
  16. Jean-Michel De Waele; Anna Pacześniak (2011). «The Europeanisation of Poland's political parties and party system». In: Erol Külahci. Europeanisation and Party Politics ECPR Press [S.l.] p. 131. 
  17. Krouwel, André (2012). Party Transformations in European Democracies (em inglês) State University of New York Press [S.l.] p. 348. ISBN 9781438444833. 
  18. John Nagle; Alison Mahr (1999). Democracy and Democratization: Post-Communist Europe in Comparative Perspective SAGE Publications [S.l.] p. 188. ISBN 978-0-7619-5679-2. 
  19. Peter Viggo Jakobsen (2006). Nordic Approaches to Peace Operations: A New Model in the Making? Taylor & Francis [S.l.] pp. 184–. ISBN 978-0-415-38360-8. 
  20. Hariz Halilovich (15 January 2013). Places of Pain: Forced Displacement, Popular Memory and Trans-local Identities in Bosnian War-torn Communities Berghahn Books [S.l.] p. 208. ISBN 978-0-85745-777-6.