Progressistas

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Progressistas
Número eleitoral 11
Presidente Ciro Nogueira
Fundação 14 de abril de 1995
Registro 16 de novembro de 1995 (25 anos)[1]
Sede
Ideologia Nacionalismo brasileiro[2] Liberalismo clássico[3]
Espectro político Centro-direita a Direita[4][5]
Ala jovem Juventude Progressista[6]
Fusão Partido Progressista Reformador (1993-1995)
Partido Progressista (1993-1995)
Membros (2021) 1 337 290 filiados[7]
Governadores (2020)[8]
1 / 27
Prefeitos (2020)[9]
685 / 5 568
Senadores (2020)[8]
6 / 81
Deputados Federais (2020)[8]
40 / 513
Deputados Estaduais (2018)[8]
70 / 1 060
Vereadores (2020)[10]
6 346 / 56 810
Cores      Azul

     Branco

Página oficial
www.progressistas.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Progressistas (PP), denominado Partido Progressista (PP) de 2003 até 2017, é um partido político brasileiro.[11] Com 1.337.290 filiados em março de 2021, é o quarto maior partido do país. Suas cores são o azul e o branco. Seu código eleitoral é o 11.

Uma grande liderança do partido é Paulo Maluf, que concorreu indiretamente à Presidência da República em 1985, num pleito que foi vencido por Tancredo Neves. No Rio de Janeiro, o partido tem um importante filiado: Francisco Dornelles, senador da República pelo estado no período 2007–2014 e vice-governador na chapa de Luiz Fernando Pezão (PMDB) Em Santa Catarina o partido conta com Esperidião Amin, eleito duas vezes governador e também prefeito da capital, Florianópolis, e sua mulher, Ângela Amin, elegeu-se duas vezes prefeita de Florianópolis e por duas vezes disputou a eleição para governador do estado, tendo perdido ambas, em 2010 para o democrata Raimundo Colombo. Outros membros históricos do PP são os economistas Roberto Campos (falecido em 2001 quando ainda estava filiado ao partido), Antônio Delfim Netto (que em 2005 saiu e ingressou no PMDB, mas com a saída de Celso Russomanno da legenda, volta a se filiar no PP,[12][13]) e Pratini de Moraes (ainda membro do PP), todos ministros da área econômica do governo federal no período do regime militar, além de Affonso Celso Pastore (que também se desfiliou do PP), presidente do Banco Central do Brasil no governo João Figueiredo. Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil, que tem apoio de conservadores (sobretudo militares e evangélicos), foi membro do partido. O atual presidente do partido é o senador Ciro Nogueira, do Piauí.[14]

Foi aliado do governo Lula,[15] do governo Dilma[16] e do governo de Michel Temer.[17] Apesar das investigações pela Polícia Federal sobre corrupção, cresceu em número de prefeituras conquistadas nas eleições municipais em 2016, em comparação a 2012, 494 contra 474, somente com os resultados do primeiro turno.[18][19]

História

O partido remonta a uma série de processos de fusão que resultam no partido atual, cujo pedido de renomeação foi deferido na sessão do dia 29 de maio de 2003.[20] O Partido Progressista Brasileiro (PPB) foi um partido político brasileiro formado em 14 de setembro de 1995, com a fusão entre o Partido Progressista (1993–1995) e o Partido Progressista Reformador.

Nas eleições presidenciais de 1998, não lançou candidato à presidência da República, apoiando formalmente a pré candidatura de Fernando Henrique Cardoso à reeleição, tendo como apoiadores Paulo Maluf, Epitácio Cafeteira e Esperidião Amin.[21][22]

Em 2002, não lançou candidato à presidência da República, apoiando informalmente a pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência.[23] No segundo turno, o partido apoiou formalmente José Serra.[24]

Diagrama da origem histórica do partido
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA) 1966–1979
Partido Democrático Social
(PDS) 1980–1993
Partido Democrata Cristão
(PDC) 1985–1993
Partido Social Trabalhista
(PST) 1988–1993
Partido Trabalhista Renovador
(PTR) 1985–1993
Partido Progressista Reformador
(PPR) 1993–1995
Partido Progressista
(PP) 1993–1995
Frente Liberal
(FL)

Partido da Frente Liberal
(PFL) 1985–2007

Democratas
(DEM) 2007–presente
Partido Progressista Brasileiro
(PPB) 1995–2003

Partido Progressista
(PP) 2003–2017

Progressistas
(PP) 2017–presente
Fonte: [20][25]

Findo o governo FHC e completado mais um ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decidiu, em 4 de abril de 2003, alterar sua denominação para Partido Progressista (PP).[26] Com a eleição do presidente Lula em 2002, o PP passou a integrar a base de apoio ao novo presidente no Congresso Nacional.[27]

Nas eleições de 2010, as alianças entre os partidos moderados e de tendências pela esquerda acontecem em vários lugares, como na Bahia, onde o PP fez parte da coligação do candidato petista, tendo inclusive indicado o seu vice.[28] Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010, que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[29]

A partir de 2010 o PP começou a fazer parte da base aliada do governo Dilma Rousseff, tendo seus filiados Mário Negromonte pelo período de 1 de janeiro de 2011 até 2 de fevereiro de 2012[30] e Aguinaldo Ribeiro pelo período de 7 de fevereiro de 2012 até 17 de março de 2014 que assumiram o Ministério das Cidades, sendo este último substituído por Gilberto Occhi.[31]

Assim como muitos grandes partidos em 2012, o PP perdeu prefeituras, caiu de 551 em 2008 para 467 em 2012 e saiu das eleições como quinto partido com maior número de prefeituras. Nas capitais, o partido conseguiu eleger os prefeitos de Palmas e Campo Grande. Em São Paulo apoiou Haddad, do PT.[32]

Em Abril de 2016, o PP rompeu oficialmente com o governo Dilma Rousseff e declarou o seu posicionamento a favor do impeachment da mesma.[16][33] Após o impeachment, o PP apoiou o governo Michel Temer, tendo dois ministérios: o senador Blairo Maggi no Ministério da Agricultura e o deputado Ricardo Barros no Ministério da Saúde.[34]

Em 16 de agosto de 2017, a sigla anunciou que seria rebatizada de Progressistas, em meio a uma tentativa de atrair novos eleitores devido ao desgaste provocado pela crise político-econômica de 2014.[35][36] O pedido de renomeação foi deferido em 11 de setembro de 2018 por Edson Fachin.[37]

Em 2020 nas eleições municipais deste ano o partido elegeu dois prefeitos em capitais: Tião Bocalon em Rio Branco e Cícero Lucena em João Pessoa.

Organização

Lideranças

Nome Posição de destaque Estado
Paulo Maluf[38] ex-Governador e ex-Prefeito  São Paulo
Esperidião Amin[39] ex-Governador, ex-Prefeito e atual Senador  Santa Catarina
Roberto Campos
(Falecido)[40]
ex-Ministro e ex-Senador  Rio de Janeiro
Ana Amélia Lemos[41] ex-Senadora  Rio Grande do Sul
Antônio Delfim Netto[42] ex-Ministro e ex-Deputado Federal  São Paulo
Ciro Nogueira[43] atual Senador  Piauí
Benedito de Lira[44] ex-Senador  Alagoas
Arthur Lira atual Presidente da Câmara dos Deputados  Alagoas
Jair Soares[45] ex-Governador  Rio Grande do Sul
João Leão[46] atual Vice-Governador Bahia Bahia
Blairo Maggi[47] ex-Ministro, ex-Governador e ex-Senador  Mato Grosso
Alcides Bernal[48] ex-Prefeito  Mato Grosso do Sul
Ricardo Barros[49] ex-Ministro e atual Deputado Federal  Paraná
Cida Borghetti[50] ex-Governadora  Paraná
Ângela Amin[51] ex-Prefeita e atual Deputada Federal  Santa Catarina
Francisco Dornelles[52] ex-Governador e ex-Senador  Rio de Janeiro
Ivo Cassol[53] ex-Governador e ex-Senador  Rondônia
Neudo Campos[54] ex-Governador  Roraima
Suely Campos[55] ex-Governadora  Roraima
Celso Bernardi[56] ex-Deputado Federal  Rio Grande do Sul
Severino Cavalcanti
Falecido[57]
ex-Presidente da Câmara dos Deputados  Pernambuco
Antônio Salim Curiati[58] ex-Prefeito e ex-Deputado Federal  São Paulo
Jarbas Passarinho
Falecido[59]
ex-Ministro, ex-Governador e ex-Senador Pará Pará
Pratini de Moraes[60] ex-Ministro  Rio Grande do Sul
Daniella Ribeiro[61] atual Senadora  Paraíba
Mailza Gomes[62] atual Senadora  Acre
Luis Carlos Heinze[63] atual Senador  Rio Grande do Sul

Desempenho eleitoral

Eleições parlamentares

Câmara dos Deputados[64]
Legislatura Bancada % ±
50.ª (1995–1999)
72 / 513
14,03 Aumento 30
51.ª (1999–2003)
60 / 513
11,69 Baixa 12
52.ª (2003–2007)
49 / 513
9,55 Baixa 11
53.ª (2007–2011)
42 / 513
8,18 Baixa 7
54.ª (2011–2015)
44 / 513
8,57 Aumento 2
55.ª (2015–2019)
47 / 513
9,16 Aumento 3
56.ª (2019–2023)
37 / 513
7,21 Baixa 10
Senado Federal[65]
Legislatura Bancada % ±
50.ª (1995–1999)
7 / 81
8,64 Baixa 5
51.ª (1999–2003)
5 / 81
6,17 Baixa 2
52.ª (2003–2007)
1 / 81
1,23 Baixa 4
53.ª (2007–2011)
1 / 81
1,23 Estável 0
54.ª (2011–2015)
5 / 81
6,17 Aumento 4
55.ª (2015–2019)
6 / 81
7,41 Aumento 1
56.ª (2019–2023)
6 / 81
7,41 Estável 0

Eleições presidenciais

Ano Imagem Candidato a presidente Candidato(a) a vice-presidente Coligação Votos Posição
1998
Fernando Henrique Cardoso (1999).jpg
Fernando Henrique Cardoso

(PSDB)

Marco Maciel

(PFL)

União, Trabalho e Progresso
(PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD)
35.936.540 (53,06%)
2014
Dilma Rousseff

(PT)

Michel Temer

(PMDB)

Com a Força do Povo
(PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB)
54.495.459 (51,64%)
2018
Geraldo Alckmin em agosto de 2017.jpg
Geraldo Alckmin

(PSDB)

Ana Amélia

(PP)

Para Unir o Brasil
(PSDB, PP, PTB, PSD, PRB, PR, DEM, Solidariedade e PPS)
5.096.349 (4,76%)

Controvérsias

Corrupção

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de bancadas dos parlamentares cassados por corrupção desde os anos 2000. O PP, segundo maior partido do Brasil a época, ocupa a quarta colocação no ranking, com 26 cassações.[66]

Dos 45 representantes do partido no Congresso, 21 estão sendo investigados na Operação Lava Jato.[67] Outros 11 ex-parlamentares do partido também estão sob suspeita. Entre eles, dois condenados no Escândalo do Mensalão.

Políticos diversos do PP, estão envolvidos e investigados no esquema conhecido como Petrolão. Os políticos foram citados pelos delatores, ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pelo doleiro Alberto Youssef, além de outros delatores. O esquema de corrupção da estatal está sendo investigado por uma operação da Polícia Federal de nome Operação Lava Jato.[68][69][70][71]

Improbidade administrativa

Em 30 de março de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o PP por desvios ocorridos na Petrobras, sendo a primeira contra um partido na Operação Lava Jato. Além do PP, são citados na ação um ex-assessor parlamentar e dez políticos, sendo quatro ex-deputados e seis parlamentares com mandato. Os políticos recebiam entre 30 e 300 mil reais de mesada. O MPF ainda pede o ressarcimento de mais de 2 bilhões e 300 milhões de reais equivalentes à propina paga ao partido, além de multa e danos morais coletivos. Entre as consequências da ação para os políticos, caso sejam condenados, está a perda do cargo, suspensão de direitos políticos, perda da aposentadoria especial e devolução do dinheiro fruto de irregularidades.[72][73][74] Em abril de 2017, a justiça bloqueou 9,8 milhões de reais do partido e outros 466 milhões de reais de políticos da legenda.[75][76]

Referências

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  2. http://www.progressistas.org.br/2056/Documentos/ProgramaPartidario_261600/
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  7. Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados
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