Adão e Eva

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Adão e Eva
Nome hebraico ou grego אדם e חוה
Pais Deus
Filhos Abel, Caim, Sete além de outros filhos e filhas citados no Segundo Livro de Adão e Eva, comoLuluva e Aclia.
Anos de vida 930 anos (Adão)
Livros Gênesis Cap. 1 a 3 ,,Outros: Alcorão 2:30-39, 7:11-25, 15:26-44, 17:61-65, 20:115-124, 38:71-85 , Livro de Mórmon : 2 Néfi cap.2, Pérola de Grande Valor : Livro de Moisés cap. 2 a 5 , Livro de Abraão Cap. 3 a 4 .
Portal Bíblia

Segundo a Bíblia no Livro de Gênesis e o Alcorão, Adão e Eva foram o primeiro casal criado por Deus.

Adão (do hebraico אדם relacionado tanto a adamá, solo vermelho ou do barro vermelho, quanto a adom, "vermelho", e dam "sangue") é considerado dentro da tradição judaico-cristã e islâmica como o primeiro ser humano, uma nova espécie criada diretamente por Deus. Teria sido criado a partir da terra à imagem e semelhança de Deus para domínio sobre a criação terrestre.

Tal como Adão, Eva, sua mulher, também foi criada directamente por Deus da costela de Adão. Algumas pessoas consideram que a palavra tsella foi erradamente traduzida por costela. O nome Eva deriva do hebraico hav.váh, que significa "vivente", e teria sido dado pelo próprio Adão. No grego, é vertido por zoé, que significa "vida", e não bios.

Adão e Eva foram colocados no Jardim do Éden para ali viverem e encherem a Terra com seus descendentes. Ambos, primeiramente Eva e depois Adão teriam comido o fruto proibido da árvore da ciência (do "conhecimento do bem e do mal") criada por Deus, e após o ocorrido, de acordo com o relato bíblico, toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida infindável. Surgiria aqui para os judeu, muçulmanos e cristãos a noção de pecado herdado - tendência inata de pecar - e a necessidade de um resgate da humanidade condenada à morte. Após comerem do fruto proibido, Adão e Eva tiveram noção de que andavam nus e por isso, esconderam-se ao notar a presença de Deus no Jardim do Éden. Deus expulsou-os do jardim do Éden, e deu-lhes roupas provenientes de pele animal.

Adão e Eva foram pais de Caim, Abel, Sete, entre outros filhos e filhas. Segundo o Gênesis 5:5, Adão teria vivido 930 anos, alcançando até Lameque, pai de Noé, a oitava geração de sua descendência.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Adão (hebraico: אָדָם, "Homem"; árabe: آدم; ge'ez: አዳም).

Eva' (hebraico: חַוָּה, Ḥavva, "Vivente"; árabe: حواء, Hawwaa; Ge'ez:( ሕይዋን, Hiywan).

Visão judaica[editar | editar código-fonte]

De acordo com a visão rabínica, o homem, ao ser criado à imagem e semelhança de Deus, estaria sendo assim um microcosmo das forças da criação, argumento do qual se ocupa maior parte da Cabala. Para Maimônides, apenas o homem apresenta livre-arbítrio um atributo considerado divino. Rashi explica que a imagem e semelhança trata-se de um arquétipo conceitual, modelo ou plano que Deus teria feito para o homem e incorporado no que é chamado de homem primordial Adam Kadmon.

Visão cristã[editar | editar código-fonte]

Adão e Eva. Mabuse, século XVI

A Igreja Católica Apostólica Romana, assim como muitas outras religiões chamadas cristãs, condena o poligenismo, ou seja, que teriam existido vários casais humanos que deram origem a todo o resto da humanidade. A Igreja não condena, entretanto, a teoria da evolução, pois a forma com que surgiu a matéria corpórea não faz parte do depósito de da Igreja. A Igreja deixa aberta esta discussão, segundo a Carta Encíclica Humanis Generis, desde que o fiel creia que em algum momento Deus concedeu ao homem uma alma, que o diferenciou dos outros animais. Ainda segundo a Carta Encíclica Humanis Generis, o poligenismo não está em discussão, visto que esta ideia não se harmoniza com a explicação do pecado original, que foi cometido por apenas um homem. Sendo assim, ensinam a todos os fiéis que Adão e Eva são verdadeiramente os únicos primeiros pais da humanidade, criados por Deus, a quem Ele concedeu uma alma, e que foram criados sem defeito físico e espiritual, mas que havendo o desejo de tornarem-se como o seu criador, pecaram por desobediência e foram destituídos da graça santificante, fazendo com que toda humanidade caísse. Segundo o novo Testamento a remissão dos pecados pode ser adquirida pela fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo para salvar a humanidade.

Ainda há outras correntes cristãs, que acreditam numa leitura mais literal da Bíblia, e portanto também creem na existência real dos personagens Adão e Eva, assim como mencionados no relato da criação.

Adão e Eva como parábola[editar | editar código-fonte]

Alguns teólogos ou cientistas cristãos tem procurado conciliar a história de Adão e Eva com a Teoria da Evolução.[1]

Teilhard de Chardin foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que logrou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou-nos uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia. Disposto a desfazer o mal entendido entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas. Muitos colegas cientistas negaram o valor científico da obra, acusando-a de vir carregada de um misticismo e de uma linguagem estranha à ciência. Do lado da Igreja Católica Apostólica Romana, por sua vez, foi proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China.

"Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito."

O padre Ariel Álvarez Valdez sustenta que trata-se de uma parábola composta por um catequista hebreu, a quem os estudiosos chamam de “yahvista”, escrita no século X a.C., que não pretendia dar uma explicação científica sobre a origem do homem, mas sim fornecer uma interpretação religiosa, e elegeu esta narração na qual cada um dos detalhes tem uma mensagem religiosa, segundo a mentalidade daquela época.[2]

John F. Haught, filósofo americano criador do conceito de Teologia evolucionista, diz que "o retrato da vida proposto por Darwin constitui um convite para que ampliemos e aprofundemos nossa percepção do divino. A compreensão de Deus que muitos e muitas de nós adquirimos em nossa formação religiosa inicial não é grande o suficiente para incorporar a biologia e a cosmologia evolucionistas contemporâneas. Além disso, o benigno designer [projetista] divino da teologia natural tradicional não leva em consideração, como o próprio Darwin observou, os acidentes, a aleatoriedade e o patente desperdício presentes no processo da vida”, e que “Uma teologia da evolução, por outro lado, percebe todas as características perturbadoras contidas na explicação evolucionista da vida”, sobre as ideias de Richard Dawkins, Haught declara que: “A crítica da crença teísta feita por Dawkins se equipara, ponto por ponto, ao fundamentalismo que ele está tentando eliminar”.[3]

Ilia Delio, teóloga americana, sustenta que a teologia pode “tirar proveito” das aquisições de uma ciência que vê na “mutação” o núcleo essencial da matéria.

O rabino Nilton Bonder sustenta que "a Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá a interação entre criatura e Criador".

Patriarcalismo hebreu[editar | editar código-fonte]

Eva como metáfora[editar | editar código-fonte]

Segundo Joseph Campbell a "metade da população mundial acha que as metáforas das suas tradições religiosas são fatos. A outra metade afirma que não são fatos de forma alguma. O resultado é que temos indivíduos que se consideram fiéis porque aceitam as metáforas como fatos, e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras".[4] Uma dessas grandes metáforas é a de Eva. Campbell expõe que o Cristianismo, originalmente uma seita do judaísmo, abraçou a cultura e a história pagã e a metáfora da costela de Adão exemplifica o distanciamento dos hebreus da religião cultuada entre os antigos —o do culto à Mãe Terra, Mãe Cósmica ou Deusa mãe.[5] No entanto, ao revelarmos a etimologia de Adão, observa-se que este culto insere-se dentro de um contexto social e religioso cujas raízes remontam aos registros pré-históricos do Paleolítico ou ainda a uma fase informe do mundo; portanto a Bíblia apresentaria uma arqueologia que retrata não só a Pré-História mas também as primeiras manifestações da religião a qual posteriormente formalmente se opôs, o paganismo e o culto à Deusa-mãe.

A arqueologia pré-histórica e a mitologia pagã registram esta origem do culto à´Deusa mãe na medida em que as mais remotas descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos, e ao intenso culto da cor vermelha (barro ou terra, 'de onde tudo nascia') ou ocre associado ao 'sangue menstrual'. Na mitologia grega, a chamada mãe de todos os deuses, a deusa Reia (ou Cibele, entre os romanos), exprime este culto na própria etimologia: reia significa terra ou fluxo.[6] Campbell argumenta que Adão foi criado a partir do barro vermelho ou argila, ou terra (adamá ou adão, seu próprio nome revela a origem divina na Deusa), que por sua vez se misturava com o sangue menstrual.[7]

A identidade da religião com a Mãe Terra, a fertilidade, a origem da vida e da manutenção da mesma com a mulher, seria, segundo Campbell, retratada também na Bíblia: …a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra, do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal.[8]

Eva e seu esposo Adão.

Segundo Campbell, o patriarcalismo surgido com os hebreus deve-se, entre outras razões, à atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino e às constantes perseguições religiosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial.[9] Patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. Pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz.

Eva e a representação da mulher no cristianismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mulher e religião

Devido ao fato de Eva ter partilhado com Adão o fruto da árvore proibida, justificou-se por longos anos no cristianismo e no judaísmo uma suposta inferioridade da mulher. Principalmente porque, após o pecado original, Deus disse que a mulher seria governada pelo marido. Embora haja poucas informações na Bíblia sobre a vida da personagem Eva, é a mulher quem se faz presente na maioria dos diálogos do livro de Gênesis sobre a vida do primeiro casal da humanidade.

Após ser expulsa do Paraíso, Eva demonstra fé e gratidão a Deus nas palavras proferidas na ocasião do nascimento do primeiro e do terceiro filho. Assim, quando Caim nasce, Eva diz: Recebi do SENHOR um varão. (Gênesis 4:1)

As palavras de Eva, proferidas com o nascimento de Sete, demonstram fé e esperança, enquadrando a mulher no papel de companheira auxiliadora do homem, que estabelece um relacionamento de proximidade com Deus.

Historia de Adão e Eva nos apócrifos[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Livro dos Jubileus, Adão e Eva teriam passado sete anos no Paraíso, antes de serem tentados pela serpente, e expulsos do Éden. E de acordo com O Primeiro Livro de Adão e Eva, eles quando saíram do jardim, receberam a ordem de habitarem numa caverna, que foi chamada de A Caverna dos Tesouros. O livro diz que eles sofreram muito após terem saído do jardim, principalmente no primeiro ano após a expulsão; por várias vezes tentaram cometer suicídio ou retornar ao Paraíso, até que tiveram os primeiros filhos (Caim, Abel e suas irmãs - não mencionadas na Bíblia).

Conforme O Primeiro Livro de Adão e Eva, o casal teria se arrependido amargamente, e alcançado perdão; e por várias vezes receberam de Deus a promessa de um resgate, de um redentor que nasceria na semente humana, para resgatar sua descendência, e essas promessas os consolavam.

Enfrentaram a hostilidade de Satã, que tentava matá-los, e os enganava transformando-se em anjo de luz, e dizendo-lhes ser um mensageiro celestial, incumbido de lhes trazer mensagens divinas. Mesmo estando fora do jardim, Adão e Eva ouviam a voz de Deus, que sempre lhes enviava sua palavra, respondendo suas indagações. Os apócrifos Vida de Adão e Eva e O Segundo Livro de Adão e Eva, dizem que o patriarca Adão morreu primeiro do que Eva, que continuou viva após a morte do primeiro homem. E o Livro "A História do Universo", diz que o jovem casal era perfeito em beleza e formosura.

Bar Hebreu, em sua Cronografia, sumariza várias informações sobre Adão e Eva: Adão foi criado em uma sexta-feira, no sexto dia do mês Nisã, o primeiro mês do primeiro ano de existência do mundo. Citando Aniano, que se baseou no Livro de Enoque, Caim nasceu setenta anos após a expulsão do paraíso, Abel sete (ou setenta) anos após Caim, Abel foi morto com cinquenta e três anos e Sete nasceu cem anos depois (pois Adão e Eva passaram cem anos de luto).[nota 1] Citando Metódio, Caim e sua irmã Clímia nasceram trinta (ou três) anos após a expulsão do paraíso, Abel e sua irmã Labuda trinta anos após Caim, Abel foi morto quando Adão tinha cento e trinta anos, e Sete nasceu quando Adão tinha duzentos e trinta anos.

Longevidade de Adão e dos patriarcas bíblicos[editar | editar código-fonte]

Segundo os versos de 3 a 5 do capítulo 5 de Gênesis, Adão teria sido pai de Sete aos 130 anos e viveu 800 anos gerando filhos e filhas. Na tabela abaixo tem-se uma melhor noção da longevidade alcançada por Adão e os seus descendentes:

"De acordo com a tradição escrita hebraica denominada Tanakh, relatada em Gênesis, capítulo 5, versos 22-24, Enoque teria sido arrebatado por Deus para que não experimentasse a morte e na certa fosse poupado da ira do dilúvio:"

Idades dos patriarcas
nome idade ao ser pai idade ao morrer
Adão 130 930
Sete 105 912
Enos 90 905
Cainan 70 910
Mahalalel 65 895
Jarede 162 962
Enoque 65 365
Matusalém 187 969
Lameque 182 777
Noé 500 950
Sem 100 600
Arpachade 35 438
Selá 30 433
Éber 34 464
Pelegue 30 239
Reú 32 239
Serugue 30 230
Naor 29 148
Terá 70 205
Abraão 100 175
Isaque 60 180

Historicidade da narrativa de Adão e Eva[editar | editar código-fonte]

Enquanto uma visão tradicional é de que o Livro de Gênesis foi escrito por Moisés, os estudiosos modernos consideram a narrativa da criação de Gênesis como um dos vários mitos de origem antiga.[10][11]

Análise da hipótese documental também sugere que o texto é resultado da compilação de múltiplas tradições anteriores, explicando contradições aparentes.[12][13] Outras histórias do mesmo livro canônico, como a narrativa da inundação do Gênesis, também são entendidas como tendo sido influenciadas por literatura mais antiga, com paralelos no épico mais antigo de Gilgamexe.

Com os desenvolvimentos científicos em paleontologia, geologia, biologia e outras disciplinas, descobriu-se que os seres humanos e todos os outros seres vivos compartilham um antepassado comum e evoluíram através de processos naturais, com formas de vida anteriores voltando a bilhões de anos.[14][15] A arqueologia, paleontologia e antropologia, estabelecem o aparecimento do Homo sapiens sapiens (o homem moderno) a partir de outras espécies de hominídeos, há cerca de 3500 mil anos, num período geológico muito recente, a partir da África, no Vale de Omo, no Sudoeste da Etiópia.[16] Segundo os evolucionistas a evolução biológica da espécie humana seria o resultado da adaptação do Homo erectus (o antepassado do homem moderno) ao meio em que vivia. Desde então, o Homo sapiens teria evoluído, multiplicando-se cada vez mais, tornando-se na espécie dominante do planeta.

Na biologia, os antepassados ​​comuns mais recentes da espécie Homo sapiens, quando rastreados usando o cromossomo Y para a linhagem masculina e o DNA mitocondrial para a linhagem feminina, são comumente chamados de Adão cromossomial-Y e Eva Mitocondrial, respectivamente. Estes não foram um único casal na mesma época, mesmo que os nomes fossem emprestados do Tanakh.[17]

Sabe-se da possível existência desta Eva mitocondrial por causa das mitocôndrias (um organelo presente no interior de células eucarióticas) que só passam da mãe para a prole. Cada mitocôndria contém DNA mitocondrial e a comparação das sequências deste DNA revela uma filogenia molecular. Assim, essa análise indicaria que todas as linhas maternas convergem em um ponto em que todas as filhas que tiveram descendentes atuais compartilham o mesmo antepassado; Isso aconteceu entre 170.000 e 100.000 anos atrás,[18] após o surgimento do Homo sapiens, mas antes da recente dispersão para fora da África.

No caso do antepassado comum mais próximo pela via paterna, este foi apelidado de Adão cromossomial-Y. Assim como as mitocôndrias são herdadas através da mãe, os cromossomos Y são herdados através da via paterna. A análise desses cromossomos também indicaria que todas as linhas paternas convergem em um ponto em que todas os filhos que tiveram descendentes atuais compartilham o mesmo ancestral masculino já humano; Isso aconteceu cerca de 300.000 a 200.000 anos atrás, quando já havia espécies Homo sapiens, com todas as suas características morfológicas atuais.[19]


Notas

  1. Aniano, citado por Bar Hebreu, Cronografia, Os Patriarcas, de Adão a Moisés, A primeira série de gerações, que começou com os Patriarcas', 1.3.2'

Referências

  1. Gabriela Carelli (24 de janeiro de 2007). «Ciência não exclui Deus (entrevista com Francis Collins)». Veja. Consultado em 22 de outubro de 2012.. Cópia arquivada em 31 de dezembro de 2012 
  2. Álvarez Valdez, P. Ariel (19 de março de 2008). «Adão e Eva: origem ou parábola?». amaivos.uol.com.br. AMAIVOS. Consultado em 4 de fevereiro de 2018. 
  3. «Uma teologia da evolução precisa mostrar que a fé bíblica não contradiz o caráter evolutivo do mundo». www.ihuonline.unisinos.br. Revista IHU Online. 26 de novembro de 2007. Consultado em 31 de janeiro de 2017. 
  4. Curvêlo Chaves, Lázaro (9 de novembro de 2006). «Uma resenha do livro "Tu és Isso: Transformando a Metáfora Religiosa" de Joseph Campbell». www.duplipensar.net. Duplipensar.Net. Consultado em 31 de janeiro de 2017.. Cópia arquivada em 28 de abril de 2007 
  5. Bonanno, Anthony (1 de janeiro de 1986). Archaeology and Fertility Cult in the Ancient Mediterranean: Papers Presented at the First International Conference on Archaeology of the Ancient Mediterranean, University of Malta, 2-5 September 1985 (em inglês). [S.l.]: John Benjamins Publishing. ISBN 9060322886 
  6. «RHEA (Rheia) - Greek Mother of the Gods, Queen of the Titans (Roman Ops)». www.theoi.com (em inglês). Theoi. Consultado em 31 de janeiro de 2017. 
  7. Johnson, Buffie (1 de novembro de 1994). Lady of the Beasts: The Goddess and Her Sacred Animals (em inglês). [S.l.]: Inner Traditions / Bear & Co. ISBN 9780892815234 
  8. Campbell, Joseph (1 de janeiro de 2005). As máscaras de Deus: mitologia primitiva. [S.l.]: Palas Athena. ISBN 9788572420518 
  9. NUNES, CESAR APARECIDO (1 de janeiro de 2003). Desvendando a Sexualidade. [S.l.]: Papirus Editora. ISBN 9788530804893 
  10. Van Seters, John (1998). «The Pentateuch». In: Steven L. McKenzie, Matt Patrick Graham. The Hebrew Bible Today: An Introduction to Critical Issues. [S.l.]: Westminster John Knox Press. p. 5. ISBN 9780664256524 
  11. Davies, G.I (1998). «Introduction to the Pentateuch». In: John Barton. Oxford Bible Commentary. [S.l.]: Oxford University Press. p. 37. ISBN 9780198755005 
  12. Gooder, Paula (2000). The Pentateuch: A Story of Beginnings. [S.l.]: T&T Clark. pp. 12–14. ISBN 9780567084187 
  13. Van Seters, John (2004). The Pentateuch: A Social-science Commentary. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. pp. 30–86. ISBN 9780567080882 
  14. Kampourakis, Kostas (2014). Understanding Evolution. Cambridge; New York: Cambridge University Press. pp. 127–129. ISBN 978-1-107-03491-4. LCCN 2013034917. OCLC 855585457 
  15. Schopf, J. William; Kudryavtsev, Anatoliy B.; Czaja, Andrew D.; Tripathi, Abhishek B. (5 de outubro de 2007). «Evidence of Archean life: Stromatolites and microfossils». Amsterdam, the Netherlands: Elsevier. Precambrian Research. 158 (3–4): 141–155. Bibcode:2007PreR..158..141S. ISSN 0301-9268. doi:10.1016/j.precamres.2007.04.009 
  16. «Human Evolution by The Smithsonian Institution's Human Origins Program». Human Origins Initiative. Smithsonian Institution. Consultado em 30 de agosto de 2010. 
  17. Takahata, N (Janeiro de 1993). «Allelic genealogy and human evolution». Mol. Biol. Evol. 10 (1): 2–22. PMID 8450756 
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  19. Karmin; et al. (2015). «A recent bottleneck of Y chromosome diversity coincides with a global change in culture». Genome Research. 25 (4): 459–66. PMC 4381518Acessível livremente. PMID 25770088. doi:10.1101/gr.186684.114  "we date the Y-chromosomal most recent common ancestor (MRCA) in Africa at 254 (95% CI 192–307) kya and detect a cluster of major non-African founder haplogroups in a narrow time interval at 47–52 kya, consistent with a rapid initial colonization model of Eurasia and Oceania after the out-of-Africa bottleneck. In contrast to demographic reconstructions based on mtDNA, we infer a second strong bottleneck in Y-chromosome lineages dating to the last 10 ky. We hypothesize that this bottleneck is caused by cultural changes affecting variance of reproductive success among males."

Ver também[editar | editar código-fonte]

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