Jana Moroni Barroso

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Jana Moroni Barroso
Nascimento 10 de junho de 1948
Fortaleza, Brasil
Morte 2 de janeiro de 1974 (25 anos) (?)
Araguaia, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação estudante, guerrilheira

Jana Moroni Barroso codinome: Cristina (Fortaleza, 10 de junho de 1948Araguaia, 2 de janeiro (?) de 1974) foi uma guerrilheira brasileira, integrante da organização de extrema-esquerda Partido Comunista do Brasil, que combateu a ditadura militar brasileira na Guerrilha do Araguaia. Oficialmente consta como desaparecida política.

Cursava Biologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro, quando se envolveu na política e com outros companheiros ingressou no PC do B, ficando responsável pela imprensa clandestina do Partido. Em abril de 1971 mudou-se para o Pará, onde passou a integrar a guerrilha comunista criada na área. Quando se despediu dos pais, disse que talvez não a tivessem de volta.[1] :399 Casou-se com Nelson Lima Piauhy Dourado, também guerrilheiro, e era membro do Destacamento A da guerrilha, depois batizado como Helenira Resende.[2]

Desapareceu em 2 de janeiro de 1974, em companhia do marido e da também guerrilheira Maria Célia Corrêa (Rosa) após ataque das Forças Armadas ao destacamento.[2] Cristina, o nome pelo qual era conhecida na região, anos depois teve sua morte assim descrita pelo mateiro cearense José Veloso de Andrade, que vivia na região e acompanhou os militares:

Quase nua e ferida, foi levada para a base da Bacaba, embarcada num helicóptero e desapareceu. O relatório do Ministério da Marinha atesta que foi morta em 8 de fevereiro de 1974.[2] Oficialmente, é dada como desaparecida.

Uma rua na cidade de Campinas, São Paulo[3] e uma avenida do Rio de Janeiro, no bairro de Paciência,[4] foram batizados com seu nome. Em 2004, seu irmão, o ator Breno Moroni, participou do filme Araguaia - A Conspiração do Silêncio, que trata sobre a guerrilha.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Gaspari, Elio. «A Floresta dos Homens sem Alma». In: Companhia das Letras. A Ditadura Escancarada (As Ilusões Armadas). 2002. [S.l.: s.n.] ISBN 85-359-0299-6 
  2. a b c «Jana Moroni Barroso». GrupoTorturaNuncaMais. Consultado em 10 de setembro de 2012. Arquivado do original em 19 de outubro de 2012 
  3. «Rua Jana Moroni Barroso». Brasilao. Consultado em 11 de setembro de 2012 
  4. «Avenida Jana Moroni Barroso». Consultar CEP. Consultado em 12 de setembro de 2012 
  5. Nascimento, Luiza. «Um grito de justiça nas telas do cinema». A Nova Democracia. Consultado em 22 de maio de 2013