Eleonora Menicucci

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Eleonora Menicucci
Ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Brasil Brasil
Período 10 de fevereiro de 2012
2 de outubro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Iriny Lopes
Dados pessoais
Nascimento 21 de agosto de 1944 (73 anos)
Lavras, Minas Gerais
Partido PT
Profissão Professora universitária, socióloga

Eleonora Menicucci de Oliveira (Lavras, 21 de agosto de 1944) é uma socióloga brasileira e ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é professora titular de saúde coletiva da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).[1] Filiada ao Partido dos Trabalhadores,[1] dedica-se ao feminismo, sendo favorável à legalização do aborto.[2]

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1974), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (1983), doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1990), pós-doutorado em Saúde e Trabalho das Mulheres pela Universidade de Milão (1994/1995) e livre docência em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (1996).[3]

Militante política contrária ao regime militar no Brasil, participou da luta armada e fez o parto de uma filha ainda na clandestinidade. Quando foi presa foi presa em 1971, a filha, de 1 ano e 10 meses, foi levada com ela.[4] Esteve no presídio Tiradentes com a também militante Dilma Rousseff,[5] de quem era vizinha e colega de faculdade em Belo Horizonte.[2] Tal como a presidente, Rousseff, Eleonora também foi submetida a torturas quando presa. [6]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Por defender abertamente a legalização do aborto e os direitos dos homossexuais, Menicucci recebeu muitas críticas, inclusive da base aliada do governo, como por exemplo do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT).[7] O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado em 2016 por corrupção, classificou a nomeação da ministra um desastre para a imagem do governo.[8]

Secretaria de Políticas para as Mulheres[editar | editar código-fonte]

Escolhida pela presidente da República, Dilma Rousseff, para comandar a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, foi empossada em 10 de fevereiro de 2012 substituindo Iriny Lopes.[9]

Em 2 de outubro de 2015, a reforma ministerial e administrativa da presidente Dilma uniu a Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial, a Secretaria de Direitos Humanos, e a Secretaria de Políticas para as Mulheres, tornando-se o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Com isso, Eleonora passou a ocupar o cargo de secretaria executiva.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Precedido por
Iriny Lopes
Secretaria de Políticas para as Mulheres
2012 — 2015
Sucedido por
Ministério extinto