Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa


Rá / Ré
r
a
N5
Z1
C2
Outros nomes Atum-Ré, Tem, Temu, Tum e Atem
Parentesco Nun
Filho(s) Chu,Tefnut, Hathor , Sekhmet(em alguns relatos), Bast , Selket
Ré.
Peça egícpia no Museu do Louvre, mostrando um humano servindo Ré.

[1] ou [2] (em egípcio: *ri:ʕu), é o deus do Sol do Antigo Egito. No período da Quinta Dinastia se tornou uma das principais divindades da religião egípcia, identificado primordialmente com o sol do meio-dia.[3] O principal centro de seu culto era a cidade de Heliópolis (chamada de Inun, "Local dos Pilares", em egípcio),[4] onde era identificado com o deus solar local, Atum.[5] Através de Atum, ou como Atum-Ra, também era visto como o primeiro ser, responsável pela egipicia Enéade, que consistia de Shu e Tefnut, Geb e Nut, Osíris, Seth, Ísis e Néftis.

Nos textos das pirâmides, Rá e Hórus são claramente distintos (por exemplo, Hórus remove para o sul do céu o trono de Rá)[6] , mas em dinastias posteriores Rá foi fundido com o deus Hórus, formando Re-Horakhty ("Rá, que é o Hórus dos Dois Horizontes"), e acreditava-se que era soberano de todas as partes do mundo criado (o céu, a terra e o mundo inferior.)[4] É associado com o falcão ou o gavião. No Império Novo o deus Amon se tornou proeminente, após fundir-se com Rá e formar Amon-Rá.

Durante o Período de Amarna, Aquenáton reprimiu o culto de Rá em favor de outra divindade solar, Aton, o disco solar deificado, porém com a sua morte o culto de Rá foi restaurado.

O culto do touro Mnévis, uma encarnação de Rá, também teve seu centro em Heliópolis, onde existia um cemitério oficial para os touros sacrificados.

Segundo uma das versões do mito, todas as formas de vida teriam sido criadas por Rá, que as chamou à existência pronunciando seus nomes secretos. De acordo com outra das versões, os seres humanos teriam sido criados a partir das lágrimas e do suor de Rá, motivo pelo qual os egípcios se chamavam de "Gado de Rá". No mito da Vaca Celestial se descreve como a humanidade teria tramado contra Rá, e como ele teria enviado seu olho, na forma da deusa Sekhmet, para puni-los, que acabou por se tornar sedenta por sangue, e só foi pacificada com a mistura de cerveja e tinta vermelha.

Referências

  1. Única forma listada no Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado (Lisboa, Livros Horizonte, 2003. ISBN 972-24-0842-9), que também menciona a forma .
  2. Alguns autores, como Araújo, Luís Manuel (dir.), Dicionário do Antigo Egipto (Lisboa, Editorial Caminho, 2001. ISBN 972-21-1447-6) consideram a forma onomástica mais correcta em língua portuguesa. Segundo eles, Rá foi usado durante muito tempo por influência de obras historiográficas em língua inglesa, onde a transliteração do nome do deus é Ra; porém, nas transliterações para português, Rá é apenas admissível enquanto elemento inicial ou medial de um nome egípcio, mas nunca em forma final ou isolada - daí Ramsés («nascido de Ré»), mas por exemplo, Setepenré (o nesu-biti do faraó Ramsés II, significando «o escolhido de Ré», onde surge vocalizado como Ré e não Rá).
  3. magiadooriente
  4. a b Hart, George. The Routledge Dictionary of Egyptian Gods and Goddesses, ISBN 0-415-34495-6
  5. girafamania
  6. Textos das pirâmides, 2158a, na tradução de Samuel A. B. Mercer
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Ra».