Ricardo Barros

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Ricardo Barros
Ricardo Barros
Ministro da Saúde do Brasil
Período 12 de maio de 2016
até 2 de abril de 2018
Presidente Michel Temer
Antecessor Agenor Álvares
Sucessor Gilberto Occhi
Deputado Federal pelo Paraná
Período 1°- 1º de fevereiro de 1995
até 1º de fevereiro de 2011
(4 mandatos consecutivos)
2°- 1º de fevereiro de 2015
até atualidade
10º Prefeito de Maringá
Período 1º de janeiro de 1989
até 1 de janeiro de 1993
Antecessor Said Ferreira
Sucessor Said Ferreira
Secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná
Período 1º de fevereiro de 2011
até 31 de março de 2014
Governador Beto Richa
Dados pessoais
Nascimento 15 de novembro de 1959 (59 anos)
Maringá, Paraná
Progenitores Mãe: Bárbara Cecily Netto Barros
Pai: Silvio Magalhães Barros
Alma mater Universidade Estadual de Maringá
Cônjuge Cida Borghetti
Filhos Maria Victoria (n. 1992)

Raffaelle Kasprowicz Barros Andressa Kasprowicz Barros

Partido PP
Profissão Engenheiro civil

Ricardo José Magalhães Barros (Maringá, 15 de novembro de 1959) é um engenheiro civil, empresário e político brasileiro.[1][2] Atualmente, é deputado federal pelo estado do Paraná. Foi Ministro da Saúde durante o Governo Michel Temer e também prefeito de Maringá.

Filho do ex-prefeito de Maringá Silvio Magalhães Barros e irmão do também ex-prefeito Silvio Barros, Ricardo Barros é casado com a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti e está no seu 6° mandato na Câmara dos Deputados.

Formado em Engenharia civil pela Universidade Estadual de Maringá,[3] Barros foi candidato ao Senado em 2010 e obteve mais de dois milhões de votos. Em 2012 foi coordenador nacional das eleições municipais do Progressistas (PP), tendo saído vitorioso em seu domicílio eleitoral.

Em 12 de maio de 2016, foi nomeado Ministro da Saúde pelo então presidente Michel Temer após o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff em razão do processo de impeachment[4] e, em julho de 2018, colocou seu nome à disposição do Progressistas para concorrer ao cargo de Presidente da República pela sigla.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ricardo Barros nasceu no município de Maringá, no norte do Paraná, filho de Silvio Magalhães Barros, ex-prefeito de Maringá, e de Bárbara Cecily Neto Barros.[6]

Entre 1977 e 1981, cursou Engenharia civil na Universidade Estadual de Maringá (UEM), e entre os anos de 1999 e 2000, especializou-se em Políticas Públicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).[1]

Iniciou sua vida profissional entre 1979 e 1980, quando trabalhou como gerente financeiro na empresa de seu pai, a Sílvio Magalhães Barros Empreendimentos. Em 1981, trabalhou como consultor de empresas do Centro de Assistência Gerencial ao Programa Especial de Módulos Esportivos, entre 1982 e 1985, atuou como sócio proprietário e diretor comercial da Rádio Maringá FM e, em 1986, tornou-se diretor-presidente da Pieta Engenharia Associados Ltda e também ocupou seu primeiro cargo público, assumindo como diretor técnico da Urbanização de Maringá.[6][1]

Além disso, Ricardo Barros é casado com Cida Borghetti, ex-governadora do estado do Paraná, com quem tem três filhas: Maria Victoria, Raffaelle e Andressa.[6]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de Maringá[editar | editar código-fonte]

Ricardo Barros iniciou sua trajetória política em 1988, quando filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e elegeu-se como o mais jovem prefeito de Maringá, então com 29 anos de idade.[6] Durante o tempo em que permaneceu na prefeitura, participou como conferencista do Congresso Internacional de Urbanismo realizado em Porto Alegre em 1989, e liderou a comitiva brasileira na comemoração dos 40 anos da cidade de Kakogawa, no Japão.[6] Na mesma época, tornou-se sócio proprietário da Rádio Jornal de Maringá e da Magalhães Barros Radiodifusão.[6] Em 1990, visitou várias cidades estadunidenses para avaliar o sistema de administração pública dos Estados Unidos e, em 1992, participou do Encontro Internacional de Prefeitos, Urbanistas e Políticos, realizado em Florença, na Itália, também representando o Brasil no Congresso Mundial da Criança a convite do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).[6] Ainda no mesmo ano, também atuou como chefe da comitiva brasileira para o desenvolvimento do relacionamento industrial e comercial em vários países europeus e no Japão.[6]

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Em 1994, Ricardo Barros assumiu o cargo de secretário-geral do PFL do Paraná e, em outubro do mesmo ano, foi eleito deputado federal pela primeira vez com a soma de 54.049 votos.[6][3] Durante o mandato, integrou como titular as comissões de Educação, Cultura e Desporto e de Viação e Transportes (CVT) e, como suplente, as comissões de Defesa do Consumidor (CDC), Meio Ambiente e Minorias, e de Constituição e Justiça e de Redação.[6] Em 1997, mudou sua filiação para o Partido Progressista Brasileiro (PPB), atual Progressistas (PP), e atuou como vice-líder do partido na Câmara dos Deputados tornando-se, no ano seguinte, vice-presidente do diretório nacional da legenda.[6]

Em 1998, Ricardo Barros elegeu-se novamente deputado federal do Paraná com a soma de 68.919 votos, agora pelo PPB.[6][3] Logo após ser empossado, assumiu como vice-líder da bancada governista na Câmara dos Deputados tornando-se, em 2002, líder do governo no Congresso Nacional. Ainda no mesmo ano, foi também o representante da Câmara dos Deputados na sessão especial da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) sobre a criança, realizada em Nova Iorque.[6]

No ano de 2002, reelegeu-se deputado federal pelo PPB, alcançando a soma de 118.036 votos.[6][3] Durante o mandato, ocupou o cargo de vice-líder do partido até o ano de 2005 e, entre os anos de 2003 e 2006, atuou no processo de elaboração da Lei de diretrizes orçamentárias (LDO).[6]

Em outubro de 2006, Ricardo Barros foi eleito deputado federal pela 4ª vez consecutiva com a soma de 130.855 votos pelo Partido Progressista (PP), antigo PPB.[6][3] A partir de 2007, assumiu como vice-presidente do diretório nacional do PP e presidente do diretório estadual do partido e, em maio do mesmo ano, tornou-se vice-líder do governo na Câmara.[6] Durante o mandato, foi membro titular das comissões de Desenvolvimento Urbano e Interior, de Educação, Cultura e Desporto, de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), de Finanças e Tributação, de Viação e Transportes (CVT), e suplente das comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e de Meio Ambiente e Minorias.[6] Além disso, presidiu os grupos parlamentares Brasil-Itália, Brasil-Reino Unido, a Frente Parlamentar das Agências Reguladoras, e atuou como membro do Conselho Superior de Infraestrutura e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).[6]

Durante seus quatro primeiros mandatos na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros foi autor de vários projetos de lei, entre eles o PL 7994/2010[7] que pedia o estabelecimento de deveres e responsabilidades à criança e ao adolescente estudante, o PL 7911/2010[8] que propunha o aumento da pena de quem utilizasse menores de idade em delitos, e o PL 7968/2010 que reivindicava que alunos dos anos finais do ensino fundamental regular, maiores de quatorze anos, pudessem fazer estágio.[9] Além disso, em 01 de janeiro de 2011, Barros licenciou-se do mandato de deputado federal para assumir o cargo de Secretário da Indústria e Comércio do Paraná, permanecendo até 31 de março de 2014.[1]

Nas eleições de 2014, Ricardo Barros candidatou-se novamente para o cargo de deputado federal pelo PP e conseguiu ser eleito ao alcançar a soma de 114.396 votos.[2] Integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, em 2015, Ricardo Barros votou contra a admissibilidade do processo que pedia a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, juntamente com outros 8 deputados[10] e, em 17 de abril de 2016, votou pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[11] Além disso, ainda no mesmo ano, Ricardo foi o relator do Orçamento da União na Câmara dos Deputados. Em meio à crise econômica, anunciou em dezembro de 2015 que ia propor um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família como medida para cumprir a meta do governo de superávit de 0,7% do PIB de 2016.[4] Porém, o relatório final do orçamento foi aprovado sem o corte por conta do posicionamento contrário do governo. Em fevereiro do mesmo ano, o governo federal autorizou um bloqueio de gastos de R$ 23,4 bilhões nas contas de 2016, sendo que os ministérios de Minas e Energia (MME), Saúde (MS) e Educação (MEC) foram os que tiveram os maiores bloqueios.[4]

Já em 2018, Ricardo Barros elegeu-se para o seu 6° mandato na Câmara dos Deputados com a soma de 80.025 votos, também pelo Progressistas.[12]

Além disso, Ricardo Barros é autor do livro De Olho no dinheiro do Brasil – Orçamento da União, agora você pode participar, publicado em 2007.[3]

Ministério da Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 12 de maio de 2016, Ricardo Barros teve o seu nome anunciado como o novo Ministro da Saúde pela assessoria do vice-presidente Michel Temer, após a notificação da decisão do Senado Federal que aprovou a abertura de processo de impeachment e o afastamento por até 180 dias da então Presidente da República, Dilma Rousseff. Durante a gestão como ministro, Ricardo Barros afirmou que economizou R$ 4,97 bilhões com a revisão de quase 2 mil contratos.[13]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 2015, Ricardo Barros passou a ser investigado por suposta fraude em licitação para publicidade realizada em 2011, no segundo mandato de seu irmão, Silvio Barros II (PP), como prefeito de Maringá.[14]

Como relator do Orçamento da União de 2016, Ricardo Barros envolveu-se em uma polêmica com relação aos cortes que promoveu nas dotações para a Justiça do Trabalho, o que acabou resultando em uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal. Em seu relatório, Barros justificou os cortes por desejar “estimular uma reflexão” sobre a flexibilização do Direito do trabalho, cujas regras, nas suas palavras, "são extremamente condescendentes com o trabalhador”.[15]

Como Ministro da Saúde, em agosto de 2016, foi atribuída a Ricardo Barros a declaração de que "os pacientes do SUS inventam [ou imaginam] doenças".[16] Entidades médicas criticaram a fala.[17] A resposta do ministro foi a seguinte: "eu falei que as pessoas correm aos postos de saúde com efeitos psicossomáticos".[16] No mesmo mês, disse que os homens procuram menos os serviços de saúde porque trabalham mais que as mulheres. “É uma questão de hábito, de cultura. Até porque os homens trabalham mais, são os provedores da maioria das famílias. Eles não acham tempo para se dedicar à saúde preventiva”, disse Ricardo Barros. A declaração foi considerada "desastrosa" pelo governo interino de Michel Temer e aumentou a pressão para troca do comando no Ministério da Saúde; o ministro se desculpou em redes sociais.[18] A declaração foi considerada mais uma das gafes do governo interino e contraria dados da própria pesquisa divulgada pelo Ministério, na mesma data.[19]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]