Mário Negromonte Júnior

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Mário Negromonte Júnior
Mário Negromonte Júnior
Deputado federal da Bahia
Período 1 de fevereiro de 2015
até a atualidade
Deputado estadual da Bahia
Período 1 de fevereiro de 2011
até 31 de janeiro de 2015
Dados pessoais
Nascimento 31 de agosto de 1980 (38 anos)
Paulo Afonso, BA
Alma mater Centro Universitário Jorge Amado
Cônjuge Camila Vasquez[1]
Partido PP
Profissão Advogado
linkWP:PPO#Política

Mário Sílvio Mendes Negromonte Júnior, ou simplesmente Mário Negromonte Júnior (Paulo Afonso, 31 de agosto de 1980) é um advogado e político brasileiro, atualmente Deputado Federal pelo Estado da Bahia, filiado ao PP.

É filho do ex-Deputado Federal e ex-Ministro das Cidades Mário Negromonte e da atual prefeita do município de Glória, na Bahia, Ena Vilma Negromonte.

Negromonte Jr. é reconhecido por ser bastante ativo e por sempre buscar melhorias para muitos municípios baianos. O que fez de Mário Jr. o segundo Deputado Federal mais bem votado da Bahia, ele Obteve 169.215 votos (2.55%). Depois de um mandato de muito trabalho e obras como Dep. Estadual. Estando ao lado ACM Neto, Bruno Reis, como os políticos mais promissores da Bahia.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Mário Negromonte Júnior graduou-se em Direito pelo Centro Universitário Jorge Amado (UniJorge) em Salvador, no ano de 2005, com extensão em Business na Universidade Harvard, Estados Unidos, em 2008.[2] Na política, foi presidente estadual e vice-presidente nacional da Juventude Progressista, ala jovem do PP, entre 2005 e 2008, e presidente nacional entre 2011 e 2014. Foi Assessor Jurídico da Secretaria de Economia, Emprego e Renda de Salvador em 2008, Assessor da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente de Salvador em 2009 e Assessor Especial da Secretaria de Infraestrutura da Bahia entre 2009 e 2010. Em 2010 elegeu-se Deputado Estadual e, nas eleições de 2014, chegou à Câmara dos Deputados.[3]

Em abril de 2017 votou a favor da Reforma Trabalhista.[4] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[5]

Indiciamento na Lava Jato[editar | editar código-fonte]

No dia 18 de Dezembro de 2015, O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que Mário Negromonte Júnior fosse investigado em inquérito da Operação Lava Jato. Seu pai, o ex-Deputado e ex-Ministro das Cidades Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, já era investigado por suspeita de envolvimento em fraudes na Petrobras, suspeito de ter recebido dinheiro desviado da estatal em forma de doações oficiais.[6] Zavascki acatou um pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot, que afirma que Negromonte Jr. recebeu uma doação ilegal no valor de R$ 500 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. O deputado foi incluído no mesmo inquérito que já apura a participação do ex-deputado João Pizzolatti no caso. O ministro também autorizou a inclusão do pai de Júnior, e também dos Deputados Luiz Fernando Faria e Roberto Britto, todos pertencentes ao PP e suspeitos de terem sido beneficiados no esquema.[7]

Em Maio de 2016, os Negromonte foram indiciados pela Polícia Federal por corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentro da Lava Jato. A Mario Negromonte Júnior também foi imputado crime de ameaça. A PF aponta que ele tentou obstruir as investigações, fazendo ameaça velada à integridade física do ex-deputado Luiz Argolo e seus familiares na tentativa de evitar que ele fizesse acordo de delação premiada. A polícia concluiu que eles receberam reiteradas vezes, entre 2006 e 2014, propina proveniente de contratos da Petrobras com as empresas Braskem, Odebrecht, Queiroz Galvão, Jaraguá Equipamentos, Mendes Junior e Andrade Gutierrez. O esquema era operado pelo doleiro Alberto Youssef. O ex-deputado João Pizzolatti e Mario Negromonte (o pai) eram líderes do PP e participaram, segundo a PF, de uma organização criminosa que, ao longo de 8 anos, movimentou a cerca de R$ 500 milhões em recursos efetivamente desviados da Petrobras, por meio de doações eleitorais fraudulentas, repasses em espécies e custeio de despesas pessoais dos envolvidos e a terceiros a eles ligados. As investigações identificaram que os responsáveis pelas empreiteiras, além de pagarem propina em espécie aos envolvidos de R$ 300 mil, em média, por mês para cada um, também realizavam depósitos em contas correntes de pessoas por eles indicadas. O inquérito aponta que havia pagamentos extraordinários e individuais que chegavam a até R$ 5,5 milhões para Pizzolatti e Negromonte pai. O partido teria chegado a receber valores de até R$ 28 milhões em doações das empreiteiras nas eleições de 2010, proveniente de pagamento de propina, como uma estratégia de ocultação e dissimulação de valores recebidos indevidamente pelos políticos.[8]

Atividades Parlamentares (legislatura 2015/19)[editar | editar código-fonte]

Obs: Estão listadas apenas as atividades onde o parlamentar foi titular (atualizado em 06/07/16):

  • Comissão de Finanças e Tributação: 4/3/2015 - 12/3/2015;
  • Comissão de Minas e Energia: 12/3/2015 - 2/2/2016;
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: 3/5/2016 - 24/5/2016;
  • PL 5332/09 - Cria o "Pão Brasileiro";
  • PL 1927/03 - Desoneração Tributária do Transporte;
  • CESP - Código de Mineração;
  • PEC 070/11 - Processo de apreciação de MP: 17/3/2015 - atualmente;
  • PL 0037/11 - Mineração: 18/3/2015 - 24/3/2015;
  • PL 0442/91 - Marco Regulatório dos Jogos no Brasil: 1/10/2015 - atualmente;
  • PEC 159/07 - Destinação de Recursos da CIDE: 21/10/2015 - atualmente (Relator);
  • PL 8085/14 - Alteração do Código de Trânsito: 27/10/2015 - atualmente;
  • Transposição do Rio São Francisco: 10/4/2015 - atualmente;
  • CPI - CARF: 8/3/2016 - 29/3/2016;
  • CPI - Máfia do Futebol: 6/4/2016 - atualmente;

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Casamento de Mário Negromonte Júnior e Camila Vasquez em Salvador». Ozildo Alves. 20 de janeiro de 2013. Consultado em 8 de janeiro de 2017. 
  2. «Assembleia Legislativa da Bahia - A Assembléia, História da ALBA». www.al.ba.gov.br. Consultado em 9 de janeiro de 2017. 
  3. «Conheça os Deputados». Consultado em 9 de janeiro de 2017. 
  4. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  5. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  6. «Teori autoriza Lava Jato a investigar deputado Mário Negromonte Júnior». Operação lava jato. 18 de dezembro de 2015 
  7. «STF autoriza inquérito contra Mário Negromonte Jr. na Lava Jato - Agência Estado - UOL Notícias». UOL Notícias 
  8. «PF indicia Roberto Britto, Negromonte e Negromonte Jr. na Lava Jato». www.bahianoticias.com.br. Consultado em 9 de janeiro de 2017.