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Rá / Ré
r
a
N5
Z1
C2
Outros nomes Arkmen-Rá, Atum-Ré, Tem, Temu, Tum e Atem
Parentesco Nun
Filho(s) Chu,Tefnut, Hathor , Sekhmet(em alguns relatos), Bast , Selket
Ré.
Peça egícpia no Museu do Louvre, mostrando um humano servindo Ré.

[1] ou [2] (em egípcio: *ri:ʕu), é o deus do Sol do Antigo Egito. No período da Quinta Dinastia se tornou uma das principais divindades da religião egípcia, identificado primordialmente com o sol do meio-dia.[3] O principal centro de seu culto era a cidade de Heliópolis (chamada de Inun, "Local dos Pilares", em egípcio),[4] onde era identificado com o deus solar local, Atum.[5] Através de Atum, ou como Atum-Ra, também era visto como o primeiro ser, responsável pela egipicia Enéade, que consistia de Shu e Tefnut, Geb e Nut, Osíris, Seth, Ísis e Néftis.

Nos textos das pirâmides, Rá e Hórus são claramente distintos (por exemplo, Hórus remove para o sul do céu o trono de Rá)[6] , mas em dinastias posteriores Rá foi fundido com o deus Hórus, formando Re-Horakhty ("Rá, que é o Hórus dos Dois Horizontes"), e acreditava-se que era soberano de todas as partes do mundo criado (o céu, a terra e o mundo inferior.)[4] É associado com o falcão ou o gavião. No Império Novo o deus Amon se tornou proeminente, após fundir-se com Rá e formar Amon-Rá.

Durante o Período de Amarna, Aquenáton reprimiu o culto de Rá em favor de outra divindade solar, Aton, o disco solar deificado, porém com a sua morte o culto de Rá foi restaurado.

O culto do touro Mnévis, uma encarnação de Rá, também teve seu centro em Heliópolis, onde existia um cemitério oficial para os touros sacrificados.

Deus Rá foi associado a outros deuses e divindades por outras civilizações, como a cultura grega e várias outras, sendo assim Rá é uma divindade muito famosa ativamente hoje, (atualmente esses adoradores, faz parte da religião pagã Egipsia moderna), já para os cristãos, judeus e até o islamismo acreditam que Rá e em si todos os deuses do antigo Egito são "Anjos caídos" ou popularmente como "Demônios" ou "Diabos" e realmente Satanistas, Bruxos e aceitas associadas em adorar Lúcifer (satanás) adoram enúmeros deuses do antigo egito (incluindo Rá), lhes prestando culto com fins de prosperação, vida longa, ativação sexual e entre outras.

Uma das versões do mito, todas as formas de vida teriam sido criadas por Rá, que as chamou à existência pronunciando seus nomes secretos. De acordo com outra das versões, os seres humanos teriam sido criados a partir das lágrimas e do suor de Rá, motivo pelo qual os egípcios se chamavam de "Gado de Rá". No mito da Vaca Celestial se descreve como a humanidade teria tramado contra Rá, e como ele teria enviado seu olho, na forma da deusa Sekhmet, para puni-los, que acabou por se tornar sedenta por sangue, e só foi pacificada com a mistura de cerveja e tinta vermelha.

Referências

  1. Única forma listada no Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado (Lisboa, Livros Horizonte, 2003. ISBN 972-24-0842-9), que também menciona a forma .
  2. Alguns autores, como Araújo, Luís Manuel (dir.), Dicionário do Antigo Egipto (Lisboa, Editorial Caminho, 2001. ISBN 972-21-1447-6) consideram a forma onomástica mais correcta em língua portuguesa. Segundo eles, Rá foi usado durante muito tempo por influência de obras historiográficas em língua inglesa, onde a transliteração do nome do deus é Ra; porém, nas transliterações para português, Rá é apenas admissível enquanto elemento inicial ou medial de um nome egípcio, mas nunca em forma final ou isolada - daí Ramsés («nascido de Ré»), mas por exemplo, Setepenré (o nesu-biti do faraó Ramsés II, significando «o escolhido de Ré», onde surge vocalizado como Ré e não Rá).
  3. magiadooriente
  4. a b Hart, George. The Routledge Dictionary of Egyptian Gods and Goddesses, ISBN 0-415-34495-6
  5. girafamania
  6. Textos das pirâmides, 2158a, na tradução de Samuel A. B. Mercer
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Ra».