Eliseu Padilha

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Eliseu Padilha
Ministro-Chefe da Casa Civil do Brasil
Período 12 de maio de 2016
até a atualidade
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Eva Chiavon (interina)
Ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil do Brasil
Período 1º de janeiro de 2015
até 1º de dezembro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Moreira Franco
Sucessor(a) Guilherme Walder Mora Ramalho (interino)
Ministro dos Transportes do Brasil
Período 22 de maio de 1997
até 16 de novembro de 2001
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Alcides José Saldanha
Sucessor(a) Alderico Lima
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1º- 1º de fevereiro de 1995
até 1º de fevereiro de 1999
2º- 1º de fevereiro de 2003
até 1º de fevereiro de 2011
3º- 23 de agosto de 2011
até 1º de janeiro de 2015
Prefeito de Tramandaí
Período 1º de janeiro de 1989
até 1º de janeiro de 1993
Antecessor(a) Elói Braz Sessim
Sucessor(a) Edegar Munari Rapach
Dados pessoais
Nascimento 23 de dezembro de 1945 (71 anos)
Canela, Rio Grande do Sul
Nacionalidade Brasileiro
Partido PMDB
Ocupação Advogado e político

Eliseu Lemos Padilha (Canela, 23 de dezembro de 1945) é um advogado e político brasileiro. Filiado ao PMDB, então MDB, desde 1966. É o Ministro-Chefe da Casa Civil.[1]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Formado em direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), foi prefeito de Tramandaí, de 1989 a 1992. Foi deputado federal de 1995 a 2011. Nas eleições de 2010, ficou como primeiro suplente e retornou ao cargo em 2013, com a nomeação do deputado Mendes Ribeiro Filho para o Ministério da Agricultura. Permaneceu no cargo até janeiro de 2015. Ocupou o Ministério dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso, de 1997 a 2001.

Secretaria de Aviação Civil[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2014 foi anunciado oficialmente Ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República para o segundo mandato do Governo Dilma Rousseff.[2]

Em 1 de dezembro de 2015, protocolou seu pedido de demissão, em atitude rara na história da República.[3] A saída do ministro ocorreu um dia antes do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha ter acatado o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Padilha alegou "razões pessoais" em seu pedido. Algumas fontes na mídia afirmaram, contudo, que o motivo seria o fato de ter sido negada a sua indicação de um técnico concursado para uma diretoria da ANAC, devido a uma articulação política do partido do governo.[4][5]

Governo Temer[editar | editar código-fonte]

Foi nomeado ministro da Casa Civil no Governo Michel Temer.[6]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2016, Padilha foi acusado pelo ex-ministro da Advocacia-Geral da União Fábio Medina Osório, demitido, de querer abafar a Operação Lava Jato, o que negou .[7] Mesmo assim, senadores protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República contra ele e a nova ministra da AGU, Grace Maria Fernandes Mendonça, para apurar o caso.[8]

Em dezembro de 2016, em acordo de delação premiada, Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, citou, durante a Operação Lava Jato, 45 vezes o ministro.[9] Segundo o delator, o próprio presidente Michel Temer incumbiu Padilha de operacionalizar pagamentos de campanha. O ministro, diz o ex-executivo, cuidou da distribuição de 4 milhões de reais do total de 10 milhões de reais solicitados por Temer à empreiteira. Na delação, Cláudio Melo Filho afirmou: "Foi ele [Padilha] o representante escolhido por Michel Temer –fato que demonstrava a confiança entre os dois–, que recebeu e endereçou os pagamentos realizados a pretexto de campanha solicitadas por Michel Temer. Este fato deixa claro seu peso político, principalmente quando observado pela ótica do valor do pagamento realizado, na ordem de R$ 4 milhões". Ao se referir ao ministro Padilha, Melo Filho afirmou que o hoje ministro "atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome"[9], e que ele "concentra as arrecadações financeiras desse núcleo político do PMDB para posteriores repasses internos".[9] Padilha nega qualquer irregularidade na relação com a empreiteira.[9]

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República[editar | editar código-fonte]

Em 15 março de 2017, após a homologação de diversas delações premiadas, a Procuradoria Geral da República denunciou diversos políticos por envolvimento em corrupção, entre eles Eliseu Padilha. A repercussão de tal denuncia criou um cenário difícil para o governo.[10] O então procurador-geral da república, Rodrigo Janot, pediu a retirada do sigilo da documentação que havia sido entregue nesta terça ao STF, sob o argumento de que é necessário promover transparência e atender ao interesse público, o pedido foi acolhido. Documentos liberados pelo Supremo Tribunal Federal citam Padilha, ele é suposto como responsável pela distribuição de R$ 4 milhões repassados pela Odebrecht à campanha de Temer. Em delação premiada, o ex-assessor de Michel Temer, José Yunes disse foi orientado por Padilha a receber "documentos" em seu escritório e que, no mesmo dia acertado por ele, o lobista Lúcio Funaro foi ao local e lhe entregou um pacote. Além disto, em gravação, Padilha diz que aceitou o nome de Ricardo Barros como ministro da Saúde em troca de apoio do Partido Progressista nas votações do Congresso Nacional.[10][11][12]

Referências

  1. «Eliseu Padilha é o novo ministro da Casa Civil». Casa Civil. Consultado em 9 de julho de 2016 
  2. «Dilma anuncia 13 novos nomes da reforma ministerial». Correio do Povo. 23 de dezembro de 2014 
  3. Casa Civil confirma pedido de demissão de Eliseu Padilha Portal G1 Política, 7/12/2015
  4. Eliseu Padilha deixa o cargo de ministro da Secretaria de Aviação Civil
  5. Ministro Eliseu Padilha pede demissão e aumenta tensão entre PT e PMDB
  6. «Eliseu Padilha (PMDB), ministro da Casa Civil do governo Temer». G1. Globo.com. 12 de maio de 2016. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  7. «Eliseu Padilha nega que o governo esteja tentando obstruir a Lava Jato». Jornal do Brasil. 12 de setembro de 2016. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  8. «Senadores protocolam representação contra Eliseu Padilha e Grace Maria». Jornal do Brasil. 13 de setembro de 2016. Consultado em 13 de setembro de 2016 
  9. a b c d «Nome de Temer é citado 43 vezes em delação de executivo da Odebrecht». Folha de S. Paulo. 10 de dezembro de 2016. Consultado em 10 de dezembro de 2016 
  10. a b «"Isso é rigorosamente mentira", diz Aloysio Nunes sobre acusação de caixa dois». Congresso em Foco. Consultado em 15 de março de 2017 
  11. «Janot pede ao STF 83 inquéritos para investigar políticos citados por delatores». G1. Consultado em 15 de março de 2017 
  12. «Nova 'lista do Janot': veja o que disseram políticos alvos de pedidos de inquérito». G1. Consultado em 15 de março de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Precedido por
Alcides José Saldanha
Ministro dos Transportes do Brasil
1997 — 2001
Sucedido por
Alderico Jefferson da Silva Lima
Precedido por
Moreira Franco
Ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil
2015
Sucedido por
Guilherme Walder Mora Ramalho (interino)
Precedido por
Eva Chiavon
Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil
2016 — presente
Sucedido por