Olavo de Carvalho

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Olavo de Carvalho
Pintura de Olavo de Carvalho por Maurício Takiguthi utilizado no cartaz do documentário O Jardim das aflições.
Nome completo Olavo Luiz Pimentel de Carvalho
Nascimento 29 de abril de 1947 (70 anos)
Campinas, São Paulo
Residência Richmond, Virgínia, EUA
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Nicéa Pimentel de Carvalho
Pai: Luiz Gonzaga de Carvalho
Cônjuge Roxane Andrade de Souza
Ocupação Filósofo, conferencista, ensaísta e autor
Influências
Prêmios Medalha do Pacificador[1][2]
Medalha do Mérito Santos-Dumont[3]
Ordem Nacional do Mérito da Romênia[4]
Medalha Tiradentes[2]
Escola/tradição Realismo filosófico
Escolástica
Fenomenologia
Conservadorismo
Principais interesses Metafísica
Epistemologia
Política
Religião
História
Simbologia
Filosofia
Religião Católico romano
Página oficial
www.olavodecarvalho.org
www.seminariodefilosofia.org

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho (Campinas, 29 de abril de 1947),[5] é um escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro.[6][2] É um dos principais nomes no discurso do conservadorismo brasileiro[7] Em sua juventude, foi militante comunista, inclusive sendo membro do Partido Comunista Brasileiro por alguns meses, tendo feito oposição durante todo o período do regime militar,[8][9] mas posteriormente decepcionou-se com a ideologia e tornou-se anticomunista convicto.

Olavo foi astrólogo antes de se dedicar à filosofia, colaborando no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da PUC-SP, em 1979, oferecido a formandos em psicologia.[10]

Como jornalista, trabalhou em revistas e periódicos, passando por veículos como Folha de S.Paulo, Planeta, Bravo!, Primeira Leitura, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Globo, Época e Zero Hora. Atualmente escreve para o Diário do Comércio na coluna Mundo Real. Além da manutenção periódica da página pessoal com novos artigos e ensaios, Carvalho ministra cursos à distância e presenciais no âmbito da filosofia, bem como promove palestras e conferências.

É autor de vários livros, sendo o primeiro deles, lançado em 1980, A Imagem do Homem na Astrologia. Seu livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, lançado em 2013, vendeu algo próximo de 320 mil exemplares.[9]

Vida pessoal

Olavo de Carvalho mora atualmente em Richmond, no estado norte-americano de Virgínia. Segundo ele, um dos motivos para sua mudança do Brasil para os EUA, em 2005, foi a chegada do PT ao poder, afirmando: "Pensei: Isto aqui está tão louco, tão louco, que se eu continuar aqui vou ficar louco também."[9] Carvalho declarou em seu programa que em dezembro de 2009 teria recebido do governo dos Estados Unidos o visto de residência após um tempo de espera de aproximadamente três anos, ao final do qual passou a residir naquele país. Foi-lhe concedido o "Green Card for foreigners with extraordinary abilities."[8] Desde então, além da manutenção periódica da página pessoal com novos artigos e ensaios, Carvalho ministra cursos à distância e presenciais no âmbito da filosofia, bem como promove palestras e conferências. Estes cursos são para ele, uma forma encontrada para enfrentar o que define como a "morte da alta cultura brasileira".[9] Olavo é também o presidente de uma ONG chamada "Inter-american Institute".[11]

Documentário

O cineasta pernambucano Josias Teófilo, dirigiu um documentário que aborda a vida doméstica, biografia e filosofia de Olavo de Carvalho, rodado na residência deste em Colonial Heights, EUA.[12] O longa-metragem O Jardim das Aflições,[13] título retirado de um de seus livros, contou com a produção de Matheus Bazzo e direção de fotografia de Daniel Aragão. O filme foi inteiramente realizado com recursos captados através de financiamento coletivo e tem lançamento previsto para 2017.[14] Ao todo foram quase três mil doadores e arrecadação de R$ 320 mil.[15][16] O Jardim das Aflições foi recusado pelos festivais de cinema de Brasília e de Gramado.[17]

Carreira

Colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo para os formandos em psicologia, em 1979, ministrado pelo psicólogo argentino Juan Alfredo César Müller, especialista em tratamentos homeopáticos.[10] Na década de 80, Carvalho aderiu a tariqa, ordem mística muçulmana liderada por Frithjof Schuon, à qual admite que foi importante para sua formação, mas hoje ele lamenta a expansão do Islã no Ocidente.[9]

Estudou no Conpefil (Conjunto de Pesquisa Filosófica) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro por três anos, sob a direção do Prof. Pe. Stanislavs Ladusãns.[18][19] Apresentou os trabalhos Estrutura e Sentido da Enciclopédia das Ciências Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos e Leitura Analítica da 'Crise da Filosofia Ocidental' de Vladimir Soloviov,[19] mas jamais concluiu o curso, saindo dele após a morte de Ladusãns (1993); não possuindo, portanto, nenhum título acadêmico formal.[9]

Trabalhou em revistas e periódicos tais como Folha de S.Paulo, Planeta, Bravo!, Primeira Leitura, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Globo, Época e Zero Hora.[8] Atualmente escreve para o Diário do Comércio (veículo de propriedade da Associação Comercial de São Paulo) na coluna Mundo Real,[20][21] e para o Mídia Sem Máscara, portal que ele fundou em 2002, que chegou a ser televisionado em 2004.

Livros

Seu primeiro livro foi lançado em 1980 sob o título A imagem do homem na astrologia. Escreveu em 1994 a obra Aristóteles em Nova Perspectiva, que seria lançada em 1996. Em 1995 o filósofo e jurista Miguel Reale, fundador da Academia Brasileira de Filosofia, encaminhou uma cópia da obra para apresentação no V Congresso Brasileiro de Filosofia.[22]

Em 1996, publicou o livro que o tornou conhecido, O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras, no qual critica duramente o meio cultural e intelectual brasileiro. A obra recebeu elogios de vários intelectuais, dentre eles o poeta e filósofo Ângelo Monteiro[23] e o economista Roberto Campos, que classificou Olavo como "filósofo de grande erudição". [24]

Debateu com o russo Aleksandr Dugin (cientista político e conselheiro do presidente da Rússia Vladimir Putin) sobre a Nova Ordem Mundial, gerando em 2012 o livro Os EUA e a Nova Ordem Mundial.[25] O filósofo liberal romeno Horia-Roman Patapievici elogiou muito a postura e os argumentos de Olavo no debate, considerando sua réplica excepcional.[26]

Seu livro O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota é um apanhado de 193 artigos escritos por ele de 1997 até 2013,[27] ano em que foi lançado, e vendeu algo próximo de 320 mil exemplares,[28][9] recebendo elogios de jornalistas como Carlos Ramalhete,[29] Euler de França Belém,[30] Paulo Briguet[31] e Reinaldo Azevedo,[32] da Folha de S.Paulo[33] e do Padre Paulo Ricardo.[34]

Participações em palestras e eventos

Palestrou, debateu e realizou cursos em importantes instituições, como o Clube Israelita Brasileiro (2003 e 2004), o Centro Regional da ESAF no Rio de Janeiro (1998), a Escola de Guerra Naval (2001 e 2002), o Instituto Militar de Engenharia (2000), o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (1993), o Banco Nacional da Romênia (1999), o Clube Militar de Minas Gerais (1999), a America's Future Foundation (2006) e a OAB-SP.[35][22][36] Nesta última, realizou uma palestra em 2001 e outra em 2004, abordando em ambas sobre a Nova Ordem Mundial.[37] Esteve presente, junto com Bruno Tolentino e Carlos Heitor Cony, na 8ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, em julho de 1997.[36] Participou do Fórum da Liberdade nas edições de 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005, junto com importantes figuras como Leonel Brizola, Ciro Gomes, FHC, Armínio Fraga, entre outros.[38]

Em 1998, participou de um debate no Teatro da PUC-SP, parte do programa Diálogos Impertinentes, com o teólogo Carlos Josaphat, que foi o outro dialogador, e com o filósofo Mario Sergio Cortella, que serviu como mediador para Josaphat e Olavo, que debateram questões relacionadas à moral.[6] Em 2004, foi entrevistado na Rede Vida pelo programa Tribuna Independente.[39]

Em 2005, em conta de seus estudos sobre Aristóteles e sua filosofia, Olavo participou do First World Congress and School on Universal Logic (Primeiro Congresso Mundial e Escola sobre Lógica Universal), ocorrido em Montreux na Suíça e organizado pelo filósofo francês Jean-Yves Béziau.[40]

Em 2015, participou do The Washington Conclave for Democracy (Conclave de Washington para a Democracia), evento organizado pela National Press Club. Outros convidados foram o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, o ex-primeiro-ministro espanhol José Aznar, o ex-governador Jeb Bush, o senador Marco Rubio, entre outros, que debateram sobre o Brasil e a América Latina.[41][42]

Em 2016, foi um dos participantes do Congresso Brasil Paralelo,[43] que contou com mais de sessenta influentes participantes, entre eles nomes como Ronaldo Caiado, Onyx Lorenzoni, Gilmar Mendes e Luiz Felipe Pondé, que explanaram sobre a realidade do Brasil à uma visão liberal-conservadora.[44]

Em 2017, participou da Brazil Conference, conferência organizada por Harvard e pelo MIT, debatendo ao lado do vereador Eduardo Suplicy e de Hussein Kalout, atual secretário especial de Assuntos Estratégicos.[45][46]

Filosofia e cultura

A filosofia de Olavo é fundamentada na defesa dos princípios metafísicos das antigas civilizações e no combate à perda do sentido simbólico do universo. Sua visão da cultura articula-se com a teoria da história.[carece de fontes?] Ele não avalia o mundo contemporâneo como uma realização do progresso, mas como um ocaso, expressão de uma crise da civilização que, segundo sua linha de pensamento, seria o adentrar na barbárie. Isso seria o resultado de um processo de fortalecimento da consciência coletiva, iniciado no Renascimento que atinge seu ápice na Revolução Francesa com a prevalência da “opinião pública".[47] A tônica de sua obra é a "defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica". Segundo Olavo, "somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de conhecer".[48]

Olavo é crítico do que chama de "sacerdócio das trevas", que engloba o kantianismo, o hegelianismo, o marxismo, o positivismo, o pragmatismo, o nietzscheanismo, a psicanálise, a filosofia analítica, o existencialismo, o desconstrucionismo, a teologia da libertação, o relativismo moral, cultural e ético, dentre outras correntes filosóficas e intelectuais. Segundo Carvalho, essas correntes transferem a responsabilidade de conhecer a verdade do indivíduo para o coletivo. Critica a culpa entregue ao "sistema", ao "mundo" e à sociedade pelos problemas de diferentes assuntos.[49]

Ele é um grande crítico do pensamento coletivo nacional por sua suposta despreocupação com o futuro. De acordo com seu pensamento, a cultura brasileira, orientada sobretudo para a autodefinição da especificidade, inclina-se a supervalorizar o popular, o antropológico e o documental acima do que chama de valores supratemporais.[47]

Olavo construiu e elaborou o conceito Paralaxe Cognitiva, que define como “o afastamento entre o eixo da construção teórica e o eixo da experiência real anunciado pelo indivíduo”. Trata-se de um auto-engano coletivo, com origem na modernidade, estando presente em várias obras de pensadores ou filósofos modernos.[50][3]

No debate na PUC-SP em 98, Olavo explana que os mesmos que defendem o relativismo moral também possuem forte indignação moral, e que apesar de sua desvalorização no campo intelectual, no campo emocional as pessoas estão fortemente apegadas à ideia de moral.[6] "Quer dizer, [as pessoas] pensam como relativistas, mas, julgam como absolutistas".

Em “A fonte da eterna ignorância”, Olavo escreve que no Brasil a cultura é vista como significado de eventos e espetáculos, que por sua vez, servem apenas para enriquecer os produtores dos eventos, divertir as massas populares e fazer propaganda política.[49]

No seu livro Aristóteles em Nova Perspectiva, Olavo escreve que há embutida nas obras aristotélicas uma ideia central que passou despercebida por quase todos os seus leitores e estudiosos. Essa ideia Olavo denominou Teoria dos Quatro Discursos, à qual ele discorre durante o livro:

O discurso humano é uma potência única, que se atualiza de quatro maneiras diversas: a poética, a retórica, a dialética e a analítica (lógica).[48]

Carlos Heitor Cony, ilustre escritor brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras, considera Olavo um intelectual polêmico e corajoso,[51] valorizando muito seu trabalho feito em 1999 à respeito das obras do escritor Otto Maria Carpeaux, ao qual os dois possuem grande admiração.[52] Também já elogiaram a filosofia de Olavo escritores da ABL como Herberto Sales, que o considerava estupendo; Jorge Amado, que afirmou que Carvalho era um autor "de reconhecida competência na área da filosofia"; Josué Montello e o ex-presidente da República José Sarney.[35][53] Entre outros que valorizaram e demostraram interesse pelas suas obras, estão o filósofo italiano Romano Galeffi, que escreveu que Olavo "pelos seus muitos trabalhos deu prova cabal de sua cultura filosófica";[35] o diplomata José Osvaldo de Meira Penna, que considera sua obra de alto valor intelectual; o economista Paulo Francis, que afirmou que Olavo "vai aos filósofos que fizeram a tradição ocidental de pensamento, dando ao leitor jovem a oportunidade de atravessar esses clássicos";[53] o crítico literário Rodrigo Gurgel, que escreveu que "Olavo de Carvalho leva-nos mais longe na busca pela sabedoria, salientando que não esquecer nossa condição mortal é o ponto de partida da investigação metafísica";[53] o ex-presidente Itamar Franco, que o elogiou pelos seus estudos sobre "Nações e Nacionalismo no Século XXI";[35] e o escritor Bruno Tolentino, que o classificou como "filósofo finíssimo, um erudito verdadeiro e um homem honestíssimo".[54]

Posicionamentos

Política

Olavo afirma que suas ideias não se enquadram em uma categoria ideológica, condenando quem adota posições por automatismo sustentado por ideologias. Ele aponta que o coeficiente de esquerda ou de direita está nos olhos do observador e varia conforme as épocas e os lugares. Olavo diz que prefere se manter afastado dos enquadramentos ideológicos no Brasil, muito embora se veja alinhado à direita americana.[7]

De acordo com Olavo de Carvalho, a esquerda política brasileira conseguiu dominar a universidade, a mídia, a cultura e a política do país, empregando os métodos de Antonio Gramsci.[9]

Todo sujeito que se deixa moldar à idéia de seu inimigo já está derrotado. É a vitória perfeita. Lenin já dizia que a vitória perfeita era obtida sem lutar, o adversário se entrega. Pois eles, a esquerda, conseguiram. A esquerda adotou uma tática muito inteligente criada pelo Antonio Gramsci, o pensador italiano. Consiste em dominar primeiro todo o universo da cultura, das idéias, da educação, antes de conquistar o poder. Então, esse pessoal durante o regime militar já estava aplicando isso. Ocuparam as universidades, as redações de jornais. De repente, não havia mais idéias conservadoras em circulação. E se você não tem as idéias, as pessoas não tem como se definir. Elas não têm nem como se expressar. Se um político hoje vai se expressar, ele usa a linguagem da esquerda. São burros e presunçosos.

Entre indivíduos já criticados por Olavo estão Lula, Fidel Castro, Barack Obama (ver: Teorias da conspiração envolvendo Barack Obama), entre outros.[8] Poder-se-ia citar ainda entidades como o Foro de São Paulo,[8][33] o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Partido dos Trabalhadores, as FARC e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.[8] Critica bastante o desarmamento civil, e alega que as organizações desarmamentistas estão ligadas aos interesses de grupos milionários nacionais e estrangeiros.[55]

Para Carvalho, existe uma grande discrepância entre a vontade, os posicionamentos e as opiniões do povo brasileiro em relação às das elites intelectual e política brasileira, tendo o Brasil um povo conservador, que não encontra representação em nenhum dos grandes partidos políticos, que inclusive defendem o oposto da vontade popular.[27]

Aponta o comunismo como responsável por assassinatos em massa e, como perseguidor de religiosos, principalmente cristãos.[carece de fontes?]

É impossível um cálculo global exato, mas, entre as revoluções francesa, russa, mexicana, espanhola, chinesa e cubana, o número de cristãos que pereceram nas mãos do regime que professou, nas palavras de Lenin "extirpar o cristianismo da face da Terra", não foi inferior a 15 milhões.[carece de fontes?]

Olavo afirma que durante a Guerra Fria, os serviços de inteligência dos países do bloco comunista atuaram intensamente no Brasil, baseando-se nos relatos de Ladislav Bittman.[carece de fontes?] Em um artigo jornalístico produzido em dezembro de 2010 para a revista Época, o autor sugeriu que Ladislav Bittman teria, na posição agente da StB, conduzido operações de bandeira falsa e desinformação, fazendo com que as agências de inteligência norte-americanas levassem a culpa pelo golpe de 1964 no âmbito das escolas e da mídia brasileira.[56]

Em 1996, Carvalho "profetizava", em entrevista ao jornalista Pedro Bial, no telejornal da Globo Bom Dia Brasil, que apesar do então recente colapso socialista na URSS, a esquerda brasileira iria ascender ao poder com grande força, já que, de acordo com ele, "a partir da década de 1960, foram adotando a estratégia gramsciana, que é a de fazer a revolução cultural primeiro para fazer a revolução política depois".[49] Ainda acrescentou que "muitas vezes [os esquerdistas] têm poder, mas não assumem que têm, então continuam se sentindo perseguidos e infelizes".

Em entrevista à BBC em dezembro de 2016, Olavo, quando perguntado sobre a direita brasileira, afirmou: "quis que uma direita existisse [no Brasil], o que não quer dizer que eu pertença a ela. Fui o parteiro dela, mas o parteiro não nasce com o bebê". Para ele "atualmente é obrigatório estar na direita", mas deixou claro que não tem "compromisso com nenhuma política em particular".[9]

Ciência

Carvalho criticou fortemente diversas figuras que ocupam lugar destacado na história das ciências, como por exemplo Isaac Newton, a quem acusa de ter disseminado "o vírus da burrice na Terra."[8] A crítica estende-se ainda Giordano Bruno, que segundo ele "não fez nenhuma descoberta (...). Nem sequer estudou as ciências modernas, física, astronomia, biologia ou matemática. Ele não foi condenado por defender teorias científicas, mas por prática de feitiçaria, que na época era crime",[57] e a Galileu:

Um fundo de charlatanismo parece já ter sido introduzido na física por Galileu, quando proclamou ter superado a noção da ciência antiga, segundo a qual um objeto não impelido por uma força externa permanece parado — uma ilusão dos sentidos, segundo ele. Na realidade, pontificava, um objeto em tais condições permanece parado ou em movimento retilíneo e uniforme. E, após ter assim derrubado a física antiga, esclarecia discretamente que o movimento retilíneo e uniforme não existe realmente, mas é uma ficção concebida pela mente para facilitar as medições. Ora, se o objeto não movido de fora permanece parado ou tem um movimento fictício, isto significa, rigorosamente, que ele permanece parado em todos os casos, exatamente como o dizia a física antiga, e que Galileu, mediante um novo sistema de medições, conseguiu apenas explicar por que ele permanece parado. Ou seja, Galileu não contestou a física antiga, apenas inventou um modo melhor de provar que ela tinha razão, e que o testemunho dos sentidos, sendo verídico o bastante, não tem em si a prova da sua veracidade — coisa que já era arroz-com-feijão desde o tempo de Aristóteles. Foi este episódio que inaugurou a mania dos cientistas modernos de tomarem simples mudanças de métodos como se fossem “provas” de uma nova constituição da realidade.[57]

Ele também faz críticas ao heliocentrismo e à teoria da relatividade. Segundo ele o heliocentrismo não seria uma teoria científica superior ao geocentrismo: "No confronto entre geocentrismo e heliocentrismo não existe nenhuma prova definitiva de um lado nem do outro". A experiência de Michelson-Morley, na visão de Olavo, não trata-se de um forte indício da constância da velocidade da luz, e sim de uma evidência em favor do geocentrismo: estando a Terra parada em relação ao éter, não seria esperada variação na velocidade da luz. A teoria da relatividade seria uma teoria com "noções estranhas" e que "nunca foram provadas", mas "intelectualmente elegantes", feita justamente para "salvar as aparências" do heliocentrismo. "O cidadão chamado Albert Einstein achou que era preferível modificar a física inteira só para não admitir que não havia provas do heliocentrismo".[carece de fontes?]

Também é crítico do trabalho de Georg Cantor a respeito de números transfinitos, acusando-o de confundir "números com seus meros signos", vendo seu trabalho como um "jogo de palavras" e uma "falsa lógica".[57]

Não acredita no aquecimento global[58] e fundamenta-se no episódio que ficou conhecido como Climategate, em que hackers, nas vésperas da Conferência de Copenhague, disseminaram milhares de e-mails de climatologistas da Universidade de East Anglia, visando minar a credibilidade da conferência. Além disso, Olavo aponta que o Climategate seria obra da família Rockefeller, do Council of Foreign Relations e do Clube de Bilderberg, indicando-os como atores principais da Nova Ordem Mundial, também responsáveis pelas "campanhas mundiais abortista e gayzista, da nova religião global biônica, da proposta do governo Obama para o controle universal da circulação de capitais".[59]

Para Olavo, a AIDS não representa um risco para a população heterossexual, baseando-se no livro The Myth of Heterosexual Aids do jornalista Michael Fumento, não concordando, portanto, que a AIDS seja um perigo iminente para toda a humanidade, alegando que essa ideia teria sido disseminada pela indústria farmacêutica e outros grupos para captar verbas governamentais.[59]

Controvérsias

Alguns de seus críticos foram o Janer Cristaldo,[60] o engenheiro José Colucci Jr,[61] e os jornalistas Mário Augusto Jakobskind[62] e Sebastião Nery. Este último afirmou notar a falta de formação acadêmica em filosofia de Olavo, o que o impediria de lecionar a matéria em âmbito acadêmico, dizendo ainda que "isso tem nome: falsidade ideológica. E está no Código Penal".[63]

Em virtude de críticas realizadas em seus artigos e talk show, Olavo foi acionado judicialmente em 2007 pelo professor aposentado de filosofia da Unicamp João Carlos Kfouri Quartim de Moraes.[64] Em sentença de 28 de novembro de 2012 somente as empresas foram condenadas a indenizar Quartim por danos morais, constando ainda que Olavo deixou de fazer parte do processo, em virtude da desistência posterior do autor do prosseguimento da ação em relação a ele, por este residir em local incerto, fora do país.[65]

Em abril de 2016, a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (Abia) condenou as declarações de Olavo de Carvalho sobre o episódio em que o deputado federal Jean Wyllys cuspiu no também deputado federal Jair Bolsonaro, durante votação do impeachment de Dilma.[66] Nas redes sociais, Olavo afirmou que Jean, como "membro de um grupo de risco", deveria se submeter a um exame para verificar "se sua saliva não transmite o vírus da Aids". A Abia recomendou que ele "seja imediatamente submetido a exames para verificar se sua saliva não transmite o vírus da ignorância e do preconceito" e lamentou as "doses vergonhosas de desinformação e desrespeito" do filósofo, em relação às mais de 780 mil pessoas que hoje vivem com HIV/AIDS no Brasil.[67][68]

Geovani Moretto, Coordenador do curso de filosofia da PUC-PR, afirma que se admirava com a capacidade de Olavo "debater a filosofia a partir de questões cotidianas, da política e da economia" antigamente. No entanto, Moretto diz que Olavo virou aquilo que tanto criticava: um dogmático.[9]

Olavo acionou judicialmente em 2016 a Editora Abril devido a comentários feitos pelo jornalista Reinaldo Azevedo em blog mantido na página da Revista Veja, mas em primeira instância teve seu pedido de direito de resposta negado em duas ações.[69][70] Uma terceira ação tramita na Vara Criminal de Barueri, por injúria, contra o próprio jornalista.[71]

Condecorações

Monitorul Oficial (Diário Oficial da Romênia) de 12 de Dezembro de 2000, indicando na página 3, Olavo de Carvalho como recebedor da Ordinul Național Pentru Merit.[4]

Olavo de Carvalho recebeu (em coautoria com Mateus Soares de Azevedo), o Prêmio no Concurso de Monografias sobre a vida do profeta Maomé, do Centro Islâmico do Brasil (Brasília, 8 de janeiro de 1986).[72] Foi agraciado com a Medalha do Pacificador (25 de agosto de 1999),[1] a distinção honorífica da Ordinul Național Pentru Merit (Ordem Nacional do Mérito da Romênia) (5 de dezembro de 2000),[4] a Medalha do Mérito Santos-Dumont (20 de julho de 2001),[3] o Diploma de Colaborador do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (30 de março de 2004)[22] e, finalmente, recebeu a Medalha Tiradentes (2012),[2] através de lei de autoria do deputado Flávio Bolsonaro.[3] Conquistou o Primeiro Prêmio em concurso sobre José Ortega y Gasset (instituído pela embaixada do Reino da Espanha - 1985), e também o Primeiro Prêmio em concurso de ensaios sobre história islâmica (instituído pela Embaixada do Reino da Arábia Saudita - 1986).[3]

Obras

  • A imagem do homem na astrologia. São Paulo: Jvpiter. 1980.
  • O crime da Madre Agnes ou A confusão entre espiritualidade e psiquismo. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Questões de simbolismo astrológico. São Paulo: Speculum. 1983
  • Universalidade e abstração e outros estudos. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Astros e símbolos. São Paulo: Nova Stella. 1985.
  • Astrologia e religião. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Fronteiras da tradição. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Símbolos e mitos no filme "O silêncio dos inocentes". Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1992.
  • Os gêneros literários: seus fundamentos metafísicos. 1993.
  • O caráter como forma pura da personalidade. 1993.
  • A nova era e a revolução cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais & Stella Caymmi. 1994.[nota 1]
  • Uma filosofia aristotélica da cultura. Rio de janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1994.
  • O jardim das aflições: de Epicuro à ressurreição de César - Ensaio sobre o materialismo e a religião civil. Rio de Janeiro: Diadorim. 1995.
  • Aristóteles em nova perspectiva: Introdução à teoria dos quatro discursos. Rio de janeiro: Topbooks. 1996.
  • O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade. 1996.
  • O futuro do pensamento brasileiro. Estudos sobre o nosso lugar no mundo. 1998.
  • O imbecil coletivo II: A longa marcha da vaca para o brejo e, logo atrás dela, os filhos da PUC, as quais obras juntas formam, para ensinança dos pequenos e escarmento dos grandes. Rio de Janeiro: Topbooks. 1998.
  • O Exército na História do Brasil. Edição bilíngue (português / inglês). 4 Vols. Rio de Janeiro/Salvador: Biblioteca do. Exército e Fundação Odebrecht, 1998.
  • Coleção história essencial da filosofia. São Paulo: É Realizações. 2002-2006.
  • A Dialética Simbólica - Ensaios Reunidos São Paulo: É Realizações. 2006.
  • Maquiavel ou A Confusão Demoníaca São Paulo: Vide Editorial. 2011.
  • A filosofia e seu Inverso, São Paulo: Vide Editorial. 2012.
  • Os EUA e a nova ordem mundial (coautor Alexandre Dugin), São Paulo: Vide Editorial, 2012.
  • Apoteose da vigarice, São Paulo: vide Editorial, 2013
  • Visões de Descartes entre o gênio mal e o espírito da verdade. Vide Editorial, 2013
  • O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, Felipe Moura Brasil (org.), 467 páginas, Rio de Janeiro: Record, 2013.
  • O mundo como jamais funcionou - Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume II). Vide Editorial, 2014.
  • A Fórmula para Enlouquecer o Mundo - Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume III). Vide Editorial, 2014.
Como autor secundário
  • Arthur Schopenhauer - Como vencer um debate sem precisar ter razão: em 38 estratagemas (dialética erística). Introdução, notas e comentários de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
  • Otto Maria Carpeaux - Ensaios reunidos, 1942-1978. Organização, introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: UniverCidade & Topbooks. 1999.
  • Émile Boutroux - Aristóteles. Introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Record. 1999.
  • René Guénon - A Metafísica Oriental. Tradução de Olavo de Carvalho.
  • Mário Ferreira dos Santos - A Sabedoria das Leis Eternas. Introdução, edição de texto e notas de Olavo de Carvalho. São Paulo: É Realizações. 2001.
  • Paulo Mercadante - A coerência das incertezas: símbolos e mitos na fenomenologia histórica luso-brasileira. Introdução, edição de texto e notas de Olavo de Carvalho. É Realizações, 2001.
  • Wolfgang Smith - O Enigma Quântico. Prefácio à Edição Brasileira: Olavo de Carvalho. Vide Editorial, 2011.
  • Andrew Lobaczewski - Ponerologia: Psicopatas no Poder. Com prefácio de Olavo de Carvalho. Vide Editorial, 2014.

Ver também

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Referências

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Notas

Ligações externas

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