Alberto Alves

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Alberto Alves
Ministro do Turismo do Brasil Brasil
(interino)
Período 17 de junho de 2016
até 5 de outubro de 2016
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Henrique Eduardo Alves
Sucessor(a) Marx Beltrão
Ministro do Turismo do Brasil Brasil
(interino)
Período 29 de março de 2016
até 21 de abril de 2016
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Henrique Eduardo Alves
Sucessor(a) Alessandro Teixeira
Dados pessoais
Nascimento 25 de agosto de 1939 (78 anos)[1][2]
Orlândia, São Paulo[1]
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade de São Paulo
Ocupação Economista

Alberto Alves (Orlândia, 25 de agosto de 1939) é um economista brasileiro ex-ministro do Turismo, que assumiu interinamente, pela terceira vez, o cargo depois da exoneração de Henrique Eduardo Alves.[3][4][5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

De 2002 a 2013, atuou como diretor-adjunto da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Antes disso, durante toda a década de 1990, foi diretor-adjunto da Mercedes Benz do Brasil. A trajetória no setor privado inclui ainda o cargo de acting-diretor de relações governamentais e institucionais da British Petroleum, entre outras empresas.[6]

No setor público, ocupou posições como secretário-adjunto da Secretaria de Planejamento da Presidência da República e assessor econômico do ministro da Agricultura. Por dez anos foi também superintendente da área de desenvolvimento da então estatal Companhia Vale do Rio Doce.[6]

É bacharel em economia pela Universidade de São Paulo e acumula mais de quatro décadas de experiência como gestor em diversas áreas dos setores público e privado. Conta ainda com sólida formação acadêmica conquistada por meio de especializações em temas como estratégia, planejamento e análise de projetos, incluindo estudos na American University, em Washington, nos Estados Unidos.[6]

Foi nomeado secretário executivo do Ministério do Turismo pela presidente Dilma Rousseff em 5 de maio de 2014 (através do decreto de 2 de maio de 2014),[7] sendo empossado em 14 de maio de 2014.[8] Sua nomeação foi bancada pelo líder do PMDB no Senado Federal, Eunício Oliveira (CE), e foi destravada pelo então vice-presidente Michel Temer.[9] Ainda durante o Governo Dilma Rousseff, com a decisão de Henrique Eduardo Alves em entregar o cargo de ministro do Turismo por causa do rompimento do PMDB com o governo, ele assumiu interinamente o posto de ministro em 29 de março de 2016, permanecendo até 21 de abril de 2016.[10] Já em 17 de junho de 2016, assumiu novamente a interinidade do cargo de Ministro do Turismo, desta vez no Governo Michel Temer, quando mais uma vez Henrique Eduardo Alves decide deixar o cargo.[3]

Operação Zelotes[editar | editar código-fonte]

Alberto Alves foi citado na Operação Zelotes. E-mails revelaram que, em dezembro de 2009, ele mandou os parabéns para o lobista Alexandre Paes Santos, preso durante a operação. Ainda na mensagem, ele pergunta para o lobista se ainda podia “intrujar” (na interpretação policial, significaria que ele tentasse incluir a emenda que eles fizeram) dando a compreender que a medida provisória teve sua formatação “sob encomenda”. Respondendo ao e-mail, o lobista diz que não obteve êxito na mudança, porque era preciso que alguém “abanasse o rabo”, e “ninguém se mexeu”. De acordo com matéria do Correio Braziliense, os investigadores da força-tarefa apontam que o termo era um dos códigos utilizados por lobistas das montadoras MMC Mitsubishi e Caoa Hyundai para “comprar” a Medida Provisória 471, medida esta que alongou benefícios fiscais por 5 anos para o setor de automóveis e foi aprovada pela Câmara dos Deputados.[11][12]

Na defesa, Alberto diz que deixou a Anfavea há mais de três anos e que, enquanto ocupava a gerência de Relações Institucionais, acompanhava o debate de matérias de interesse do setor automotivo no Congresso Nacional por obrigação profissional.[13]. O Ministério Público Federal não encontrou elementos contra Alberto Alves e não deu segmento ao indiciamento. Ele ficou de fora da lista de 16 denunciados pelo MPF à Justiça[14].

Referências

  1. a b Ministérios - Biblioteca
  2. Dicas de Políticas Públicas
  3. a b «Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão». DCI. 16 de junho de 2016. Consultado em 17 de junho de 2016 
  4. «Exoneração de Henrique Eduardo Alves é publicada no Diário Oficial». Rede TV - UOL. 17 de junho de 2016. Consultado em 17 de junho de 2016 
  5. «Nova baixa no governo Temer: cai o ministro do Turismo». Portal Benício. 17 de junho de 2016. Consultado em 17 de junho de 2016 
  6. a b c «Secretário-executivo do Ministério do Turismo» (PDF) 
  7. «Página 2 • Seção 2 • 05/05/2014 • DOU». Jusbrasil. Consultado em 21 de junho de 2016 
  8. «Secretário-executivo do Ministério do Turismo e Presidente da Embratur tomaram posse». Revista Hotéis. 14 de maio de 2014. Consultado em 17 de junho de 2016 
  9. Márcio Falcão / Ranier Bragon / Aguirre Talento (27 de setembro de 2015). «Ministério do Turismo vira abrigo para peemedebistas sem cargo». Folha de S. Paulo. Consultado em 21 de junho de 2016 
  10. «Diário Oficial publica exoneração de Henrique Eduardo Alves». EBC Agência Brasil. 29 de março de 2016. Consultado em 20 de junho de 2016 
  11. Sérgio Luiz (18 de junho de 2016). «Ministro interino de turismo é citado na operação Zelotes». Henrique Barbosa. Consultado em 20 de junho de 2016 
  12. «Ministro interino de turismo é citado na operação Zelotes». Henrique Barbosa. 17 de junho de 2016. Consultado em 20 de junho de 2016 
  13. «Zelotes: documentos mostram detalhes de suposto esquema». 27 de outubro de 2015. Consultado em 20 de junho de 2016 
  14. «Justiça aceita denúncia contra 16 por envolvimento na Operação Zelotes». Política. 4 de dezembro de 2015 
Precedido por
Henrique Eduardo Alves
Ministro do Turismo do Brasil (interino)

Governo Dilma Rousseff
2016

Sucedido por
Alessandro Teixeira
Precedido por
Henrique Eduardo Alves
Ministro do Turismo do Brasil (interino)

Governo Michel Temer
2016

Sucedido por
Marx Beltrão
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