Trabalho escravo contemporâneo

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Trabalho escravo contemporâneo é o trabalho forçado que envolve restrições à liberdade do trabalhador, onde ele é obrigado a prestar um serviço, sem receber um pagamento ou receber um valor insuficiente para suas necessidades e as relações de trabalho costumam ser ilegais. Diante destas condições, as pessoas não conseguem se desvincular do trabalho. A maioria é forçada a trabalhar para quitar dívidas, muitas vezes contraída por um ancestral.

As estimativas do número de escravos hoje variam de cerca de 21 milhões[1]-29 milhões[2][3][4][5] de 46 milhões,[6][7] empregando-se nos diversos ramos da indústria, serviços e agricultura. Em geral, os escravos provêm de regiões muito empobrecidas, com pouco acesso à educação e saúde e ao crédito formal. São locais onde as leis de proteção são fracas, ou sua aplicação é restrita, de forma que a ação dos aliciadores é facilitada. São jovens, a maioria do sexo feminino. Muitos são forçados a se deslocar de sua região de origem em busca de oportunidades e são aliciados para este tipo de trabalho.

A região do mundo onde estas relações de escravidão estão mais presentes é o sul da Ásia, sobretudo a Índia.[8] Apesar das leis, muitos indianos são forçados a trabalhar em regime escravo para pagar dívidas adquiridas por seus antepassados. Da República Popular da China surgem denúncias sobre a existência de campos de trabalho escravo.[9]

A escravidão ocorre em Estados fracos ou corruptos. Regimes autoritários podem favorecer ou mesmo estimular a escravidão. Um exemplo é a segunda guerra civil sudanesa, quando as milícias receberam apoio do governo para escravizar a população. Outro exemplo é Mianmar, onde os camponeses são obrigados pelo governo a trabalhar em regime de corveia.

Existem mais de trezentos tratados internacionais pelo fim do trabalho escravo e comércio de pessoas e mais de doze convenções mundiais de combate à escravidão contemporânea. Entretanto, o problema persiste diante da condição de miséria em que vive grande parte da população mundial. O dia 23 de agosto foi instituído pela Unesco como o Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Desde 2009 a ONG "Repórter Brasil" divulga as fiscalizações de trabalho escravo na indústria têxtil do Brasil. Em julho de 2012 a ONG noticiou vinte empresas envolvidas em trabalhos escravo, dentre elas estão as Lojas Americanas, Lojas Marisa, Zara, Lojas Renner e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[10]

Referências

  1. «Forced labour – Themes». Ilo.org. Consultado em 15-01-2015. 
  2. Andrew Forrest inscreve forças religiosas para combater a escravidão e o tráfico
  3. Bales, Kevin (1999). «1». Pessoas descartáveis: nova escravidão na Economia Global University of California Press [S.l.] p. 9. ISBN 0-520-21797-7. 
  4. E. Benjamin Skinner (18-01-2010). «Tráfico sexual na África do Sul: Copa do Mundo medo da escravidão» Time.com [S.l.] Consultado em 29-08-2010. 
  5. «UN Chronicle | A escravidão no século XXI» (PDF). Un.org. Consultado em 29-08-2010. 
  6. 46 milhões de pessoas vivem como escravos, o mais recente índice global revela, The Guardian
  7. Onde os escravos do mundo vivem, The Atlantic
  8. Fabrica en India.pps autor: C.Ochoa google docs acessado em 23 de outubro de 2011em espanhol
  9. The New York Times - Behind Cry for Help From China Labor Camp. By ANDREW JACOBS, Published: June 11, 2013. Acessado em 11 de Setembro de 2013. (em inglês)
  10. Repórter Brasil (12 de julho de 2012). «As marcas da moda flagradas com trabalho escravo». reporterbrasil.org. Consultado em 27 de setembro de 2016. 

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