James Allen da Luz

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Jams Allen da Luz
Nascimento 21 de dezembro de 1938
Buriti Alegre, Brasil
Morte ?
Porto Alegre, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação guerrilheiro
Influências

James Allen da Luz (Buriti Alegre, 21 de dezembro de 1938Porto Alegre, ? ) foi um guerrilheiro brasileiro, integrante da organização de extrema-esquerda VAR-Palmares, que participou da luta armada contra a ditadura militar instalada no Brasil entre 1964 e 1985.

Um dos principais militantes da VAR-Palmares, integrante da Ala Vermelha, a mais radical da organização, Allen participou de várias ações armadas cometidas pela guerrilha no período, chegando a se exilar no Uruguai e em Cuba, voltando sempre ao Brasil para participar de novos atos contra o governo. É mais conhecido por ter sido o líder do sequestro do voo 114, o sequestro de um avião comercial da Cruzeiro do Sul para Cuba em janeiro de 1970[1] e por ser o único sobrevivente da Chacina de Quintino, ocorrida no Rio de Janeiro em março de 1972, onde sua companheira Lígia Maria Salgado Nóbrega, grávida de dois meses, foi morta por agentes da repressão política junto a outros integrantes da guerrilha armada.[2]

Dado como desaparecido político, seu destino final é incerto, com datas diversas mesmo entre as organizações que fazem o trabalho de levantamento e pesquisa de vítimas do regime, com um consenso apenas quanto à cidade, Porto Alegre. O Centro de Documentação Eremias Delizoicov dá seu desaparecimento como em 16 de novembro de 1977.[3] A organização de pesquisas dedicadas a este período, http://memoriasdaditadura.org.br/, dá sua morte como 24 de março de 1973, quatro anos antes, num acidente de carro na capital gaúcha,[4] de acordo com um relatório confidencial do SNI descoberto após a redemocratização.[5] O Volume III do Relatório da Comissão Nacional da Verdade (10 de dezembro de 2014), concluiu que "há responsabilidade do Estado brasileiro na ocultação do cadáver de James Allen Luz ocorrida em contexto de sistemáticas violações de direitos humanos promovidos pela ditadura militar, implantada no país a partir de abril de 1964" [6]. Seu corpo nunca foi descoberto e es Forças Armadas não tem qualquer registro sobre o destino de James Allen.

Referências

  1. «Nos bastidores do sequestro do voo 114, o mais longo realizado no regime militar». Jornal Zero Hora. Consultado em 12 de julho de 2017. 
  2. Castro, Juliana. «Chacina de Quintino, uma história reescrita 41 anos depois». O Globo. Consultado em 27 de Junho de 2017. 
  3. «James Allen da Luz». Centro de Documentação Eremias Delizoicov. Consultado em 13 de julho de 2017. 
  4. «JAMES ALLEN DA LUZ». memoriasdaditadura.org. Consultado em 16 de Outubro de 2018. 
  5. «Documento de Informações Nº2 O549/l6/AC/» (PDF). Serviço Nacional de Informações. Consultado em 13 de julho de 2017. 
  6. «Comissão Nacional da Verdade - Relatório - Volume III - Mortos e Desaparecidos Políticos. p. 1214» (PDF). Dezembro de 2014. Consultado em 16 de Outubro de 2018.