Amajari

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Amajarí
  Município do Brasil  
Escola no distrito de Tepequém, em Amajari
Escola no distrito de Tepequém, em Amajari
Símbolos
Bandeira de Amajarí
Bandeira
Brasão de armas de Amajarí
Brasão de armas
Hino
Gentílico amajariense
Localização
Localização de Amajarí em Roraima
Localização de Amajarí em Roraima
Mapa de Amajarí
Coordenadas 3° 39' 07" N 61° 22' 15" O
País Brasil
Unidade federativa Roraima
Região intermediária[1] Boa Vista
Região imediata[1] Pacaraima
Municípios limítrofes Venezuela, Pacaraima, Boa Vista e Alto Alegre
Distância até a capital 157 km
História
Fundação 1975 (45 anos)
Emancipação 17 de outubro de 1995 (25 anos)
Administração
Prefeito(a) Vera Lucia Araujo Cardoso (PSC, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 28 472,223 km²
População total (est. IBGE/2017[3]) 11 560 hab.
 • Posição RR: 9º
Densidade 0,4 hab./km²
Clima equatorial
Altitude 100 m
Fuso horário Hora do Amazonas (UTC−4)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,484 muito baixo
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 60 732,804 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 7 610,63

Amajari é um município do norte do estado de Roraima. A população estimada em 2017 era de 11.560 habitantes e a área é de 28.472 km², o que resulta numa densidade demográfica de 0,2 hab/km². Seus limites são a Venezuela a oeste e norte, Pacaraima a leste, Boa Vista a sudeste e Alto Alegre a sul.

O município deve a sua formação com a união de várias vilas, entre estas escolheu-se a Vila Brasil como sede municipal, sendo elevada à categoria de cidade. O acesso a ela dá-se parte pela BR-174, parte pela rodovia estadual RR-203, ambas asfaltadas, a segunda em mal estado de conservação, totalizando 158 km da capital Boa Vista.

O município de Amajari possui uma região que tem 8 Terras Indígenas, totalizando 19 comunidades indígenas. As etnias presentes atualmente são do povo Macuxi, Wapichana, Sapará e Taurepang. A região tem como as Terras Indígenas: TI Araçá, TI Ouro, TI Anaro, TI Ponta da Serra, TI Aningal, TI Garagem, TI Santa Inês e TI Ananás. As comunidades indígenas que localiza na região são: Araçá, Mutamba, Mangueira, Três Corações, Guariba, Anaro, Ponta da Serra, Urucuri, Juraci, Nova União, Ouro, São Francisco, Cajueiro, Garagem, Ananás, Leão de Ouro, Santa Inês, Aningal e Vida Nova.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1975 chegou o primeiro morador, Senhor Brasil, dando nome ao lugar. Em 17 de outubro de 1995, através da lei nº 097, o município foi criado com terras desmembradas do município da Capital do Estado.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município tem uma participação em relação ao Estado de 12,70% e a participação de povos indígenas em relação ao total do município é de 58,71%. No relevo, predominam as superfícies planas (constituindo 50% do solo), as áreas inundáveis (que representam 10%) e o relevo fortemente ondulado (que é bastante conhecido na região e que no município representa 40% do solo).

Localidades principais[editar | editar código-fonte]

Segue uma relação de das principais localidades não-indígenas do município e suas respectivas populações segundo o Censo de 2010.[6]

  • 1.219 habitantes - Vila Brasil (sede)
  • 116 habitantes - Vila Tepequém
  • 587 habitantes - Vila Três Corações
  • 693 habitantes - Vila Maracá

Clima[editar | editar código-fonte]

O município possui basicamente dois tipos de clima: Aw, que é o clima tropical chuvoso de savana com um pequeno período seco, e o Am, clima tropical chuvoso de monção no extremo leste e quente possuindo estação seca. Já a temperatura média do município é de 26 °C.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os principais rios do município são Uraricoera, Parimé e Amajari (esse último que dá nome a cidade). A precipitação pluviométrica fica em torno de 2.000 mm.

Limites[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

O município tem como produtos principais na área de cultivo o milho, a mandioca, a banana, a cana-de-açúcar e o arroz. Tem um bom potencial para a produção de culturas permanentes, pode-se citar como exemplo o café, entre outros. A pecuária predominante é a de corte, mas no entanto, há também perspectivas favoráveis à pecuária de leite. O município dispõe de pontos muito positivos para o desenvolvimento da piscicultura na área da mata, e do turismo (como a Serra do Tepequém, a região das cachoeiras do Ereu e sua natural fauna e flora). O município é o maior produtor nacional de tambaqui( Colossoma Macropomum) com grande parte da produção sendo destinada ao mercado Amazonense.

Produto Interno Bruto[editar | editar código-fonte]

  • Valor adicionado na agropecuária - R$ 2.601.000
  • Valor adicionado na indústria - R$ 959.000
  • Valor adicionado no serviço - R$ 18.200.000
  • APU - R$ 15.791.000
  • Impostos - R$ 4.000.000
  • PIB - R$ 21.765.000
  • PIB per capita - R$ 3.642

Atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

  • Reserva Biológica Ilha de Maracá – Primeira estação ecológica do país e terceira ilha fluvial em superfície do planeta – só perde para Marajó e Bananal. Possui uma grande diversidade biológica e populações endêmicas de fauna e flora. A visitação só e permitida com a permissão do Ibama. O acesso é pela RR 205 (asfaltada).
  • Estância Ecológica Sesc Tepequém – Localizada no topo da Serra do Tepequém, possui uma pousada com excelentes instalações. Atrações: Cachoeiras do Paiva, Sobral, Barata, Funil e outras. Acesso pela BR-174 até o km 100, depois seguindo pela RR 203 (asfaltada em mal estado de conservação) até o trevo do Trairão. Depois dali, são 4 km serra acima. É recomendável que o carro tenha tração 4 x 4. Recomenda-se também o uso de protetor solar e repelentes.

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (30 de agosto de 2017). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1 de julho de 2017» (PDF). Consultado em 30 de março de 2018 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 8 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. bestatistica/populacao/censo2010/default.shtm Dados com base em levantamentos utilizando os resultados do Censo 2010 do IBGE. Acesso em 7 fev 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]