Carlos Minc

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Carlos Minc Baumfeld
Em 19 de maio de 2008, ainda secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, após encontro com a ex-ministra Marina Silva, disse que seria impossível dar continuidade à agenda ambiental "sem conversar com a pessoa que há cinco anos e meio está conduzindo" o processo.
Ministro do Meio Ambiente do Brasil
Período 27 de maio de 2008
até 31 de março de 2010
Antecessor(a) Marina Silva
Sucessor(a) Izabella Teixeira
Secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro
Período 22 de novembro de 2006
até 26 de maio de 2008
Deputado estadual no Rio de Janeiro
Período 1 de janeiro de 1986
até atualidade
(6º mandato consecutivo)
Dados pessoais
Nascimento 12 de julho de 1951 (65 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Partido PV, PT e atualmente sem partido
Profissão Economista
linkWP:PPO#Brasil

Carlos Minc Baumfeld (Rio de Janeiro, 12 de julho de 1951) é um geógrafo, professor, ambientalista, político, ex-guerrilheiro e economista[1] brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Descendente de família judaica, aos dezoito anos, cursando o Colégio de Aplicação da UFRJ, foi vice-presidente da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (AMES), cargo de liderança no meio estudantil em plena ditadura militar.

Ex-guerrilheiro, por sua participação em atos da esquerda armada contra o regime foi preso em 1969. Integrante da organização clandestina VAR-Palmares, onde militou ao lado de Dilma Roussef,[2] participou em 18 de junho de 1969, na cidade do Rio de Janeiro, do roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (considerado pela guerrilha como símbolo da corrupção),[3] de onde foram retirados 2,5 milhões de dólares.[4]

Foi libertado em 1970, juntamente com outros 40 prisioneiros políticos libertados em troca do embaixador da então Alemanha Ocidental, Ehrenfried von Holleben, que fora sequestrado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e pela Ação Libertadora Nacional (ALN), e exilado. Retornou ao Brasil em 1979 através das concessões da lei da anistia.

Em 1978 Minc terminou o curso de mestrado em Planejamento Urbano e Regional, pela Universidade Técnica de Lisboa. Doutorou-se em Economia do Desenvolvimento na Universidade de Paris, em 1984.

É membro-fundador do Partido Verde (PV), juntamente com Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, tendo sido eleito deputado estadual em 1986. Em 1989, por ocasião das eleições presidenciais daquele ano, rompeu com Gabeira, que era candidato pelo PV, e passou a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, filiando-se ao PT, legenda na qual se abrigou até 2016, quando deixou o partido. No momento não está afiliado a nenhum partido político. [5] Foi reeleito deputado estadual em 1990, 1994, 1998 e 2002, quando obteve a sua votação mais expressiva de todos os tempos.

Defensor do socialismo libertário, Minc também declara que uma de suas bases programáticas é o direito das minorias e o meio ambiente.

É autor de inúmeras leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, das quais muitas são voltadas para a defesa do meio ambiente enquanto outras têm mais a ver com a cidadania.

Carlos Minc, então ministro do meio ambiente.

Recebeu o Prêmio Global 500, concedido pela ONU às pessoas que se destacaram na defesa do meio ambiente em âmbito mundial.

Nas eleições de 2006 reelegeu-se consecutivamente mais uma vez para o cargo de deputado estadual, somando 78.311 votos.[6]

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, em 22 de novembro de 2006, confirmou a nomeação de Minc para o cargo de secretário do meio ambiente.

Com o pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em 13 de maio de 2008, foi convidado para assumir o ministério. O convite foi anunciado oficialmente[7] no dia seguinte pelo porta-voz da Presidência da República Marcelo Baumbach. A cerimônia de posse ocorreu em 27 de maio de 2008 no Palácio do Planalto.[8]

Em 31 de março de 2010 deixou o ministério para concorrer novamente ao cargo de deputado estadual.[10] Reelegeu-se ao cargo na Alerj, pelo PT, com 87.210 votos.[11]

Em janeiro de 2011 assumiu pela segunda vez o cargo de Secretário do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro. Em abril de 2014 retomou seu mandato na Alerj, onde hoje ocupa a presidência da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional[12].

Obras[editar | editar código-fonte]

Marina Silva e Carlos Minc se reúnem em Brasília

Além de sua atuação política, é professor da UFRJ do Departamento de Geografia, sendo autor de várias obras:

  • Como Fazer Movimento Ecológico (Vozes; 1985)
  • A Reconquista da Terra (Zahar; 1986)
  • Ecologia e Política no Brasil (Espaço e Tempo/Iuperj; 1987), organizado por José Augusto Pádua, em co-autoria com Fernando Gabeira e outros estudiosos
  • Despoluindo a Política (Relume Dumará)

Referências

  1. MMA-BR
  2. «Minc: Dilma não roubou 'cofre do Ademar' em 1969». O Globo. 18 de fevereiro de 2009. Consultado em 2 de agosto de 2009 
  3. ДИЛМА РУСЕФ Е ДЯСНАТА РЪКА НА ПРЕЗИДЕНТА ИГНАСИО ЛУЛА ДА СИЛВА (em búlgaro)
  4. Revista Veja Online; Alexandre Oltramari (15 de janeiro de 2003). «O cérebro do roubo ao cofre» 
  5. Extra; Berenoce Seara (15 de março de 2016). «Carlos Minc, ex-ministro de Lula e um símbolo do PT no Rio, deixa o partido». Consultado em 29 de março de 2016 
  6. «Tribunal Superior Eleitoral». Consultado em 4 de julho de 2014 
  7. «Planalto confirma Carlos Minc como novo ministro do Meio Ambiente». Consultado em 14 de maio de 2008 
  8. Agência Brasil. «Lula empossa Minc e diz que preservação da Amazônia não será abandonada». Consultado em 30 de maio de 2008 
  9. Revista Veja, edição 2061 de 21 de maio de 2008.
  10. O Globo Online; Chico de Gois e Luiza Damé (31 de março de 2010). «Lula dá posse a dez novos ministros. Dilma e mais nove deixam governo». Consultado em 31 de março de 2010 
  11. «UOL - Eleições 2010 - Apuração - Rio de Janeiro». Consultado em 6 de outubro de 2010 
  12. Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (2014). «Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa». ALERJ. Consultado em 4 de setembro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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