Alcides Lopes Tápias

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Alcides Lopes Tápias
Nascimento 16 de setembro de 1942 (78 anos)
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade Presbiteriana Mackenzie
Ocupação político

Alcides Lopes Tápias (Santo Anastácio, 16 de setembro de 1942) é um advogado e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formou-se em administração de empresas pela Universidade Mackenzie e em direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas.[1]

Casou-se com Luzia Giachini Lopes[1] com quem tem dois filhos.[2]

Bradesco[editar | editar código-fonte]

Em 1957 começou a trabalhar no Bradesco como contínuo. Fez carreira até chegar à vice-presidência.[1]

Em 1991, por sugestão do presidente do banco Lázaro Brandão,[1] Tápias se tornou presidente da Federação Brasileira dos Bancos e membro do Conselho Monetário Nacional.[3] Cumpriu seu mandato até 1994 quando tinha expectativa de suceder Brandão na presidência.[3] Depois de dois anos sem a sucessão, resolveu sair do banco.[3][4]

Camargo Corrêa (1996-1999)[editar | editar código-fonte]

Em 1996, foi convidado a assumir a presidência do grupo Camargo Corrêa, até então liderado pela viúva do fundador Sebastião Camargo.[3] Na sua gestão, o grupo se diversificou: além de infraestrutura e construção, atuou nas áreas de energia elétrica e rodovias.[3] Junto à Votorantim e Bradesco, formou o consórcio VBC para participar de leilões de privatização.[2]

Ministério do Desenvolvimento (1999-2001)[editar | editar código-fonte]

Em 14 de setembro de 1999 foi nomeado ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Fernando Henrique Cardoso.[1] Era o terceiro ministro de uma pasta recém criada.[5]

Em fevereiro de 2000, pediu a demissão do seu subordinado o presidente do BNDES Andrea Calabi.[5] Calabi, que fora indicação do ministro da Saúde José Serra,[5] incomodava Alcides, seu superior, com comentários polêmicos sobre setores industriais.[5] O substituo de Calabi foi Francisco Gros, indicação do presidente do Banco Central Armínio Fraga.[5]

Em 31 de julho de 2001 Alcides saiu do ministério.[2] Foi substituído por Sérgio Amaral.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «TÁPIAS, Alcides». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 15 de novembro de 2020 
  2. a b c «Folha Online - Dinheiro - Conheça o perfil de Tápias, o ministro que sai do governo FHC - 24/07/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 15 de novembro de 2020 
  3. a b c d e «Folha de S.Paulo - Ex-banqueiro, escolhido é defensor da indústria - 07/09/99». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 15 de novembro de 2020 
  4. TEMPO, O. (16 de outubro de 2019). «Morre o banqueiro Lázaro Brandão, ex-presidente do conselho do Bradesco». Economia. Consultado em 15 de novembro de 2020 
  5. a b c d e «Folha de S.Paulo - Governo: Tápias pede a demissão de Calabi - 23/02/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 15 de novembro de 2020 

Precedido por
Dirce Camargo
Presidente do Mover Participações
1996 — 1999
Sucedido por
Raphael Antonio Nogueira de Freitas
Precedido por
Clóvis de Barros Carvalho
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
1999 — 2001
Sucedido por
Sérgio Amaral