Cacá Leão

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Cacá Leão
Deputado Federal Cacá Leão
Deputado Federal pela Bahia Bahia
Período 1 de Fevereiro de 2015 até
atualmente
Deputado Estadual da Bahia Bahia
Período 1 de Fevereiro de 2011 até
31 de Dezembro de 2014
Dados pessoais
Nascimento 3 de novembro de 1979 (39 anos)
Salvador, BA
Partido PP
Profissão Empresário

Carlos Felipe Vazquez de Souza Leão, mais conhecido por Cacá Leão (Salvador, 3 de novembro de 1979), é um empresário e político brasileiro, atualmente Deputado Federal pelo Estado da Bahia, filiado ao PP. É o atual vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados.

Cacá Leão é filho do vice-governador e secretário de Planejamento da Bahia, João Leão.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Deputado Cacá Leão em audiência com o então ministro da Defesa Jaques Wagner, em 2015

Formou-se em Administração e Planejamento Municipal pela Faculdade Metropolitana Polifucs, em Lauro de Freitas, em 2002, com pós-graduação em Gestão Pública, concluído em 2004.[1] Entre 2001 e 2003 atuou como assessor especial da prefeitura de Lauro de Freitas, cidade que é o principal reduto eleitoral de seu pai, que foi prefeito entre o final dos anos 1980 e inicio da década de 1990. Foi candidato a prefeito de Lauro de Freitas em 2004,[2] tendo sido derrotado pela petista Moema Gramacho. De 2009 a 2010 foi Diretor de Habitação da prefeitura de Salvador, na gestão do peemedebista João Henrique. Seu primeiro cardo eletivo veio em 2010, quando tornou-se Deputado Estadual. Em 2014 foi eleito deputado federal, obtendo 125.605 votos.[3]

Atuação parlamentar[editar | editar código-fonte]

Eduardo Cunha[editar | editar código-fonte]

Cacá Leão é considerado um dos aliados do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha e, como membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou de modo contrário ao prosseguimento do processo contra ele, que pode resultar na cassação do mandato. Cáca disse que votou contra a admissibilidade do relatório porque o regimento teria sido atropelado na Comissão e, por isso, ele não teria tido tempo suficiente para conhecer o conteúdo do documento elaborado anteriormente pelo deputado Fausto Pinato e complementado posteriormente por Marcos Rogério. O pai de Cacá, o vice-governador baiano João Leão, também está na lista dos suspeitos da Operação Lava Jato.[4]

Impeachment[editar | editar código-fonte]

Cacá se absteve na votação da admissibilidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, contrariando determinação do PP que indicou que seus integrantes deveriam votar de modo favorável à sequencia do andamento do processo. O desligamento chegou a ser cogitado como uma das punições para os deputados que não seguiram a decisão da direção. No entanto, o partido decidiu não abrir processo de expulsão contra nenhum dos parlamentares da legenda que se posicionaram a favor de Dilma Rousseff ou que se abstiveram.[5][6] Apesar disso, o nome do deputado baiano chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Integração Nacional no governo interino de Michel Temer, como moeda de troca do partido por ele ter aberto mão de disputar a liderança do PP na Câmara, favorecendo, assim, a eleição de Aguinaldo Ribeiro. No entanto, esta ida para o ministério não ocorreu.[7]

CPI da Petrobras[editar | editar código-fonte]

Cacá fazia parte da CPI da Petrobras, Comissão da Câmara que investigava o esquema de corrupção da estatal. No entanto ele acabou sendo afastado pelo PP depois que seu seu pai tornou-se um dos 34 congressistas ou ex-congressistas que tiveram o pedido de abertura de inquérito aceito pelo Supremo Tribunal Federal em 6 de Março de 2016. Outros dois deputados do partido, Lázaro Botelho, do Tocantins, e Sandes Júnior, de Goiás, também foram afastados por estarem sendo investigados pela corrupção na Petrobras.[8]

Apoio a Michel Temer[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2017 votou a favor da Reforma Trabalhista.[9] Em agosto de 2017 votou a favor do presidente Michel Temer, no processo em que se pedia abertura de investigação, e que poderia afastá-lo da presidência da república. O voto do deputado ajudou a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[10]

Atividades Parlamentares (legislatura 2015/19)[editar | editar código-fonte]

Obs: Estão listadas apenas as atividades onde o parlamentar foi titular (atualizado em 05/03/18):

  • Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia: 3/3/2015 - 2/2/2016;
  • Comissão de Desenvolvimento Urbano: 3/5/2016 - 02/02/2017;
  • PEC 019/11 - Zona Franca do Semiárido Nordestino: 23/3/2015 - 02/02/2016 ;
  • PL 8085/14 - Alteração do Código de Trânsito: 27/10/2015 - atualmente (Presidente);
  • Seca no Semiárido Nordestino: 30/3/2015 - 2/12/2015;
  • CPI - Petrobras: 25/2/2015 - 10/3/2015;
  • Conselho de Ética e Decoro Parlamentar: 12/3/2015 - atualmente;
  • Comissão Mista de Orçamento: 2017 (Relator Geral do Orçamento para 2018).

Referências

  1. «Sobre». Deputado Federal Bahia – Cacá Leão – PP 
  2. «Márcio Paiva declara guerra a Moema Gramacho». Consultado em 24 de outubro de 2016 
  3. «Conheça os Deputados». Consultado em 24 de outubro de 2016 
  4. «Cacá Leão e outros três deputados baianos tentam salvar Cunha – portalrb.com». www.rb.am.br. Consultado em 24 de outubro de 2016 
  5. «PP começa a punir dissidentes que não acompanharam voto pelo impeachment - Agência Estado - UOL Notícias». UOL Notícias 
  6. «Cacá Leão e Mário Jr. escapam de punição do PP». Consultado em 24 de outubro de 2016 
  7. «PP articula para Cacá Leão assumir Ministério da Integração». Consultado em 24 de outubro de 2016 
  8. «PP retira Cacá Leão e mais dois deputados investigados de CPI da Petrobrás». www.bahianoticias.com.br. Consultado em 24 de outubro de 2016 
  9. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  10. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]