Santa Catarina

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Disambig grey.svg Nota: Catarinense redireciona para este artigo. Este artigo é sobre o estado brasileiro. Para a competição esportiva, veja Campeonato Catarinense de Futebol. Para outros significados, veja Santa Catarina (desambiguação).
Estado de Santa Catarina
Bandeira de Santa Catarina
Brasão de Armas de Santa Catarina
Bandeira Brasão
Hino: Hino de Santa Catarina
Gentílico: catarinense, barriga-verde

Localização de Santa Catarina no Brasil

Localização
 - Região Sul
 - Estados limítrofes Paraná (norte), Rio Grande do Sul (sul) e Argentina (oeste)
 - Mesorregiões 6
 - Microrregiões 20
 - Municípios 295
Capital Brasao florianopolis.gif Florianópolis
27°35′49"S 48°32′56"O
Governo
 - Governador(a) Raimundo Colombo (PSD)
 - Vice-governador(a) Eduardo Pinho Moreira (PMDB)
 - Deputados federais 16
 - Deputados estaduais 40
 - Senadores Dário Berger (PMDB)
Dalírio Beber (PSDB)
Paulo Bauer (PSDB)
Área  
 - Total 95 736,165 km² (20º) [1]
População 2016
 - Estimativa 6 910 553 hab. (11º)[2]
 - Densidade 72,18 hab./km² ()
Economia 2013[3]
 - PIB R$ 197 470 000 mil ()
 - PIB per capita R$ 29.354[3] ()
Indicadores 2010/2015[4][5]
 - Esper. de vida (2015) 78,7 anos ()
 - Mort. infantil (2015) 9,5‰ nasc. (26º)
 - Alfabetização (2010) 96,1% ()
 - IDH (2010) 0,774 () – alto [6]
Fuso horário UTC−03:00
Clima subtropical Cfa/Cfb
Cód. ISO 3166-2 BR-SC
Site governamental http://www.sc.gov.br/

Mapa de Santa Catarina

Santa Catarina é uma das 27 unidades federativas do Brasil, que localiza-se no centro da região Sul do país. É o vigésimo estado brasileiro mais territorialmente extenso e o décimo-primeiro de maior população. Além disso, é o nono de maior povoamento com 295 municípios. O catolicismo é a religião da maior parte da população. O idioma oficial, da mesma forma que nas outras unidades federativas, é a língua portuguesa. As dimensões de seu território compreendem uma área de 95 733 km², atingindo área mais territorialmente extensa do que Portugal ou a somatória dos estados brasileiros do Rio de Janeiro e Espírito Santo e o Distrito Federal.

Seus estatoides limítrofes são os estados brasileiros do Paraná (ao norte) e do Rio Grande do Sul (ao sul) e a província argentina de Misiones (a oeste), além do oceano Atlântico (a leste). O percurso do litoral é de mais de 450 km, isto é, cerca da metade do litoral continental de Portugal (943 km). A cidade-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais é a capital Florianópolis, na Ilha de Santa Catarina. Totalmente ao sul do trópico de Capricórnio, situado na zona temperada do sul do planeta, o estado tem um clima subtropical. Essas condições são variáveis segundo o relevo da região: no oeste e planalto serrano é relativamente frequente que ocorram geadas e neve, ao passo que no litoral o clima é mais quente, sendo possível que se atinja temperaturas elevadas no verão.

Seu território, que abrange parte da extensão do antigo Governo do Rio da Prata e do Paraguay à época do grande Império Espanhol, era um dos estados mais antigos do Brasil, desmembrado de São Paulo em 1738, sendo seu primeiro governador o senhor José da Silva Pais. Foi criada por um só motivo: estender os domínios portugueses para o sul do Brasil, então colônia de Portugal, até atingir a região do Rio da Prata. É também a mais antiga unidade federativa da Região Sul do Brasil, superando o Rio Grande do Sul (1807) e o Paraná (1853). Santa Catarina foi muito povoada por imigrantes europeus: o litoral foi colonizado pelos portugueses açorianos no século XVIII; o Vale do Itajaí, porção da região sul e o norte catarinense foram povoados pelos alemães na metade do século XIX; o sul do estado foi povoado pelos italianos nos últimos anos do mesmo século. Filhos e netos de imigrantes italianos e alemães que deslocaram-se do Rio Grande do Sul povoaram o oeste catarinense, em meados do século XX. Filhos, netos e bisnetos de africanos e de índios também povoaram o estado.

Os índices sociais do estado estão entre os mais altos do país e da América do Sul. Tem o mais elevado índice de expectativa de vida do país (empatando com o Distrito Federal), a mais pequena taxa de mortalidade infantil e também é a unidade federativa com a mais baixa desigualdade econômica e analfabetismo do Brasil. Santa Catarina considera-se um estado enriquecido e possui o sexto mais alto PIB do país, com uma economia variada e com fortes afinidades à industrialização. Importante polo de exportação e de consumo, é um dos estados que mais expandem a economia brasileira e que responde por 4% do produto interno bruto do país.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Francisco Dias Velho, que veio para a ilha hoje denominada de Santa Catarina em 1675, daria essa denominação ao local, em que construiu uma capela em devoção a santa Catarina de Alexandria, da qual, ao que se diz, uma filha sua possuía o nome.[7][8] Demais autores afirmam que a denominação é atribuída a Sebastião Caboto, que consagraria a ilha, durante sua passagem entre 1526 a 1527, a santa Catarina ou, antes, homenageou sua esposa, Catarina Medrano.[8] O estado empresta seu nome da ilha.[7]

Seus habitantes naturais são denominados catarinenses[9] ou barrigas-verdes, por causa do colete que utilizavam os recrutas das tropas de Joaquim Francisco do Livramento, as quais, em 1753, partiram de Santa Catarina para que batalhassem no Rio Grande do Sul e que assegurassem ao Brasil a posse daquele estado na época capitania.[10][11]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Santa Catarina

Capitania colonial[editar | editar código-fonte]

Chegada dos franceses liderados por Gonneville à terra que futuramente seria São Francisco do Sul.
Construção colonial na Ilha de Santa Catarina.

No começo do século XVI, a região que é hoje o estado catarinense era povoada pelos carijós, tribo do grupo tupi-guarani, catequizados (que instruíram-se e pacificaram-se no catolicismo romano) desde 1549.[12]

A partir do início da época em que o Brasil foi descoberto, expedições vindas de Portugal e Espanha visitaram a costa catarinense.[13] No ano de 1526, Sebastião Caboto, viajando ao rio da Prata, tinha passado pela ilha então denominada dos Patos e a chamou de Santa Catarina. D. João III doou as terras continentais para Pero Lopes de Sousa em 1534. Mas, em todos os anos de século XVI, as terras ficaram desabitadas, recebiam a visita de jesuítas, colonizadores espanhóis e portugueses, porém, sem população permanente.[13] Os portugueses somente começaram a se interessar pela região na metade do século XVII. No ano de 1658, a povoação permanente mais antiga do estado, o povoado de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco foi fundado por Manuel Lourenço de Andrade e seus amigos.[13] Em 1675, Francisco Dias Velho, seguido de seus filhos, escravos e criados, criou a povoação de Nossa Senhora do Desterro (hoje Florianópolis) na ilha de Santa Catarina. Em 1676, o povoado de Laguna foi estabelecido por Domingos de Brito Peixoto. Em 1738, criou-se a Capitania de Santa Catarina, vinculada à de São Paulo. Em 1739, a capitania desmembrou-se de São Paulo e passou a pertencer à Capitania Real do Rio de Janeiro.[13] Um sistema defensivo insular foi criado e cerca de 5 000 imigrantes açorianos começaram a povoar a ilha e o litoral da capitania, de 1748 a 1756. Portugal e Espanha entraram em guerra. Em consequência disso, a ilha de Santa Catarina foi devastada e invadida por tropas espanholas em 1777. Os espanhóis foram obrigados pelo Tratado de Santo Ildefonso a devolver a região que eles mesmo conquistaram.[13]

A Capitania de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, fundada pelo Marquês de Cascais em 1656,[14] substituiu a Capitania de Santana,[15][16] que teve início na foz da baía de Paranaguá e fim na atual cidade catarinense de Laguna,[15][17][18][19] tendo como limites a Capitania de Santo Amaro (parte da segunda seção de Capitania de São Vicente) ao norte,[15] as águas salgadas do oceano Atlântico a leste[20] e o Governo do Rio da Prata e do Paraguay a oeste,[21] estados extintos delimitados pelo Tratado de Tordesilhas.[20][22]

Província imperial[editar | editar código-fonte]

Depois que a independência do Brasil foi proclamada, a capitania foi elevada à categoria de província. A Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul em 1835, teve suas consequências sofridas pela então província. Em julho de 1839, a República Juliana foi proclamada pelos revolucionários, chefiados por Garibaldi e Davi Canabarro, que tinham tomado Laguna. Derrotados pelas tropas do Império do Brasil, os rebeldes deixaram Laguna.[13] Em 1840, as trincheiras farroupilhas mais recentes foram extintas. Em meados do século XIX vieram os imigrantes europeus, especialmente alemães e italianos, estes últimos em quantidade muito pequena. Foram criadas as colônias de Dona Francisca, atual Joinville, em 1850, Blumenau em 1852, e Brusque em 1860.[13] A proclamação da República foi apoiada pela província agora elevada à categoria de unidade federativa, porém a revolta do governador escolhido por nomeação presidencial, que se aderiu à Revolução Federalista gaúcha em 1893, foi contrária ao governo central. Desterro foi transformada em base naval da esquadra revolucionária chefiada por Custódio José de Melo.[13] As lutas expandiram-se por toda a costa de Santa Catarina. Derrotados em 1894, os revolucionários foram seriamente castigados pelas tropas legalistas. Em 1894, Hercílio Luz foi escolhido por voto popular como governador e elaborou uma política que pacificasse a região e que reparasse os problemas infraestruturais que o estado sofreu. Homenageando Floriano Peixoto, Desterro recebeu o nome de Florianópolis.[13]

Unidade federal[editar | editar código-fonte]

Para listas mais abrangentes, consulte Lista de governadores de Santa Catarina.
Mapa da Guerra do Contestado no Museu do Contestado, em Caçador.

No ano de 1912, teve início a Guerra do Contestado, conflito de oposição entre os habitantes empobrecidos da região que situa-se dentre os rios Negro, Iguaçu, Pelotas e Uruguai e as forças oficiais. José Maria de Santo Agostinho, um curandeiro considerado santo, liderava os sertanejos. Bem como isso, o Paraná e Santa Catarina disputavam a região onde moravam, por esse motivo é que a área recebeu o nome de Contestado.[13] Ambas as unidades federativas se desentenderam e os sertanejos lutaram contra as forças oficiais, e tudo isso somente deixou de existir em 1916. Em 1930 o território de Santa Catarina foi invadido pelas forças revoltosas as quais saíram do Rio Grande do Sul, apesar da resistência de Florianópolis que se estendeu até o triunfo da revolução no país inteiro.[13] Na época da Segunda Guerra Mundial, foi necessário que o problema da infiltração nazista fosse enfrentado no estado, em que o esforço de guerra brasileiro não conseguiu ser prejudicado por agrupamentos de alemães, diante de uma tentativa infrutífera. Em toda a administração de Getúlio Vargas, até 1945, interventores governaram o estado.[13] Desde os anos 1950, colaborou ao progresso catarinense o estímulo concedido para que o extremo oeste e o meio-oeste do estado fossem povoados por colonos ítalo-brasileiros que vieram do Rio Grande do Sul. A Universidade Federal de Santa Catarina foi criada em 1960 e a Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina foi fundada em 1965, e tudo isso impulsionou em muito a educação estadual.[13] Esperidião Amin Helou Filho foi escolhido por voto popular nas eleições de 1985, após um grande período de eleições indiretas para governadores no Brasil. Sucederam-no os governantes eleitos Pedro Ivo Campos (1987-1991). No mês de março de 1991, tomou posse do poder executivo o senhor Vilson Kleinubing, do PFL (atual Democratas), renunciando em abril de 1994 e sendo trocado por Antônio Carlos Konder Reis, que concluiu o mandato. Nas eleições de 1994, foi escolhido por voto popular Paulo Afonso Evangelista Vieira, que tomou posse do poder executivo estadual em 1995, ficando no cargo até 1999, quando foi substituído por Esperidião Amin Helou Filho. Luiz Henrique da Silveira venceu as eleições de 2002, permanecendo no cargo até 2006, no momento em que assumiu seu vice Eduardo Pinho Moreira, que completou o mandato. Luiz Henrique da Silveira, eleito em 2006, foi substituído por Leonel Arcângelo Pavan, que concluiu o mandato. Em 2010, João Raimundo Colombo foi eleito governador no primeiro turno, com 1 763 735 (51,36%) da maioria absoluta dos votos válidos.[23][24]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia de Santa Catarina
Serra do Rio do Rastro, maior cadeia de montanhas do sul do Brasil.

Santa Catarina é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada no centro geográfico da região Sul, e seus estatoides limítrofes são os estados brasileiros do Paraná, ao norte e o Rio Grande do Sul, ao sul e a província argentina de Misiones a oeste, além do oceano Atlântico a leste.[25] O fuso horário é igual ao de Brasília: três horas anteriores em relação a Greenwich, UTC-3.[26][27][28] Uma vez anualmente com frequência de outubro a fevereiro, é adotado o horário de verão, em que adiantam-se os relógios em uma hora para a economia de energia.[29]

Geomorfologia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Planícies litorâneas do estado

Com 77% de seu território com altitude superior a 300 metros e 52% com altitudes superiores a 600 metros, Santa Catarina destaca-se dentre as unidades federativas brasilianas de relevo mais alto. Quatro unidades geomorfológicas, que vão do litoral ao interior, formam o relevo estadual:[30] baixada litorânea, serra do Mar, planalto paleozoico e planalto basáltico.[30]

A baixada litorânea engloba as terras que localizam-se numa altitude menor que 200 metros. Na parte norte, é bem alargada, insinuando sertão adentro, por meio dos vales que correm da serra do Mar. Em direção ao sul, é progressivamente curto. A baixada litorânea é dominada pela serra do Mar na parte oeste. Menos na porção setentrional do estado, em que compõe a borda montanhosa de um planalto razoavelmente médio, a serra possui traço bem diversificado em relação ao demostrado por ela em demais unidades federativas como Paraná e São Paulo. Em Santa Catarina, constitui uma faixa de montanhas, com altitude superior a mil metros, formada por um grupo de maciços afastados pela profundidade dos vales dos rios que descem para o oceano Atlântico.[30]

Na retaguarda da serra do Mar, a superfície aplainada do extenso planalto paleozoico divide-se em espaços separados pelos cursos de água que percorrem serra abaixo em direção ao oceano Atlântico. O tamanho do planalto paleozoico é diminuído na direção norte-sul; no sul do estado vai se confundindo com a planície litorânea, já que a serra do Mar não vem chegando nesta região de Santa Catarina.[30]

A maioria do território da unidade federativa é abrangida pelo planalto basáltico. Este é constituído por sedimentos basálticos (derrames de lavas), que alternam-se com sedimentos areníticos, tendo como limite a leste uma borda montanhosa denominada de serra Geral. Na porção setentrional do território estadual, a borda do planalto basáltico está situada no sertão; em direção ao sul, chega aos poucos perto do litoral até o seu declive direcionado ao mar. A área planáltica é razoável e curva-se com leveza para oeste. Vales aprofundados foram abertos pelos rios que descem em direção ao estado vizinho do Paraná.[30]

O Rio Uruguai na divisa entre os estados brasileiros de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

São pouco férteis os terrenos da floresta ombrófila mista, da mesma forma que os solos dos campos, os quais se aproveitam para a pecuária leiteira e de corte. Os solos de floresta subtropical úmida caracterizam-se por sua fertilidade, apesar de seu grande desgaste por sua utilização imprópria.[31]

Os rios que descem pelo território de Santa Catarina fazem parte de ambos os sistemas autônomos delimitados pela serra Geral e pela serra do Mar. A bacia do Atlântico Sul é constituída por bacias delimitadas entre si, como as sub-bacias fluviais do Itajaí-Açu, do Tubarão, do Araranguá, do Tijucas e do Itapocu.[32]

No sertão do estado, duas bacias se juntam para que seja formada a bacia do Prata: a bacia fluvial do Paraná, cujo afluente de maior importância é o rio Iguaçu, e a bacia fluvial do Uruguai, que tem como maiores afluentes os rios Pelotas, Canoas, Chapecó e do Peixe.[32]

Clima, vegetação e biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Neve na manhã de 23 de julho de 2013, nos morros da Grande Florianópolis.
Neve na zona rural de São Joaquim, na Serra Catarinense.

O território catarinense abrange dois tipos climáticos, a saber: o subtropical úmido com verões cálidos (Cfa) e o subtropical úmido com verões não muito quentes (Cfb). O subtropical Cfa é o tipo climático da baixada litorânea e das porções de menor altitude do planalto (extremidade oeste e vale do rio Uruguai). Possui temperaturas médias registradas de 20º C, na baixada e no vale do Uruguai, e 18º C, na extremidade oeste; a quantidade de chuvas, com boa distribuição ao longo do ano, alcança 1 500 mm por ano.[32]

O subtropical Cfb é o tipo climático do restante do planalto. Possui temperaturas médias registradas entre 18 e 16º C por ano. As temperaturas de verão e de inverno são diferentes, e isso pronuncia-se bastante, com uma amplitude térmica acima de 90º C por ano. As invernadas são bem frias: em algumas regiões, são observados anualmente cerca de 25 dias de geada. A quantidade de chuvas é igual à do tipo anterior. O fato único, no entanto, é que uma diminuta porção chuvosa cai no formato de neve na região de São Joaquim,[32] especialmente a região do Brasil onde neva muito mais,[33] assim como em nações do hemisfério norte como Canadá, EUA e Rússia.[nota 1] Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Urubici e Urupema são os municípios mais gelados do estado e encontram-se dentre os mais gelados do Brasil.[34] Mas a mais baixa temperatura que já se registrou no país, -14 °C, aconteceu no município de Caçador, em 11 de junho de 1952.[35]

No fim de novembro de 2008, certas regiões do estado, especialmente o Vale do Itajaí, haviam sofrido enchentes após um intenso período de chuvas.[36] Diversas cidades ficaram ilhadas e certas foram devastadas.[36]

A vegetação original do estado abrange duas formações vegetais: florestas e campos. As florestas, ocupantes de 65% do território de Santa Catarina, foram muito desflorestadas. Mas a silvicultura cresceu bastante, porque o governo incentivou muito para que acontecesse tal reflorestamento e também porque a indústria de madeira se desenvolveu. No planalto, são apresentadas no formato de florestas que misturam coníferas (araucárias) e latifoliadas e, na baixada e sopé da serra do Mar, somente como floresta latifoliada. Os campos aparecem como manchas que espalham-se dentro da floresta mista. Os principais são os de São Joaquim, Lages, Curitibanos e Campos Novos.[32]

O estado de Santa Catarina tem em seu território o registro de cerca de 600 nomes científicos de espécies de aves,[37] cerca de 150 nomes científicos de espécies de mamíferos,[38] cerca de 140 denominações sistemáticas de espécies de anfíbios[39] e cerca de 1150 designações taxonômicas de espécies de Lepidoptera (borboletas e mariposas),[40] bem como o registro de cerca de 2 300 títulos biotáxicos de espécies de plantas vasculares.[41]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia de Santa Catarina
Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 159 802
1890 283 769 77,6%
1900 320 289 12,9%
1920 668 743 108,8%
1940 1 178 340 76,2%
1950 1 560 502 32,4%
1960 2 146 909 37,6%
1970 2 930 411 36,5%
1980 3 687 652 25,8%
1991 4 538 248 23,1%
2000 5 349 580 17,9%
2010 6 248 436 16,8%
Fonte: IBGE[42]

A população do estado de Santa Catarina no censo demográfico de 2010 era de 6 248 436 habitantes, sendo a 11ª unidade da federação mais populosa do país, concentrando aproximadamente 3,3% da população brasileira[43] e apresentando uma densidade demográfica de 65,29 habitantes por quilômetro quadrado (a oitava maior do Brasil).[44] De acordo com este mesmo censo demográfico, 83,99% dos habitantes viviam na zona urbana e os 16,1% restantes na zona rural.[45] Ao mesmo tempo, 50,38% eram do sexo feminino e 49,52% do sexo masculino, tendo uma razão de sexo de 98,48.[46] Em dez anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 16,80%.[47]

Densidade demográfica de Santa Catarina
  0-25 hab/km²
  25-50 hab/km²
  50-100 hab/km²
  100-150 hab/km²
  150-200 hab/km²
  200-300 hab/km²
  300-400 hab/km²
  400-500 hab/km²
  > 500 hab/km²

Dos 293 municípios catarinenses, apenas um tinha população acima população acima dos quinhentos mil: Joinville, no nordeste do estado. Outros onze tinham entre 100 001 e 500 000 (Florianópolis, Blumenau, São José, Chapecó, Criciúma, Itajaí, Jaraguá do Sul, Palhoça, Lages, Balneário Camboriú, Brusque e Tubarão), quinze de 50 001 a 100 000, 34 de 20 001 a 50 000, 60 de 10 001 a 20 000, 64 de 5 001 a 10 000, 96 de 2 001 a 5 000 e doze até dois mil (Alto Bela Vista, Ibiam, Marema, Cunhataí, São Miguel da Boa Vista, São Miguel da Boa Vista, Macieira, Barra Bonita, Tigrinhos, Jardinópolis, Presidente Castello Branco e Paial).[48] Sua capital, Florianópolis, com seus 477 798 habitantes, concentrava 6,7% da população estadual[49] e possuía uma densidade demográfica de 627,24 hab./km² enquanto Capão Alto, no noroeste, detinha a menor (2,06 hab./km²).[50]

O Índice de Desenvolvimento Humano de Santa Catarina é considerado alto conforme o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado em 2013, com dados relativos a 2010, o seu valor era de 0,774, estando na terceira colocação a nível nacional e na primeira a nível regional, antes do Paraná. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,860 (), o valor do índice de de renda é 0,773 () e o de educação é de 0,697 ().[51] O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,39 e a incidência da pobreza de 27,19%.[52] A taxa de fecundidade de Santa Catarina é de 1,71 filhos por mulher, uma das mais baixas do Brasil.[53]


Idiomas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Idiomas de Santa Catarina

Falam-se em Santa Catarina ambos os agrupamentos de idiomas distinguidos as línguas autóctones[54] e as línguas alóctones, sendo certos desses os idiomas minoritários.[55][56][57][58][59][60]

Há três línguas autóctones ou indígenas: kaingang, mbyá-guaraní e xokleng.[54] Depois que o estado foi colonizado pelos europeus, idiomas alóctones ou de imigrantes apareceram e continuam existindo hoje, como o português, o talian e demais dialetos italianos,[55] e os dialetos germânicos hochdeutsch ou deutsch e plattdüütsch ou plattdietch, a que faz parte o dialeto pomerano comum próximo a Blumenau e Pomerode.[56][57] Certos dialetos apareceram regionalmente, como o portunhol, uma combinação de português e castelhano que fala-se nas regiões de fronteira com a Argentina,[58] e o katarinensisch, originário da língua nacional da Alemanha.[56] Demais núcleos linguísticos em escala mais pequena abrangem castelhano, polaco, lituano, japonês, árabe, iídiche, etc.[59][60]

Religiões[editar | editar código-fonte]

Santuário Madre Paulina, construído em homenagem à primeira santa canonizada do Brasil e localizado no município de Nova Trento.

De acordo com o censo demográfico de 2010, a população de Santa Catarina é formada por católicos apostólicos romanos (73,07%); protestantes ou evangélicos (20,4%); espíritas (1,58%); testemunhas de Jeová (0,74%); mórmons (0,11%); católicos apostólicos brasileiros (0,17%); budistas (0,05%); novos religiosos orientais (0,04%), dentre os quais os messiânicos (0,03%); islâmicos (0,01%); católicos ortodoxos (0,07%); umbandistas (0,14%); judaístas (0,02%); espiritualistas (0,03%); tradições esotéricas (0,17%); tradições indígenas (0,03%); candomblecistas (0,09%) e hinduístas (0,01%). Outros 3,27% não tinham religião, incluindo-se aí os ateus (0,29%) e agnósticos (0,6%); 0,29% seguiam outras religiosidades cristãs; 0,21% tinham não tinham religião determinada; 0,04% não souberam, 0,00% praticavam outras religiosidades; 0,04% outras religiões orientais e 0,03% não declararam.[61]

Igreja de rito bizantino-ucraniano da Sagrada Família, em Iracema, Itaiópolis

Segundo a divisão da Igreja Católica no Brasil, Santa Catarina pertence à Regional Sul IV e seu território é dividido em uma província eclesiástica, formada pela arquidiocese de Florianópolis e pelas nove dioceses sufragâneas de Blumenau, Caçador, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville, Lages, Rio do Sul e Tubarão.[62]

Santa Catarina também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, sendo a Igreja Universal do Reino de Deus, a congregação cristã, a igreja batista e a Assembleia de Deus as maiores denominações. Como mencionado, 20,4% da população catarinense se declararam evangélicos, sendo que 10,98% pertenciam às igrejas de origem pentecostal, 4,20% a evangélicas não determinadas e 4,03% às evangélicas de missão (4,87%).[61]

Composição étnica, migração e povos indígenas[editar | editar código-fonte]

A população de Santa Catarina é composta basicamente por caucasianos, mestiços, afro-brasileiros e povos indígenas.[63][64][65][66] No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território catarinense.[64][65][66] Santa Catarina foi povoada por portugueses e demais imigrantes europeus (italianos, alemães, poloneses, ucranianos, lituânios, judeus, neerlandeses, belgas, suíços, austríacos, franceses, ingleses, irlandeses, noruegueses, suecos, dinamarqueses, checos, eslovacos, gregos, russos).[64][65][66] Sobre a abolição da escravatura no Brasil,[67][68] diz um refrão do hino do estado com as seguintes palavras:[69]

Pela força do Direito
Pela força da razão,
Cai por terra o preconceito
Levanta-se uma Nação. (bis)

Vista aérea do centro de Florianópolis, fundada por vicentistas já em pleno século XVII.

Os vicentistas junto com indígenas aculturados iniciaram a colonização de São Francisco do Sul, Florianópolis e Laguna já no século XVII.[63] Os portugueses, em sua maior parte açorianos, vieram para em Santa Catarina em 1748, para povoar e defender o Brasil meridional de inesperados ataques de espanhóis.[63] Os castelhanos, que chegaram da Argentina, estavam a dominar terras portuguesas no Sul do Brasil. Foram criadas colônias açorianas em pontos de estratégia na costa catarinense, que depois foram espalhadas por demais zonas do Brasil. Antes de 1753, entraram 6 492 açorianos no Brasil meridional, o que equivale a um terço da população inteira de Santa Catarina dos últimos anos do século XVIII.[63]

Um estudo genético feito em Costa da Lagoa e em São João do Rio Vermelho, duas comunidades afastadas catarinenses criadas por imigrantes açorianos, mostrou a permanência genética desta população perto da população açoriana, apesar das colaborações africanas e indígenas. A ascendência dessas comunidades é sempre europeia em sua maioria (80,6% a 93,50%), mas não é restritamente açoriana, porque detectou-se significativa miscigenação africana (12,6% a 4,1%) e indígena (6,8% a 2,4%).[70]

Consulado da Áustria em Treze Tílias. A forte imigração europeia deixou legados como a influência linguística.

A imigração alemã em Santa Catarina começou em 1828, durante a fundação da colônia de São Pedro de Alcântara pelos primeiros 523 alemães, vindos de Bremen. O imperador Dom Pedro I, que queria colonizar o Sul do Brasil e fazer a economia regional enriquecer, incentivou a chegada de alemães para o Brasil. Várias demais colônias alemãs foram fundadas no estado e expandiram-se pelo interior. As que mais tiveram bom sucesso foram as colônias de Blumenau, em 1850, e de Joinville em 1851.[63] Ambas as colônias foram as que deram certo na colonização alemã no estado, porque foi por meio delas que os imigrantes alemães foram expandidos. Os alemães isolaram-se durante decênios em suas colônias, comunicando-se menos com o resto da população brasileira. Como resultado, os alemães, enfim, mantiveram seu idioma e hábitos intocados, sem que ganhassem uma grande quantidade de influências que viessem de fora.[63] Esse afastamento fez com que surgisse em Santa Catarina uma fortalecida origem germânica, percebida em uma grande variedade de características da sua população. O estado catarinense tem atualmente a maior quantidade de filhos, netos e bisnetos de alemães no Brasil. Mais de 40% da população catarinense é originária da Alemanha.[63]

A imigração italiana foi a maior corrente imigratória já acolhida por Santa Catarina. Os italianos vieram ao estado em 1875, procedentes especialmente das regiões do Vêneto e da Lombardia.[63] Dessa forma como aconteceu com os alemães, fundaram-se mais de dez colônias de imigrantes italianos, sendo as mais desenvolvidas na região do Vale do Rio Tubarão.[63] Criaram-se as mais antigas colônias de imigrantes italianos na costa catarinense. O clima com um pouco mais de calor e as doenças tropicais atingiram os imigrantes, levando assim colônias ao insucesso.[63] No começo do século XX, italianos que vieram do Rio Grande do Sul migraram para o Oeste de Santa Catarina, e ali as colônias italianas desenvolveram-se. Mais de 30% da população do estado são filhos, netos e bisnetos de italianos.[63]

Vista do castelinho da Moellmann em Blumenau.

Em agosto de 1869, veio ao porto de Itajaí, desembarcando do navio "Vitória", o primeiro agrupamento de emigrantes polacos/poloneses da Alta Silésia, formado pelas famílias de Francisco Polak, Nicolau Wos, Boaventura Polak, Tomás Szymanski, Simão Purkot, Filipe Kokot, Miguel Prudlo, Simão Otto. No total 64 pessoas.[63] Estabeleceram-se na colônia Brusque, na região de "Sixteen Lots". Mais de 5% da população catarinense são filhos, netos e bisnetos de polacos/poloneses (280 mil pessoas).[63]

Os escravos africanos e seus filhos, netos e bisnetos também contribuíram para formar o povo catarinense. No ano de 1796, os escravos formavam 22% da população da ilha de Santa Catarina e os forros 1,8%. Em 1864, a capital possuía 21.136 habitantes, e os escravos ainda eram por volta de 18% da população, ao passo que os “pardos e pretos” livres contavam 1381, 6,5% de toda a população.[71]

Atualmente vivem no estado de Santa Catarina pouco mais de 16 mil indígenas, distribuídos em vinte e oito grupos, que ocupam área de 96 581,3464 hectares de extensão. Um total de vinte e oito já se encontram demarcadas definitivamente pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo brasileiro responsável pela questão, e nelas se encontra a totalidade dos indígenas residentes no estado.[72] Dessas, destaca-se a de maior área, a reserva indígena Xapecó, que abrange os municípios de Abelardo Luz, Ipauçu e Entre Rios.[72]

Casa de pedra italiana na cidade de Nova Veneza.

Conforme pesquisa de autodeclaração do censo de 2010, 83,85% dos paranaenses declararam-se brancos, 12,61% pardos, 2,86% pretos, 0,41% amarelos e 0,25% indígenas, além dos sem declaração (0,01%).[73] 99,81% eram brasileiros (99,72% natos e 0,10% naturalizados) e 0,19% estrangeiros.[74] Entre os brasileiros, 95,45% nasceram no Sul (82,11% no próprio estado) e 3,92% em outras regiões, sendo 2,37% no Sudeste, 0,95% no Nordeste (1,92%), 0,40% no Centro-Oeste e 0,21% no Norte.[75] Muitas pessoas migram de outros estados brasileiros para Santa Catarina em busca de trabalho ou melhores condições de vida. Dentre os estados, o Rio Grande do Sul tinha o maior percentual de residentes (6,76%), seguido por Paraná (6,58%) e São Paulo (1,59%).[76]

Segundo uma pesquisa de 2013, a composição genética de Santa Catarina é a seguinte: 79,7% europeia, 11,4% africana e 8,9% indígena.[77]

Hierarquia urbana e regiões metropolitanas[editar | editar código-fonte]

Santa Catarina localiza-se parcialmente na área influenciada pela capital paulista, parcialmente, na área de influência de Porto Alegre. A cidade de São Paulo exerce domínio sobre a metade norte inteira, em que age nos centros modestos de Florianópolis e Blumenau, ao passo que a capital do Rio Grande do Sul exerce domínio sobre o sul, pelos centros mais intermediários de Lages e Joaçaba.[78] As cidades mais populosas, fora a capital, são Joinville, Blumenau, Itajaí, São José, Lages, Chapecó e Criciúma.[2]

As três regiões metropolitanas do Norte/Nordeste Catarinense, de Florianópolis e do Vale do Itajaí, instituídas pela lei complementar estadual nº 162, de 1998, até que foram extintas pela lei complementar estadual nº 381, de 2007, foram recriadas pela lei complementar estadual nº 495, de 2010. Em 2000, através da lei complementar estadual nº 221, foi instituída a Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, extinta em 2007 e recriada em 2010. As regiões metropolitanas Carbonífera e de Tubarão foram criadas em janeiro de 2002, extintas em 2007 e recriadas em 2010, Em 2007, a lei complementar estadual nº 377 instituiu a RM de Chapecó.[79] Em 2010, as RMs do Alto Vale do Itajaí e de Lages foram criadas pela LCE 495.[80] Em 2012, a lei complementar estadual nº 571, instituiu as regiões metropolitanas do Contestado e do Extremo Oeste.[79]

Atualmente, o estado de Santa Catarina possui, ao todo, onze regiões metropolitanas, todas criadas por meio de leis complementares estaduais entre os séculos XX e XXI.[79]

Segurança pública e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Segundo a Constituição Federal de 1988 e a Constituição Estadual de 1989, os órgãos reguladores da segurança pública no estado de Santa Catarina são a Polícia Militar de Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, a Polícia Civil do Estado de Santa Catarina e o Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina.[81][82]

De acordo com dados do "Mapa da Violência 2012", publicado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que era de 6,7 em 1980, subiu para para 13,0 em 2009 (ficando abaixo da média nacional, que era de 27,0). Entre 2000 e 2010, o número de homicídios subiu de 423 para 805. Em geral, SC desceu uma posição no ranking nacional das unidades federativas por taxa de homicídios, passando da vigésima-sexta posição em 2000 para a vígésima-sétima em 2010. Florianópolis e RM possuíam taxas três vezes maiores que a do estado (16,9), enquanto que, no interior, o mesmo era duas vezes menor que a média estadual (9,6).[83]

Em 2000, 25 municípios registravam uma taxa de homicídios de 7,2, número que caiu para 4,7 homicídios em 16 cidades em 2010. Considerando-se todos esses municípios, totalizam-se 108. Entre os municípios acima de 500 000 e mais, destaca-se apenas Joinville, que apresentou aumento relacionadamente equilibrado nos níveis de violência. Entre os municípios de 200 000 a 500 000 habitantes, se observará o mais grande aumento em Florianópolis, Blumenau e São José. Em segunda posição, o conjunto de 23 municípios abrangidos na faixa de 50 a 200 mil pessoas, destaca-se para os altos índices de violência e aumento de Itajaí, Balneário Camboriú e Navegantes. Ao mesmo tempo, a região metropolitana da capital registrou um forte aumento de 108,0% nas taxas de homicídios, enquanto no interior do estado registrou uma queda de 9,6%.[83][84]

Conforme o "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", também publicado pelo Instituto Sangari, os municípios catarinenses que apresentavam as maiores taxas de homicídios por grupo de cem mil habitantes eram Santa Cecília (43,2), Lebon Régis (39,7), Abelardo Luz (34,1), Florianópolis (32,8), União do Oeste (31,2) e Planalto Alegre (31,1).[85]

De acordo com dados do "Mapa da Violência 2012", publicado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, que era de 6,7 em 1980, subiu para para 13,0 em 2009 (ficando abaixo da média nacional, que era de 27,0). Entre 2000 e 2010, o número de homicídios subiu de 423 para 805. Em geral, SC desceu uma posição no ranking nacional das unidades federativas por taxa de homicídios, passando da vigésima-sexta posição em 2000 para a vígésima-sétima em 2010. Florianópolis e RM possuíam taxas três vezes maiores que a do estado (16,9), enquanto que, no interior, o mesmo era duas vezes menor que a média estadual (9,6).[83]

Em 2000, 25 municípios registravam uma taxa de homicídios de 7,2, número que caiu para 4,7 homicídios em 16 cidades em 2010. Considerando-se todos esses municípios, totalizam-se 108. Entre os municípios acima de 500 000 e mais, destaca-se apenas Joinville, que apresentou aumento relacionadamente equilibrado nos níveis de violência. Entre os municípios de 200 000 a 500 000 habitantes, se observará o mais grande aumento em Florianópolis, Blumenau e São José. Em segunda posição, o conjunto de 23 municípios abrangidos na faixa de 50 a 200 mil pessoas, destaca-se para os altos índices de violência e aumento de Itajaí, Balneário Camboriú e Navegantes. Ao mesmo tempo, a região metropolitana da capital registrou um forte aumento de 108,0% nas taxas de homicídios, enquanto no interior do estado registrou uma queda de 9,6%.[83][84]

Conforme o "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", também publicado pelo Instituto Sangari, os municípios catarinenses que apresentavam as maiores taxas de homicídios por grupo de cem mil habitantes eram Joinville (12,5), Itajaí (31,0) e São José (23,5).[85]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política de Santa Catarina
Raimundo Colombo, do PSD, é o atual governador.

O estado de Santa Catarina, assim como uma república, é governado por três poderes, todos com sede na capital: o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina e outros tribunais e juízes.[82] Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição do estado foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.[82] Constituem símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino.[82]

Centro Administrativo.

O poder executivo catarinense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato. Ele é o responsável pela nomeação dos secretários de estado, que auxiliam no governo.[82] A sede do governo estadual é o Centro Administrativo do Governo, localizado no bairro florianopolitano de Saco Grande.[86] Antes que o atual prédio do poder executivo fosse inaugurado, sediou também o Palácio Cruz e Sousa, que é atualmente a sede do Museu Histórico de Santa Catarina.[87][88][89] Construída em 1952 e inaugurada em 1954, a residência oficial do governador do estado é a Casa d'Agronômica, no bairro florianopolitano de igual denominação.[90]

Desde o começo do período republicano, assumiu pela primeira vez o governo do estado o militar, engenheiro e diplomata Lauro Müller, que esteve no poder entre 2 de dezembro de 1889 e 24 de agosto de 1890. Foi apenas no ano de 1947 onde ocorreu a posse do primeiro governador eleito por sufrágio universal, Aderbal Ramos da Silva, eleito pela segunda vez para um mandato entre 1956 e 1961.[23] O atual chefe do executivo catarinense é João Raimundo Colombo, conhecido por Raimundo Colombo, eleito em 2010 e 2014,[91] tendo como vice Eduardo Pinho Moreira.[92] O vice-governador substitui o governador caso este renuncie sua posição, seja afastado do poder ou precise afastar-se do cargo temporariamente.[82]

Assembléia Legislativa de Santa Catarina, sede do poder legislativo, mais conhecida como Palácio Barriga-Verde.

O poder legislativo estadual é unicameral e exercido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Palácio Barriga Verde),[nota 2] formada por 40 deputados estaduais, eleitos de forma direta para mandatos quadrienais. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento estadual (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[82] No Congresso Nacional, a representação catarinense é de três senadores e dezesseis deputados federais.[93]

O poder judiciário tem a função de julgar, conforme leis criadas pelo legislativo e regras constitucionais brasileiras, sendo composto por desembargadores, além dos tribunais de júri, juizados especiais e juízes de direito, substitutos e de paz.[82] A maior corte do Poder Judiciário catarinense é o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, localizado no Centro Cívico Tancredo Neves.[94] Representações deste poder estão espalhadas pelo território estadual por meio de unidades denominadas de comarcas. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Santa Catarina possuía, em novembro de 2016, 5 005 356 eleitores, representando 3,403% do eleitorado brasileiro, o décimo maior do país.[95]

 Histórico[editar | editar código-fonte]

A partir de 1823 a cidade-sede dos três poderes políticos de Santa Catarina é a capital Florianópolis. Antigamente, a denominação da cidade era Nossa Senhora do Desterro, em homenagem à sua santa padroeira. O nome foi alterado durante o término da Revolução Federalista, em 1894, e ainda o povo da cidade ainda considera contestada essa mudança. A denominação Florianópolis é uma homenagem ao então presidente Floriano Peixoto. Dessa denominação vem a alcunha Floripa, pela qual a cidade é muito famosa.[96] Depois da Revolução de 1930, que começou no Rio Grande do Sul, Santa Catarina foi o estado onde ocorreu a primeira invasão pelas forças as quais haveriam levado Getúlio Vargas ao poder. Apesar da vitória das forças legais, os florianopolitanos sobreviveram ao domínio gaúcho, até o triunfo da revolução no Brasil inteiro. Entre 1930 e 1945, interventores federais governaram o estado. No decorrer destes quinze anos, houve um pequeno período, entre 1935 e 1937, em que o Poder Executivo estadual foi dirigido por um governador elegido, Nereu Ramos, que o Estado Novo manteve como interventor em 1937. Nos anos 1940, uma vasta região do território estadual, a qual continuava quase abandonada e pouco colonizada, o meio e o extremo oeste, começou a ser cada vez mais importante. Essas glebas foram sendo povoadas por gaúchos, colonizadores de outros países e seus filhos, netos e bisnetos brasileiros, que aí avistaram um novo eldorado cheio de prosperidade. Em 1966, assumiu o governador Ivo Silveira, escolhido por voto popular. Após essa época, dois governadores foram eleitos pela Assembleia Legislativa: Colombo Sales e Antônio Carlos Konder Reis; e um por voto popular, Jorge Bornhausen.[97]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Subdivisões de Santa Catarina
Mesorregiões
Microrregiões
Municípios

Surgiu como unidade política em 1738 com três cidades, sendo a mais antiga, São Francisco do Sul, fundada em 1658, e a última desse período foi Lages, criado em 1770.[98] Com a Independência do Brasil as províncias foram organizadas em 1823 e nesse ano o território já estava dividido em quatro cidades.[98] Do Império até a República passou de vinte para 295 cidades, sendo o sexto estado com o maior número de municípios e a terceira da Região Sul, atrás do Paraná.[99]

Os municípios são unidades constitutivas da união em patamar igual aos estados e são agrupados pelo IBGE em mesorregiões e microrregiões. As mesorregiões congregam diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, não constituindo uma entidade política ou administrativa, sendo utilizada apenas para fins estatísticos. As seis mesorregiões de Santa Catarina são: Grande Florianópolis, Norte Catarinense, Oeste Catarinense, Serrana, Sul Catarinense e Vale do Itajaí.[100]

As mesorregiões se subdividem em microrregiões, que constituem um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. O estado é dividido em vinte microrregiões: Araranguá, Blumenau, Campos de Lages, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Florianópolis, Itajaí, Ituporanga, Joaçaba, Joinville, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Miguel do Oeste, Tabuleiro, Tijucas, Tubarão e Xanxerê.[100]

O governo do estado divide o território em regiões de gestão e planejamento, estabelecidas com o objetivo de centralizar a atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com os das mesorregiões e microrregiões. As 35 regiões administrativas do estado são: Araranguá, Blumenau, Braço do Norte, Brusque, Caçador, Campos Novos, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Dionísio Cerqueira, Ibirama, Itajaí, Itapiranga, Ituporanga, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Laguna, Mafra, Maravilha, Palmitos, Quilombo, Rio do Sul, São Joaquim, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Seara, Taió, Timbó, Tubarão, Videira e Xanxerê.[101]

Regiões[editar | editar código-fonte]

Litoral/Grande Florianópolis
Balneário Camboriú, no litoral do estado.

Os 531 quilômetros de costa atraem quem procura lindas praias e o convívio com a natureza. Essa região, povoada por açorianos no século XVIII, possui um relevo de recortes, com baías, enseadas, manguezais, lagunas e cerca de quinhentos balneários naturais. É ainda uma das principais regiões de biodiversidade marinha do Brasil. As mais importantes cidades são Florianópolis, São José, Palhoça, Laguna, Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Itapema, Bombinhas e Porto Belo. As bases características da economia são pesca e o turismo.[102]

Florianópolis, cidade-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário estaduais, possui o seu território que localiza-se parcialmente numa ilha marítima com 523 quilômetros quadrados, a Ilha de Santa Catarina, e parcialmente no continente. É a capital com o mais alto IDH do Brasil e a terceira cidade que mais recebe turistas de outros países, estando à sua frente somente os municípios de Rio de Janeiro e São Paulo. Três pontes ligam a parte continental com a porção insular. Seus mais de 453285 habitantes relacionam-se com a rapidez de uma cidade cidadã do mundo e com o silêncio dos vilarejos que os colonizadores açorianos ergueram. Os 100 balneários do município são em sua maior parte higienizadas e apropriadas para os banhistas de sunga e biquíni aproveitarem as águas salgadas próximas ao litoral de toda a ilha.[102]

Vale do Itajaí
Panorama da cidade de Brusque

Um "pequeno pedaço da Alemanha" situado em Santa Catarina. Dessa forma é o Vale do Itajaí, que localiza-se entre a Capital e o Nordeste do estado. O legado dos pioneiros germânicos marcou a arquitetura em estilo enxaimel, a culinária e as festas típicas, nos jardins muito caprichados e o fortalecimento da indústria de roupas. Seus morros, matas, rios e cachoeiras muito atraem os ecoturistas. Os mais importantes municípios são Itajaí, Blumenau, Gaspar, Pomerode, Indaial, Brusque, Guabiruba, Ituporanga e Rio do Sul.[102]

Nordeste

Com fortalecida cultura alemã, o Nordeste do estado associa uma economia empreendedora respeitando a rica natureza. Fábricas de eletrodomésticos, produtos metálicos em geral, máquinas automóveis e demais veículos compartilham espaço com as espessas florestas da serra do Mar e as águas salgadas da baía de Babitonga na cidade de São Francisco do Sul. A região é muito rica e possui um elevado IDH. Seus municípios mais importantes são Joinville, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul e São Francisco do Sul.[102]

Planalto Norte

Nesta região, enriquecida de matas originais e reflorestadas, é concentrado o polo florestal catarinense - o de maior expressividade da América Latina, que compreende fábricas de madeira, móveis, papel e papelão. Os municípios mais importantes são São Bento do Sul, Rio Negrinho, Canoinhas, Corupá, Mafra, Três Barras e Porto União.[102]

Planalto Serrano/Serra Catarinense
Ver artigo principal: Planalto Serrano
A igreja matriz de São Joaquim, na Serra Catarinense.

O clima gelado e o turismo rural atraem muitos turistas a essa região, cujas fontes de renda são a pecuária e a indústria florestal. Devido às paisagens tranquilas e a neve que muito cai em certos municípios, a cada ano o Planalto é visitado por milhares de pessoas no inverno. A rodovia da serra do Rio do Rastro, que vai descendo em curvas tortas de uma elevação de 1.467 metros ao nível do mar, é outro atrativo. Os municípios mais importantes são Lages, Curitibanos, São Joaquim, Urubici e Bom Jardim da Serra.[102]

Sul/Região Carbonífera

A existência dos filhos, netos e bisnetos de imigrantes italianos é um aspecto característico da região. O visitante possivelmente conhece de perto as vinícolas e admira a cultura italiana em festas típicas, bem como a colonização germânica, que existe em pouca quantidade. As mais importantes fontes de renda são o extrativismo mineral, indústria cerâmica (Eliane, Portinari) e de derivados do plástico (Grupo Incoplast/Copobras, Copaza, Canguru, etc). O sul do estado possui estações hidrotermais (Gravatal e Santa Rosa de Lima) e cânions (Lauro Müller e Urubici), bem como os famosos cânions Itaimbézinho e Malacara os quais pertencem ao município de Praia Grande e o cânion fortaleza o qual pertence ao município de Jacinto Machado, os quais são internacionalmente famosos por seus acidentes geográficos, como piscinas naturais, enriquecidos de biodiversidade. Seus municípios mais importantes são Criciúma, Içara, Tubarão, Laguna, Imbituba, Araranguá, Urussanga, Orleans e Braço do Norte. O sul de Santa Catarina também possui uma vasta potencialidade turística, por ser a sede do Circuito Mundial de Surfe (WCT) em Imbituba, capital brasileira da baleia franca. Laguna, com suas ruas históricas e município onde nasceu Anita Garibaldi. Criciúma com a única mina subterrânea do mundo no mundo que se abre para visitantes e Morro dos Conventos com seus cânions costeiros. O Sul catarinense, por causa da sua formosidade costeira, é visitado especialmente por turistas da Argentina e dos estados brasileiros do Paraná e do Rio Grande do Sul.[102]

Meio-Oeste

Nesta região de morros ondulados que situa-se na parte central do estado estão localizadas comunidades pequenas e médias, povoadas por imigrantes da Itália, da Alemanha, da Áustria e do Japão. Sua principal fonte de renda é a agroindústria, pecuária e cultura da maçã. Também existem fábricas metalomecânica e madeireiras. As cidades mais importantes são Joaçaba, Caçador, Videira, Fraiburgo e Campos Novos, destacando-se para Treze Tílias e Piratuba, cidades que recebem muitos turistas de todas as regiões do Brasil e do mundo devido às fontes hidrominerais termais.[102]

Oeste/Extremo-Oeste

Povoada por gaúchos filhos em sua maior parte de alemães e italianos no século XX. Em Santa Catarina, criaram-se pessoas jurídicas como Sadia, Aurora, Perdigão e Seara, que produzem grande parte da produção de grãos, aves e suínos no Brasil. Frigoríficos grandes e médios associam-se aos produtores rurais num modelo de integração que deu certo: as empresas fornecedoras de tecnologia e insumos adquirem a produção de animais. A região inicia a exploração da potencialidade turística de suas fontes hidrotermais. Os municípios mais importantes são Chapecó, Xaxim, Xanxerê, Concórdia, Maravilha, São Miguel do Oeste, São João do Oeste e Itapiranga.[102]

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia de Santa Catarina
Indicadores
PIB R$ 177.276.000.000 (2012)
Composição do PIB 33,7% indústria

62,1% serviços

4,3% agropecuária

PIB per capita R$ 27.771,85 (2012)
Exportações[103] US$ 8.920.648.000 (2012)
Importações[103] US$ 14.550.221.000 (2012)
Saldo comercial[103] US$ -5.629.573.000 (2012)
Joinville a maior cidade catarinense, município com o maior PIB do estado.
Porto de Itajaí, um dos principais do país
Exportações de Santa Catarina - (2012)[104]

A base principal de sua economia está nas seguintes atividades econômicas: a indústria (especialmente agroindústria, têxtil, cerâmica e metal-mecânica), o extrativismo (minérios) e a pecuária.[105] O estado de Santa Catarina é estado brasileiro que mais exporta frango e carne suína e sede da Brasil Foods, a mais grande companhia alimentícia brasileira. Dentre as indústrias, é sede de uma das empresas que mais fabricam motores elétricos no mundo, a Weg (Jaraguá do Sul), um dos que mais fabricam compressores, a Embraco (Joinville), e também a mais grande fundição latino-americana, a Tupy (Joinville). São muito expressivos os centros fabris de eletrodomésticos (e metalmecânica em geral) na parte setentrional do estado, com grandes marcas brasileiras como Consul e Brastemp (as duas joinvillenses).[106]

Santa Catarina possui a sexta economia brasileira, e, com o Paraná (quinto) e Rio Grande do Sul (quarto), detém 16,1% da economia do Brasil. O estado também exporta muito. É o quarto maior estado exportador do Brasil em 2012, perdendo somente para São Paulo (26,55%), Rio de Janeiro (12,88%) e Minas Gerais (12,72%), participando com 8,07%.[104] Suas exportações foram, em 2012, em Carne de Aves (19,82%), Tabaco em Rama (10,78%), Motores Elétricos (6,79%), Bombas de Ar (6,10%) e Peças para Motores (4,72%).[104]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Colheita de arroz, Rio do Sul.

setor primário é o maior e mais relevante setor da economia catarinense a nível nacional: em 2013, a agropecuária representava somente 5,0% do valor total adicionado à economia de todo o Brasil.[107]

O produto mais importante da agricultura de Santa Catarina é o milho, que se planta no planalto basáltico (depósitos de lavas derramadas), em que oferece ração para a suinocultura. Depois vêm a soja, o fumo, a mandioca, o feijão, o arroz (que se planta irrigadamente nos pântanos da planície litorânea do vale do rio Itajaí), a banana e a batata-inglesa. O estado também produz muita cana-de-açúcar, alho, cebola, tomate, trigo, maçã, uva, aveia e cevada.[108]

Criam-se bois especialmente em campo orgânico, de modo extensivo, e nas regiões de florestas, em pequena quantidade, com os bichos que sujeitam-se à semi-estabulação.[109] Nestas regiões onde a agricultura predomina, a criação é voltada aos porcos, acima de tudo no planalto basáltico, em que a milhocultura garante ração apropriada para os bichos. A criação de porcos progrediu bastante no estado, porque desenvolveram-se os frigoríficos que especializam-se em processar carne suína,[109] como a Perdigão,[110] a Sadia,[111] a Aurora Alimentos[112] e a Seara,[113] todas com sede no próprio estado de Santa Catarina. A aviculltura se expandiu muito até hoje,[109] com a chegada do frango Chester no mercado brasileiro na década de 1980.[114][110] Em 2012, Santa Catarina foi também o segundo maior criador brasileiro de coelhos, com um efetivo de 37 501 rebanhos, somente atrás do Rio Grande do Sul e apenas à frente do Paraná.[115]

pesca exerce fundamental função na economia de Santa Catarina, que é um dos estados que mais produzem pescado no Brasil.[109] A pesca, especialmente a que pratica-se em modelos pré-industriais, exerce fundamental função no quadro econômico estadual. A fonte de renda, a qual tem ligação com a procedência açoriana do povo, é desenvolvida acima de tudo em Florianópolis, Navegantes e Itajaí.[109]

A concorrência das riquezas minerais e vegetais é decisiva para que o estado desenvolva sua produção.[116] Dentre as primeiras merecem destaque as reservas florestais, simbolizadas sobretudo pelos pinheirais, embora sejam muito explorados, e os ervais, os quais possibilitam a continuidade da produção estadual de erva-mate. Santa Catarina é um dos estados que mais produzem papel e celulose.[117][116]

Na extração mineral, as ocorrências de carvão, sobretudo nas regiões da planície litorânea (Urussanga, Criciúma, Lauro Müller e Tubarão), significam fator fundamental para que a economia da região se desenvolva.[118] Os carvões de Santa Catarina são os mais harmoniosos do Brasil, não fosse a apresentação de suas dificuldades — são enriquecidos de piritas; têm altos teores de cinza, entre outros.[118]

A apresentação dos estados de exploração do carvão mineral tem melhorado sensivelmente, do ponto de vista da tecnologia e dos equipamentos utiizados. Santa Catarina tem ainda as mais grandes reservas de fluorita e sílex produzidas.[118] Demais recursos minerais disponibilizados são os sedimentos calcários de Brusque, de mármore, de galeria argentífera e de minério de manganês, que, nem todos, no entanto, são produtos de exploração econômica.[118]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Vista de Blumenau, um dos principais polos industriais do estado.

setor secundário é segundo setor menos relevante da economia catarinense a nível nacional: em 2013, a participação da indústria representava 4,9% do valor total adicionado à economia de todo o Brasil.[107]

Os mais importantes centros industrais de Santa Catarina são Joinville e Blumenau.[118] O primeiro possui personalidade variada, com indústrias têxteis, de alimentos, de fundições, e fábricas de automóveis. A concentração da atividade industrial de Blumenau está nas seguintes fontes de renda: indústria têxtil, metalmecânica e de softwares.[118] Além disso, as cervejarias artesanais expandiram-se recentemente.[119] No sertão do território estadual (inclusive os municípios de ImbitubaTubarãoCriciúmaCocal do SulIçara e Urussanga), aparece um grande número de indústrias menores que têm ligação assim para a indústria madeireira como para o beneficiamento de produtos agropecuários.[118]

A atividade econômica de destaque na região norte-oriental do território estadual (entre Joinville e Jaraguá do Sul) é a fabricação de motocompressores, autopeças, refrigeradores, motores e componentes elétricos, máquinas industriais, tubos e conexões.[118] Na porção meridional do território estadual (inclusive os municípios de Içara, Tubarão, Imbituba e Urussanga), por seu turno, estão concentradas as mais importantes indústrias de cerâmica de revestimento da federação brasileira.[118] Santa Catarina também é o maior produtor brasileiro de louças e cristais.[118]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Vista de um dos terminais do movimentado porto de Itajaí.

setor terciário é o menos relevante para a economia catarinense a nível nacional: em 2013, a participação dos serviços representava somente 3,6% do valor total adicionado à economia de todo o Brasil.[107]

Segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) realizada pelo IBGE em 2013, existiam no estado 76 095 empresas,[120] das quais 308 113 eram empresas locais.[121]

Em 2013, trabalharam para todas essas empresas 560 945 trabalhadores, que totalizavam ao todo uma receita bruta de 55 944 815 mil reais, juntos com salários e outras remunerações que somavam um total de 10 776 363 reais.[120]

No Paraná, existiam, em 2015, 592 agências (instituições financeiras), que renderam R$ 71 121 160 249 mil em operações a crédito, R$ 108 094 736 mil em depósitos à vista do governo, R$ 5 215 932 191 mil em depósitos à vista privados, R$ 37 528 225 778 mil em poupança, R$ 26 668 289 042 mil em depósitos a prazo e R$ 16 924 967 mil reais em obrigações por recebimento.[122]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Turismo em Santa Catarina

O estado de Santa Catarina tem uma área territorial repleta de contrastes: as serras estão contrapostas à costa de lindas praias, baías, enseadas e mais de dez de ilhas; na arquitetura, uma grande diversidade de municípios preserva as edificações características do tempo em que o estado foi povoado; ao passo que a capital, Florianópolis, é uma cidade de prédios inovadores e requintados, assinalada pela grande existência dos jovens, dos esportes náuticos e dos campeonatos de surfe. Entre os balneários destacam-se Bombinhas, a qual considera-se a capital brasileira do mergulho, e Balneário Camboriú, uma das praias mais famosas.[123]

Atualmente, visitar o estado de Santa Catarina é uma chance de entender uma característica mistura de nacionalidades, que é refletida não somente na cultura, porém da mesma forma no patrimônio histórico. Além disso, há no estado demais grandes atrações, como as elevadas médias térmicas do verão, as quais trazem um grande número de turistas para seus belos balneários, que distribuem-se por destinos como Balneário Camboriú, Bombinhas, Itapema, Garopaba, Joaquina, Praia Mole e praia da Vila em Imbituba em que ocorre período do principal campeonato de surf do mundo, o WCT; e o excessivo frio do inverno da Serra Catarinense com intensas geadas – de vez em quando seguido pela neve –, assegurando confortáveis apaixonados roteiros. Os mais conhecidos da serra são Lages e São Joaquim. Tanto no inverno como no verão, há muitas escolhas de passeios para todo o ano.[123]

No Vale do Itajaí – merecendo destaque Penha, em que existe o Beto Carrero World, e Blumenau – concentram-se destinos em que o bom é o turismo de negócios. Limitando-se com Blumenau está localizada Gaspar, a cidade é conhecida pela Igreja Matriz e pela Rota das Águas que contém mais de nove Parques Aquáticos, o mais conhecido dentre eles é o Parque Aquático Cascaneia. Já o município de Timbó destaca-se pelos excelentes locais para que sejam praticados esportes radicais como o rafting, canyoning e que sejam praticados verticalmente outros esportes. O município de Fraiburgo, que faz parte da Rota da Amizade, destaca-se ao cultivo da maçã, possivelmente sendo conhecidas as várias fases desta cultura, como o floramento da maçã, o cultivo dos frutos, além de contar com a organização que existe na Terra da Maçã para que os visitantes sejam recebidos.[123]

Sabido como um pedaço da Europa encravado no Sul do país, o estado de Santa Catarina possui um dos mais altos índices de desenvolvimento econômico do Brasil, que baseia-se na grande variedade de produção industrial. Um importante ponto turístico é o Farol de Santa Marta, o mais grande das Américas e o terceiro mais grande do mundo.[123]

Tem sido crescente a movimentação turística, que vem acima de tudo de São Paulo e dos países do Prata para Santa Catarina.[124] A mais importante concentração que atrai os turistas são os lindos balneários da ilha de Santa Catarina, além das praias de Laguna, Balneário Camboriú, Porto Belo e Itajaí. Também atrai a zona de colonização alemã, centralizada em Blumenau, porém abrangendo, na periferia, Pomerode e Timbó e inclusive, no extremo norte, Joinville. Os antigos habitantes dos municípios da região ergueram as históricas casas de enxaimel (caibros atravessados de modo a segurar o barro o qual constitui as paredes).[124]

Balneário Camboriú, cidade turística do estado.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Indicadores
Serviços
Acesso à água 83,9% (2011)[125]
Rede de esgoto 56,6% (2011)[125]
Saúde
Mortalidade infantil 9,5‰ (2015)[4]
Médicos 1,68 por mil hab. (2012)
Leitos hospitalares 2,43 por mil hab. (2012)
Educação
Educação infantil 274.329 matrículas (2011)[126]
Ensino Fundamental 851.180 matrículas (2012)[127]
Ensino Médio 254.636 matrículas (2012)[127]
Ensino Superior 268.899 matrículas (2011)[128]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Considera-se bom o estado de saúde da unidade federativa, apesar de que ainda algumas endemias do campo não pudessem ser erradicadas. Em 2009, a estrutura dos hospitais abrangia uma rede de 4.470 estabelecimentos, os quais contavam com 15.557 leitos, atendidos, em 2010, por 33.788 médicos, 4.420 enfermeiros e 6.824 auxiliares de enfermagem.[129][130] Órgãos federais com prestação de serviços no estado:[131] Departamento Nacional de Endemias Rurais (educação sanitária, atividades de saneamento básico, campanhas de vacinação contra a ancilostomose, doença de Chagas, febre amarela, filariose, malária e tracoma), Serviço Nacional de Doenças Mentais, Serviço Nacional da Lepra e Serviço Nacional de Tuberculose.[131] Em 2005, 79,1% da população catarinense possuía acesso à rede de água,[132] ao passo que 82,6% eram beneficiados pela rede de esgoto sanitário.[132]

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, 76,6% da população catarinense avalia sua saúde como boa ou muito boa; 67,4% da população realiza consulta médica periodicamente; 48,0% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 6,9% da população esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. 35,2% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 28,5% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 71,9% dos habitantes declararem necessitar sempre do Programa Unidade de Saúde da Família - PUSF.[133]

Na questão da saúde feminina, 42,5% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses; 51,9% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos; e 83,4% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.[133]

Educação[editar | editar código-fonte]

Prédio da Reitoria da UFSC, em Florianópolis.

Em 2015, foram registradas matrículas de 837.814 discentes, nas 3.250 instituições educacionais de ensino fundamental em Santa Catarina, das quais 954 eram do estado, 1.912 do município, 383 da iniciativa privada e uma da União. No que diz respeito ao corpo docente, era igualmente formado por de 48.904 professores, dos quais 18.433 ensinavam em instituições de ensino do estado, 69 em escolas da União, 23.550 em escolas do município e 6.852 em escolas da iniciativa privada.[134]

ensino médio, em 2015 teve suas aulas dadas em 990 estabelecimentos com 242.153 discentes registrados por matrícula, atendidos por 18.879 docentes. Dos 242.153 alunos, 198.952 encontravam-se nas escolas do estado, 7.415 nas da União e 1.215 nas dos municípios e nas 34.571 da iniciativa privada.[134][nota 3]

Em 2010, a taxa de analfabetismo estadual era de 3,2%, a mais baixa do Brasil.[135] A taxa de escolarização na faixa etária de 6 a 14 anos é 99,2%, tornando o estado líder nesse quesito.[135] Em 2009, 14,0% da população catarinenses é de analfabetos funcionais.[136] O IDH-educação de Santa Catarina é o 3º mais alto do Brasil (0,934).[137]

As mais importantes instituições catarinenses de ensino superior são a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal da Fronteira Sul, o Instituto Federal de Santa Catarina, o Instituto Federal Catarinense, a Fundação Universidade Regional de Blumenau, a Universidade do Extremo Sul Catarinense, a Universidade do Sul de Santa Catarina, a Universidade do Oeste de Santa Catarina, a Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), a Universidade Municipal de São José, a Universidade do Sul de Santa Catarina, a Universidade do Contestado, a Universidade do Vale do Itajaí, a Universidade da Região de Joinville, a Centro Universitário de Jaraguá do Sul, a Universidade Comunitária Regional de Chapecó e a Universidade do Planalto Catarinense.[138]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Transportes de Santa Catarina
Vista da SC-438 cruzando a Serra do Rio do Rastro.

Santa Catarina tem uma malha rodoviária a qual une as diferenciadas regiões do estado. As rodovias estaduais de Santa Catarina são geridas pelo Departamento de Transportes e Terminais, responsável por consertar e vigiar a maior parte das vias públicas que ligam as cidades e as zonas rurais do estado. A presença de pedágios em suas rodovias é proibida pela Constituição Estadual de 1989.[97]

Então as rodovias federais, geridas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, têm, em sua maior parte, pedágios da Arteris. A mais importante rodovia é a BR-101, que corta o litoral e é responsável pelo escoamento de boa parte da produção no estado. Outra rodovia principal é a BR-470, elo de ligação do meio-oeste com litoral. Liga-se com BR-282 e com BR-283 e por si transporta a produção agroindustrial a qual é produto de exportação através do porto de Itajaí. Através da BR-280, que conecta a cidade de Porto União, no Planalto Norte, com o porto de São Francisco do Sul, ocorre o transporte da produção da indústria de móveis produzidos em São Bento do Sul e a produção de erva-mate em Canoinhas. Demais rodovias conhecidas são a BR-153 e a BR-116, a qual corta as cidades de Lages, Papanduva e Mafra, atravessando o estado até o limite com o Rio Grande do Sul.[139][140]

Cinco portos peritos constituem o sistema de portos do estado: São Francisco do Sul, Itajaí, Itapoá, Imbituba e Navegantes. O primeiro, que mais exporta, é o mais grande porto graneleiro do estado. O de Itajaí, mais grande do estado, é destinado principalmente para exportar açúcar e congelados e para transportar de combustíveis, ao passo que Imbituba constitui um terminal de carvões e Laguna, porto de pesca.[139][140]

As estradas de ferro, geridas em parte pela América Latina Logística, possui dois troncos principais, os quais atravessam o estado de norte a sul: o primeiro corta Mafra e Lages e o segundo, passa por Porto União, Caçador e Joaçaba. No norte do estado, uma linha de leste a oeste conecta as cidades ao litoral, atendendo Porto União, Canoinhas, Mafra, São Bento do Sul, Joinville e São Francisco do Sul. Demais ferrovias catarinenses atendem o vale do Itajaí e a região mineradora carbonífera, conectando-a com os portos de Laguna e Imbituba.[139][140]

Santa Catarina possui 32 aeroportos públicos e particulares,[140][139] sendo que apenas cinco realizam voos comerciais: Aeroporto Internacional Hercílio Luz em Florianópolis,[141] Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder em Navegantes,[142] Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola em Joinville,[143] Aeroporto Serafim Enoss Bertaso de Chapecó,[144] Aeroporto Diomício Freitas, perto de Criciúma, no sul do Estado e com data de inauguração recente em 2015,[145] o Aeroporto Regional de Jaguaruna ou Aeroporto Humberto Ghizzo Bortoluzzi.[146]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O estado dispõe de demais serviços básicos. Em Santa Catarina, há diversas empresas de abastecimento de água. Em 198 dos 295 municípios catarinenses, a empresa de água e saneamento básico (esgoto) é a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN).[147]

No que diz respeito à energia elétrica, há uma empresa em território estadual, a Centrais Elétricas de Santa Catarina.[148] O proveito do potencial hidrelétrico catarinense sequer está completo e usinas termelétricas são as que fornecem boa parte do consumo estadual de energia. O carvão-vapor é utilizado para nutrir essas usinas, e isso colabora não apenas para seja expandida a produção termelétrica como também garante comércio em desenvolvimento para que seja ampliada a produção de carvão consumida no estado.[140]

Em Capivari de Baixo está o mais grande complexo termelétrico a carvão da América Latina. O Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda, com 857 megawatts, fazia parte da estatal Eletrosul Centrais Elétricas até a privatização, em 1997. Atualmente pertence à Tractebel Energia, empresa sediada em Florianópolis, filial do grupo francês GDF Suez. É importante ressaltar-se que nos últimos anos vem crescendo no estado a captação e a geração de energia a partir doutras fontes. Pode-se exemplifica-lo pela Usina de Cogeração Lages a partir da biomassa gerada pelos resíduos da madeira, os parques eólicos de Bom Jardim da Serra e Água Doce, as usinas de Biogás a partir da captação do gás metano de dejetos de animais em Itapiranga e Pomerode e a partir de resíduos sólidos urbanos em Itajaí, da geração fotovoltaica na Usina Megawatt Solar em Florianópolis (a maior usina solar da América Latina integrada a edifício) e na Usina Cidade Azul (a maior usina fotovoltaica do Brasil e segunda da América Latina), localizada no município de Tubarão.[149]

Estão presentes serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo fornecidos por vários provedores de acesso gratuitos e pagos. O serviço de telefonia fixa é fornecido por certas operadoras, como a Brasil Telecom.[150] O código de área (DDD) do estado é variável, entre 047 e 049.[151] No dia 17 de novembro de 2008, as regiões leste e sul começaram a serem atendidas pela portabilidade, junto com demais cidades de DDDs 85 e 88 (Ceará), 98 e 99 (Maranhão).[152]

A secretaria que encarrega-se das comunicações no Paraná inteiro é a Secretaria de Comunicação, atuante assim na assessoria da imprensa, como no marketing e na Internet. Há vários jornais que existem em diversos municípios do estado, exemplificando, A Notícia (em Joinville), Notisul (em Tubarão), A Tribuna (em Criciúma), Jornal de Santa Catarina (em Blumenau), Jornal Vale do Itapocu (em Jaraguá do Sul), Correio Lageano (Lages), Oi São José (São José), Jornal Médio Vale (Timbó), etc.[153] Ambos dos jornais de maior influência do Brasil,[154] Diário Catarinense e Correio da Ilha, são catarinenses e suas sedes são mantidas na capital estadual.[153]

Na área televisiva, a mais antiga emissora de televisão do estado, a TV Coligadas (atual RBS TV Blumenau), foi fundada por uma sociedade composta por Wilson de Freitas Melro, Caetano de Figueredo e Flavio Rosa, bem como demais 307 acionistas, em 1 de setembro de 1969.[155] Ao longo dos anos, diversas demais emissoras foram desenvolvidas no estado e receberam fama no Brasil e no estado, como foi o caso da RIC TV Florianópolis, Record News Florianópolis, a Band SC, a RBS TV Florianópolis e a TV Canção Nova Florianópolis, totalmente sediadas na região metropolitana de Florianópolis,[156] além de existir transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Santa Catarina sedia certos canais/emissoras de televisão, tais como a RBS TV Blumenau, a RBS TV Centro-Oeste (Joaçaba), a RBS TV Chapecó, a RBS TV Criciúma, e a RBS TV Joinville, totalmente associadas à Rede Globo de Televisão.[156]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura de Santa Catarina

Espaços culturais e museus[editar | editar código-fonte]

Fachada do Palácio Cruz e Sousa, antiga sede do governo de Santa Catarina, em Florianópolis.

São sediadas em Santa Catarina várias instituições culturais, podendo ser citadas o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, a Academia Catarinense de Letras e o Círculo de Arte Moderna. As principais bibliotecas são a Biblioteca Pública do Estado, a Biblioteca Pública Municipal do Estreito, as das diversas escolas da Universidade Federal (Florianópolis), a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Müller (Blumenau), a Biblioteca Pública Municipal (Joinville) e a Biblioteca da Fundação Camargo Branco (Lages).[157][158]

Os principais museus de Santa Catarina são o Museu Histórico (local de instalação na Casa de Santa Catarina, com armas, uniformes e objetos que pertenciam à Companhia Barriga Verde), a residência de Vítor Meireles, o Museu Etnográfico, Etnológico e Botânico, o Museu de Arte Moderna, o Museu do Índio, o Museu do Instituto Geográfico e Histórico, o Museu do Homem do Sambaqui (Florianópolis), o Museu de História Natural Dr. Fritz Müller (Blumenau), o Museu Arquidiocesano D. Joaquim (Brusque), o Museu Nacional do Mar, com embarcações do Brasil e do exterior (São Francisco do Sul), o Museu Municipal (de imigrantes, colonizadores e achados arqueológicos), o Museu Estação da Memória na histórica estação de trem (Joinville) e o Museu Histórico Pedagógico (Lages).[157][158]

Monumentos, festas religiosas e folclore[editar | editar código-fonte]

Ao povoarem a Florianópolis de hoje, os açorianos haviam erguido um sistema de fortalezas as quais possuem grande importância histórica. Na ilha de Anhatomirim encontra-se um desses fortes, a fortaleza de Santa Cruz, a qual, erigida em 1744, foi restaurada pela Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Das ruínas do forte de São José da Ponta Grossa (1740), na praia do Forte, possui-se uma das mais lindas visões da região.[157][158]

Demais conhecidos monumentos são o Mercado Público e o prédio da Alfândega, construídos do final do século XIX, e a ponte Hercílio Luz (1926), uma das mais grandes pontes pênseis do planeta (Florianópolis) e o palácio dos Príncipes, construído em 1870 (Joinville). O patrimônio histórico cadastra por tombamento as ruínas e construções da ilha de São Francisco do Sul e da cidade de Laguna.[157][158]

Dentre as festas religiosas tradicionais de Santa Catarina merecem destaque: a procissão do Senhor Jesus dos Passos, a festa de São Sebastião, a festa do Divino Espírito Santo (festa móvel, com três dias de duração) e a procissão de Santa Catarina (padroeira do estado).[157][158]

Blumenau, onde ocorre a maior oktoberfest fora da Alemanha.

Das festas folclóricas, realizam-se as principais no mês de outubro em uma grande diversidade de cidades: em Criciúma, a Festa das Etnias; em Florianópolis, a Fenaostra; em Blumenau, a Oktoberfest, festa tradicional da Alemanha, que distribui chope, canções típicas e grupos de folclore; em Joinville, a Fenachopp; em Rio do Sul, a Kegelfest, no qual o atrativo, bem como a cerveja, é o bolão, jogo parecido com o boliche e com a bocha; em Treze Tílias, a Tirolerfest, celebração do dia em que os imigrantes vieram da Áustria; em Jaraguá do Sul, a Schützenfest, combinação de torneio de tiro com festival alimentar e cervejeiro; em Brusque, a Fenarreco, a Festa Nacional do Marreco; em Pomerode, a Festa Pomerana; em Itapema, o Festival do Camarão; e, em Itajaí, a Marejada, festival com culinária de Portugal.[157][158]

Demais festas folclóricas famosas no estado são o terno de reis, em janeiro; o boi-de-mamão, em janeiro e fevereiro, uma aparência de pantomima onde é predominante a imagem de um boi de papelão ou madeira, acompanhada de pessoas, fantasia, dançarinos e cantores; e a farra do boi, na semana santa. Da culinária de Santa Catariina, os pratos mais famosos são a bijajica (bolinho de polvilho, ovos e açúcar, fritado em banha) e o Ente mit Rotkohl (marreco com repolho roxo), iguaria da região de Brusque. No mês de abril ocorre a Expofeira Nacional da Cebola na município de Ituporanga. Período em que as festas são realizadas, o evento, toda a edição, firmou-se como habitual para excursões, promoção de agronegócios e divulgação de novas tecnologias no setor agropecuário. Entre maio e julho ocorre em Lages a Festa Nacional do Pinhão, com pratos típicos feitos de pinhão, considerando-se o mais grande festival tradicionalista brasileiro e em Urussanga no Sul do estado a Festa do Vinho e a festa Ritorno Alle Origini merecem destaque como festas da imigração italiana no estado.[157][158]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Veja a localização dos climas do mundo em Ficheiro:World Koppen Map.png.
  2. Ver seção de Etimologia acima.
  3. 1. O mesmo aluno pode ter mais de uma matrícula. 2. O mesmo professor pode atuar em mais de uma etapa e/ou modalidade de ensino.

Referências

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