Luis Carlos Heinze

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Luis Carlos Heinze
Senador do Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 2019
até atualidade
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 1999
até 1° de fevereiro de 2019
Prefeito de São Borja
Período 1º de janeiro de 1993
até 1º de janeiro de 1997
Dados pessoais
Nascimento 14 de setembro de 1950 (72 anos)
Candelária, Rio Grande do Sul
Progenitores Mãe: Cecy Therezinha Seckler Heinze
Pai: Darcy Volnier Heinze
Prêmio(s) Medalha do Pacificador[1]
Esposa Sandra Maria Batista Heinze
Partido PDS (1992-1993)
PPR (1993-1995)
PP (1995-presente)
Religião Cristianismo/Luteranismo
Profissão Engenheiro agrônomo e produtor rural
Fortuna R$ 8,3 milhões (2018)[2]

Luis Carlos Heinze (Candelária, 14 de setembro de 1950) é um engenheiro agrônomo e político brasileiro, ex-prefeito de São Borja, e atualmente senador do Rio Grande do Sul, filiado ao Progressistas (PP).[3]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Luis Carlos Heinze é membro da Igreja Evangélica Luterana.[4]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Foi prefeito de São Borja na gestão 93/96.[carece de fontes?]

Deputado federal (1999 - 2019)[editar | editar código-fonte]

Em 1998 foi eleito para o primeiro mandato com 63.606 votos.[carece de fontes?] Em 2002, foi reeleito com 132.395 votos.[carece de fontes?] Quatro anos depois foi reconduzido ao cargo com 205.734 votos - o deputado mais votado do seu partido, o segundo do Rio Grande do Sul.[carece de fontes?] Em 2010 Heinze foi reeleito para o quarto mandato com 180.403 votos - o terceiro deputado mais votado do Rio Grande do Sul e, novamente, o primeiro do seu partido.[carece de fontes?] Em 2014, concorrendo ao quinto mandato consecutivo, Luis Carlos Heinze foi o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul com 162.462 votos.[carece de fontes?] Nas eleições de 2014, realizadas em 5 de outubro, no quinto mandato consecutivo, foi eleito o deputado federal mais votado pelo Rio Grande do Sul para a 55ª legislatura (2015 — 2019).[carece de fontes?] Em 1 de fevereiro de 2015 assumiu o cargo.[5][6]

Em 2008, Heinze apresentou um projeto para retirar de rótulos de alimentos a indicação de que são transgênicos. Ele foi rejeitado em 2019, na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal, sob o argumento de injuridicidade da matéria.[7] O projeto apresentava, em sua justificativa, informações falsas, como a afirmação de o Brasil seria o único país a indicar no rótulo a presença de transgênicos.[8]

Votou a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[9] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[9] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[9][10] Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.[9][11]

Em março de 2018, o deputado foi escolhido pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo Partido Progressista.[12]

Senador (2019 - presente)[editar | editar código-fonte]

Em 2018, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, obtendo 2.316.177 votos, o equivalente a 21,94% dos votos válidos.[13]

CPI da COVID[editar | editar código-fonte]

Heinze foi escolhido suplente da CPI da COVID-19, criada em abril de 2021 para investigar ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia e o colapso da saúde no estado do Amazonas.[14] Na comissão, o senador adotou uma postura favorável ao governo e ao uso de cloroquina e hicroxicloroquina para o combate à COVID-19, dois medicamentos comprovadamente ineficazes para esse fim.[15] Reiteradas vezes, Heinze utilizou o exemplo da cidade de Rancho Queimado, em Santa Catarina, como lugar onde o uso de cloroquina teria resultado em diminuição de mortes. Contudo, a cidade tinha um número de óbitos igual e até maior do que cidades de porte semelhante.[16] Heinze também citou várias vezes um estudo realizado no início de 2020 com apenas quarenta e duas pessoas pelo médico francês Didier Raoult como evidência de que a hidroxicloroquina funcionaria no combate à COVID-19.[15] Raoult, porém, já havia admitido que o estudo tinha falhas e que o medicamento não reduz mortes.[17]

Heinze também afirmou que a ivermectina teria apresentado eficácia no tratamento da COVID-19, o que não é verdade.[16] As falas do senador deram ensejo a postagens em redes sociais em defesa de tratamentos ineficazes contra a doença.[18] As falas de Heinze foram respondidas por colegas de comissão, que lembraram a ineficácia dos medicamentos defendidos pelo senador.[19] O senador também foi repreendido pelo presidente da CPI, Omar Aziz, por defender a automedicação com o chamado "Kit Covid", composto por remédios ineficazes contra a doença viral.[20]

Outra inverdade apresentada pelo senador é que remédios para câncer estariam sendo usados para curar a AIDS.[21] Além disso, Heinze se referiu erroneamente a Manaus como se fosse um estado, quando, na verdade, é uma cidade, a capital do estado do Amazonas.[22]

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Em maio de 2021, Heinze, juntamente com o senador Eduardo Girão, pediu à Polícia do Senado a investigação do sociólogo Celso de Rocha Barros, colunista do periódico Folha de São Paulo, pelos supostos crimes de injúria e calúnia.[23] Barros publicara um texto no jornal fazendo referência à mílicia Escritório do Crime e chamando ironicamente os dois senadores de integrantes do "Consultório do Crime", uma vez que ambos buscariam “tumultuar a investigação (na CPI da COVID) mentindo sobre medicina” para defender Jair Bolsonaro.[23] Heinze não quis se manifestar publicamente sobre o caso e Barros declarou que o episódio configurava ataque à "liberdade de expressão e de imprensa".[23]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Discurso contra minorias[editar | editar código-fonte]

Em uma audiência pública realizada no município de Vicente Dutra, em novembro de 2013, Heinze afirmou que "quilombolas, índios, gays, lésbicas" são "tudo que não presta".[24] Em fevereiro do ano seguinte, após a divulgação de um vídeo contendo as declarações do deputado, ele afirmou que mantém o que disse. Além disso, aconselhou os produtores rurais a contratarem seguranças privados, mesmo que isso acarretasse derramamento de sangue.[25]

Em 7 de dezembro do mesmo ano, durante o Leilão da Resistência, em Campo Grande, promovido para arrecadar dinheiro para a formação de milícias privadas contra índios, Heinze voltou a fazer declarações do mesmo gênero. O deputado afirmou que o ministro Gilberto Carvalho "aninha no seu gabinete índios, negros, sem terra, gays, lésbicas". Posteriormente, o ruralista disse que "excedeu" em um "momento de discurso".[26]

Em março de 2014 a organização de defesa das minorias Survival, ONG inglesa, decidiu eleger Heinze como "Racista do Ano", por seus comentários sobre os indígenas, homossexuais e negros em seu país.[27]

Em maio do mesmo ano, o Conselho Aty Guassu Guarani Kaiowa e outros, ingressou com uma ação no STF contra o deputado Heinze -.[28] Os ministros entenderam que o parlamentar não teve a intenção de atingir o ser humano e o processo foi arquivado em abril de 2015.[carece de fontes?]

Em fevereiro de 2015, o deputado foi denunciado pelo então Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pelos crimes de difamação injúria contra o procurador da República de Erechim, Ricardo Gralha.[29]

Em abril do mesmo ano, Heinze prestou depoimento à Polícia Federal sobre a acusação de ter recebido propina no esquema ligado à Petrobras.[30]

Investigações[editar | editar código-fonte]

Foi alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.[31] No dia 6 de março de 2015, Heinze foi apontado, junto de outros 22 deputados federais e 12 senadores, como suspeito de envolvimento nos desvios de dinheiro. A lista de políticos suspeitos de envolvimento foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido de abertura de inquérito pela Procuradoria-Geral da República.[32] Na delação premiada o doleiro Alberto Youssef afirmou que achava que o deputado Heinze participava do esquema de corrupção.[33]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos Votos em São Borja Resultado
1992 Municipal de São Borja PDS PDS Prefeito 11.791 (1º - turno único) Eleito[34]
1998 Estadual no Rio Grande do Sul PPB e PL PPB Deputado Federal 63.606 (14º) 20.706 (1º) Eleito[35][36]
2002 Estadual no Rio Grande do Sul PPB PPB Deputado Federal 132.395 (7º) 15.485 (1º) Eleito[37][38]
2006 Estadual no Rio Grande do Sul PP PP Deputado Federal 205.734 (2º) 19.269 (1º) Eleito[39][40]
2010 Estadual no Rio Grande do Sul PP, PSDB, PRB, PPS, PSC, PSL, PHS e PTdoB PP Deputado Federal 180.403 (3º) 13.546 (1º) Eleito[41]
2014 Estadual no Rio Grande do Sul PP, PSDB, PRB e SD PP Deputado Federal 162.462 (1º) 7.781 (2º) Eleito[42]
2018 Estadual no Rio Grande do Sul PSDB, PTB, PP, PRB, PPS, PHS e REDE PP Senador 2.316.365 (1º) 17.607 (1º) Eleito[43]

Referências

  1. «Boletim do Exército do Brasil de julho de 2019». Secretaria Geral do Exército do Brasil (pdf). Consultado em 10 de setembro de 2020 
  2. «LUIS CARLOS HEINZE». Tribunal Superior Eleitoral. Outubro de 2018. Consultado em 3 de novembro de 2019 
  3. Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «HEINZE, Luis Carlos». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 22 de junho de 2021 
  4. «Discursos e Notas Taquigráficas da Câmara dos Deputados: Transcurso dos 489 anos da reforma protestante». Câmara dos Deputados. 31 de outubro de 2006. Consultado em 17 de fevereiro de 2014 
  5. «Conheça os Deputados». Portal da Câmara dos Deputados 
  6. «Deputados federais eleitos tomam posse na Câmara» 
  7. «Comissão rejeita projeto que tira de rótulos a indicação de transgênicos». Senado Federal. Consultado em 14 de maio de 2021 
  8. «Projeto que retira rótulos de produtos transgênicos usa dados errados em sua justificativa | Aos Fatos». aosfatos.org. Consultado em 14 de maio de 2021 
  9. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  10. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  11. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  12. G1 (24 de março de 2018). «PP-RS escolhe Luis Carlos Heinze para ser pré-candidato a governador». Consultado em 23 de abril de 2018 
  13. «Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) são eleitos senadores pelo Rio Grande do Sul» 
  14. «CPI da Covid é criada pelo Senado». Senado Federal. Consultado em 13 de maio de 2021 
  15. a b «Senador governista tenta usar CPI da Covid para defender cloroquina». O Globo. 6 de maio de 2021. Consultado em 13 de maio de 2021 
  16. a b «É isso mesmo? Veja a checagem das declarações do senador Luis Carlos Heinze na sessão de terça-feira da CPI da Covid | GZH». gauchazh.clicrbs.com.br. Consultado em 13 de maio de 2021 
  17. «Maior defensor da cloroquina, médico francês admite pela primeira vez que medicamento não reduz mortes». Época. 18 de janeiro de 2021. Consultado em 13 de maio de 2021 
  18. «Falas de senadores governistas na CPI da Covid-19 alimentam defesa de tratamentos sem eficácia no Twitter | Aos Fatos». aosfatos.org. Consultado em 13 de maio de 2021 
  19. Minas, Estado de; Minas, Estado de (5 de maio de 2021). «CPI da COVID: senador rebate uso de cloroquina: 'água é melhor'; veja vídeo». Estado de Minas. Consultado em 13 de maio de 2021 
  20. «Aziz chama atenção de senador que disse tomar medicamentos sem eficácia». noticias.uol.com.br. Consultado em 14 de maio de 2021 
  21. Minas, Estado de; Minas, Estado de (4 de maio de 2021). [https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2021/05/04/interna_politica,1263335/na-cpi-da-covid-senador-bolsonarista-defende-cloroquina-sou-agronomo.shtml «Na CPI da COVID, senador bolsonarista defende cloroquina: 'Sou agr�nomo'»]. Estado de Minas. Consultado em 14 de maio de 2021  replacement character character in |titulo= at position 67 (ajuda)
  22. Oliveira, Cleber (28 de abril de 2021). «Deputado rebate senador que falou 'estado de Manaus' ao citar repasses federais». AMAZONAS ATUAL. Consultado em 14 de maio de 2021 
  23. a b c «Bolsonaristas da CPI reclamam de artigo, e Polícia do Senado abre investigação contra colunista da Folha». Folha de S.Paulo. 25 de maio de 2021. Consultado em 25 de maio de 2021 
  24. «Em vídeo, deputado gaúcho diz que "quilombolas, índios, gays, lésbicas" são "tudo que não presta"». Zero Hora. 12 de fevereiro de 2014. Consultado em 12 de fevereiro de 2014 
  25. «"Mantenho o que eu disse", diz deputado Luis Carlos Heinze sobre questão da terra no Estado». Zero Hora. 12 de fevereiro de 2014. Consultado em 12 de fevereiro de 2014 
  26. «Para atacar Gilberto Carvalho, ruralista diz que ele aninha 'negros' no gabinete». Estadão. 27 de fevereiro de 2014. Consultado em 30 de março de 2014 
  27. «ONG inglesa elege deputado Luis Carlos Heinze o "Racista do Ano"». Terra. 20 de março de 2014. Consultado em 23 de abril de 2016 
  28. «Supremo Tribunal Federal». portal.stf.jus.br 
  29. Ministério Público Federal (13 de fevereiro de 2015). «PGR denuncia deputado Luís Heinze por crimes contra a honra». Consultado em 23 de abril de 2018 
  30. Estado de São Paulo (10 de abril de 2015). «Investigado pelo STF na Lava Jato presta depoimento à PF». Consultado em 23 de abril de 2018 
  31. «Projeto Excelências». Luis Carlos Heinze (PP-Rio Grande do Sul). Consultado em 14 de julho de 2016 
  32. «Rio Grande do Sul lidera ranking de políticos investigados na Lava-Jato». Sul21. 6 de março de 2015. Consultado em 23 de abril de 2016 
  33. «Congresso em Foco | O Congresso em Foco é um site jornalístico que faz uma cobertura apartidária do Congresso Nacional e dos principais fatos políticos da capital federal». Congresso em Foco. Consultado em 13 de maio de 2021 
  34. Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. «Resultado das Eleições 1992 no Rio Grande do Sul». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  35. Tribunal Superior Eleitoral (4 de outubro de 1998). «Votação por município - Eleições 1998». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  36. Tribunal Superior Eleitoral (4 de outubro de 1998). «Resultado das Eleições 1998 - Deputados Estaduais». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  37. Tribunal Superior Eleitoral (6 de outubro de 2002). «Votação por município - Eleições 2002». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  38. Tribunal Superior Eleitoral (6 de outubro de 2002). «Resultado da Eleição 2002». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  39. Tribunal Superior Eleitoral (1 de outubro de 2006). «Votação por município - Eleições 2006». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  40. Tribunal Superior Eleitoral (1 de outubro de 2006). «Resultado da Eleição 2006 - Deputados Estaduais». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  41. ClicRBS (3 de outubro de 2010). «Eleições 2010». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  42. Gazeta do Povo (5 de outubro de 2014). «Resultado Eleições 2014 - Deputado Estadual». Consultado em 9 de outubro de 2018 
  43. UOL (7 de outubro de 2018). «Apuração e resultado das Eleições 2018 - Senador». Consultado em 10 de outubro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]