Oiapoque

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Município de Oiapoque
Centro de Oiapoque

Centro de Oiapoque
Bandeira de Oiapoque
Brasão de Oiapoque
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 23 de maio de 1945 (72 anos)
Gentílico oiapoquense
Padroeiro(a) Nossa Senhora das Graças
Prefeito(a) Maria Orlanda Marques Garcia (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Oiapoque
Localização de Oiapoque no Amapá
Oiapoque está localizado em: Brasil
Oiapoque
Localização de Oiapoque no Brasil
03° 49' 29" N 51° 49' 05" O03° 49' 29" N 51° 49' 05" O
Unidade federativa  Amapá
Mesorregião Norte do Amapá IBGE/2013[1]
Microrregião Oiapoque IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Serra do Navio, Calçoene, Laranjal do Jari, Pedra Branca do Amapari e São Jorge do Oiapoque (Guiana Francesa)
Distância até a capital 550 km
Características geográficas
Área 22 625,018 km² [2]
Área urbana 2.43 km² est. Embrapa[3]
Distritos Clevelândia do Norte, Sede e Vila Velha[4]
População 24 263 hab. IBGE/2015[5]
Densidade 1,07 hab./km²
Altitude 10 m
Clima equatorial Am
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,658 (AP: 5º) – médio PNUD/2010[6]
Gini 0,41 est. IBGE 2003[7]
PIB R$ 236 269 mil IBGE/2010[8]
PIB per capita R$ 11 567,08 IBGE/2010[8]
Página oficial
Prefeitura www.oiapoque.ap.gov.br (em português)
Câmara www.oiapoque.ap.leg.br (em português)

Oiapoque é um município brasileiro localizado no extremo norte do estado do Amapá. Sua área é de 22.625 km²; e sua população, de acordo com as estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, era de 24 263 habitantes.[5]

Dentro do município encontra-se Clevelândia do Norte, uma colônia militar brasileira criada em 1919 e que antigamente era chamada de "Colônia Militar do Oiapoque". Situa-se na margem direita do rio Oiapoque, a cerca de 03 quilômetros da sede municipal.

História[editar | editar código-fonte]

Durante o período colonial, Oiapoque era parte da Capitania do Cabo Norte. Nos primórdios do século XVI, os portugueses da América travaram lutas com outros europeus, para estabelecer domínio territorial ao sul do rio Oiapoque - na época conhecido como rio de Vicente Pinzón - e ao norte do rio Amazonas, para expandir os impérios colonizadores que cada grupo representava.

Os primitivos habitantes da região são antepassados dos povos Waiãpi, que ocupavam a extensão territorial do rio Oiapoque; dos Galibi e Palikur, concentrados no vale do rio Uaçá e seus afluentes. A palavra Oiapoque tem origem tupi-guarany, sendo uma derivação do termo "oiap-oca", que significa "casa dos Waiãpi".

O município de Oiapoque originou-se da morada de um mestiço, em data que não se pode precisar, de nome Emile Martinic, o primeiro habitante não-índio do município. Sabe-se que a localidade passou a ser conhecida como "Martinica"; e, ainda hoje, não é raro ouvir essa designação, notadamente de habitantes mais antigos. Em 1907, o Governo Federal criou o Primeiro Destacamento Militar do município, que servia de abrigo a presos políticos. Alguns anos depois, esse destacamento foi transferido para Santo Antônio, atual distrito de Clevelândia do Norte, com a denominação de Colônia Militar. Para consolidar a soberania nacional sobre as áreas limítrofes, face ao contestado franco-brasileiro, foi, então, erguido um monumento à pátria, indicativo do marco inicial do território brasileiro.

O município foi criado em 23 de maio de 1945, através da lei 7578.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Oiapoque está localizado na parte mais setentrional do estado do Amapá. Limita-se ao norte com a Guiana Francesa, ao sul com os municípios de Calçoene, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. Ao leste é banhado pelo Oceano Atlântico e a oeste faz fronteira com o município de Laranjal do Jari.

Divisões Fisiográficas[editar | editar código-fonte]

Com altitude de 10 metros, o relevo do município é composto predominantemente por áreas de planícies. A vegetação compreende matas de terra firme; várzeas altas e baixas, que sofrem a influência direta dos períodos de cheia e vazante; campos com abundância de gramíneas (canarana) e matas litorâneas, que constituem os manguezais.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Bacia do Oiapoque pelos afluentes à margem direita. Este rio divide o Brasil da Guiana Francesa e corre de Oeste para o Norte, desaguando no oceano Atlântico.

Clima e pluviosidade[editar | editar código-fonte]

Com clima quente úmido, a temperatura mínima é de 22º e a máxima de 34º centígrados. Possui precipitação com chuvas ocorrendo nos meses de dezembro a agosto, chegando a atingir cerca de 3.000mm. A estação seca vai de setembro a dezembro, mês em que se verifica temperatura mais alta.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

É composto por uma sede municipal (Oiapoque) e dois distritos:[4]

Outras localidades se distribuem na área geográfica municipal:

  • Ponte do Caciporé (área de intercessão da BR-156)
  • Rio Cassiporé - importante ponto de apoio tanto para o tráfego rodoviário da BR-156, quanto para o fluvial, principalmente para os pecuaristas e agricultores da região, e outros povoados menores (indígenas) como: Manga, Santa Isabel, Espírito Santo, Açaizal, Urucaura e Kumarumã.
  • Vila Brasil (serve de apoio aos garimpos infiltrados nas Guiana Francesa)
  • Taperebá (área de apoio aos pescadores da costa marítima).

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua renda concentra-se distribuida da seguinte forma:

  • Setor primário: destaca-se principalmente a criação dos gados bovino, bubalino e suíno. Na agricultura temos a cultura da mandioca, laranja, milho, cana-de-açúcar e outros.
  • Setor secundário: aqui pode-se citar a extração de ouro como fonte complementar de renda. Os recursos giram também em torno do artesanato, incluindo-se aí a fabricação de luxuosas jóias em ouro. Aliás, as pedras preciosas também são um ponto importante na economia do município, a cassiterita é uma delas. No setor moveleiro dispõe de algumas serrarias. As indústrias de panificação ajudam a fomentar a economia, que o município já está se preparando para expandir. Um passo neste sentido é a exportação do cacau beneficiado, através da Associação Agro-extrativista do Cassiporé para a França.
  • Setor terciário: possui pequenos estabelecimentos comerciais (mercearias) que se beneficiam do intercâmbio com Saint Georges (São Jorge – Caiena) e com a vila de Clevelândia do Norte, onde há bares, restaurantes, dentre outros.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Em 1943, ergueu-se neste município um monumento à pátria, indicativo do marco inicial do território brasileiro, onde figuram citações do hino nacional e uma placa indicativa com os dizeres: “Aqui Começa o Brasil”. O Oiapoque tem ainda como atrações turísticas a Cachoeira Grande, a Vila Brasil, que fica na cabeceira do rio Oiapoque, o Parque Nacional do Cabo Orange e a Serra do Tumucumaque.

Eventos Culturais[editar | editar código-fonte]

O município presta sua homenagem no mês de agosto, precisamente no dia 15, à Nossa Senhora das Graças, padroeira da cidade. A programação, como mandam os costumes, compreende os lados sagrado e profano: missa, arraial e procissão. No mês de outubro, festeja-se a Padroeira de Clevelândia do Norte, Nossa Senhora de Nazaré. Há além disto, as festas juninas, animadas com quadrilhas e desfiles de miss caipira, onde valem a criatividade e a imaginação.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Acesso[editar | editar código-fonte]

Existe apenas uma via de ligação com a capital do estado, Macapá: a BR-156, com aproximadamente 600 km. Por Oiapoque pode-se ter acesso à Guiana Francesa pela Ponte Internacional sobre o Rio Oiapoque.

Educação[editar | editar código-fonte]

Dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado do Amapá, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas no Município de Oiapoque obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005:

IDEB, escola e ranking estadual
Nota Escola Ranking
3,0 Escola estadual Joaquim Caetano da Silva 102º
5,2 Escola estadual Joaquim Nabuco 103º
3,9 Escola municipal Professora Maria Leopoldina A. Rodrigues 116º

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). «Divisão Territorial do Brasil». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 27 de setembro de 2013 
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2011 
  3. Embrapa Monitoramento por Satélite. «Urbanização das cidades brasileiras». Consultado em 30 de julho de 2008 
  4. a b Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Oiapoque - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 29 de setembro de 2013  |arquivourl= é mal formado: timestamp (ajuda)
  5. a b «Estimativas da população residente no Brasil e Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2015» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 28 de agosto de 2015. Consultado em 30 de agosto de 2015 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2013 
  7. «Indice GINI». Cidade Sat. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2000. Consultado em 06 de agosto de 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]