Randolfe Rodrigues

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Randolfe Rodrigues
Randolph Frederich Rodrigues Alves
Randolfe Rodrigues
Senador pelo Amapá Amapá
Período 1 de fevereiro de 2011
até a atualidade
Deputado estadual do Amapá Amapá
Período 1º de janeiro de 1999
até 31 de dezembro de 2006
Vida
Nascimento 6 de novembro de 1972 (43 anos)
Garanhuns, PE Pernambuco, Brasil Brasil
Dados pessoais
Partido PT (1990-2004)
PSOL (2004-2015)
REDE (2015-até a atualidade)
Profissão Professor, Historiador

Randolph Frederich Rodrigues Alves, mais conhecido como Randolfe Rodrigues (Garanhuns, 6 de novembro de 1972), é um político brasileiro atualmente filiado a Rede Sustentabilidade.[1] Um dos senadores mais jovens do Brasil, foi o mais votado da história do estado do Amapá.[2][3][4][5][6]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Nascido em Garanhuns, na zona agreste de Pernambuco,[7] Randolfe reside no Amapá desde os oito anos de idade, onde se formou em história pela Universidade Federal do Amapá e atuou como professor[8][9]. Assim como o pai sindicalista e militante socialista, foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em sua primeira disputa eleitoral elegeu-se deputado estadual do Amapá em 1998 com 1.756 votos nominais, reelegendo-se em 2002.

Deixou o PT em 2005 para filiar-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Seu pedido de desfiliação do PT foi causado, principalmente, pela crise política nacional causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o escândalo do mensalão). De acordo com o senador Randolfe Rodrigues, foi causado também pelas mudanças regressivas do PT que, na concepção do parlamentar e demais fundadores do partido, abandonou o socialismo como meta estratégica. Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio e Hélio Bicudo, saíram do partido individualmente ou em conjunto.

Tentou eleger-se deputado estadual em 2006, mas não obteve sucesso. Em 2008, foi candidato a vice-prefeito de Macapá, tendo conquistado o segundo lugar nas eleições. Foi, dessa forma, o primeiro psolista a chegar a um segundo turno de eleição.

Em 2010, foi o senador mais votado do estado do Amapá com 203.259 votos, tornando-se o mais jovem integrante do Senado Federal da atual legislatura.

Por um projeto de decreto legislativo elaborado pelos senadores Pedro Simon e Randolfe Rodrigues, o Congresso Nacional, reunido em sessão simbólica em 18 de dezembro de 2013, devolveu simbolicamente o mandato de Presidente da República ao presidente deposto em 1964, João Goulart.[10]

Em setembro de 2015 anunciou sua saída do PSOL após 10 anos no partido.[11] Filiou-se então à recém-criada Rede Sustentabilidade,[12] liderada por Marina Silva.

Candidato à presidência do Senado[editar | editar código-fonte]

2011[editar | editar código-fonte]

No primeiro dia como senador concorreu ao cargo de presidente do Senado contra o então presidente do senado, José Sarney e foi derrotado por 70 votos a 8, com dois votos em branco e um nulo.[13] Deputado estadual por oito anos, eleito senador em outubro de 2010, Rodrigues, na época com 38 anos, decidiu concorrer com Sarney em defesa de valores éticos revogados pelo grupo do adversário. Além do próprio voto, conseguiu mais sete. Só cinco foram identificados: Marinor Brito (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Marisa Serrano (PSDB-MS). Até agora não apareceram os donos dos dois votos restantes. Tampouco se sabe quem foi o autor do segundo voto em branco. Sem contar os peemedebistas dissidentes Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, eram 18 os senadores filiados a partidos de oposição (10 do PSDB, cinco do DEM, um do PPS e na época dois do PSOL).

2013[editar | editar código-fonte]

Em 15 de janeiro de 2013, o então líder do PSOL no Senado, Randolfe Rodrigues anunciou sua candidatura à Presidência da Casa. Ele disputou o cargo com o líder do PMDB no Senado, o senador Renan Calheiros, que tem o apoio da base governista e que renunciou em novembro de 2007 a esse mesmo cargo devido a denúncias de que teria contas pessoais pagas por uma construtora.[14]

Randolfe contou com o apoio de senadores independentes, entre eles do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), e decidiu entrar na disputa para evitar que Renan Calheiros fosse candidato único. A eleição ocorreu em fevereiro de 2013 e Renan Calheiros saiu vencedor.[15]

Candidatura à Presidência da República em 2014[editar | editar código-fonte]

Em 1° de dezembro de 2013, o Partido Socialismo e Liberdade havia escolhido o senador pelo Amapá[16], Randolfe Rodrigues[17][18], como candidato do partido para a presidência.[19] Ele havia derrotado a pré-candidata Luciana Genro em votação promovida no 4° Congresso Nacional do partido.[19] Porém, em 13 de junho de 2014, o PSOL anunciou que o senador desistiu da candidatura a presidente pelo partido e que ele seria substituído por Genro. Na nota em que divulgou a desistência de Randolfe, o PSOL afirmou que o senador saiu da disputa para "construir uma alternativa política contra o retorno das forças conservadoras no estado do Amapá" e que a opção "representa um prejuízo na construção de uma alternativa de esquerda nestas eleições".[20][21][22] Após as eleições de 2010, na qual Camilo sagrou-se campeão, os partidos de oposição começaram a articular um bloco único de oposição ao governo. Na Assembleia Legislativa, PDT, PP, PSC e outras legendas se declararam opositoras do governo desde o início de seu mandato. Em outubro de 2012, nas eleições municipais, o PSOL, sigla de esquerda, que no Amapá é dirigido por um setor mais moderado (a dissidência da APS), tendo um arco de alianças mais amplo que o habitual, conquistou sua primeira prefeitura (Macapá) no estado e tornou-se uma peça-chave no cenário pré-2014.[23][24]

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

Taxação sobre capital estrangeiro[editar | editar código-fonte]

O senador Randolfe Rodrigues defendeu em 14 de março de 2012, a aprovação de projeto de lei que estabelece cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre o capital estrangeiro que ingressa no país para lucrar com os juros altos. De autoria da ex-senadora Marinor Brito, do PSOL do Pará, a proposta tem como relator o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que já se manifestou favorável à matéria. Randolfe Rodrigues disse que a ausência de taxação de IR sobre o capital estrangeiro também representaria uma grave injustiça com o trabalhador brasileiro, que é obrigado a descontar mensalmente uma alíquota de 27,5%. O senador ressaltou que os US$ 8,8 trilhões de capital estrangeiro citados na palestra por Mantega vieram para o Brasil apenas pela alta taxa de juros praticada no pais, considerada a maior do mundo (9,75%), sem qualquer preocupação com a implantação de empreendimentos para o desenvolvimento da economia nacional.[25]

Identidade estudantil[editar | editar código-fonte]

Passadas três horas de discussão e muita polêmica em torno da emissão da identidade estudantil, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, em 15 de fevereiro de 2012, parecer do relator da proposta, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ao projeto do Estatuto da Juventude (PLC 98/2011).[26]

Financiamento de campanha[editar | editar código-fonte]

Randolfe Rodrigues defendeu a adoção do Financiamento público de campanhas e denunciou a "lamentável podridão" do modelo privado. O parlamentar citou trecho de entrevista de José Roberto Arruda à revista Veja, em que o ex-governador do Distrito Federal justifica práticas das quais é acusado na Justiça dizendo que "jogou o jogo da política brasileira".

Convocações de Novas Eleições Diretas em 2016[editar | editar código-fonte]

O senador Randolfe, da Rede (AP), junto a um grupo de outros cinco senadores anunciou em 18 de abril de 2016, que apresentará uma proposta de emenda à Constituição para que sejam realizadas novas eleições presidenciais em outubro de 2016. A ideia dos senadores Walter Pinheiro (sem partido-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), João Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Paulo Paim (PT-RS) e Cristovam Buarque (PPS-DF) é que a proposta tramite paralelamente ao pedido de Impeachment da presidenta Dilmano Senado.[27]

Impeachment de Michel Temer[editar | editar código-fonte]

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) esperou até 1h da manhã de 29 de abril de 2016, para poder pregar uma peça na autora do pedido de impeachment, Janaina Paschoal, na sessão dedicada a ouvir os denunciantes na comissão especial. O parlamentar fez uma explanação apresentando a edição de decretos de créditos suplementares específicos e pediu, em seguida, a opinião de Janaína sobre esses documentos. A jurista defendeu que os créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional configuram crime de responsabilidade e devem ser punidos com o impeachment. "Muito bem, fico feliz com sua opinião, porque a senhora acabou de concordar com o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer", disse Randolfe. "Essas ações que eu li foram tomadas pelo vice". Apenas algumas horas antes ela havia dito que não havia indícios suficientes para pedir o impeachment de Michel Temer. "O Vice-presidente assina documentos por ausência do presidente, por delegação. Neste caso, não há o tripé de crimes continuados e intercalados entre si."[28]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Categoria Resultado Vencedor
Congresso em Foco 2012[29] Parlamentar de Futuro[3] Venceu Randolfe Rodrigues
Combate ao Crime Organizado[4] Venceu Randolfe Rodrigues
Defesa da Segurança Jurídica e Cidadania[5] Venceu Randolfe Rodrigues
Defesa da Democracia[30] 2º colocado Eduardo Suplicy
Melhor Senador[31] 3º colocado Eduardo Suplicy
Congresso em Foco 2013[6][32] Senador mais votado pelos jornalistas Venceu Randolfe Rodrigues
Parlamentar de Futuro 2º colocado Jean Wyllys
Defesa da Gestão Pública 3º colocado Chico Alencar
Melhor Senador 4º colocado Cristovam Buarque
Defesa da Democracia 5º colocado Chico Alencar
Congresso em Foco 2015[33] Senador mais votado pelos jornalistas Venceu Randolfe Rodrigues
Parlamentar de Futuro 2º colocado Jean Wyllys
Melhor Senador 4º colocado Ronaldo Caiado

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Folha.com (03/10/2010). «Amapá elege Randolfe Rodrigues e Gilvam Borges para o Senado». Consultado em 12/10/2010. 
  2. Estadão
  3. a b Randolfe Rodrigues vence como Parlamentar de Futuro
  4. a b Randolfe é o destaque no combate ao crime organizado
  5. a b Randolfe vence na defesa da segurança jurídica
  6. a b «Resultado final da votação do Prêmio Congresso em Foco». Consultado em 28 de setembro de 2013. 
  7. "Portal Senadores - Senador Randolfe Rodrigues". Senado Federal do Brasil. s/d. Página visitada em 7 de dezembro de 2013.
  8. Programa do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
  9. "Partido dos Professores" (Gonçalves, 2013)
  10. Após 49 anos, Congresso devolve mandato de Jango [1]. Congresso em foco. Página visitada em 4 de janeiro de 2014.
  11. [2]. G1. s/d. Página visitada em 27 de setembro de 2015.
  12. «Ao lado de Marina, Randolfe oficializa ingresso na Rede - Agência Estado - UOL Notícias». Consultado em 2015-09-28. 
  13. R7
  14. G1 (15 de janeiro de 2013). «Randolfe confirma candidatura à presidência do Senado». Consultado em 16 de janeiro de 2013. 
  15. Portal Terra (15 de janeiro de 2013). «Randolfe Rodrigues confirma candidatura à presidência do Senado». Consultado em 16 de janeiro de 2013. 
  16. "Um samba quadrado para 2014". A Gazeta. 18 de Janeiro de 2013.
  17. Macedo, Danilo. "PSOL escolhe presidente e candidato às eleições presidenciais de 2014". EBC 1° de dezembro de 2013. Página visitada em 2 de dezembro de 2013.
  18. "Amapá ou Planalto". Veja. 04 de Janeiro de 2013.
  19. a b Macedo, Danilo. "PSOL escolhe presidente e candidato às eleições presidenciais de 2014". EBC. 1° de dezembro de 2013. Página acessada em 2 de dezembro de 2013.
  20. Oliveira, Mariana. "Randolfe Rodrigues desiste da candidatura a presidente pelo PSOL". G1. 13 de junho de 2014. Página acessada em 13 de junho de 2014.
  21. G1. «Em convenção, PSOL lança Luciana Genro para disputar a Presidência». Consultado em 22 de junho de 2014. 
  22. «Saiba de quais partidos candidatos a presidente terão apoio na campanha». G1. 30 de junho de 2014. Consultado em 25 de abril de 2015. 
  23. «PSOL confirma aliança com PSB e indica vice na candidatura de Camilo». G1 Amapá. 29 de julho de 2014. Consultado em 9 de agosto de 2014. 
  24. «Camilo publica foto com Randolfe e confirma apoio de senador no 2º turno». G1 AP. 07/10/2014. Consultado em 07/10/2014. 
  25. Pernambuco.com (14/03/2012). «Randolfe Rodrigues defende taxação sobre capital estrangeiro». Consultado em 14 de março de 2012. 
  26. Senado.com (15 de fevereiro de 2012). «Aprovação do Estatuto da Juventude é 'conquista histórica', afirma Randolfe». Consultado em 15 de fevereiro de 2012. 
  27. Estadão (18 de abril de 2016). «senadores apresentam proposta de novas eleições independentes do impeachment». Consultado em 19 de abril de 2016. 
  28. Folha de S.Paulo (29 de abril de 2016). «Na 'madrugada do impeachment', Randolfe prega peça em advogada». Consultado em 29 de abril de 2016. 
  29. Congresso em Foco 2012
  30. Suplicy é o grande destaque na defesa da democracia
  31. E o melhor senador em 2012 é… Eduardo Suplicy
  32. «Cristovam Buarque e Jean Wyllys, os melhores do ano». Consultado em 28 de setembro de 2013. 
  33. «Resultado final da votação do Prêmio Congresso em Foco de 2015». Consultado em 29 de dezembro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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