Henoteísmo

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Henoteísmo (do grego hen theos, "um deus") é o culto de um único deus sem se negar a existência de outras divindades.[1][2] Friedrich Schelling (1775–1854) cunhou o termo, e Friedrich Welcker (1784–1868) o usou para descrever o monoteísmo primordial entre os antigos gregos.[3] O termo foi popularizado pelo orientalista e estudioso das religiões Max Müller (1823-1900) para designar a crença em um deus único, mesmo aceitando a existência possível de outros deuses.[4] Seu objetivo era estudar comparativamente as religiões orientais e o monoteísmo judaico, islâmico e cristão, contestando a superioridade teológica deste perante outras concepções de divindade. Termos equivalentes a essa ideia são "monoteísmo inclusivo" e "politeísmo monárquico".[5] Nesse sentido, um "deus" pode se referir a uma personificação (entre outras) do Deus supremo, mas também pode-se atribuir a esse Deus o poder de assumir múltiplas personalidades.

Henoteísmo presente em diversas religiões[editar | editar código-fonte]

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Vários cristãos acreditam numa grande variedade de anjos, santos, demônios, porém eles sempre são inferiores a Santíssima Trindade. Embora muitos fiéis negam que tais seres sejam deuses, muitas vezes existem em orações ou crenças. Algumas denominações cristãs possuem características henoteístas, como o Gnosticismo.

Hinduísmo[editar | editar código-fonte]

O hinduísmo é descrito como uma religião monista e algumas partes monoteísta. Porém, antigamente tais fiéis acreditavam, além de um deus supremo, em certas forças da natureza que controlavam diferentes elementos.[6]

Dodecateísmo[editar | editar código-fonte]

O dodecateísmo é um dos mais famosos exemplos de politeísmo, por crer em vários deuses, para diversos elementos ou sentimentos. Mas em algumas circunstâncias aparece a ideia de um deus mais poderoso ou uma essência divina superior e única, como Zeus (ou Júpiter). O estoicismo e o neoplatonismo são correntes filosóficas do mundo antigo que defendiam posturas henoteístas.

Kemetismo[editar | editar código-fonte]

No kemetismo, sempre existiram vários deuses (ou neteru), sendo , o primeiro deus, considerado o líder e Amon, chamado de "O Rei dos Deuses" os mais poderosos. Mas, a crença diz que os dois seres se uniram (ver Antiga religião egípcia), formando o supremo Amon-Rá.

Referências

  1. Monotheism and Polytheism, Encyclopædia Britannica (2014)
  2. Charles Taliaferro; Victoria S. Harrison; Stewart Goetz (2012). The Routledge Companion to Theism. Routledge. pp. 78–79. ISBN 978-1-136-33823-6.
  3. Robert Karl Gnuse (1997). No Other Gods: Emergent Monotheism in Israel. Bloomsbury Academic. pp. 132–133 with footnote 6. ISBN 978-1-85075-657-6.
  4. Müller, Max. (1878) Lectures on the Origin and Growth of Religion: As Illustrated by the Religions of India. London:Longmans, Green and Co.
  5. Online Etymology Dictionary. «kathenotheism». Consultado em 23 de junho de 2012 
  6. Prakashanand Saraswati. The True History and the Religion of India: A Concise Encyclopedia of Authentic Hinduism. [S.l.]: Motilal Banarsidass Publ 


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