Luís Ernesto Lacombe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Luís Ernesto Lacombe
Lacombe em fevereiro de 2020.
Nome completo Luís Ernesto Lacombe Heilborn
Nascimento 2 de agosto de 1966 (53 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Ocupação jornalista

Luís Ernesto Lacombe Heilborn, mais conhecido como Luís Ernesto Lacombe (Rio de Janeiro, 2 de agosto de 1966) é um jornalista e escritor brasileiro. Apresentou até o dia 24 de junho de 2020, o programa matutino Aqui na Band na Rede Bandeirantes.

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso, começou sua carreira em televisão em 1988 como estagiário da TV Bandeirantes do Rio. Depois de formado, passou a repórter da Band e apresentador do Jornal do Rio. Em 1990, foi contratado pela Rede Manchete. Foi repórter, repórter especial do programa Noite e Dia, comandado por Renato Machado, editor-apresentador do Rio em Manchete, além de ter apresentado, aos sábados, o Edição da Tarde. Ele é neto de Américo Jacobina Lacombe, historiador e imortal da Academia Brasileira de Letras.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Rede Globo[editar | editar código-fonte]

Em 1992, mudou-se para Florianópolis, contratado pela RBS TV (hoje NSC TV), afiliada à Rede Globo. Chegou como repórter e logo passou a apresentador. Foi o primeiro jornalista, e não radialista, a comandar o RBS Notícias (hoje NSC Notícias). Também apresentou, nos seus dois últimos anos em Santa Catarina, o Jornal do Almoço, além de ter sido colunista de televisão do Diário Catarinense, jornal do Grupo RBS (hoje NSC Comunicação em SC). Em 1997, voltou ao Rio, convidado para ser repórter da Editoria Rio, da Rede Globo. Dois anos depois, passou para a Globo News, como apresentador dos noticiários do canal de jornalismo a cabo.[carece de fontes?]

Lacombe praticou vários esportes, desde os quatro anos de idade: natação, vôlei, basquete, tênis, judô, jiu-jitsu. Até os 22 anos, foi velejador do Clube Naval, do Rio de Janeiro. Competiu nas classes Laser e Soling. Em 2003, surgiu a oportunidade de passar para o jornalismo esportivo. Tornou-se editor-executivo e apresentador do Supervolley, do canal a cabo SporTV. No ano seguinte, assumiu a apresentação do Esporte Espetacular, da Rede Globo, onde ficou por sete anos. Também foi o primeiro apresentador do Placar da Rodada, da Globo, que estreou em 2009.[carece de fontes?]

Em 2011, tornou-se apresentador dos blocos de Esporte do Bom Dia Brasil, função que exerceu até 13 de janeiro de 2017. Em fevereiro deixa a Rede Globo após a mesma não renovar o contrato com o apresentador, onde ficou por 20 anos.[1].

Rede Bandeirantes[editar | editar código-fonte]

Em 21 de agosto de 2017, é anunciado como apresentador do Exathlon Brasil, novo reality show da Rede Bandeirantes.[2] No dia 27 de maio de 2019, foi anunciado juntamente com Silvia Poppovic como apresentador do programa matinal Aqui na Band. [3]

No dia 25 de junho de 2020, foi afastado do Aqui na Band e em seguida é anunciada a sua saída da Rede Bandeirantes.[4]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Caso Ágatha[editar | editar código-fonte]

Silvia Poppovic e Lacombe, que apresentam juntos o programa Aqui na Band, se desentenderam ao vivo em setembro de 2019 ao falarem sobre a morte da menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, que foi baleada nas costas quando voltava para casa com a mãe, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. "Terrível essa história e esse tipo de segurança pública, que não pensa em salvaguardar a vida da população, mas pensa em sair atirando. Olha o que está acontecendo, realmente lamentável", disse Poppovic, que foi interrompida por Lacombe. "Olha, os pais da Ágatha vão prestar depoimento hoje. Acho precipitado a gente dizer o que aconteceu. Vai ser feita uma perícia, mas agora eu vejo as pessoas se voltando contra o trabalho da polícia e eu lembro lá do início da minha carreira... quando houve um fortalecimento do tráfico de drogas, que ganhou uma força inacreditável...", disse Lacombe, que defendeu a atuação da polícia. "A polícia tem que atuar com todo cuidado para preservar a vida de inocentes principalmente. Mas a polícia não pode deixar de atuar nas comunidades de maneira nenhuma. É muito complicado a gente acusar sempre a polícia", disse o apresentador. A conversa prosseguiu e Lacombe continuou a dizer que não dava para falar na culpa da polícia, apesar da discordância de Poppovic.

Greta Thunberg[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2019, a repórter Marina Machado falava sobre o discurso da ativista sueca Greta Thunberg, 16 anos, e disse para Lacombe: "Estou arrepiadíssima com que ela falou. Essas frases não saem de mim". Foi aí que Lacombe rebateu a colega. "Marina, eu não compro essa menina, você me desculpa. Eu não compro essa menina. Acho que essa menina tem um discurso alarmista, com frases de efeito. Eu tenho uma opinião diferente da sua. Eu acho que a gente tem que ter um debate pesado sobre clima e de quanto o homem influencia na mudança climática", disse o jornalista. Marina Machado, então, ficou surpresa. "Choquei! Mas, rapaz, aí nós vamos levar oito horas de discussão e não vai dar certo aqui", disse. Lacombe prosseguiu: "Essa é uma menina bancada por uma fundação do George Soros, né? A One Foundation (sic). Eu realmente, por enquanto, não compro".

Livros[editar | editar código-fonte]

Luís Ernesto Lacombe tem quatro livros publicados:

  • "Ilha de Santa Catarina, Jardim do Brasil" – Editora Insular – 1997 - Este livro é uma homenagem à Ilha de Santa Catarina, onde fica a maior parte da cidade de Florianópolis. É uma coroa de sonetos, composta por 14 sonetos encadeados e um último formado por um verso de cada um dos sonetos anteriores. Os versos falam da história da Ilha, desde a colonização, de suas paisagens, de sua gente.
  • "E aí, bicho?" – Escrita Fina Edições – 2010 - Livro infantil que reúne dez sonetos sobre bichos, com ilustrações de Ana Terra. Foi incluído no Catálogo de Bolonha, da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, entre os melhores de 2010, e é best-seller infantil (mais de 15 mil exemplares vendidos).
  • "Manual Poético dos Esportes Olímpicos – e um dedinho de prosa" – Escrita Fina Edições – 2013 (1ª edição) / 2016 (2ª edição) - Livro infantil que reúne 33 sonetos, o primeiro falando sobre a história dos Jogos Olímpicos, do espírito olímpico, e os outros tratando, cada um, de uma das modalidades do programa dos Jogos do Rio em 2016. Há também textos em prosa que explicam um pouco o conteúdo dos sonetos e acrescentam informações sobre os esportes, além de propor desafios aos leitores. Ilustrações de Leo Queiroz e prefácio de Pedro Bial.
  • "Cartas de Elise - uma história brasileira sobre o nazismo" - Tinta Negra Bazar Editorial - 2016 - Romance baseado na saga real da parte judia/alemã da família do autor, que foi vítima do nazismo. Elise era bisavó de Luís Ernesto Lacombe, e as centenas de cartas enviadas por ela ao filho, Ernst, que tinha fugido para o Brasil, serviram de base para a reconstrução da história dos Bornstein Heilborn.[5]

Referências

  1. «Luís Ernesto Lacombe deixa a Globo após 19 anos». VEJA. 14 de janeiro de 2017. Consultado em 21 de agosto de 2017 
  2. Castro, Daniel (21 de agosto de 2017). «Demitido da Globo, Luís Lacombe apresentará novo reality da Band». Noticias da TV. Consultado em 21 de agosto de 2017 
  3. «Com Silvia Poppovic e Luís Ernesto Lacombe, Aqui na Band estreia com jornalismo, gastronomia e direitos das mulheres». F5. 26 de maio de 2019. Consultado em 30 de setembro de 2019 
  4. «Luís Ernesto Lacombe deixa a Band». Band. Consultado em 25 de junho de 2020 
  5. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.