Apocalipse de Adão

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O Apocalipse de Adão foi descoberto em 1945 entre os códices da Biblioteca de Nag Hammadi (códice V) e é um tratado gnóstico escrito em Copta. Ele não tem ligações necessariamente Cristãs. Por isso, discute-se se ele é realmente um texto do Gnosticismo Cristão ou um exemplo do Gnosticismo Judaico. Ele é um dos textos Setianos.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Adão, no seu 700º ano de vida, conta para o seu filho Seth como ele adquiriu conhecimento sobre o Deus eterno de Eva e que ele e ela são, na verdade, mais poderosos que seu suposto criador. Mas este conhecimento se perdeu na Queda quando o sub-criador - o Demiurgo - os separou. Adão então relata como três misteriosos estrangeiros provocaram a geração de Seth e a preservação deste conhecimento. Adão então profetiza longamente sobre tentativas do deus sub-criador de destruir a humanidade, incluindo a profecia sobre o grande Dilúvio e uma tentativa de destruição pelo fogo, mas que o grande Iluminador virá antes do fim. E quando Ele chegar, treze reinos proclamarão treze lendas conflitantes sobre o Seu nascimento, mas apenas a "geração sem rei" proclama a verdade.

Nas tradições não-gnósticas, as palavras finas de Adão a Seth podem ser encontradas em "Conflito de Adão e Eva com Satanás", "A vida de Adão e Eva" e no "Testamento de Adão".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • The Nag Hammadi Library, edição revisada (em inglês). São Francisco: HarperCollins. 1990. ISBN 0-06-066935-7 , traduzida para o inglês por George W. McRae e Douglas M. Parrott.