Fernando Pimentel

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Fernando Pimentel
Fernando Pimentel em 2016, como Governador
20.º Governador de Minas Gerais
Período 1° de janeiro de 2015
até a atualidade
Vice-governador Antônio Andrade
Antecessor(a) Alberto Pinto Coelho
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior[1]
Período 1° de janeiro de 2011
até 12 de fevereiro de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Miguel Jorge
Sucessor(a) Mauro Borges Lemos[2]
50° Prefeito de Belo Horizonte
Período 8 de novembro de 2001
até 1º de janeiro de 2009
Antecessor(a) Célio de Castro
Sucessor(a) Marcio Lacerda
Dados pessoais
Nascimento 31 de março de 1951 (66 anos)
Belo Horizonte, MG
Brasil
Nacionalidade brasileiro
Partido PT
Profissão Economista
Assinatura Assinatura de Fernando Pimentel

Fernando Damata Pimentel (Belo Horizonte, 31 de março de 1951) é um economista e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e o atual Governador do Estado de Minas Gerais. Foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil do Governo Dilma Rousseff entre 1º de janeiro de 2011[3] e 12 de fevereiro de 2014, quando deixou o cargo para iniciar sua pré-campanha para governador de Minas Gerais[4] no mesmo ano. Foi sucedido no Ministério por Mauro Borges Lemos. Ainda em 2014, com 52,98% dos votos válidos, foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, vencendo o candidato governista Pimenta da Veiga, do PSDB Em 6 de maio de 2016, Fernando Pimentel foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça pela Procuradoria Geral da República (PGR) por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, na Operação Acrônimo.[5] Em março de 2017, teve seu nome investigado e pedido abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal pelo Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, no âmbito da Operação Lava Jato.[6]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pai de três filhos, é formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), e mestre em Ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi eleito prefeito de Belo Horizonte para o mandato de 2005 a 2008, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual é filiado e um de seus fundadores.

Carreira acadêmica[editar | editar código-fonte]

Exerceu atividade acadêmica e docente como coordenador do Centro de Extensão da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG e, desde agosto de 1978, como professor assistente do Departamento de Economia.

Integrante ativo das entidades de categorias profissionais, ocupou a vice-presidência da Associação de Professores Universitários de Belo Horizonte, na gestão 1985-1987, foi presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (1991-1992) tendo sido reeleito, por duas vezes, para conselheiro da mesma, no período de 1990-1992. Foi também diretor do Sindicato dos Economistas de Minas Gerais (1986-1992).

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Iniciou-se na militância política por meio dos movimentos estudantis de 1968, contra a ditadura militar. Na época, tinha 17 anos e estudava no Colégio Estadual de Minas Gerais. Vinculado ao grupo de guerrilha VAR-Palmares, foi perseguido pelos órgãos de repressão e viveu na clandestinidade. Foi preso em 1970 e libertado em 1973.[7]

Ocupou vários cargos na administração municipal de Belo Horizonte, entre eles o de secretário Municipal de Governo, Planejamento e Coordenação Geral, na gestão de Célio de Castro. Em 1993, na gestão de Patrus Ananias, foi secretário Municipal da Fazenda, cargo que ocupou até 1996. No primeiro mandato da administração de Célio de Castro, exerceu o mesmo cargo até junho de 2000, quando se afastou para se candidatar a vice-prefeito. Essa seria sua primeira disputa de um cargo eletivo. Foi um dos principais articuladores do "Orçamento participativo" de Belo Horizonte, o maior programa permanente de obras públicas do país, que continuou sendo uma das prioridades de sua administração.

Em 2001, tomou posse como vice-prefeito de Célio de Castro e, em novembro do mesmo ano, assumiu, interinamente, o cargo de prefeito de Belo Horizonte em substituição ao titular, licenciado por motivo de saúde. Em 8 de abril de 2003, assumiu, definitivamente, o cargo de prefeito, em razão da aposentadoria de Célio de Castro. Durante sua administração no ministério da indústria, rompeu o acordo comercial no setor automotivo com o México pelo excessivo déficit comercial do Brasil.[8]

Prefeito de Belo Horizonte[editar | editar código-fonte]

Encerrou seu mandato de prefeito em Belo Horizonte com índices de aprovação superiores a 90%. Sua gestão foi marcada por grandes investimentos nas áreas urbana e social. As obras realizadas em seu mandato mudaram o traçado de Belo Horizonte e proporcionaram avanços na qualidade de vida da população. Melhorias no trânsito, urbanização de vilas e favelas, construção de moradias, manutenção de serviços essenciais nos bairros, repaginação da área central da cidade, além de um planejamento de atuação nas áreas de risco geológico, foram ações relevantes no âmbito das políticas urbanas. Entre os destaques estão o "Vila Viva", considerado o maior programa de urbanização de vilas e favelas do país, a duplicação da avenida Antônio Carlos, a conclusão do Complexo da Lagoinha e a revitalização do centro de Belo Horizonte. Outro feito importante em sua gestão foi a inauguração da milésima obra do programa "Orçamento participativo".

As políticas sociais também foram destaque na gestão na prefeitura de Belo Horizonte. Ao todo, são 1,7 milhão de pessoas atendidas pelos programas sociais desenvolvidos pela Prefeitura, o equivalente a 77% da população. As iniciativas são voltadas às áreas de assistência social, educação, abastecimento, esportes e saúde. Elas focam a população em situação de maior vulnerabilidade social e econômica. Eles atendem a mais de 20 mil famílias e agregam serviços sociais, inclusive com Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis), programa Escola Integrada, Centro de Referência da Assistência Social, além de áreas para esporte e lazer.

Na educação, o destaque é o Programa Escola Integrada, implantado em 50 escolas da rede municipal. O projeto reúne atividades de arte, cultura, esporte, lazer e cursos profissionalizantes, em horário diferenciado do turno escolar. A saúde também avançou na administração de Fernando Pimentel, com o acesso às consultas especializadas e a implantação do Centro Metropolitano de Especialidades Médicas.O programa Saúde na Escola foi iniciado na gestão Pimentel.

A gestão ficou marcada ainda pela inserção de Belo Horizonte no cenário internacional. Programas como o "Orçamento participativo", "Vila Viva" e "Nascentes", são referência para vários países e objeto de estudo em universidades e outras instituições.

O programa de urbanização de vilas e favelas, "Vila Viva", foi o primeiro colocado mundial em sua categoria no prêmio Metropolis Awards, título concedido a cada três anos pela Rede Metropolis, em reconhecimento às melhores práticas públicas desenvolvidas nas cidades com mais de um milhão de habitantes. Já com a execução do "Nascentes", Belo Horizonte foi escolhida para representar a América Latina na criação do Fundo Global para o Desenvolvimento de Cidades, medida integrante da Rede Metropolis.

Foi apontado, pelo site inglês Worldmayor, como o oitavo melhor prefeito do mundo, em 2005. O site destaca o trabalho dos prefeitos que melhor serviram às suas comunidades. Foi o único prefeito da América do Sul na lista dos dez melhores do mundo.[9]

Ministro do desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Ele fez uma administração que se destacou pelo uso de verba pública para financiar o setor privado,[10] pelas concessões a iniciativa privada[11] e pelas violações a acordos comerciais do Mercosul. [12]

Disputou uma vaga no senado nas eleições de 2010, sendo derrotado por Aécio Neves e Itamar Franco.

Governador de Minas[editar | editar código-fonte]

Em 2014 anunciou a saída do Ministério de Desenvolvimento para disputar o governo de Minas pelo PT. Em 5 de outubro foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, com 52,98% dos votos válidos, vencendo o candidato Pimenta da Veiga, candidato pelo PSDB.Tomou posse no dia 1º de janeiro de 2015.

No comando do governo de minas, Pimentel teve que lidar com a situação de crise financeira e política que assolava o país e atender cada região do estado. [13]

Como governador, Pimentel criou os chamados fóruns regionais, que dividiu Minas em 17 Territórios de Desenvolvimento, separados por suas peculiaridades individuais. Em cada um desses Territórios, foi instalado um Fórum Regional, com reuniões presenciais que irão contribuir continuamente para o planejamento das ações de governo. [14]

Suspeitas de corrupção[editar | editar código-fonte]

Operação Acrônimo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Acrônimo

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República investigou se ele assumiu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) com contratos de consultorias ainda vigentes e apurou varias irregularidades, atualmente responde a vários processos judiciais. Em 29 de maio de 2015, o imóvel de sua esposa, Carolina Pimentel, foi alvo de buscas da Polícia Federal no âmbito da Operação Acrônimo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo colaboradores da campanha do petista para governador em 2014.[15] [16][17][18][19]

Em 6 de maio de 2016, foi denunciado ao STF pela Procuradoria Geral da República (PGR) por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A PGR cita repasses da concessionária da marca Hyundai Caoa e três empresas do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, denunciado igualmente. Bridge, BRO e POR consultoria. Os repasses seriam desvios de financiamento do programa de isenções fiscais, feitos através de uma portaria assinada por Pimentel.[5]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

A campanha de Pimentel pagou 440 mil reais a uma empresa que é investigada na operação Lava Jato como suspeita de passar propina a André Vargas (sem partido-PR). A gráfica MPV7 passou a ser investigada pela força-tarefa sobre o esquema de corrupção da Petrobras por ter feito diversos depósitos na conta de uma empresa fantasma mantida por Vargas entre 2011 e 2014.[20]

Em maio de 2017 em delação premiada relacionada à Operação Lava Jato,[21] o presidente da JBS, Joesley Batista, informou que doou R$ 30 milhões de reais para a campanha de 2014 do Fernando Pimentel por ordem da então presidente da república Dilma Rousseff. Os valores duas contas mantidas pela JBS eram resultado de favores políticos negociados durante os governos dos presidentes Dilma e Lula.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://ultimosegundo.ig.com.br/os-60-mais-poderosos/fernando-pimentel/522932238e42b94b52000002.html 60 mais poderosos
  2. «Mauro Borges assume interinamente pasta do Desenvolvimento». 12 de fevereiro de 2014. Consultado em 13 de fevereiro de 2014 
  3. Assessoria de Comunicação Social do MDIC (3 de janeiro de 2011). «Fernando Pimentel recebe cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior». desenvolvimento.gov.br. Consultado em 29 de julho de 2014 
  4. Erich Decat e Lisandra Paraguassu (13 de fevereiro de 2014). «Fernando Pimentel deixa ministério para disputar governo de Minas». Agência Estado. Consultado em 29 de julho de 2014 
  5. a b «Governador de MG é denunciado por corrupção e lavagem». Terra. Maio de 2016. Consultado em 6 de maio de 2016 
  6. Vladimir Netto. «Veja os novos nomes de políticos da 'lista do Janot' revelados pela TV Globo». G1. Globo.com 
  7. «Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Fernando Pimentel». Portal do Governo do Brasil. Consultado em 23 de julho de 2013 
  8. Brasil vai romper acordo automotivo com o México Click Folha, 2 de fevereiro de 2012
  9. «The top 10 mayors of World Mayor 2005» (em inglês). Worldmayor. Consultado em 23 de julho de 2013 
  10. «Dilma visita Portugal de olho em privatizações e acordos educacionais». BBC Brasil. Consultado em 10 de setembro de 2013 
  11. «Governo tenta ajudar Eike a estancar crise de confiança». Portos e Navios. Consultado em 10 de setembro de 2013 
  12. «BRASIL E EUA BUSCAM ACORDOS BILATERAIS». DefesNet. Consultado em 10 de setembro de 2013 
  13. «Pimentel fala sobre governo de minas» 
  14. «FÓRUNS REGIONAIS: A SUA VOZ É A VOZ DE MINAS» 
  15. «PF faz busca na casa do governador de Minas Fernando Pimentel». Infomoney. Consultado em 31 de maio de 2015 
  16. «Comissão apura se Pimentel dava consultoria ao assumir ministério». Portal Terra. 11 de junho de 2012. Consultado em 23 de julho de 2013 
  17. «Fernando Pimentel recebeu R$ 2 milhões por consultorias». O Globo. Globo.com. 4 de dezembro de 2011. Consultado em 23 de julho de 2013 
  18. «Comissão de Ética arquiva processos contra Fernando Pimentel». Folha de S. Paulo. Uol. 22 de outubro de 2012. Consultado em 23 de julho de 2013 
  19. «Comissão de Ética arquiva processos contra Pimentel». Veja. 23 de outubro de 2012. Consultado em 23 de julho de 2013 
  20. Daniela Lima e Bela Megale (7 de junho de 2015). «Fernando Pimentel usou gráfica citada na Operação Lava Jato». Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de novembro de 2015 
  21. «JBS abriu contas no exterior para favorecer Lula e Dilma, diz Joesley». Valor Econômico 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Célio de Castro
Prefeito de Belo Horizonte
2002 – 2008
Sucedido por
Marcio Lacerda
Precedido por
Miguel Jorge
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil
2011 – 2014
Sucedido por
Mauro Borges Lemos
Precedido por
Alberto Pinto Coelho
Governador de Minas Gerais
2015 – presente
Sucedido por
No cargo