André Grabois

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André Grabois
Nascimento 3 de julho de 1946
Rio de Janeiro, Brasil
Morte 14 de outubro de 1973 (27 anos)
Araguaia, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação guerrilheiro
Influências

André Grabois (Rio de Janeiro, 3 de julho de 1946Araguaia, 14 de outubro de 1973) foi um guerrilheiro comunista brasileiro, morto na Guerrilha do Araguaia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Maurício Grabois, um dos dirigentes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e comandante-chefe da guerrilha instalada no Araguaia nos anos 70, foi obrigado a viver na clandestinidade desde os 17 anos de idade, devido à perseguição política sofrida por seu pai e sua família, após o golpe militar de 1964.[1]

Em 1967 foi designado pelo Partido para fazer teinamento militar na República Popular da China, junto com outros militantes. No retorno, instalou-se com o pai e outros companheiros, como o médico João Carlos Haas Sobrinho, na localidade de Porto Franco, no Maranhão, onde alguns dos futuros guerrilheiros estabeleceram-se por algum tempo, trabalhando no comércio de alumínio, utensílios domésticos e na área da saúde,[2] antes de se dirigirem à região do Araguaia.

Integrante de um dos primeiros grupos a chegar à área, onde era conhecido pelo codinome de "Zé Carlos", conheceu e casou-se com a guerrilheira e enfermeira Criméia Schmidt de Almeida, que grávida de André e com problemas durante a gestação, foi obrigada a deixar o Araguaia em junho de 1972, para procurar tratamento em São Paulo, escapando assim do aniquilamento posterior da guerrilha. O filho dos dois, João Carlos, nunca conheceu o pai.[3]

"Zé Carlos" foi o comandante do Destacamento A da guerrilha, baesada na área de Faveira, do inicio da ofensiva militar até outubro de 1973. No dia 14 deste mês, seu grupo, que caçava e preparava porcos-do-mato na roça de um caboclo local que aderiu à guerrilha, para posterior transporte e alimentação do destacamento, foi surpreendido numa emboscada por uma patrulha do exército comandada pelo major Lício Maciel, onde ele e mais três guerrilheiros foram mortos no tiroteio.[4]

Seu corpo nunca foi encontrado e é dado como desaparecido.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]