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Omnipotência

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Separação da luz das trevas por Michelângelo.

Onipotência é a propriedade de possuir poder máximo. As religiões monoteístas geralmente atribuem a onipotência apenas à divindade de sua . Na filosofia religiosa monoteísta das religiões abraâmicas, a onipotência é frequentemente listada como uma das características de Deus, juntamente com a onisciência, a onipresença e a onibenevolência.

Na psicologia

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Previamente à psicanálise, Freud enxergava a onipotência como algo intrínseco à primeira infância. "Como Freud e Ferenczi compartilharam, a criança vive em uma espécie de megalomania por um grande período... a 'ficção da onipotência'".[1] Ao nascer, "o bebê é tudo o que ele conhece — 'todo-poderoso'... cada passo que ele dá em direção a estabilizar seus próprios limites será doloroso, pois ele terá que perder esse sentimento de onipotência como se fosse Deus".[2]

Freud considerou que um neurótico "atribui a onipotência a seus pensamentos e sentimentos... é um reconhecimento franco de uma relíquia da antiga megalomania da infância".[3] Para alguns narcisistas, o "período primário do narcisismo, que subjetivamente acredita não necessitar de nenhum objeto inteiramente independente... talvez reteve ou regrediu progressivamente ao... 'comportamento onipotente'".[4]

D. W. Winnicott teve um olhar mais positivo sobre a crença na onipotência inicial, enxergando-a como essencial para o bem-estar infantil; e que possuir uma mãe "suficientemente boa" seria essencial para habilitar o "aprendizado com o imenso choque da perda da onipotência" — oposto a qualquer "força prematura que o faça sair de seu universo narcisista".[5][6]

Ver também

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Referências

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  1. Moran, E. (setembro de 1975). «The Psychology of Gambling. Edited by Jon Halliday and Peter Fuller. Allen Lane. 1974. Pp. 310. Price £4.50.». British Journal of Psychiatry. 127 (3): 297–297. ISSN 0007-1250. doi:10.1192/bjp.127.3.297-a 
  2. Skynner, Robin (agosto de 1984). «Institutes and how to Survive Them». Group Analysis. 17 (2): 91–107. ISSN 0533-3164. doi:10.1177/053331648401700203 
  3. Freud, Sigmund (1971). «Studies on Hysteria (1893-1895). Chapter II. Case histories: 2. Frau Emmy von N. (Freud)». PsycEXTRA Dataset. Consultado em 18 de junho de 2020 
  4. Fenichel, Otto (16 de janeiro de 2006). «The Psychoanalytic Theory Of Neurosis». doi:10.4324/9780203981580 
  5. Gladwell, Stephen (fevereiro de 1994). «On Kissing, Tickling and Being Bored. By Adam Phillips. London: Faber and Faber. 1993. 143 pp. £14.99.». British Journal of Psychiatry. 164 (2): 278–279. ISSN 0007-1250. doi:10.1192/s0007125000051072 
  6. «In psychology, what is infantile omnipotence?». eNotes (em inglês). Consultado em 18 de junho de 2020 

Ligações externas

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