Ricardo Barros

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Ricardo Barros
CMMPV - Comissão Mista da Medida Provisoria (27831245380).jpg
Ricardo Barros
Ministro de Estado da Saúde do Brasil
Período 12 de maio de 2016
até a atualidade
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Agenor Álvares
Deputado Federal pelo Paraná}
Período 1°- 1º de fevereiro de 1995
até 31 de janeiro de 2011
(4 mandatos consecutivos)
2°- 1º de fevereiro de 2015
até 12 de maio de 2016
10º Prefeito de Maringá
Período 1º de janeiro de 1989
até 1 de janeiro de 1993
Antecessor(a) Said Ferreira
Sucessor(a) Said Ferreira
Secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul do Paraná
Período 1º de fevereiro de 2011
até 31 de março de 2014
Governador Beto Richa
Dados pessoais
Nascimento 15 de novembro de 1959 (57 anos)
Maringá, Paraná
Progenitores Mãe: Bárbara Cecily Netto Barros
Pai: Silvio Magalhães Barros
Alma mater Universidade Estadual de Maringá
Cônjuge Cida Borghetti
Partido Partido Progressista
Profissão Engenheiro civil

Ricardo José Magalhães Barros (Maringá, 15 de novembro de 1959) é um político, engenheiro civil e empresário brasileiro.[1][2]

Foi deputado federal e prefeito de Maringá. É casado com a atual vice-governadora do Paraná Cida Borghetti e filho do ex-prefeito de Maringá Silvio Magalhães Barros e irmão do também ex-prefeito Silvio Barros. Tendo sido deputado federal por quatro mandatos. Em 2010 foi candidato ao Senado, obtendo mais de dois milhões de votos. Atualmente é ministro da Saúde, vice-presidente nacional do PP e presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Desenvolvimento Econômico. Em 2012 foi coordenador nacional das eleições municipais do PP, tendo saído vitorioso em seu domicilio eleitoral. Engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá.[3]

Nomeado em 12 de maio de 2016 ministro da Saúde pelo presidente Michel Temer após o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff em razão do processo de impeachment.[4]

Prefeitura de Maringá[editar | editar código-fonte]

Filiado ao PFL, Ricardo foi eleito prefeito de Maringá, o mais jovem já eleito no município, aos 29 anos. Após sua administração, elegeu-se deputado federal com as seguintes votações: 1994 (54 mil votos), 1998 (68 mil votos), 2002 (118 mil votos) e 2006 (130 mil votos).[3]

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Deputado por quatro mandatos, Ricardo foi líder do Governo (FHC e Lula) no Congresso Nacional e vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, foi também relator da Comissão criada para reestruturar o processo orçamentário. Na Câmara Federal Com o projeto de lei 7994/2010 Ricardo pede alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente para responsabilizar estudantes que desrespeitam professores e funcionários ou que violam regras de comportamento nas escolas. Já com o PL 7911/2010 Ricardo propôs o aumento da pena aos bandidos que utilizam menores de idade nos crimes e com o PL 7968/2010 a autorização para que estudantes do ensino regular e maiores de 14 anos possam fazer estágio. Ricardo Barros era reconhecido como um parlamentar articulador. Sua capacidade de obter e direcionar verbas federais para o Paraná foi uma das principais marcas da atuação de Ricardo na Câmara. Por dois anos consecutivos – 2009 e 2010 -, Maringá foi apontada como a cidade que mais recebeu verbas federais por habitante no país. Na Câmara Ricardo ainda escreveu o livro “De Olho no dinheiro do Brasil – Orçamento da União, agora você pode participar”.[3]

Orçamento de 2016[editar | editar código-fonte]

De volta à Câmara dos Deputados, Barros foi o relator do Orçamento de 2016. Em meio à crise econômica, anunciou em dezembro de 2015 que ia propor um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família como medida para cumprir a meta do governo de superávit de 0,7% do PIB de 2016.[5]

O relatório final do orçamento, porém, foi aprovado sem esse corte, já que o governo foi contra. Em fevereiro do mesmo ano, o governo federal autorizou um bloqueio de gastos de R$ 23,4 bilhões nas contas de 2016, sendo que os ministérios de Minas e Energia, Saúde e Educação foram os que tiveram os maiores bloqueios.

Retorno a Câmara[editar | editar código-fonte]

Integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou contra a admissibilidade do processo que pede a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, juntamente com outros 8 deputados. Teve seu voto vencido, pois outros 11 deputados votaram pela abertura do processo.[6]

Em 17 de abril de 2016, Barros votou pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[7]

Ministro da Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 12 de maio de 2016, após ter sido notificado da decisão do Senado Federal, que aprovou a abertura de processo de impeachment e o afastamento por até 180 dias de Dilma Rousseff da Presidência da República, a assessoria do vice-presidente Michel Temer anunciou os nomes dos ministros que integrarão o ministério do novo governo. Dentre eles está o nome de Ricardo Barros (PP-PR) como o novo ministro da Saúde.[4]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Barros é investigado por suposta fraude em licitação para publicidade realizada em 2011, no segundo mandato de seu irmão, Silvio Barros II (PP), como prefeito de Maringá.[8]

Como deputado relator do Orçamento da União de 2016, Ricardo Barros envolveu-se em polêmica com relação aos cortes que promoveu nas dotações para a Justiça do Trabalho, o que acabou resultando em uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal.[9] Em seu relatório, Barros justificou os cortes por desejar “estimular uma reflexão” sobre a flexibilização do Direito do Trabalho, cujas regras, nas suas palavras, "são extremamente condescendentes com o trabalhador”.

Como ministro da Saúde, em agosto de 2016, foi atribuída a Ricardo Barros a declaração de que "os pacientes do SUS inventam [ou imaginam] doenças"[10]. Entidades médicas criticaram a fala[11]. A resposta do ministro foi a seguinte: "eu falei que as pessoas correm aos postos de saúde com efeitos psicossomáticos"[12]. No mesmo mês, disse que os homens procuram menos os serviços de saúde porque trabalham mais que as mulheres. “É uma questão de hábito, de cultura. Até porque os homens trabalham mais, são os provedores da maioria das famílias. Eles não acham tempo para se dedicar à saúde preventiva”, disse Ricardo Barros.[13] A declaração foi considerada "desastrosa" pelo governo interino de Michel Temer e aumentou a pressão para troca do comando no Ministério da Saúde; o ministro se desculpou em redes sociais.[14] A declaração foi considerada mais uma das gafes do governo interino e contraria dados da própria pesquisa divulgada pelo Ministério, na mesma data.[15]

Referências

  1. «Deputado Ricardo Barros — Portal da Câmara dos Deputados». www.camara.leg.br. Consultado em 15 de julho de 2017 
  2. «Ricardo Barros 1151». Eleições 2014 
  3. a b c Notícias, Ministério da Saúde: blog da saúde (17 de maio de 2016). «Conheça a biografia do ministro da Saúde, Ricardo Barros». Ministério da Saúde: blog da saúde 
  4. a b «Ricardo Barros (PP), ministro da Saúde do governo Temer». Política. 12 de maio de 2016 
  5. «Ricardo Barros (PP), ministro da Saúde do governo Temer». G1. Globo. Consultado em 29 de maio de 2016 
  6. [1], Conselho de Ética aceita parecer pela abertura de processo contra Cunha, 15 de dezembro de 2015
  7. «Deputados autorizam impeachment de Dilma, saiba quem votou a favor e contra». EBC. 17 de abril de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016 
  8. «STF mantém aberta investigação contra Ricardo Barros por fraude licitatória». Gazeta do Povo. Consultado em 12 de maio de 2016 
  9. «Notícias STF :: STF - Supremo Tribunal Federal». www.stf.jus.br. Consultado em 2 de julho de 2016 
  10. «Ministro rebate críticas e nega ter dito que pacientes "inventam doenças"». Consultado em 2 de agosto de 2016 
  11. «Para ministro da Saúde, pacientes 'imaginam' doenças - Saúde - Estadão». Consultado em 2 de agosto de 2016 
  12. «Ministro rebate críticas e nega ter dito que pacientes "inventam doenças"». Consultado em 2 de agosto de 2016 
  13. «Homem procura menos serviço de saúde porque trabalha mais, diz ministro». Consultado em 12 de agosto de 2016 
  14. «Homem procura menos os serviços de saúde pois trabalha mais, diz ministro - 11/08/2016 - Cotidiano - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 12 de agosto de 2016 
  15. «"Homens trabalham mais que mulheres": mais uma para a lista das gafes da equipe de Temer». 11 de agosto de 2016. Consultado em 12 de agosto de 2016 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]