Esperidião Amin

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Esperidião Amin
Esperidião Amin
Deputado Federal por  Santa Catarina
Período 1 de fevereiro de 2011
atualidade
26.º 22.º Governador do  Santa Catarina
Período 15 de março de 1983
15 de março de 1987

1 de janeiro de 1999
1 de janeiro de 2003

Antecessor(a) Paulo Afonso Evangelista Vieira
Sucessor(a) Luiz Henrique da Silveira
Senador por  Santa Catarina
Período 1 de fevereiro de 1991
1 de fevereiro de 1999
Prefeito de Florianópolis Bandeira de Florianópolis.svg
Período 1.º - 1 de janeiro de 1975
a 1 de janeiro de 1978
2.º - 1 de janeiro de 1989
a 1 de abril de 1990
Antecessor(a) Dib Cherem (1.º)
Edison Andrino (2.º)
Sucessor(a) Nagib Jabor (1.º)
Antônio Henrique Bulcão Viana (2.º)
Vida
Nascimento 21 de dezembro de 1947 (69 anos)
Florianópolis, SC
Dados pessoais
Partido PP

Esperidião Amin Helou Filho (Florianópolis, 21 de dezembro de 1947) é um administrador empresarial e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Família, formação acadêmica e detalhes pessoais[editar | editar código-fonte]

É formado em Administração pela Escola Superior de Administração e Gerência (ESAG) e em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da qual é professor titular no curso de Administração. É casado com a ex-deputada federal Ângela Amin e tem três filhos. É torcedor assumido, desde criança, do Avaí Futebol Clube[1].

Trajetória na vida pública[editar | editar código-fonte]

Esperidião foi por duas vezes governador do estado de Santa Catarina e também prefeito de Florianópolis por duas ocasiões: entre 1975 e 1978, nomeado pelo governo militar, e depois já por voto direto, entre 1988 e 1990. Foi senador da República entre 1991 e 1999 e presidente nacional do Partido Progressista.

Em 1994, Esperidião foi o 6º colocado na campanha à presidência da República pelo Partido Progressista Renovador (PPR) com 1.739.458 votos (2,75% dos válidos) – atrás do vitorioso Fernando Henrique Cardoso (PSDB), eleito já no 1° turno com 34.350.217 votos (54,28% dos válidos); de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o 2° colocado com 17.112.255 votos (27,04% dos válidos); de Enéas Carneiro (PRONA), o 3° colocado com 4.670.894 votos (7,38% dos válidos); de Orestes Quércia (PMDB), o 4° colocado com 2.771.788 votos (4,38% dos válidos), e de Leonel Brizola (PDT), o 5° colocado com 2.015.284 votos (3,18% dos válidos).

Em 1998 foi eleito governador de Santa Catarina. Em 2002, tentou a reeleição mas foi derrotado por Luiz Henrique da Silveira no segundo turno – mesmo após ter passado a campanha em primeiro lugar durante o primeiro turno.

Em 2006 concorreu novamente ao governo de Santa Catarina, perdendo pela segunda vez consecutiva o segundo turno para Luiz Henrique da Silveira. Teve 1.073.053 votos no primeiro turno, e 1.511.916 no segundo (47,29% dos votos válidos).

Candidato a prefeito de Florianópolis em 2008, foi o segundo colocado com 42,30% dos votos disputando com Dário Berger, que obteve 57,70% dos votos no segundo turno. Mesmo o apoio de ex-adversários a exemplo da comunista Angela Albino não foi suficiente para evitar a vitória do rival do PMDB. Em 2004, Dário, então no PSDB, venceu Chico Assis, do PP de Amin e o ex-petista Afrânio Boppré, hoje no PSOL. Boppré teve a comunista Angela Albino como apoiadora.

No dia 3 de outubro de 2010, Esperidião foi eleito deputado federal pelo PP sendo o segundo mais votado. Nas eleições de 5 de outubro de 2014, foi o deputado federal mais votado para a 55ª legislatura (2015 — 2019) e assumiu o mandato em 1 de fevereiro de 2015[2].

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Espirião Amin iniciou sua carreira como membro integrante da ditadura militar no Brasil, que o indicou para exercer, sem eleições, o cargo de prefeito de Florianópolis. Amin fazia parte da ARENA, o partido oficial do governo militar, posteriormente renomeado PDS e, desde 1993, chamado PP. [3]

Em 28 de novembro de 2016, como deputado federal pelo PP, apresentou emenda a projeto de lei que originalmente combateria a corrupção, com vistas a que, se aprovado o projeto do catarinense, todos os políticos com mandado fossem imediatamente perdoados (tornar-se-iam inimputáveis) por qualquer crime cometido há mais de 180 dias.[4][5][6] Tão logo apresentada, a chamada "emenda Amin" foi considerada por procurador do Ministério Público Federal é "até mais grave que a anistia ao caixa dois. É a anistia na prática para todo e qualquer crime das pessoas com foro especial”.[4] Segundo o também deputado federal Carlos Sampaio (PSDB/SP), a proposta de Amin, caso aprovada, constituiria "o fim da Operação Lava Jato".[7][5]

Referências

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Esperidião Amin

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Dib Cherem
Prefeito de Florianópolis
1975 — 1978
Sucedido por
Nagib Jabor
Precedido por
Henrique Córdova
Governador de Santa Catarina
1983 — 1987
Sucedido por
Pedro Ivo Campos
Precedido por
Edison Andrino
Prefeito de Florianópolis
1989 — 1990
Sucedido por
Antônio Henrique Bulcão Viana
Precedido por
Paulo Afonso Vieira
Governador de Santa Catarina
1999 — 2003
Sucedido por
Luiz Henrique da Silveira