Jerônimo Goergen

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Jerônimo Goergen
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 2011
até atualidade[1]
Legislaturas 54ª (2011 - 2015)
55ª (2015 - 2019)
56ª (2019 - 2023)
Deputado Estadual do Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 2003
até 1º de fevereiro de 2011
Legislaturas 51ª (2003 - 2007)
52ª (2007 - 2011)
Dados pessoais
Nome completo Jerônimo Pizzolotto Goergen
Nascimento 20 de janeiro de 1976 (45 anos)
Palmeira das Missões, Rio Grande do Sul
Nacionalidade Brasileira
Alma mater Universidade Luterana do Brasil,
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Partido PP (1995-presente)
Profissão Advogado
Website jeronimogoergen.com.br

Jerônimo Pizzolotto Goergen (Palmeira das Missões, 20 de janeiro de 1976) é um advogado e político brasileiro filiado ao Progressistas (PP). Atualmente exerce seu terceiro mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul.[1] Até junho de 2021, Jerônimo apresentou alinhamento de 95% com o governo Bolsonaro nas votações da câmara.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jerônimo Goergen nasceu no município gaúcho de Palmeira das Missões em 1976 é filho de Gilberto Elias Goergen e Clelia Regina Pizzolotto Goergen, além de irmão de Rodolfo Goergen. Ele cresceu na cidade de Santo Augusto. Formou-se em Direito pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e pós-graduou-se em Direito Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Foi assessor do ex-ministro Marcus Vinícius Pratini de Moraes no Ministéro da Agricultura no final do Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Foi presidente estadual da juventude do Partido Progressista (PP), sigla a qual é filiado até hoje.[3] Em 2002 se elegeu deputado estadual e se reelegeu em 2006.[4]

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Na eleição de 2010, o PP tentou reeleger a então governadora Yeda Crusius (PSDB) sem êxito, enquanto Jerônimo se elegeu pela primeira vez deputado federal.[4] Nesse primeiro mandato na câmara, ele convergiu com os ruralistas nas votações sobre o Novo Código Florestal.[5][6] Foi a favor do projeto que não previa a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação.[7] Em 2011 foi contra a proposta de aumento do salário mínimo para R$ 600 (defendendo a proposta do governo Dilma de R$ 545).[8] Não esteve na votação sobre expropriação de imóveis onde houver trabalho escravo (e a consequente destinação à reforma agrária ou a programas de habitação popular)[9] e votou a favor da PEC do orçamento impositivo.[10]

Na eleição de 2014, apoiando a candidatura não eleita de Ana Amélia Lemos (PP) ao governo do estado, Jerônimo se reelegeu deputado federal.[4] Nesse segundo mandato na câmara, ele cronologicamente votou a favor do PL 4330 da Terceirização;[11] contra as Medidas Provisórias 664 e 665 (de ajuste fiscal propostas por Dilma Rousseff) relativas à pensão por morte e ao seguro desemprego respectivamente;[12][13] a favor do Impeachment de Dilma (PT);[13] a favor da cassação de Eduardo Cunha (PMDB);[13] a favor da PEC do Teto de Gastos;[13] a favor da reforma do ensino médio;[13] a favor da Reforma Trabalhista;[13] a favor de assegurar a prática da vaquejada como manifestação cultural;[13] contra a rejeição das denúncias contra Michel Temer (PMDB)[13] e a favor da MP da reforma do FIES.[13] Jerônimo esteve ausente nas votações sobre a desobrigação da Petrobras de participar de todos os blocos de exploração do pré-sal[13] e a intervenção federal na segurança do RJ.[13]

Em março de 2015, o deputado pediu licença da legenda para se defender da acusação de que recebeu propina da Petrobras, no escândalo conhecido como Operação Lava Jato ou Petrolão. Em setembro de 2017, o Procurador-Geral da República arquivou o caso pela completa ausência de indícios e inocentou o parlamentar.[14]

Na eleição estadual de 2018, o PP apoiou a candidatura eleita de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do estado, enquanto Jerônimo se reelegeu deputado federal.[4] Em seu terceiro mandato na câmara, ele cronologicamente votou a favor de criminalizar responsáveis por rompimento de barragens;[15] a favor da PEC da Reforma da Previdência e contra excluir os professores nas regras da mesma;[15] a favor da MP da Liberdade Econômica;[15] contra alteração no Fundo Eleitoral;[15] contra aumento do Fundo Partidário;[16] a favor do PL 3723 que regulamenta a prática de atiradores e caçadores;[15] a favor do Novo Marco Legal do Saneamento;[15] contra redução do Fundo Eleitoral;[15] contra a suspensão do mandato do deputado Wilson Santiago (PTB/PB), acusado de corrupção;[15] a favor da ajuda financeira aos estados durante a pandemia de COVID-19;[15] a favor da MP 910 (conhecida como MP da Grilagem);[17] a favor da flexibilização de regras trabalhistas durante a pandemia;[15] a favor do congelamento do salário dos servidores;[15] a favor da anistia da dívida das igrejas;[18] a favor da convocação de uma Convenção Interamericana contra o Racismo;[15] a favor da destinação de verbas do novo FUNDEB para escolas ligadas às igrejas (na 2ª votação);[19] a favor da autonomia do Banco Central;[15] contra a manutenção da prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL/RJ);[15] a favor da validação da PEC da Imunidade Parlamentar;[20] a favor da PEC Emergencial (que trata do retorno do auxílio emergencial por mais três meses e com valor mais baixo);[15] a favor de classificar a educação como "serviço essencial" (possibilitando o retorno das aulas presenciais durante a pandemia);[21] a favor de acabar com o Licenciamento Ambiental para diversas atividades;[15] contra a suspensão de despejos durante a pandemia[15] e a favor de dificultar a punição por improbidade administrativa.[22] Jerônimo esteve ausente nas votações sobre a MP 867 (que segundo ambientalistas alteraria o Código Florestal anistiando desmatadores);[23] a cobrança de bagagem por companhias aéreas;[15] o "Pacote Anti-crime" de Sergio Moro;[15] o Contrato Verde e Amarelo;[15] a possibilidade de empresas comprarem vacinas da COVID-19 sem terem que doar ao SUS[15] e a privatização da Eletrobras.[15]

Desempenho eleitoral[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Cargo Partido Coligação Suplentes Votos Resultado[4]
2002 Estadual do Rio Grande do Sul Deputado Estadual PPB sem coligação proporcional Telmo Kirst (PPB),
Leila Fetter (PPB)
37.229
(0,69%)
Eleito
(43ª pessoa mais votada,
9ª no partido)
2006 Estadual do Rio Grande do Sul Deputado Estadual PP sem coligação proporcional Leila Fetter (PP),
Jair Soares (PP)
69.550
(1,29%)
Reeleito
(5ª pessoa mais votada,
2ª no partido)
2010 Estadual do Rio Grande do Sul Deputado Federal PP PP / PSDB / PRB / PPS /
PSL / PSC / PHS / PTdoB
Cláudio Diaz (PSDB),
Waldir Canal (PRB)
85.094
(1,49%)
Eleito
(26ª pessoa mais votada,
7ª na coligação)
2014 Estadual do Rio Grande do Sul Deputado Federal PP PP / PSDB / PRB / SD José Otávio Germano (PP),
Yeda Crusius (PSDB)
115.173
(2,09%)
Reeleito
(17ª pessoa mais votada,
4ª na coligação)
2018 Estadual do Rio Grande do Sul Deputado Federal PP PP / PSDB / PRB / PTB / REDE Ronaldo Santini (PTB),
Ronaldo Nogueira (PTB)
89.707
(1,63%)
Reeleito
(22ª pessoa mais votada,
6ª na coligação)

Referências

  1. a b Câmara dos Deputados. «Biografia do deputado federal Jerônimo Goergen». Consultado em 20 de junho de 2021 
  2. Congresso em Foco (4 de junho de 2021). «Radar do Congresso: perfil do deputado federal Jerônimo Goergen». Consultado em 20 de junho de 2021 
  3. Site de Jerônimo Goergen. «Sobre o Deputado». Consultado em 20 de junho de 2021 
  4. a b c d e Poder360. «Candidaturas de Jerônimo Goergen». Consultado em 20 de junho de 2021 
  5. Renata Camargo (24 de maio de 2011). «Veja como os deputados votaram o Código Florestal». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 
  6. Mário Coelho (26 de abril de 2012). «Como cada deputado votou o Código Florestal». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 
  7. Congresso em Foco (6 de novembro de 2012). «Veja como votaram os deputados nos royalties do petróleo». Consultado em 20 de junho de 2021 
  8. G1 (16 de fevereiro de 2011). «Confira como cada deputado votou sobre proposta de mínimo de R$ 600». Consultado em 20 de junho de 2021 
  9. Mário Coelho (23 de maio de 2012). «Deputados de dez partidos votaram contra a PEC do Trabalho Escravo». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 
  10. Mário Coelho (13 de agosto de 2013). «Como os deputados votaram na PEC do orçamento impositivo». Congresso em Foco}. Consultado em 20 de junho de 2021 
  11. EBC (8 de abril de 2015). «Confira como votou cada deputado no projeto de lei da terceirização». Consultado em 20 de junho de 2021 
  12. G1 (13 de maio de 2015). «Saiba como cada deputado votou a segunda MP do ajuste fiscal». Consultado em 20 de junho de 2021 
  13. a b c d e f g h i j k G1. «O Voto dos Deputados - 55ª Legislatura (2015 - 2019)». Consultado em 20 de junho de 2021 
  14. Paula Sperb (6 de setembro de 2017). «Deputado gaúcho que chorou por 'lista de Janot' é inocentado». Veja. Consultado em 20 de junho de 2021 
  15. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v G1. «O Voto dos Deputados - 56ª Legislatura (2019 - 2023)». Consultado em 20 de junho de 2021 
  16. Vem pra Rua (4 de setembro de 2019). «Lista dos deputados que votaram para aumentar o Fundão Eleitoral». Consultado em 20 de junho de 2021 
  17. Ana Carolina Amaral (12 de maio de 2020). «341 deputados votaram pela 'MP da grilagem'». Folha de S. Paulo. Consultado em 20 de junho de 2021 
  18. Flávia Said (9 de setembro de 2020). «Veja como cada deputado votou na emenda que perdoa dívidas de igrejas». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 
  19. Marina Oliveira (17 de dezembro de 2020). «Veja como cada deputado votou na regulamentação do Fundeb». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 
  20. Guilherme Amado (25 de fevereiro de 2021). «Saiba como cada deputado votou na validade da PEC da Imunidade». Época (Globo). Consultado em 20 de junho de 2021 
  21. Congresso em Foco (21 de abril de 2021). «Como votou cada deputado em PL que aprovou educação como serviço essencial». Consultado em 20 de junho de 2021 
  22. Guilherme Mendes (17 de junho de 2021). «Como os deputados votaram o projeto que dificulta punição à improbidade administrativa». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 
  23. Rafael Neves (29 de maio de 2019). «Veja os deputados favoráveis à MP que muda Código Florestal». Congresso em Foco. Consultado em 20 de junho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]