Mandeísmo

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O mandeísmo é uma religião étnica classificada por estudiosos como gnóstica.[1]

Os mandeístas ou mandeus são assim classificados devido à etimologia da palavra manda em mandeu: conhecimento, que é a mesma palavra gnosis em grego.[1] É considerada uma das religiões gnósticas remanescentes até os dias atuais, junto com o pseudognosticismo de Samael Aun Weor (que alguns segmentos gnósticos rejeitam por não considerar o mundo como obra de um deus maligno). Os mandeístas, assim como Samael Aun Weor e Clemente de Alexandria, não consideram o mundo material como sendo maligno, não rejeitam o casamento, nem a procriação.

Os mandeístas veneram João Baptista como o Messias e praticam o ritual do batismo.[1] Possuem cerca de 100 mil adeptos em todo o mundo, principalmente no Iraque.

A religião mandeísta tem uma visão dualística mais estrita que a maioria dos gnósticos. Ao invés de um grande pleroma, existe uma clara divisão entre luz e trevas. O senhor das trevas é chamado de Ptahil (semelhante ao Demiurgo gnóstico) e o gerador da luz (Deus) é conhecido como "a grande primeira Vida dos mundos da luz, o sublime que permanece acima de todos os mundos". Quando esse ser emanou, outros seres espirituais se corromperam, e eles e seu senhor Ptahil criaram o nosso mundo.

A escritura mandeísta mais importante é o Ginza Rba, juntamente com o Qolastā. A linguagem usada por eles é o mandeu, uma subespécie do aramaico.[1]

Existe forte controvérsia sobre sua origem, se seria de fato pré-cristãos, contemporâneos de João Batista ou tem origem mesopotâmica.[1]

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  1. a b c d e Rosalie Helena de Souza Pereira (junho de 2009). «A Questão da Origem dos Mandeus, os Últimos Gnósticos» (PDF). Revista de Estudos da Religião. Consultado em 30/06/2016.