Teodiceia

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Teodiceia é um termo derivado do título da obra Ensaio de teodiceia de Leibniz que justifica a existência de Deus a partir da discussão do problema da existência do mal e de sua relação com a bondade de Deus. [1] [2]

Definição[editar | editar código-fonte]

Como definido por Alvin Plantinga, teodiceia é a "resposta para a pergunta de por que Deus permite o mal." [3] Nick Trakakis propôs um adicional de três requisitos que devem ser contidos dentro de uma teodiceia:[4]

  • Visões do senso comum do mundo
  • Opinião histórica e científica amplamente difundidas
  • Princípios morais plausíveis

Como uma resposta ao problema do mal, uma teodiceia é diferente de uma defesa. A defesa tenta demonstrar que a ocorrência do mal não contradiz a existência de Deus, mas não propõe que os seres racionais sejam capazes de entender por que Deus permite o mal. A teodicéia procura mostrar que é razoável acreditar em Deus, apesar das evidências de mal no mundo e oferece uma estrutura que pode explicar por que o mal existe.[5] A teodiceia é muitas vezes baseada em uma teologia natural que tenta provar a existência de Deus e procura demonstrar que a existência de Deus permanece provável depois que o problema do mal é colocado, dando uma justificativa para Deus permitir o mal acontecer.[6] As defesas propõem soluções para o problema lógico do mal, enquanto as teodiceias tentam responder o problema evidente.[4]

Exemplo[editar | editar código-fonte]

Até o mal e seus asseclas são servos de Deus. O mal é mal e com justiça será tratado no final, mas o mal é um mal necessário. O bem existe sem o mal, mas o mal possibilita o agir do bem. E isso não faz o mal em bem. Sem Eva ter comido o fruto não teríamos Graça. A graça é o que buscamos na vida. Se nada falta nada há que buscar. A graça as vezes vem da desgraça pela punição merecida do vilão. Toda história tem que ter um vilão. Deus é o maior contador de histórias. E quanto maior o vilão, mais brilhante é a vitória do herói. Se Deus suportou na Cruz a perda aparente de uma batalha, suportemos os nossos inimigos. Se nada custa, não tem valor. A Graça é grátis a nós, mas teve um preço, que foi pago com sangue. O mal, perigo e pecado revela o herói dentro de nós. Ele lá já estava. Esse é o papel do mal, revelar o poder de Deus em nós e por nós!

Referencia Bíblicas[editar | editar código-fonte]

Romanos: 9. 21. Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para uso honroso e outro para uso desonroso? 22. E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; 23. para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória, 24. os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? - Bíblia JFA Offline

Romanos: 9. 17. Pois diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei: para em ti mostrar o meu poder, e para que seja anunciado o meu nome em toda a terra. - Bíblia JFA Offline

Referências

  1. Hilton Japiassú, Danilo Marcondes (1993). Dicionário básico de filosofia, Zahar. p. 265-266. ISBN 978-85-378-0341-7.
  2. Gérard Durozoi; André Roussel (2005). Dicionário de filosofia. PAPIRUS. pp. 464. ISBN 978-85-308-0227-1.
  3. Alvin Plantinga (1974). God, Freedom, and Evil. Wm. B. Eerdmans Publishing. pp. 12–. ISBN 978-0-8028-1731-0.
  4. a b Nick Trakakis. «The Evidential Problem of Evil» (em inglês). Internet Encyclopedia of Philosophy. Consultado em 19/6/2014. 
  5. Bunnin & Tsui-James 2002, p. 481
  6. Geivett 1995, pp. 60-61

Ver também[editar | editar código-fonte]


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