Raimundo Colombo

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Raimundo Colombo
João Raimundo Colombo
29° Governador de Santa Catarina Santa Catarina
Período 1º de janeiro de 2011
até atualidade
Antecessor(a) Leonel Pavan
Senador por Santa Catarina Santa Catarina
Período 1º de janeiro de 2007
até 31 de março de 2010
Prefeito de Lages Bandeira lages.svg
Período 1.º - 1º de janeiro de 1989
até 31 de dezembro de 1992
2.º - 1º de janeiro de 2001
até 31 de março de 2006
Antecessor(a) Paulo Alberto Duarte (1.º)
Décio da Fonseca Ribeiro (2.º)
Sucessor(a) Paulo Cesar da Costa (1.º)
Renato Nunes de Oliveira (2.º)
Deputado federal por Santa Catarina Santa Catarina
Período 1º de janeiro de 1999
até 31 de março de 2000
Dados pessoais
Nascimento 28 de fevereiro de 1955 (62 anos)
Partido PFL (1985-2007)
DEM (2007-2011)
PSD (2011- )
Profissão Produtor Rural
linkWP:PPO#Brasil

João Raimundo Colombo (Lages28 de fevereiro de 1955) é um político brasileiro. Foi prefeito de Lages em duas ocasiões, de 1989 a 1992 e de 2001 a 2006. Foi também deputado estadual de 1987 a 1988. Eleito deputado federal em 1998, exerceu o mandato até 2000, quando assumiu a prefeitura de Lages. Em 2003 foi eleito presidente do PFL catarinense, mandato que cumpriu até 2007. Ocupou o mesmo cargo entre 1993 e 1995.

Também foi secretário-geral do PFL no estado. Ocupou os cargos de diretor administrativo das Telecomunicações de Santa Catarina, diretor presidente das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e presidente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). Ainda exerceu o cargo de secretário de estado para o Desenvolvimento da Região Serrana, no governo Jorge Bornhausen.

Em 2006 foi eleito para o senado. Licenciou-se do mandato de senador em 2010 para disputar o Governo do Estado de Santa Catarina, sendo eleito governador com votação recorde em 2010 e reeleito 2014, as duas vezes em primeiro turno.

Cargos e funções públicas[editar | editar código-fonte]

Colombo assumiu os seguintes cargos:

  • Supervisor do Governo de Santa Catarina no Planalto Serrano - Período: 1981-1983
  • Secretário de Estado do Desenvolvimento Social - Período: 1983-1985
  • Diretor administrativo da Telesc - Período: 1985/1986
  • Deputado estadual de Santa Catarina - Período: 1 de fevereiro de 1987 - 31 de dezembro de 1988
  • Prefeito de Lages - Período: 1989/1992
  • Presidente da Celesc - Período: 1993/1994
  • Presidente da Casan - Período: 1995/1997
  • Deputado federal por Santa Catarina- Período: 1999/2000
  • Prefeito de Lages - Período: De 2001 até 2004 e reeleito (2005 até 2008) para seu 3° mandato com 70,34% dos votos válidos, cargo que exerceu até março de 2006, quando renunciou para ser candidato ao Senado.
  • Senador da república por Santa Catarina - Período: 2007 até 2010, foi eleito senador com mais de 1 milhão e 730 mil votos.
  • Governador de Santa Catarina - Período: 2011 até o presente, eleito e reeleito no 1º turno, conseguiu cerca de 1 milhão e 800 mil votos em ambas as eleições.

Prefeitura de Lages[editar | editar código-fonte]

Exerceu três mandatos como Prefeito de Lages. Construiu banheiros em casas sem saneamento, criou o Programa Juro 0 (empréstimo sem juros a micro e pequenos empresários), municipalizou e terceirizou a distribuição d’água e tratamento de esgoto, retirando-os do controle da estatal CASAN, entre outras ações.

Senador da República[editar | editar código-fonte]

Seguiu-se líder da minoria e vice-líder da bancada dos Democratas. Foi membro das seguintes comissões: Comissão de Assuntos Econômicos, Comissão de Educação, Comissão de Assuntos Sociais, Comissão de Agricultura. Sendo suplente nas seguintes Comissões: Comissão de Constituição e Justiça e Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização e Controle.

Foi também presidente da CPI das ONGs. Sua atuação parlamentar baseia-se na defesa da autonomia dos municípios, projetos sociais e diminuição da carga tributária. Defendeu a transparência das ações públicas para a promoção do controle social, porém como governador apoiou projeto de lei, logo aprovado, que possibilitou a venda sem consulta pública de 49% das ações da Companhia Catarinense de Água e Saneamento - CASAN.

Em seu mandato até dezembro de 2010, apresentou 175 proposições legislativas, entre projetos de lei, Propostas de Emenda à Constituição e requerimentos.[1] No ano de 2009, segundo o portal Transparência Brasil, foi o Senador que mais apresentou projetos de Lei na casa, sendo que 85% deles considerados de alto impacto econômico e social.[2]

Alguns dos principais projetos foram:

  • Visando a reduzir a carga tributária, Raimundo Colombo apresentou mais de 10 proposições legislativas, incluindo a que aumenta o parcelamento do pagamento do imposto de renda sem a cobrança de juros e correção monetária;
  • Ainda na área tributária, apresentou Proposta de Emenda à Constituição para proibir definitivamente a criação de novos tributos para financiar o governo;
  • Visando dar transparência aos contribuintes, apresentou projeto exigindo que, antes de serem incluídos em "malha fina" pela Receita Federal, os cidadãos possam ter amplo direito a defesa;
  • Na fiscalização do governo federal apresentou requerimentos exigindo transparência nos gastos públicos, principalmente no que diz respeito ao uso de dinheiro brasileiro em obras no exterior;
  • Na área social, apresentou várias propostas para a revitalização econômica do estado de Santa Catarina, assim como a lei que garante aos municípios em estado de emergência o direito a receber recursos de maneira mais rápida e sem burocracia;
  • Apresentou projeto de lei que permite aos universitários pagarem prestação de suas mensalidades usando o FGTS.

Governo estadual catarinense de Raimundo Colombo (2011-presente)[editar | editar código-fonte]

Eleições em 2010[editar | editar código-fonte]

Na eleição para governador de Santa Catarina, os principais adversários foram a ex-prefeita de Florianópolis Ângela Amin (PP) e a então senadora Ideli Salvatti (PT). Com 1.815.304 votos, representando 52,72%, ele se elege no primeiro turno. Em 1º de janeiro de 2011, Colombo toma posse juntamente com seu vice Eduardo Pinho Moreira.[3][4][5][6](reeleito) em 2014.

Relações externas e internas[editar | editar código-fonte]

O governador Raimundo Colombo e o primeiro-ministro da Coreia do Sul Kim Hwang-sik em 25 de outubro de 2011 em Seoul.

Em maio de 2011, Raimundo anunciou a saída do Democratas e a entrada no Partido Social Democrático.[7] Ainda no mesmo mês, o governador foi para a Europa buscando investimentos.[8] Entre os dias 22 e 30 de outubro, o governador esteve fechando contratos na Coreia do Sul e no Japão.[9][10]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Em 16 de dezembro de 2011, foi inaugurada a duplicação do trecho da SC-401 entre o viaduto de Jurerê e Canasvieiras, tendo sido gastos 36 milhões de reais, divididos entre Estado (R$ 24,1 milhões) e o Governo Federal através do Ministério do Turismo (R$ 11,9 milhões).[11][12] A 22 de dezembro de 2011, inaugurou-se a terceira faixa da SC-405 no sul da ilha com 7,6 milhões de reais em investimento, a inauguração ocorreu em meio a pequenos protestos do povo que pediam mais segurança na rodovia.[13][14][15][16] Alguns dias depois, em 29 de dezembro foi inaugurada a pavimentação da SC-108, que dá acesso ao município de Anitápolis, com 22,3 milhões de reais.[17] Ainda em dezembro de 2011 foram entregues também os acessos pavimentados aos municípios de Mirim Doce: SC-425, Campos Novos até Abdon Batista: SC-455 e Ipuaçu até Entre Rios: SC-451.[18]

Em dezembro de 2011, o governo Colombo conseguiu empréstimo junto ao BNDES de R$ 40 milhões para investir em obras viárias em Joinville. As obras começaram no início de janeiro de 2012 com o binário do Bairro Vila Nova e a duplicação da Rua 15 de Novembro, obras de grande impacto na malha viária joinvillense. A contrapartida do Estado de Santa Catarina foi de R$ 20 milhões.[19]

A rodovia SC-415 com 27,7 km de extensão entre Garuva e Porto de Itapoá foi completamente asfaltada em inaugurada em 20 de janeiro de 2012 com gasto total de R$ 46,5 milhões.[20][21]

A Ponte Hercílio Luz foi fechada em 1982 devido problemas na estrutura, e decidiu-se no governo de Colombo que o projeto de reforma dela será completamente atualizado. A reforma será bancada com recursos via Lei Rouanet após o projeto ser aprovado no Ministério da Cultura ao ser submetido pelo governo Colombo.[22] O Ministério dos Transportes e Colombo anunciaram a duplicação da BR-470.[23]

Em abril de 2012, o governo Raimundo Colombo lançou os programas Ordem de Serviço e SOS Rodovias. O primeiro realizará pavimentação em trechos ainda não pavimentados de rodovias catarinenses e o segundo recuperará trechos críticos em rodovias consideradas de grande relevância pela população. O investimento nos programas é de R$ 393 milhões de um total de R$678 milhões financiados pelo BIDVI com contrapartida de 30% do Estado de Santa Catarina.[24][25][26]

Obras em andamento com recursos do primeiro lote do BID VI:

Obra Cidade Extensão
SC-446 Criciúma até a BR-101 12,721 km(inclui o acesso secundário)
SC-417 BR-101 até Garuva 9 km
SC-161 Romelândia até Anchieta 20,487 km
SC-467 Ouro a Jaborá 33,620 km
SC-480 São Lourenço do Oeste a São Domingos 47,175 km
SC-355 Jaborá até a BR-153 22,830 km
SC-427 Rio do Campo a Passo Manso 15,500 km
Acesso BR-101 até Passo de Torres 22,830 km
SC-114 Painel a São Joaquim 55,124 km

[24]

Segurança[editar | editar código-fonte]

Em 2011, grandes fugas de presidiários em Florianópolis fez chamar a atenção do Estado, e a Ordem dos Advogados do Brasil alertou precariedade nesses locais.[27][28] Ainda em 2011, o governo Raimundo Colombo decidiu pela desativação da penitenciária de Florianópolis no bairro Agronômica e pela construção de um grande e moderno complexo penitenciário em Imaruí no sul do Estado que abrigará 1200 presos em sua lotação máxima e criação de emprego e renda na cidade.[29][30] Além da entrega dos novos presídios de Lages, Itajaí e Tubarão.[31]

Em São José, o governador juntamente com o Governo Federal comprometeram-se na construção do Centro Educacional São Lucas para abrigar adolescentes infratores, após o Ministério Público de SC exigir o desativamento imediato da unidade, gastando R$ 12 milhões, 6 milhões de cada governo.[32]

Através de uma parceria, 7,5 milhões de reais foram investidos em segurança, sobretudo em um sistema de captação de imagens, para reconhecimento facial e reconhecimento de veículos, sendo Santa Catarina o primeiro estado a usar essa tecnologia.[33] O projeto de instalação de câmeras e centrais de videomonitoramento, projeto Bem-te-vi, já instalou até junho de 2012, 662 câmeras de video em 37 cidades e pretende instalar ainda mais 413 câmeras até o final de 2012, chegando ao total de 58 cidades, trazendo assim mais segurança para a população catarinense.[34]

Em novembro de 2011, os policiais civis do Estado iniciaram uma série de paralisações e protestos, na qual exigiam melhores salários, numa recomposição da inflação dos últimos treze anos. O governo Colombo prontamente atendeu a maioria das reivindicações dos membros tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Militar e não houve deflagração de greve.[35] A Secretaria de Segurança Pública em 2011 incorporou novos 444 policiais militares, 145 bombeiros militares, 72 servidores no Instituto Geral de Perícias (IGP), 202 policiais civis a serviço dos catarinenses, além de mais 800 policiais militares em formação e nomeação de 613 concursados da polícia civil em 2012.[36]

O governo Raimundo Colombo criou em 2011 a Secretaria de Estado da Defesa Civil com o propósito de centralizar as ações da defesa civil e investir em uma cultura de prevenção de desastres, visto logo que Santa Catarina é um estado que necessita de grandes mobilizações devido aos seus eventos climáticos.[37]

Educação[editar | editar código-fonte]

No dia 18 de maio de 2011 os professores da rede estadual de ensino no estado decidiram realizar uma greve. Os professores pediam ao governo que pagasse o piso salarial de 1 187 reais sem cortes nas gratificações especiais dos professores. O piso foi decidido pelo Supremo Tribunal de Justiça como obrigatório tal pagamento.[38][39] De acordo com os grevistas, a medida tomada pelo governo beneficia apenas os professores recém chegados que possuem apenas o magistério receberiam o mesmo valor que os professores que possuem carreira — maior formação profissional com pós-graduação, mestrado e doutorado — fazendo um achatamento da maior parte, desestimulando a especialização, e sem aumento para os professores de carreira. O governo reconhecia que todos estavam ganhando de acordo com o piso salarial, mas neste incluíam as gratificações especiais e remoção de reajustes salariais. A greve mobilizou cerca de 90% da categoria. Outra das reclamações, é que o governo estaria desviando recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Professores da Educação (Fundeb), dinheiro recebido para manutenção da educação mas que estava sendo utilizado em outras áreas. O governo negou, e disse que não tinha condições para fazer o pagamento pois implicaria nos orçamentos. No início de junho, Raimundo viajou para Brasília a fim de encontrar-se com o ministro Fernando Haddad e conseguir verbas, porém elas foram negadas pelo ministro, uma vez que, conforme Haddad informou, o Estado não está entre os "entes federativos" que não têm condições de pagar o piso.[40][41] A 11 de julho, a matéria sobre o assunto foi parar na Assembleia Legislativa (a matéria eleva o salário ao piso nacional da categoria, mas "achata" os benefícios conquistado pelos docentes ao longo da carreira), onde os deputados aprovaram-a; os professores indignados invadiram a câmara e causaram tumulto, sendo contidos pela Polícia Militar.[42][43] Em 19 de julho, mais de dois meses depois, os professores decidiram voltar para as salas de aulas, devido à negociações aceitas por uma parte da categoria e por pressão da Justiça ao autorizar o governo do Estado a descontar os dias parados dos professores.[44][45]

Em 2011, o governo do estado através da Secretaria de Estado da Educação, investiu aproximadamente R$ 712 milhões em educação, em reformas, reparos, alimentação escolar, construção de novas escolas e informática em geral. Porém, mesmo com o investimento, muitas escolas continuam em situação precária.[46]

Em 2012, aconteceu mais uma tentativa da greve, apesar do governo catarinense ter elevado o vencimento em até 138% para o nível inicial da categoria, essa tentativa de greve não obteve apoio popular e da categoria em geral(apenas 3%) e foi encerrada pelos militantes do SINTE rapidamente após seu início. Esta tentativa de greve foi deflagrada sem o governo ser ouvido e por isso não houve tentativas de negociação.[47]

Com o objetivo de tornar obrigatório o Ensino Médio em período integral (duarante todo o dia), iniciou-se um plano para que o Ensino Fundamental fosse administrado pelos municípios. Assim, o governo estadual teria dinheiro suficiente para investir no Ensino Médio Integral. De forma geral, o projeto da municipalização do Ensino Fundamental já atinge pelo menos 15% do municípios catarinenses.[48][49][50][51][52][53]

No final de 2011 foi apresentada a proposta de ensino médio integral em SC, o qual começou a ser operacionalizado em 2012, a intenção é implantar o Ensino Médio Integral em apenas 40 escolas assim atendendo inicialmente apenas 7 mil alunos do primeiro ano e conjuntamente, fazer uma parceria público-privada com o Colégio Marista Champagnat.[54][55] Outros 8 mil alunos de 60 escolas vão ter a carga horária ampliada para que seja implantado o ensino integral em 2013. O governo de SC calcula que até 2014 50% dos seus alunos do ensino médio já estarão fazendo parte desse programa.[56]

Santa Catarina apresentou evolução no IDEB em 2012 de 5.7 para 6.4 nos anos iniciais e 4.7 para 6 em anos finais.[57]

Lançado em 2013 o Pacto pela Educação, programa que tem como objetivo colocar a educação no mesmo nível de países desenvolvidos, com atuação em 3 eixos: Pedagógico, Estrutura e Gestão. No eixo pedagógico o programa nacional da alfabetização na idade certa - PNAIC englobando 70mil alunos[58], o Brasil SC Alfabetizada para 10mil jovens e adultos até 2014, o ensino médio integral/inovador em 95 escolas e atendendo 12 mil alunos, a entrega de 11.856 tablets para o corpo docente, entrega de material escolar para 500mil alunos, bolsas de auxílio para estudantes do ensino superior num total de R$110mi, novas diretrizes curriculares para educação básica e profissional.

Ainda no Pacto pela Educação no eixo estrutural teremos 8 novos centros de educação profissional - CEDUP, 30 novas escolas de ensino médio, 52 novas quadras e coberturas e mais de 150 escolas revitalizadas num total de R$364mi em investimentos e mais R$20mi para manutenção da infraestrutura. No eixo de gestão foi definida nova forma de escolha de diretor nas escolas através de projetos de gestão, sendo o melhor projeto o escolhido para dirigir a escola, maior qualificação dos gestores, mais autonomia nas escolas para resolução dos problemas, mais segurança através do Programa Escola Segura, a revitalização da carreira de magistério acima do piso nacional, abertura de concurso para 1661 novos efetivo em 2013.[59]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2011, o governo Colombo lançou o programa de mutirão de cirurgias eletivas, que pretende realizar 22.600 cirurgias até o final de 2012. As cirurgias compreendem cirurgia de catarata, amígdalas e adenoide, vesícula, hérnia e varizes e cirurgias de joelho, membros superior e inferior e retirada de materiais de síntese.[60]

A região de São Miguel do Oeste teve o pedido de longa data do centro cirúrgico e UTI no seu hospital regional em 2011.[61] O hospital Celso Ramos na Capital, que é considerado o mais movimentado de Santa Catarina, recebeu também sua nova emergência equipada com equipamentos de ponta.[62]

O governo Raimundo Colombo definiu como estratégia, para fortalecer a saúde pública, o investimento em hospitais filantrópicos, aumentando assim a capilarização do atendimento nos municípios catarinenses. O investimento em 2011 foi de aproximadamente R$ 73 milhões.[63]

Na questão da administração do corpo funcional da secretária de Estado da Saúde, houve acordo entre funcionários e a secretaria para reajuste dos salários, e o aumento de 596 servidores somente em 2011.[64]

O governo de Raimundo Colombo aumentou em 53% os gastos com redes filantrópicas, ao terceirizar/privatizar a administração de diversos hospitais públicos.

Desastres ambientais[editar | editar código-fonte]

Colombo teve de lidar com as enchentes no estado em 2011.[65][66]

Popularidade[editar | editar código-fonte]

Nos cem primeiros dias de governo o IBOPE realizou um levantamento da aprovação de Colombo. Segundo a pesquisa feita entre 2 e 6 de abril de 2011 com 602 pessoas, a aprovação dele foi de 70% (média de 6,9) - com margem de erro de 4 pontos percentuais.[67]

No entanto, em 2013 esse percentual caiu para 30% em pesquisa realizada entre 9 e 13 de Julho[68]

Pacto por Santa Catarina[editar | editar código-fonte]

Em 17/07/2012, o governo Raimundo Colombo lançou o programa de investimentos em múltiplas áreas, como segurança pública, educação, saúde, infraestrutura e assistência socia, do Estado chamado "Pacto por Santa Catarina".[69] O programa previa um aporte inicial de R$ 5 bilhões pelo Governo de Santa Catarina, através de financiamento de projetos pelo próprio governo do Estado e dos bancos de desenvolvimento: BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).[70]

Os primeiros investimentos do programa foram voltados a contenção de cheias no Vale do Itajaí, combate à seca no Oeste catarinense e recuperação de rodovias estaduais.[71]

Para a contenção de cheias, o programa partiu da instalação de um sistema de monitoramento e alerta com um radar meteorológico, instalado no município de Lontras, localizado no Alto Vale. O equipamento é considerado, por especialistas, como o mais moderno do Brasil em operação.[72] Também estão sendo executadas obras de ampliação das barragens em Taió e Ituporanga.[73]

No combate à seca, as medidas previstas foram a construção de poços, açudes e cisternas comunitárias, além da aquisição de caminhões pipa. O governo também abriu linhas de financiamento para equipamentos de irrigação e cisternas privados.[74][75]

Em relação as rodovias, 1,2 mil quilômetros delas estavam no plano para serem revitalizadas e recuperadas em todo o Estado, além da nova ligação entre Tangará e Campos Novos, a pavimentação completa da Serra do Corvo Branco, a duplicação da SC-403 e o novo acesso ao sul da Ilha e Aeroporto Hercílio Luz em Florianópolis e a duplicação da Rodovia Antônio Heil entre Brusque e Itajaí.[76]

Aperfeiçoamento profissional[editar | editar código-fonte]

Local Ano Curso Instituto
Alemanha 1992 Formação e Especialização em Ciência Política Friedrich Naumann
Alemanha 2008 Gestão Pública Konrad-Adenauer
Estados Unidos 2009 Gestão Pública Universidade George Washington
Espanha 2009 Comunicação Política Análisis y los Estudios Sociales

Títulos e condecorações recebidas[editar | editar código-fonte]

  • Prefeito Amigo da Criança pela Fundação ABRINQ.
  • Prêmio de Gestão Fiscal pelo Conselho Nacional de Contabilidade
  • Honoris Causa pelas faculdades Integradas FACVEST
  • Homenagem “Patrono do XII Simpósio Serrano de Direito” (27 de outubro de 2007), concedida pela Universidade do Planalto Catarinense.
  • Em solenidade de comemoração do bicentenário da Justiça Militar, no Quartel General do Exército Brasileiro em Brasília, foi agraciado com Medalha de Ordem do Mérito do Judiciário, no grau de alta distinção, pelos relevantes serviços prestados na vida pública.
  • Honraria concedida pelo Centro de Integração Escola-Empresa (CIEE), em novembro de 2008, pela relatoria do projeto aprovado de estágio de estudantes das instituições de educação superior, do ensino profissional e do ensino médio.
  • Prêmio Mérito Legislador 2008 concedido pelo Instituto de Estudos Legislativos Brasileiro (IDELB), em parceria com o Senado Federal em 26 de maio de 2009.
  • Ordem do Mérito Naval - 2012

"Povo tem Rosto, Nome e Endereço"[editar | editar código-fonte]

"Povo tem Rosto, Nome e Endereço" é o título do seu primeiro livro disponibilizado para download na internet. Foi lançado no dia 5 de novembro de 2009 na cidade de Florianópolis. O livro narra passagens de Raimundo como homem público.[77]

Referências

  1. Senado Federal (31 de dezembro de 2010). «Atividade Legislativa». senado.gov.br. Consultado em 14 de junho de 2012 
  2. Rafael Villabruna (21 de dezembro de 2009). «Senador da Serra Catarinense é destaque no Congresso Nacional». saojoaquimonline.com.br. Consultado em 14 de junho de 2012 
  3. «Raimundo Colombo (DEM) é eleito governador de Santa Catarina». UOL Eleições 2010 - Últimas Notícias. 3 de outubro de 2010. Consultado em 9 de julho de 2011 
  4. «Raimundo Colombo é eleito governador de SC». G1. 3 de outubro de 2010. Consultado em 9 de julho de 2011 
  5. «Raimundo Colombo (DEM) é eleito governador de Santa Catarina». R7 Eleições 2010. 3 de outubro de 2010. Consultado em 9 de julho de 2011 
  6. «Raimundo Colombo toma posse em Santa Catarina». Estadão.com.br. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 9 de julho de 2011 
  7. «Governador de Santa Catarina troca o DEM pelo partido de Kassab». R7. 2 de maio de 2011. Consultado em 26 de maio de 2011 
  8. «Raimundo Colombo reassume Governo do Estado após viagem de negócios pela Europa». JusBrasil. 28 de maio de 2011. Consultado em 15 de agosto de 2011 
  9. «Governador avalia como positiva viagem à Asia». SC5. Consultado em 9 de novembro de 2011 
  10. «Colombo inicia segunda missão oficial ao exterior». Rádio Porto Feliz. Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011 8h30. Consultado em 9 de novembro de 2011  Verifique data em: |data= (ajuda)
  11. «Pista pronta até dezembro». DC, Clic RBS. 22 de fevereiro de 2011  Texto "26/05/2011 " ignorado (ajuda)
  12. «Inaugurada duplicação completa da rodovia SC-401 em Florianópolis». Portal da Ilha. 16 de dezembro de 2011. Consultado em 2 de março de 2012 
  13. «Obras nas estradas de Florianópolis serão retomadas». EconomiaSC. 13 de maio de 2011. Consultado em 26 de maio de 2011 
  14. «Terceira pista da SC-405 é inaugurada no Sul da Ilha e moradores protestam por ciclovias e calçadas». Diário Catarinense. 22 de dezembro de 2011. Consultado em 2 de março de 2012 
  15. «Trânsito 24h: faltam melhorias, mas terceira pista da SC-405 em Florianópolis é liberada». Jornal do Almoço, RBS TV Florianópolis. 22 de dezembro de 2011. Consultado em 2 de março de 2012 
  16. «Inaugurada terceira faixa da SC-405, a segunda rodovia mais movimentada de Santa Catarina». Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. 22 de dezembro de 2011. Consultado em 2 de março de 2012 
  17. «Pavimentacão da SC-108 vai levar mais desenvolvimento a Anitápolis». Jus Brasil. 29 de dezembro de 2011. Consultado em 2 de março de 2012 
  18. «Governador inaugura pavimentação asfáltica em Mirim Doce». A Tribuna do Vale. 7 de dezembro de 2011. Consultado em 14 de junho de 2012 
  19. «BNDES libera R$ 40 milhões para obras de infraestrutura em Joinville». clicrbs.com.br. 16 de dezembro de 2011. Consultado em 14 de junho de 2012 
  20. «Pavimentação da rodovia SC-415 entre Garuva e Porto de Itapoá é inaugurada na sexta-feira». A Notícia, Clicrbs. 19 de janeiro de 2012. Consultado em 22 de março de 2012 
  21. «Porto Itapoá comemora inauguração da SC 415 e planeja ampliação». Diário de Itapoá. 16 de janeiro de 2012. Consultado em 22 de março de 2012 
  22. «Santa Catarina consegue aprovar maior verba da história da Lei Rouanet». clicrbs.com.br. 15 de março de 2012. Consultado em 14 de junho de 2012 
  23. «'Governo não olha por critério de partido', diz Dilma em Santa Catarina». G1. 9 de junho de 2011. Consultado em 8 de julho de 2011. "A BR 470 vai ser duplicada. Nesta última semana, eu conversei com diretores do Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e do Ministério dos Transportes, e asseguro para vocês que a BR 470 vai ser duplicada o mais rápido possível....", declarou a presidente. 
  24. a b «Em uma semana, Governo investe R$ 393 milhões em obras rodoviárias em Santa Catarina». deinfra.sc.gov.br. 3 de junho de 2012. Consultado em 14 de junho de 2012 
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  26. «Programa "SOS Rodovias" será lançado segunda-feira pelo governo do Estado». ndonline.com.br. 5 de abril de 2012. Consultado em 14 de junho de 2012 
  27. «Polícia confirma fuga de 72 presos no Complexo Penitenciário de Florianópolis». Diário Catarinense. 26 de junho de 2011. Consultado em 15 de agosto de 2011 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Paulo Alberto Duarte
Prefeito de Lages
1989 — 1992
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Paulo Cesar da Costa
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Décio da Fonseca Ribeiro
Prefeito de Lages
2001 — 2006
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Renato Nunes de Oliveira
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Leonel Pavan
Governador de Santa Catarina
2011 — atualidade
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