Tunápolis

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Tunápolis
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Tunápolis
Bandeira
Brasão de armas de Tunápolis
Brasão de armas
Hino
Lema "Tunápolis, terra bendita"

"Capital do trabalho"

Gentílico tunapolitano
Localização
Localização de Tunápolis em Santa Catarina
Localização de Tunápolis em Santa Catarina
Mapa de Tunápolis
Coordenadas 26° 58' 08" S 53° 38' 20" O
País Brasil
Unidade federativa Santa Catarina
Municípios limítrofes Iporã do Oeste, Itapiranga, República Argentina, Santa Helena, São João do Oeste
Distância até a capital 685 km
História
Fundação 26 de abril de 1989 (31 anos)
Emancipação Porto Novo (Itapiranga)
Aniversário 26 de abril
Administração
Prefeito(a) Renato Paulata (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 132,909 km²
População total (Censo IBGE/2010[2]) 4 633 hab.
 • Posição 197°
Densidade 34,9 hab./km²
Clima Subtropical úmido
Altitude 430 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 89898-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,752 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 65 037,213 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 13 608,96
Outras informações
Padroeiro(a) Santíssima Trindade
Sítio https://www.tunapolis.sc.gov.br/ (Prefeitura)
https://camaratunapolis.sc.gov.br/site/ (Câmara)

Tunápolis é um município Brasileiro pertencente ao Extremo Oeste do estado de Santa Catarina. Traz destaque a produção agropecuária e produção de cereais e alimentos. É uma pequena cidade, com menos de 5.000 habitantes, localizada na divisa com a Argentina, tem boa parte do território conservada com mata nativa e riachos, e pouco potencial turístico explorado.

Rio Peperi Guaçu, divisa com Argentina

Foi emancipada do município de Porto Novo (atual Itapiranga) no ano de 1989, tendo como uma das lideranças do movimento de emancipação e em 1990 se tornando primeiro prefeito de Tunápolis, Bertilo Wiggers.

O município de Tunápolis atualmente é dividido em 11 comunidades e 1 centro administrativo onde está localizada a prefeitura municipal: São Pedro, Fátima, São Sebastião, São José, Pitangueira, Raigão Baixo, São Jorge, Bonita, Canaleta, Raigão Alto e Sete Tombos.

A atual gestão começou em 2017 e termina em 2020 (de acordo com o Sistema eleitoral do Brasil) tendo como prefeito eleito em 2016, Renato Paulata (Partido dos Trabalhadores) e vice prefeito, Aquiles Bamberg (Movimento Democrático Brasileiro).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 26º58'08" sul e a uma longitude 53º38'21" oeste, estando a uma altitude de 430 metros. Sua população estimada em 2010 era de 4.633 habitantes.

O município de Tunápolis faz divisa ao Norte com Santa Helena, ao Sul com Itapiranga, ao Leste com Iporã do Oeste, ao Oeste com a República Argentina e ao Sudeste com o município de São João do Oeste.

Paisagem rural de Tunápolis

O relevo de Tunápolis é constituído de planaltos com morros e vales, lagoas como de linha Tunas e linha Fátima, banhado pelos rios Peperi-Guaçu, Macaco Branco, Jundiá e Lajeado Tunas.

A lei municipal n° 02/61 do município de Itapiranga criou o distrito de Tunas. mais de duas décadas depois, sob a lei n° 7.583/89, de 26 de abril de 1989 foi emancipado o município de Tunas que no mesmo ano, em 04 de setembro, pela lei 7.649/89 passou a se chamar Tunápolis.

Tunápolis é constituída além de sua sede, por onze comunidades: Bonita, Canaleta, Fátima, Pitangueira, Raigão Alto, Raigão Baixo, São Jorge, São José, São Pedro, São Sebastião e Sete Tombos. A economia municipal é baseada na agricultura, com 3.215 pessoas distribuídas em 548 propriedades rurais, sendo a agricultura responsável por 87,29% das movimentações financeiras do município (segundo o censo agropecuário de 2017).

Em geral, a movimentação financeira tunapolitana de 2017 foi de R$ 233.586.416,34, sendo a participação do agro rural responsável por R$ 203.892.628,54.

Religião[editar | editar código-fonte]

Religião[5] %
Catolicismo 96,2
Protestantismo 2,8
Testemunhas de Jeová 0,8
Outas 0,1
Sem religião 0,1

História[editar | editar código-fonte]

A colonização de Tunápolis se iniciou no início da década de 1950 quando a companhia Volksverein (Sociedade União Popular do Rio Grande do Sul) iniciou a comercialização de lotes de terra na região. Adotava-se critérios para a compra desses lotes, a família deveria ser de origem germânica e de religião cristã-católica. Imigrantes alemães, quando vieram colonizar a região de Porto Novo (atual Tunápolis) encontraram cactus da espécie "tunas", daí a origem do nome Tunápolis. A fundação oficial se deu no dia 20 de setembro de 1951 quando foi realizada a primeira missa pelo padre Balduíno Schneider, que escolheu como padroeira de Tunápolis, a Santíssima Trindade.

No ano seguinte, os pioneiros de origem alemã, vindo do Rio Grande do Sul, se fixaram em Tunápolis. Mais colonos alemães vieram do RS para habitar o local nos anos seguintes, junto a suas famílias. Os principais motivos da imigração foram as terras férteis e boas condições climáticas que se encontravam em Tunas. A colonização do local se deu lentamente e com muitas dificuldades, poucas famílias gozavam de um bom poder econômico e as construções das moradias eram feitas com madeira.

Apesar de grande parte da abertura do território, dentro a mata e estradas ter sido realizada por mão de obra cabocla, os mesmos sofreram preconceito e discriminação por parte dos colonizadores alemães.

Inicialmente a região que hoje compreende Tunápolis, pertencia ao município de Porto Novo (atual Itapiranga) e só em 1961 foi elevada à condição de distrito. Nesse período a economia de Tunas se devia a agricultura e principalmente a extração de madeira. Aos poucos, com as extrações de grande parte das árvores nativas da região, a economia foi se direcionando ao cultivo de milho, feijão, mandioca, batatas, fumo e soja.

Desde o início quando só se comercializavam terras para alemães católicos, a religião teve forte influência em Tunas. Os colonizadores ergueram igrejas em suas comunidades e na sede, o que demonstra a fé católica na região. A primeira igreja na sede de Tunas foi inaugurada em 16 de maio de 1954, e em 20 de setembro de 1970 foi instalada a paróquia Santíssima Trindade pelo bispo Dom José Gomes. Em 1976 foi inaugurada a atual igreja.

Com o passar do tempo, novos imigrantes de outras confissões religiosas habitaram a região, onde construíram seus locais religiosos. Mesmo assim continuou havendo um clima harmonioso entre os grupos religiosos.

No final da década de 1980, houve um sentimento de insatisfação com Itapiranga devido a distância em relação a sede e o tratamento dispensado pelo município-mãe. Esse sentimento se transformou na necessidade de emancipação de Tunas, isso culminou na realização de um plebiscito em 19 de setembro de 1988, que resultou em 95% de apoio ao processo emancipatório.

E em 26 de abril de 1989 se transformou em um município, denominado Tunas. Todavia, em 4 de setembro desse mesmo ano, passou a se chamar Tunápolis.

Atualmente, a economia tunapolitana se baseia na agropecuária de suinicultura, avicultura, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, ovinocultura, produção de cereais e alimentos. Na parte urbana, possui um comércio relativamente forte, industria moveleira e metalúrgicas.

Em 1993 foi realizada a primeira edição da Efacitus (Exposição Feira Agropecuária Comercial e Industrial de Tunápolis) inicialmente baseada no correto manejo de terneiras para a elevação da qualidade genética, mas com o passar do tempo abriu maiores espaços para o comércio, agricultura e agropecuária em geral, indústria e cultura.

O município de Tunápolis, tem 5 grupos de coral concentrados nas comunidades e sede; fanfarra municipal, escola de música, escola de danças e grupo de patinação.

Desde 1991 o CTG Última Porteira preserva a cultura gaúcha trazida pelos colonizadores do Rio Grande do Sul para Tunápolis.

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 15 de fevereiro de 2014 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sc/tunapolis/pesquisa/23/22107?detalhes=true. Consultado em 27 de abril de 2019  Em falta ou vazio |título= (ajuda)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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